MOTIVAÇÃO PARA ESTA PÁGINA

Esta página pessoal não tem uma pretenção especial, mas tão só dar-me a conhecer e intervir em sociedade.

Intervir e divulgar: a minha forma de pensar (política inclusive), o meu percurso pessoal, as minhas viagens, notícias, factos, imagens e textos (meus ou de terceiros) que considere relevantes e tudo o mais, que achar conveniente.

 

A Frase

Na escrita há os que escrevem aquilo que pensam e os outros, que pensam aquilo que escrevem..., pensando muitas vezes o oposto!...

José Capitão Pardal

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Textos para Agosto, 2009

Quando analisamos ou intervimos sobre a evolução da portuguesa ou sobre a mundial, não o devemos fazer de ânimo leve, com palavras de retórica ou sentimentos revanchistas e particulares, mas com dados e conhecimento do que “vai pelo mundo”, sobre a matéria.

E nada melhor para fazê-lo do que ler o que se escreve noutros países.

Para o efeito e porque a espanhola é a que mais influência tem sobre a do dia a dia em , aqui vos deixo o texto inserto no jornal Hoy.es, de 20090828, para que possam ter uma ideia mais exacta, do que representa o crescimento verificado, em , no último trimestre (+,30%).

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ECONOMÍA

El PIB sufre una caída histórica del 4,2%, la mayor en cuarenta años

La economía modera su descenso intertrimestral al encoger un 1,1%, frente al 1,6% de enero-marzo

CÉSAR CALVAR | COLPISA.

La economía española se hunde o mejora?

Depende de cómo se mire.

El Producto Interior Bruto () sufrió en el segundo trimestre un derrumbe del 4,2% respecto del mismo período de 2008, el tercero consecutivo y el mayor desde que el INE elabora registros de la contabilidad .

En tasas intertrimestrales, no obstante, el bajón de abril a junio fue ’sólo’ del 1,1%, cinco décimas menor que el 1,6% de enero-marzo.

El Gobierno se aferra a esa «moderación» en la cuarta caída trimestral consecutiva para sostener que lo peor de la recesión ha pasado.

En cambio sus detractores enarbolan el histórico desplome anual para denunciar que la actual política conduce al desastre.

Los datos anual y trimestral evidencian, en todo caso, que la economía sigue en caída.

En ambas tasas la contracción supera en una décima la prevista por el INE en su avance del 14 de agosto; y en dos la estimada por el Banco de España a finales de julio.

En el segundo trimestre, además, el empleo a tiempo completo decreció un 7,1%, equivalente a una disminución neta de 1,36 millones de puestos de trabajo.

La recesión, por tanto, está en España lejos de superarse, mientras otros países de la UE como Alemania, Francia, y Grecia ya han vuelto a tasas intertrimestrales de crecimiento.

El Gobierno quiso ver de nuevo la botella medio llena.

El secretario de de Economía, José Campa, relativizó la importancia de la tremenda contracción anual del 4,2%, y la comparó con el 4,6% de caída media registrado en la eurozona.

España, subrayó, «no se está comportando peor que los países de su entorno».

Sobre la caída intertrimestral del 1,1%, el número dos de Economía reconoció que «no es un dato positivo», aunque sugiere una «ralentización» en la caída.

En ese sentido, aseguró que el Gobierno aprecia signos «nacionales e internacionales de que ya hemos pasado el punto álgido en el deterioro de la situación ».

Tras el último desplome interanual del se oculta el pésimo comportamiento de la demanda interna, en particular del consumo y la inversión.

La demanda en su conjunto restó 7,3 puntos al crecimiento, que no pudo compensar la aportación de la demanda externa, 3,1 puntos de . El consumo decreció un 3%, arrastrado a la baja por el retroceso del 5,9% en el gasto de los hogares por el paro, que provocó un descenso medio del 2,6% en los ingresos de los asalariados.

En buena medida, esa contención del consumo privado se vio compensado por el de las administraciones públicas, que aumentó un 5,1%.

Bienes de equipo

La inversión cayó un 17% en el último año.

Dentro de esta categoría, destaca la caída del 28,9% del gasto de las en bienes de equipo, fundamental para generar actividad. Los desembolsos en maquinaria bajaron un 31,7% y un 22% en material de transporte.

