MOTIVAÇÃO PARA ESTA PÁGINA

Esta página pessoal não tem uma pretenção especial, mas tão só dar-me a conhecer e intervir em sociedade.

Intervir e divulgar: a minha forma de pensar (política inclusive), o meu percurso pessoal, as minhas viagens, notícias, factos, imagens e textos (meus ou de terceiros) que considere relevantes e tudo o mais, que achar conveniente.

 

A Frase

Na escrita há os que escrevem aquilo que pensam e os outros, que pensam aquilo que escrevem..., pensando muitas vezes o oposto!...

José Capitão Pardal

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Textos para Maio, 2009

A TRADICIONAL FOTO PARA A POSTERIDADE!…

Nos finais dos anos 60, numa época em que a televisão ainda não tinha invadido, definitivamente, os nossos lares e os jogos de futebol ainda levaram multidões aos estádios e até aos campos dos mais humildes clubes, como era o caso do Municipal, onde o nosso Clube de Futebol de realizava os seus jogos (onde hoje existe o Centro de Saúde), deambulavam por entre as suas “quatro linhas” os “craques” que vos aqui deixo nesta fotografia.

C. F. Estremoz - Anos 60

C. F. - Anos 60

Em cima, da esquerda para a direita, podemos ver: Marques, Massano (treinador-jogador), I, II, Mourão, José, “” e Ilídio Balixa.
Em baixo, da esquerda para a direita, temos: Isaurindo, Cochicho, Augusto Cabaço, José Cravo, Vitor Leirias, José , Mourinha e José Cipriano.
Faziam também parte desta “grande” equipa (da segunda metade dos anos 60) e não terão “alinhado”, entre outros, o Joaquim , o Alabaça, o Alvarinho, os irmãos Ourelo e um grande companheiro destes tempos, de uma disposição e um bom humor extraordinários, o saudoso e já falecido guarda-redes Rodrigues.
Mais um daqueles a quem a  não deixou que chegasse aos nossos dias e a quem daqui presto a minha singela homenagem.
Estejas onde estiveres, amigo Rodrigues, nós continuamos contigo no pensamento.

José Capitão Pardal

Qua, 27/05/2009

Os mais novos não se recordam, mas todos os que serviram ou acompanharam o exército português até aos anos 80 do século passado têm certamente na memória as “Berliet Tramagal”, viaturas pesadas de transporte que eram um portento de força e uma dor de cabeça de condução, com as suas 12 mudanças invertidas, exigindo um cuidadoso jogo de embraiagem (duplas) para entrarem.

Na minha memória perduram ainda também as botas de borracha e tecido usadas pelo exército e adoradas pelos jovens do meu tempo, que lhe chamavam carinhosamente “Berliet Tramagal” em homenagem à sua resistência e aspecto imponente.

A tradição do Tramagal como centro de produção de camiões, camionetas e outros veículos manteve-se ao longo das décadas. Recentemente a Mitsubishi Fuso Trucks controlada pelo maior produtor de Camiões (Daimler Trucks) passou a produzir aí o seu modelo Canter, exportado para mais de 30 Países e com um volume de produção anual de quase 200 milhões de Euros.

A aposta no Tramagal como centro de produção de camiões tem vindo a ser reforçada (embora no cerne da crise se tenha verificado uma ligeira redução do esforço produtivo face à quebra de encomendas). No dia 13 de Maio, um comunicado da anunciou a decisão de encerrar duas unidades produtivas na Ásia e reforçar a linha de produção do Tramagal, naquilo que constitui uma grande notícia pelo seu valor directo e pelo significado indirecto da decisão.

Trago esta notícia para esta crónica pelas recordações que me desperta, pelo interesse do facto relatado mas sobretudo para sublinhar como os critérios editoriais dos nossos “media” mais significativos, em particular as televisões, tendem a dar uma visão distorcida da realidade, seguindo o princípio de que o povo gosta mais de ver desgraças do que receber boas novas.

A notícia que antes relatei surgiu em pequenas notas nas páginas de dos principais jornais publicados em 14 de Maio e não me apercebi que tivesse tido destaque em nenhuma televisão.

vive tempos difíceis tal como acontece com todo o mundo, fazendo com que as más económicas surjam com grande regularidade e tenham grande visibilidade.