La inversión en construcción decreció un 12%. Sin embargo, la contracción trimestral del conjunto de la inversión en capital fue del 3,9%, más moderada que el desplome del 6,3% de enero-marzo.

En el sector exterior, las exportaciones e importaciones continuaron en tasas negativas en términos interanuales.

Las ventas al extranjero de bienes y servicios cayeron un 15%, pero el descenso en las importaciones fue mayor, del 22,3%.

Respecto del primer trimestre, las exportaciones mostraron su primer dato positivo en cinco trimestres (,6%) gracias a la reactivación en los países del entorno inmediato.

La caída de las importaciones fue del 2,3%, en contraste con el bajón del 11,5% del primer trimestre.

El empleo a tiempo completo ocho horas equivalen a un puesto de trabajo se redujo un 7,1% en tasa interanual, y la cifra de ocupados se situó en 17.785.800.

Por sectores, destaca el crecimiento del 1,1% de la ocupación en el sector energético.

En el resto, se redujo un 2,7% en servicios; un 3,6% en agricultura; un 12,8% en industria y un 25,3% en la construcción.

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José Capitão Pardal

Vai realizar-se em Outubro, na Holanda, o segundo encontro da de Sítios de Paz, uma iniciativa que teve a sua origem na LACE – Liga dos Amigos do Castelo de , da qual é o Basso.

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Sobre o assunto transcrevo uma notícia inserta no jornal “Correio do Minho”, de 20090827.

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A de Sítios da Paz, que integra a histórica vila de , no concelho de , vai promover o seu segundo encontro em Outubro, em Wageningen, na Holanda, disse hoje um responsável da iniciativa.

Basso, da instaladora da , adiantou à agência que o encontro está marcado para a cidade holandesa onde, em 04 de Maio de 1945, foi assinada a capitulação alemã na 2ª Grande Mundial, data anualmente comemorada com um grande festival no qual participam mais de cem mil pessoas.

O primeiro encontro da de Sítios da Paz decorreu em em Maio deste ano, no qual foi aprovada a constituição da , o seu documento de princípios gerais, denominado ‘Declaração de , e eleita a instaladora.

O segundo encontro, de acordo com Basso, que é também da Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte (LACE), vai ser destinado à discussão e aprovação da missão da , definição das condições para a integrar e a questões de organização interna e de financiamentos.

No encontro de Wageningen vai também ser discutida a futura organização formal da .

Paralelamente a este segundo encontro vai decorrer um seminário para o qual estão a ser convidadas personalidades de ‘grande relevo’ da opinião pública dos países integrantes da actual instaladora.

Basso indicou ainda que, após o segundo encontro, está previsto um período destinado à formalização das adesões à , cujo balanço será feito no terceiro encontro a realizar em Maio de 2010, na cidade croata de Zadar.

Por outro lado, disse, está elaborado o registo internacional da marca ‘Places of Peace’ (Sítios da Paz) e o respectivo logótipo, encontrando-se já disponível a página da na , em www.placesofpeace.eu, apenas em inglês, nesta primeira fase.

Várias organizações institucionais e também não governamentais de , , , Holanda e Grécia, presentes no encontro de Maio em , decidiram avançar com a criação da de Sítios da Paz.

A estrutura pretende congregar as cidades e sítios da onde foram assinados relevantes tratados de Paz e as organizações europeias que inscrevam como sua actividade prioritária a defesa da Paz.

Em foi assinada em 26 de Maio de 1834 a Convenção de , que pôs termo à civil de 1832-1834, travada entre absolutistas e liberais.

Segundo Basso, partiu da Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte a ideia de constituir esta e de estabelecer contactos com outros sítios da onde foram assinados ‘importantes’ tratados de Paz ou onde a actividade em prol de uma para a Paz tem um papel relevante.

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José Capitão Pardal

Sex, 28/08/2009

Quer se concorde ou se discorde da governação de José , quer se lhe reconheçam ou não insuficiências, uma coisa é certa, muitas reformas foram estruturadas e várias foram implementadas, em apenas um mandato de quatro anos, num onde reformar “era proibido”.

Para ler, para pensar e para tirar conclusões, aqui vos deixo um texto de Pitta, inserto no jornal “” online, de 2009/08/06.

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06/08/09 00:08 | Pitta

Certas evidências pertencem ao domínio do não-dito.

Ninguém o diz em voz alta, mas todos reconhecem que se encontra, 35 anos depois da queda do Novo, num impasse político.

À época, tratava-se de acabar com a colonial e a polícia política.

Hoje tudo isso pertence ao passado. Sucede que os 35 anos da III República (vamos admitir que a ditadura militar de 1926-33 foi uma espécie de liquidatária da primeira, e que o Novo foi a segunda) cristalizaram num ‘patchwork’ de conquistas em benefício exclusivo de certas corporações. Quem teve força, impôs as regras. Os outros foram cilindrados.

No discurso de posse como primeiro-ministro, José fez uma inesperada referência ao fim do monopólio das farmácias.

O ficou boquiaberto.

Farmácias? Na tomada de posse? Era um sinal.

O comércio farmacêutico é o símbolo dos interesses instalados.

O XVII Constitucional pôs a nu os famosos “direitos adquiridos”.

Na Pública, por exemplo.

Melhor dito: nas várias “administrações públicas”, cada qual com ‘benefits’ particulares.

Isto no regime geral.

Os chamados corpos especiais (magistrados, professores, médicos, diplomatas, militares, polícias, etc.) têm tabelas salariais próprias, como deve ser, mas viviam há 30 anos como feudos autónomos.

Até Março de 2005 nenhum primeiro-ministro questionou o “arranjo”.

Ao contrário, José meteu-se no vespeiro, dando a conhecer ao um quadro legal que permitia desigualdades gritantes.

E não hesitou.

Acabaram as subvenções vitalícias dos deputados, concedidas ao fim de doze anos.

Nenhum autarca pode agora cumprir mais de três mandatos consecutivos.

A progressão salarial dos professores passou a depender de quotas e de avaliação prévia.

A acumulação de pensões de reforma com o exercício de cargos públicos deixou de ser possível. (Abandonando o cargo de ministro das Finanças, o prof. Campos e Cunha pôde continuar a receber a pensão do Banco de .)

As férias judiciais encolheram.

Os generosos subsistemas de das magistraturas, das forças armadas e das polícias foram subsumidos pela ADSE.

Os aposentados da função pública viram aumentar o IRS e passaram a descontar para a ADSE.

O regime de aposentação entre e privado tem sido progressivamente equiparado.

Na , a de cuidados continuados é uma realidade.

José mudou mais em quatro anos do que alguém julgou possível.

Por vontade de irritar as pessoas?

Não. Para tornar o mais justo.

Teria sido infinitamente mais fácil deixar os marajás sossegados.
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José Capitão Pardal

Qua, 26/08/2009

No seguimento da publicação dos dados do INE – de Estatística, sobre o crescimento do – Produto Interno Bruto, deixo-vos o texto do Digital, de 20090813.

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Contrariando a previsão da maioria dos analistas, a portuguesa registou crescimento de ,3% no segundo trimestre do ano, tirando o da recessão em que estava mergulhado há longos meses.

Da Redacção

O Produto Interno Bruto português, soma de todas as riquezas criadas no , registou crescimento de ,3% no segundo trimestre deste ano, face ao primeiro trimestre, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo de Estatística (INE).

O crescimento, contrariando a previsão de contracção de ,6% apontada pela maioria dos analistas, tira da recessão em que estava mergulhado há longos meses.

Os números hoje divulgados, a um mês das legislativas a realizar em 27 de Setembro, poderão repercutir no ambiente eleitoral.

Apesar da recuperação verificada entre Abril e Junho, face ao trimestre anterior, a continua em queda quando os resultados são comparados com o período homólogo de 2008, verificando-se uma queda de 3,7%.

Segundo o INE, houve “redução acentuada das Exportações de Bens e Serviços, do e, em menor grau, das Despesas de Consumo Final das Famílias”.

Assim, a portuguesa apresentou comportamento similar aos resultados divulgados também hoje pela e França que apresentaram, igualmente, crescimento de ,3% no segundo trimestre, embora o da Zona Euro continue no vermelho.

Os dados divulgados pelo INE foram comemorados pelo do primeiro ministro José .

Embora muitos economistas comecem a avaliar que “o pior da já passou”, alertam que não tem a mesma dinâmica de crescimento de países como a ou a França.

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José Capitão Pardal

Por ser do interesse geral, deixo-vos a notícia do iGOV Central de 20090820, sobre o lançamento do Portal do Eleitor

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É hoje lançado o novo Portal do Eleitor, onde um guia faculta toda a informação necessária sobre o recenseamento e as , noticia o Jornal de Notícias.