José Capitão Pardal

Ter, 26/05/2009

Empreendedorismo: O software territorial

 

Por ter achado bastante interessante, apesar de polémico para alguns, aqui vos deixo este texto inserto no site do Ano Europeu da e .

Por Frederico Lucas a 23 Maio 2009

Vou poupar o leitor às estatísticas que demonstram que a distribuição de riqueza depende muito mais do empreendedorismo do que do .
E faz sentido.

A tem riscos e oportunidades e são os empreendedores que têm a capacidade de os absorver, isto é, de serem actores da em que operam.

Este é um ano em que o poder vai a votos. Na fase do hardware territorial, os mandatos foram avaliados pela capacidade dos autarcas em fazer OBRA: Pavilhões Polidesportivos; Piscinas Olímpicas; Centros Culturais; Autoestradas na sua área de influência.

Este modelo chegou ao fim por estar concluído. Já não falta hardware a este fantástico país.
Hoje precisamos de software que explore este que construímos: Ideias, ; Empreendedorismo.
É a recombinação de saberes que promove produtos capazes de entrar no mercado global. E não é difícil enumerar mais de 1000 produtos nacionais – que são concebidos em terras cujos nomes muitos portugueses desconhecem – que têm mercados em raios de muitos milhares de quilómetros.

Dito isto, que julgo consensual, passo à fase das consequências.

Estarão os autarcas portugueses preparados para avaliarem os seus mandatos em função do número de empreendedores que foram capazes de gerar nos seus territórios?

Por outras palavras: Estarão os autarcas portugueses capazes de promover software territorial para o hardware que já conquistaram?

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O articulista não é exaustivo sobre a tema e certamente, nem tudo será como nos faz crer, mas não será preciso mudar de paradigma?…

Voltarei ao assunto no futuro, tentando traçar a minha modesta opinião sobre esta questão.


José Capitão Pardal

175 Anos da Assinatura da Convenção de

1ª Reunião da Rede Europeia de Sítios de

(1st. European Network of Places of Peace Meeting)

DECLARAÇÃO DE

Castelo de Evoramonte
Castelo de

As comemorações dos 175 anos da Assinatura da Convenção de  realizaram-se no passado dia 23 de Maio, na nobre vila que lhe deu o nome, com toda a pompa e circunstância, que a solenidade merecia.

As comemorações foram presididas pelo Sr. Ministro da , Dr. José Pinto , estando presentes o Sr. da Câmara Municipal de , Dr. José Fateira e o Sr. da Junta de Freguesia de , Sr. Bruno Oliveira.

Pelos intervenientes foi destacado o papel relevante que Convenção de teve para a celebrada em 26 de Maio de 1834, pelos chefes dos exércitos de D. e de D. Pedro, que colocou fim à única civil que conheceu ao longo dos seus quase 900 anos de História e para subsequente modernização do país.

No início do século XIX as ideias liberais fervilhavam por toda a e em não era excepção.

Em 1831 o monarca D. , absolutista e tradicionalista, anula a Carta Constitucional, que vigorava desde 1826 e tinha jurado defender ao subir ao trono.

Seu irmão D. Pedro que ocupava o trono do e era defensor desta, desloca-se para , declara detentora do trono sua filha D.  e a partir dos Açores reune um exército e desembarca no Norte de tomando de seguida a cidade do Porto.

Lutas sangrentas, perseguições e destruição de bens tomaram conta do país, até que em 16 de Maio de 1834, os exércitos de D. sofrem uma humilhante derrota na Batalha de Asseiceira, no centro do país que obriga o monarca D. a refugiar-se com o resto do seu exército na cidade de Évora, estando os exércitos de seu irmão, D. Pedro na cidade de .

Com o seu exército fragilizado, perante a possibilidade de uma rendição sem glória e na impossibilidade de continuar a lutar, D. pede a a seu irmão.

A meia distância dos dois exércitos, em é assinada a , na Casa do então da Câmara, Sr. Joaquim Saramago, a 26 de Maio de 1834.