O principal atractivo do novo portal é um guia que «conduz o visitante pelos meandros da Lei», explica o de Adjunto e da Interna, José Magalhães. O ressalva que não se trata de um guia virtual, mas sim de «uma pessoa filmada em enquadramento natural que descreve e dá conselhos multimédia aos visitantes».

Na mesma ocasião, serão também assinados protocolos com autarquias e freguesias que possibilitarão a criação de portais locais onde se identifique a mesa de voto.

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José Capitão Pardal

fateixa1Por ser do interesse geral, nomeadamente, para os moradores do Bairro de , tomo a liberdade de transcrever o artigo inserto no jornal “ de Notícias” de 20090818.

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 A de iniciou as de requalificação do baluarte de Nossa Senhora da Conceição e do meio baluarte de S. Pedro, disse hoje o da autarquia, José .

A intervenção, segundo o autarca, decorre em dois espaços integrados na segunda linha de fortificação do castelo de , na zona de .

José indicou que esta intervenção deverá ficar concluída no final de Outubro deste ano.

De acordo com o autarca, a intervenção consiste no arranjo exterior do espaço, com movimentação de terras, execução de pavimentos, plantação de árvores, colocação de mobiliário e execução das redes de rega, drenagem e eléctrica.

Segundo o município de , o baluarte de Nossa Senhora da Conceição tem uma área de 1.800 metros quadrados e o meio baluarte de S. Pedro, também designado por Terreiro do Loureiro, ocupa uma área de cerca de 1.400 metros quadrados.

A autarquia pretende melhorar aqueles espaços, que estão degradados, e as árvores que existiam no local já foram retiradas, procedendo-se a novas plantações.

É proposto um percurso pedonal principal a acompanhar a muralha e para o qual convergem os restantes percursos.

Na sua periferia será criada uma zona de estacionamento, que inclui também lugares para pessoas de mobilidade reduzida.

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José Capitão Pardal

Por ser do  interesse de todos os estremocenses e de todos os amantes da festa brava, tomo a liberdade de transcrever o teor do artigo do jornal “Linhas de ” de 20090708 (foto “inAlentejo”), agradecendo a sua divulgação.
 
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A primeira corrida de toiros da revista InAlentejo, cuja apresentação teve lugar na tarde do passado dia 30 de Junho, vai realizar-se a 4 de Setembro, pelas 22h, numa das melhores praças desmontáveis do , junto “às portas” da cidade de .

Moura, Cortes, Telles Jr e Moura são os cavaleiros que, juntamente com a ganadaria Herdeiros Cunhal Patrício e os Forcados Amadores de Montemor e de , irão integrar este espectáculo para aficionados de toda a região e .
Em ambiente de tertúlia taurina, Margalho, um dos elementos da organização, apresentou a corrida, começando por dizer que se trata de um cartel de muito peso, que integra a figura máxima do toureio mundial Moura e Cortes, Telles Jr e Moura que atravessam uma excelente época taurina.
Em relação aos restantes elementos referiu que o grupo de Montemor, constituído desde sempre por forcados de e arredores, tem tido excelentes actuações no ano em que celebra 70 anos e que o de , capitaneado por Fernando Coelho, tem vindo ano após ano a consolidar-se.

Da ganadaria, Herdeiros Cunhal Patrício, disse ser uma das mais prestigiadas do que pensa nunca ter em .
Por último, mencionou que um dos objectivos do espectáculo tauromáquico é criar uma para a reconstrução da praça de toiros de , que se encontra inactiva há mais de cinco anos. Para esta causa – a reconstrução da praça – Margalho solicitou ao da de , José , que fizesse tudo o que estivesse ao seu alcance para que a praça voltasse ao meio taurino.
Para culminar, Margalho disse que estão reunidas todas as condições para uma corrida de toiros de êxito que só é possível realizar-se com os patrocínios das seguintes e instituições: Credito Agrícola de , Salsicharia Estremocense, Adegas Herdades das Servas e Vale de Joana e Carnes Serralheiro.


Esta apresentação, que teve lugar na Herdade das Barbas do cavaleiro Cortes, contou com a presença de todos os intervenientes no espectáculo, do da de e dos representantes das patrocinadoras.

José

Questionado sobre a reconstrução da praça, o do município de referiu ao “LE” que considera importante recuperá-la e devolvê-la à sua função essencial, mas que para isso é necessário reunirem-se esforços e vontades.

“O proprietário da praça – de Bem Estar – tem de tomar a iniciativa e nós apoiamo-los num encontrar de caminhos”.

Para essa reconstrução José adiantou que são necessárias várias fases que envolvem verbas avultadas.

“O primeiro processo é fazer o ponto de situação da estabilidade da praça e ver o tipo de intervenção necessária à sua sustentação, sem, na minha opinião pessoal, alterar a sua traça e a sua matriz, que é muito bonita e equilibrada.

Seguem-se os processos de adaptação às novas exigências das praças de toiros para puder funcionar e, após a consolidação deste projecto, o de financiamento que será um envelope financeiro significativo que a não se põe de parte e está disponível para colaborar com o para encontrarmos a melhor solução”, culminou José .

Margarida de Almeida Barradas

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José Capitão Pardal

Seg, 17/08/2009
Aconselho a leitura integral.
O jornal “” Online de 20090807, brinda-nos com uma extensa entrevista de Costa a  Figo, onde podemos conhecer a sua opinião sobre os meandros do futebol, sobre a mundial, sobre a sua extra futebol, sobre a situação política e o actual momento político português.
Trata-se de uma extraordinária entrevista, onde Figo se “confessa” e nos transmite tudo o que lhe vai na alma.
A não perder.
Mesmo os cépticos de partida, devem ler na integra.
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LUÍS FIGO
LUÍS FIGO

“Espero que continue a ter a para mobilizar o

 

 

 

Costa  
07/08/09 00:10

Numa entrevista exclusiva ao , Figo fala dos seus negócios, da situação do e faz uma “avaliação muita positiva” do trabalho do de nos últimos quatro anos.

O Figo é uma marca mundial. O tem aproveitado bem essa marca?
Poderíamos ficar aqui horas a falar sobre isso… Eu tenho a sorte de praticar um desporto popular, que mobiliza milhões e que chega a todo o mundo, tenho também a sorte de ser conhecido em todo mundo, mas não falo no meu caso particular.

Realmente, poderíamos associar os nossos melhores produtos, aquilo em que somos fortes, à imagem do .

Acho que isto poderia ajudar a mostrar o , mas acho que, muitas vezes, não há uma de divulgação daquilo que fazemos bem. Poderíamos chegar ao consumidor internacional de forma muito mais eficaz se houvesse uma de publicidade e marketing correcta. Muitas vezes, aposta-se em outros caminhos, as vezes até em personalidades estrangeiras. De qualquer maneira, lembro-me de que no ano passado, salvo erro, houve uma primeira campanha de divulgação internacional dos nossos valores, como a Marisa, a Joana Vasconcelos, etc.

Acho que foi uma boa iniciativa que devia ser repetida mais vezes.

Que apostas deveriam ser feitas?
Uma das apostas de futuro do e do seu deve ser claramente nos nossos produtos e nas nossas pessoas, no vinho do , na Cortiça, no , nas Energias renováveis.

Temos de enaltecer e publicitar de forma mais agressiva o que temos e fazemos, mas fora do , porque cá dentro nós sabemos o que temos e fazemos.

pode equiparar-se a ou a Itália, podemos oferecer tudo o que os outros oferecem.

Como é que vê hoje o ?
tem feito um caminho… foram feitos investimentos importantes em nos últimos anos, a aposta nas energias renováveis é também muito importante, hoje e no futuro, mas acabámos por ser apanhados pela turbulência do sistema financeiro que abalou o .

Mas, acho que, pouco a pouco, o tem feito um caminho de , por exemplo na e nas novas tecnologias, por isso, parece-me que este trabalho tem de ser continuado nos próximos anos…

Faz uma avaliação positiva deste ?
Ainda há muita coisa a fazer, mas, visto de fora, faço uma avaliação muita positiva do trabalho deste nos últimos quatro anos.

No momento em que estamos com as à porta, é preciso garantir a estabilidade e continuidade das decisões que foram tomadas, para que a entrada de um novo não signifique que se começa tudo outra vez do início.

Não é positivo para o estar sempre a mudar de rumo e de opções e é sempre necessário algum tempo para as coisas produzirem efeitos.

No seu entender, era desejável que o actual ganhasse as legislativas?
A implementação de algumas opções políticas não se faz em quatro anos.