A Convenção de e a reposição da Carta Constitucional foram marcos decisivos para a História de , não só pelo seu contributo para a  , mas também por ter sido no seu seguimento que foi possível modernizar o país, no comércio, na pública, na justiça e no exército, para além de ter acabado com o poder absoluto da Casa Real.

Durante os passados dias 22 e 23 decorreu, igualmente, na Torre Paço de , a 1ª Reunião da Rede Europeia de Sítios de (1st. European Network of Places of Peace Meeting).

A reunião aprovou a DECLARAÇÃO DE que cria a Rede Europeia de Sítios de (European Network of Places of Peace), com a finalidade de congregar as cidades e sítios onde foram assinalados relevantes Tratados de e outras organizações europeias que tenham como actividade prioritária a defesa da e entre outros objectivos a promoção do cultural.

Foi ainda aprovada a constituição da Instaladora da Rede.

Estiveram presentes delegações, constituidas por organizações institucionais e organizações não governamentais de , , Holanda, Grécia e .

A ideia da constituição da Rede partiu da Liga dos Amigos do Castelo de e foi desde sempre apadrinhada pela Câmara Municipal de , que promoveu esta primeira reunião.

Estas entidades pretendem que seja considerada SÍMBOLO NACIONAL DE , estando previstas a recolha de assinaturas para uma petição a endereçar à Assembleia da República, com esse objectivo.

Por terem tomado em mãos tão arrojada tarefa, dou os meus parabéns a todos os que tornaram possíveis estas realizações, em especial, à LACE e ao seu , Basso, assim como ao Município de  e ao seu , José .

Há que não perder de vista o rumo e os objectivos principais: a Promoção da , a Promoção do Cultural e a Promoção das Cidades e Sítios aderentes.


José Capitão Pardal

José lança candidatura
 
de a da Unesco

Torre de Menagem

Torre de Menagem

Apadrinhados pelos Ministros da e dos Negócios Estrangeiros os concelhos de , Marvão, , e Valença iniciaram hoje o processo de candidatura das suas fortificações a da UNESCO

 

No final da cerimónia de entrega da declaração, Amado considerou que o processo de candidatura está «a apartir de agora em aberto», admitindo que se trata de um « riquíssimo que justifica o reconhecimento da UNESCO».

Do ponto de vista cultural, José Pinto considerou que os fortes em causa serviram «para efeitos militares e para consolidar o português», por esse motivo são «áreas de história e portuguesa».

Os cinco municípios apresentaram a intenção de desenvolver o processo de candidatura a pelas suas fortificações abaluartadas de . entre e , com a tipologia de candidatura transfronteiriça em série .

 

 

 

 

 

 

Casco Antigo

Casco Antigo

Em declarações à agência , os presidentes das de (José ) e Valença “concordaram que esta era uma forma de «valorização de uma histórica» e uma forma de «dar às regiões do interior», além de que serve para «reforçar» as ligações com ”.

jornal Destak - 2009/05/21

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José Capitão Pardal

Aproveito para transcrever o texto inserido no Expresso Online de hoje 2009/05/20, da autoria de ALU

Tecnologia: Gigantes mundiais vão imitar portátil Magalhães

, 20 Mai () – Os maiores fabricantes de computadores do mundo, entre os quais a Dell, HP ou Toshiba, estão a preparar o lançamento de portáteis para crianças, à semelhança do que fez com o Magalhães.

De acordo com o espanhol Cinco Días, a Dell vai ser o primeiro fabricante de computadores do top 10 a lançar um portátil para “satisfazer as necessidades dos estudantes da primária”, isto em pleno para fornecer o espanhol, que inclui, entre outras medidas, o fornecimento de 420.000 portáteis a partir de Setembro.

A HP e a Toshiba são outras das que estão interessadas em concorrer ao plano de educação espanhol, refere o , acrescentando que a Acer e a Asus também poderão estar na corrida.

O projecto espanhol tem como objectivo que cada aluno tenha o seu próprio portátil e que sejam instalados quadros digitais paralelamente aos quadros negros, assim como ‘ wireless’.

A iniciativa, semelhante ao programa e-escolinha português, desenvolvida pelo em colaboração com as Comunidades Autónomas, irá estender-se gradualmente até alcançar o ultimo ano do ensino secundário.