As pessoas também têm a consciência que algumas das opções foram erradas, porque ninguém é perfeito, mas, havendo mais quatro anos de governação, esses eventuais erros podem ser corrigidos.

Aliás, sou defensor de governos com dois mandatos para podermos avaliar a governação.

Fica claro em quem vai votar no dia 27 de Setembro…
Sempre votei em pessoas e não em partidos políticos.

Eu vejo a de José , a capacidade empreendedora, e espero que continue a ter essa capacidade de mobilizar o .

Bem precisamos!

O que é deve ser, para si, uma prioridade do próximo ?
O desemprego é o nosso maior problema hoje, e temos de garantir que o se desenvolve para diminuir essa taxa de desemprego.

É verdade que é um problema mundial com a actual , mas isso não diminui a responsabilidade do .

Depois deve apostar em cursos profissionalizantes, em vez dos habituais. São esses cursos que podem dar as melhores ferramentas as pessoas que querem trabalhar, os cursos clássicos não tem saída. Temos demasiados doutores, e cada vez mais desemprego.

É preciso mudar de mentalidades, não temos todos de ser doutores, temos é de fazer bem aquilo que sabemos fazer! Em termos de prioridades, o foco deve ser o aumento do salário mínimo.

O caminho que foi feito foi positivo, mas temos de continuar a aumentar aqueles cujos salários são mais baixos.

Isso vai, de certeza, ajudar a , porque as pessoas têm mais capacidade para consumir, além de contribuir também para credibilizar os órgãos políticos aos olhos dos cidadãos, porque as pessoas estão a deixar de acreditar nos políticos e no que dizem.

É uma questão, se quiserem, de justiça .

Depois, como já disse, é preciso apostar naquilo em que somos bons, incentivar a exportação desses produtos, além de melhorar, pouco a pouco, os pontos mais focados pelos cidadãos, boas condições de acesso à e à . Por exemplo, é necessário ajudar as famílias numerosas.

Fundação Figo ainda à espera do estatuto de utilidade

Figo tem outra prioridade na sua , a Fundação que tem o seu nome. “Olhe, a fundação foi criada em 2003, mas ainda não temos o estatuto de utilidade , por isso, não se pense que fizemos a fundação por razões de ordem fiscal.

Nos primeiros cinco anos, tivemos vários mecenas, a começar por mim, que sou o da Fundação, a Coca-Cola, o BPN e a Galp, esta última, como parceira não-financeira, e nenhum de nós teve qualquer tipo de benefício”.

Os projectos que a fundação desenvolveu nos últimos anos enchem-no de orgulho, que se percebe em cada palavra. “Com um esforço financeiro destes mecenas, começamos com um projecto de apoio a jovens de diferentes modalidades, ténis, motor e atletismo, e com o jogo anual All Stars, que continua e é a principal fonte de receita da fundação”.

“Hoje, apostámos em quatro eixos: , desporto, e esperança, cada um deles com projectos próprios, financiados pelos orçamentos dos primeiros cinco anos da fundação e que corresponderam também ao período de contrato dos mecenas. Agora, o momento não é o melhor nem o mais adequado para arranjar novos parceiros financeiros, mas vamos utilizando as receitas desse jogo anual para garantir doações necessárias a várias instituições, desenvolver novas iniciativas”.

Figo garante manter uma preocupação: “O mais importante é sermos credíveis porque os portugueses são muito disponíveis para ajudar e apoiar os que estão em situação difícil, mas querem saber de que forma o seu dinheiro é utilizado.

E isso é muito importante para nós. Também por aquilo que já fizemos, hoje é mais fácil seduzir as numa lógica de parceria. Além disso, a fundação tem um objectivo que é criar condições para o e não simplesmente distribuir dinheiro.

Há aquele célebre ditado chinês: mais importante do que dar o peixe, é ensinar as pessoas a pescar. É isso que tentamos fazer na Fundação”.

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Após 20 anos de carreira, terminada em Maio, Figo diz que se preparou para não ser obrigado a seguir um percurso em torno do futebol.

Figo pôs fim à sua carreira futebolística como sonhava, num grande clube e com um título de campeão de Itália. Na primeira grande entrevista depois de abandonar o futebol, como não podia deixar de ser no Algarve, em Albufeira, a olhar para o mar, Figo não dá sinais de saudades da competição.

Figo descarta, pelo menos nos próximos anos, vir a ser treinador de futebol. Prefere, antes, dedicar-se aos seus projectos empresariais, além de manter uma ligação ao Inter na área das relações internacionais. Mas Figo afirma estar preocupado com o futuro do e, por isso, acredita na importância da continuidade do trabalho de José para um futuro melhor para os Portugueses e para .

O antigo jogador não foge a nenhuma questão, fala do sistema financeiro português e, até, de futebol Foi uma entrevista diferente de um jogador de futebol diferente.

O Figo deixou este ano o futebol profissional. Está a ser um Verão diferente dos outros?
Até ao momento, está a ser um Verão normal, porque acabei a época como nos outros anos e passei umas semanas de férias, de descanso… Está a ser, no fundo, uma transição tranquila e, por isso, ainda não notei diferenças, pelo menos mentalmente.

Em Outubro ou Novembro é que lhe poderei dar uma resposta. Quando a competição começar a sério é que poderei sentir a nostalgia de não estar em competição.

Mas se conseguir estar ocupado, acredito que não vou sentir diferenças significativas em relação a uma actividade futebolística activa.

Tem acompanhado a pré-época?
Sim, em e no estrangeiro.

E tendo em conta os resultados da pré-época, qual é a sua aposta no campeonato português?
Face aos resultados da pré-época, o Benfica vai ser campeão (risos). O que conta é o resultado no final do campeonato, mas é um bom indício. É sempre bom para o futebol português que o campeonato seja disputado até às últimas jornadas e que os três grandes estejam envolvidos, porque isso garante maior emoção.

De qualquer forma, não deixo de gozar as minhas férias ou de fazer o que tenho a fazer diariamente para ver os jogos, ao vivo ou na televisão.

Sempre passou a imagem de que a sua não se esgota no futebol. Isso ajuda-o a passar esta fase?
Sim. Não vivia 24 horas a pensar em futebol nem estava dependente do futebol. Tenho outros gostos, outras preferências, e tive a preocupação de me preparar para o fim da carreira, para a necessidade de não ficar dependente do futebol depois de deixar de jogar.

Eu preparei-me ao longo destes anos para não ter de pedir favores a ninguém, nem estar obrigado a seguir uma carreira em torno do futebol, como treinador ou dirigente. Depois de tantos anos de sacrifícios, quero ser eu a decidir o que vou fazer, com liberdade para o fazer.

Se quiser ir para , vou, se quiser ir para Itália, vou. Se quiser dedicar-me à agricultura, posso. Numa palavra, liberdade.

Acabou a carreira como queria?
Qualquer jogador quer ser eterno, manter-se a jogar para sempre, estar sempre no auge. Ao mesmo tempo, temos de ser realistas e, por isso, decidi que queria terminar em alta, num grande clube e a ganhar títulos, queria sair com um bom sabor na boca, em vez de acabar a carreira numa equipa de segundo nível ou lesionado..

E conseguiu…
Tive sorte e lutei por isso. No futebol, nunca se sabe quem ganha um campeonato, as vitórias são imprevisíveis, por isso, foi ainda mais importante sair com o título de campeão de Itália.

Posso revelar que, há dois anos, estive para pôr fim à carreira, mas depois tive a infelicidade de me lesionar no fim da temporada e pensei: estou há quinze anos a jogar futebol de alto nível, por isso seria terminar a carreira com um mau sabor na boca, terminar desta forma, lesionado. Então, decidi jogar mais uma temporada para terminar de outra forma.

E José Mourinho chegou ao Inter no último ano…
Sim, depois, tive a sorte de encontrar o Zé [José Mourinho] e isso foi também um estímulo acrescido, foi, de certa forma, a renovação da ambição para poder ter uma nova experiência em termos profissionais. E foi uma experiência maravilhosa, apesar dos problemas físicos que tive no início do ano…. mas antes no princípio do que no final do campeonato, outra vez.

Ainda não se arrependeu dessa decisão?
Não, não me arrependi. Este ano, a única possibilidade que admiti foi ter uma nova experiência de nos Estados Unidos, especialmente por causa da minha família, particularmente para as minhas filhas, que estudam num colégio britânico e poderiam ter a oportunidade de praticar a língua inglesa.