Para responder a este repto, “as grandes multinacionais estão a trabalhar em soluções que vão nesta linha. Temos de estar preparados para participar em concursos que se vão lançar um pouco por toda a ”, disse ao Cinco Días o director da HP Sistemas Personales, Salvador Cayón.

Reino Unido, , Itália e são alguns dos países europeus que terão demonstrado interesse em imitar o projecto português.

Depois de ter avançado com o portátil Magalhães, produzido em parceria pela portuguesa JP Sá Couto e a multinacional Intel, a 30 de Julho do ano passado, cabe agora a “imitar” o projecto, com a ajuda da Dell, explorando um potencial de mercado – os portáteis dirigidos às crianças.

ALU

/Fim

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Palavras para quê!…


José Capitão Pardal

Seg, 18/05/2009
HOMENAGEM A UM GRANDE HOMEM
TRANSCREVO NA INTEGRA A MINHA INTERVENÇÃO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 27 DE JUNHO DE 2008
   
 campanha-autarquicas-2005-027

Quando numa anterior Assembleia, me congratulei pelo reconhecimento a 3 ilustres estremocenses, agraciados com a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro, fi-lo e disse-o, por e na convicção ‘que são actos como esses que galvanizam os cidadãos e criam condições, para que coloquemos de parte, aquilo que nos divide e possibilitam que nos unamos, em torno de um projecto comum’.

E disse também que: ‘Sou daqueles que acham que as homenagens, aos homens bons, heróis ou notáveis, deverão realizar-se em sua , para que sintam quão os comuns dos mortais como nós, os admiram e lhes estão reconhecidos, pelas suas obras ou pelos seus actos, dignos ou ousados…’.

Nessa altura apesar de o pensar, não o disse, mas hoje digo também que, mal está a terra, a cidade, o concelho, a região ou o país, que não sabe homenagear condignamente e em os melhores dos seus filhos.

Não terá um projecto comum, nem história, nem identidade e não terá certamente futuro risonho. A identidade de uma nação, de uma região ou de uma localidade, constroi-se na atitude e vivência dos homens, e nos actos relevantes por eles praticados, e transmite-se através da memória colectiva às gerações vindouras.

Quantos serão os que tendo elevado bem alto o nome de ou dado muito do seu tempo, da sua dedicação e sacrifícios, lhes não soube reconhecer mérito, capacidade, exemplo e dedicação em prol da cidade, do concelho e dos outros concidadãos, para os agraciar em ?

Muitos terão sido certamente.

A maioria nem sequer teve direito a ter o seu nome numa das ruas do concelho!…

Há que reconhecer condignamente e em , o papel que os melhores filhos da terra tiveram em prol da divulgação de ou dos interesses do nosso concelho, das nossas colectividades e dos nossos concidadãos.

Minhas Senhoras e Meus Senhores

Vem tudo isto a propósito da recusa, em reunião de Câmara, por falta de unanimidade, na concessão da Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro, ao cidadão José Palmeiro Costa.

O cidadão José Costa tem sido ao longo da sua , um cidadão exemplar a quem deveria ser reconhecido o papel relevante, que desempenhou na estremocense, nas mais variadas actividades por onde passou, durante os seus mais de 80 anos.

E a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro é inequivocamente, o galardão que se adequava a esse reconhecimento, nesta fase da sua .

Minhas Senhoras e Meus Senhores

Creiam, que lamento profundamente esta decisão e esta recusa, e que não poderia ficar calado perante tamanha injustiça.

Quando se tomam decisões desta relevância é necessário, que a nossa consciência e o nosso sentido de justiça, estejam livres e desinibidos de preconceitos de qualquer natureza, que nos podem toldar uma qualquer decisão racional.

Com esta falta de capacidade para reconhecer condignamente, o papel relevante de alguns em proveito de todos, continuaremos a não ter identidade, a não ter história e a ter um futuro toldado por erros grosseiros dos vários passados, que já passaram ou hão-de passar.

Esperemos que este episódio, apesar de relevante, seja apenas um pequeno percalço, no longo trajecto que é a do nosso todo colectivo.”

 


José Capitão Pardal