Essa possibilidade está em cima da mesa?
Neste momento, não, porque as opções não eram para as cidades que eu queria e, depois, porque o período de contrato que me foi proposto não estava de acordo com o calendário escolar das minhas filhas.

Está preparado para a ressaca do estrelato?
Estou… estou preparado, porque não vivo nem vivi do estrelato, vivo do que produzi em termos profissionais e não da notoriedade.

Agora, como é que é o seu quotidiano?
O meu quotidiano vai ser ocupado. Não me vejo a estar em casa, sem fazer nada. Tenho, em primeiro lugar, as minhas obrigações familiares e, depois, terei a oportunidade de me envolver em áreas de que gosto. Estarei, também, ligado ao Inter nos próximos dois anos na área das relações internacionais, apesar de ficar a viver em .

Admitiu a hipótese de ser candidato à Federação Portuguesa de Futebol e nunca pôs em cima da mesa a possibilidade de ser treinador…
…Isso não significa que, dentro de quatro ou cinco anos, não possa vir a ser treinador, não sei. No curto prazo, acho que a carreira de treinador é muito mais exaustiva e dependente de outras pessoas do que a de jogador. O jogador treina, trabalha e vai para casa, enquanto o treinador é um escravo da profissão.

Foi a cara do BPN e é cliente do BPP. Figo diz-se surpreendido pelos casos e espera um final feliz.

Foi a cara do BPN. Era accionista do banco?
Eu nunca fui accionista do BPN, fui, apenas, a cara do banco em campanhas de publicidade e, nessa altura, obviamente, também cliente.

Foi surpreendido com os problemas do BPN?
Quem é que ia imaginar que um banco poderia cair na situação em que o BPN caiu? Os portugueses confiavam nas instituições bancárias, e eu não fugia à regra. Se não temos confiança no sistema financeiro, estamos mortos…

Tem confiança no sistema financeiro?
Tenho confiança na justiça, apesar de pensar que é necessário mudar o sistema para acelerar as decisões judiciais. Enquanto cliente, não me passava pela cabeça que um banco poderia cair, mesmo com uma grave.

Tendo sido a imagem do BPN, prejudicou-o o que aconteceu? Sentiu-se enganado?
O que é que eu poderia fazer? Fui contratado para promover o BPN, mas não tinha nada a ver com a gestão do banco, por isso, não acredito que possa ser prejudicado pelo que aconteceu. Ainda para mais, era um banco com uma de balcões importante no e, além disso, sempre fui muito bem tratado, inclusive pelo , Oliveira e Costa. Falava bem com ele [Oliveira e Costa], por isso, fui surpreendido, logicamente.

Se quiserem, olhando para trás, a única coisa que posso lamentar é ter dado a cara por um projecto que provou que não merecia a confiança que as pessoas depositaram nele. Mas é evidente que a minha boa fé me levou a acreditar na seriedade dos responsáveis do Banco!

Porque é que moveu um processo judicial ao BPN?
Basicamente, estão desde há dois anos em falta com o pagamento do contrato de imagem que assinaram comigo e que termina em 2009. Não era necessário que as coisas se tivessem degradado ao ponto de ter que mover um processo judicial. Tentei conversar com os responsáveis do banco, mas nem sequer se preocuparam em dar uma explicação, uma resposta, em devolver as chamadas. Afinal de contas, não sou eu que estou em dí com o banco. Foi uma falta de consideração e respeito.

Apesar desta experiência, mantém a confiança no sistema financeiro ?
Não perdi a confiança, mas digo-lhe, para uma pessoa que vê de fora, a partir de Itália ou de , o que aconteceu em , nomeadamente no BPP, não foi nada positivo para o sistema financeiro. Especialmente porque as coisas se arrastam no tempo sem solução, porque não são dadas explicações aos clientes e isso é o mais grave!. É verdade que, infelizmente, houve situações idênticas em outros países, mas naturalmente o que mais me preocupa é o que se passa em .

É cliente do BPP?
Sou, e também de outros bancos portugueses, dos quais sou cliente e com os quais faço as minhas operações. No caso do BPN, foi tomada uma decisão, mas no caso do BPP não, e é urgente que seja, porque as contas dos clientes não podem continuar congeladas. Nos últimos meses, vários amigos perguntaram-me o que está a suceder nos bancos portugueses. E, ao contrário do que dizem, o BPP não é um banco dos ricos, há de tudo, como em todos os bancos.

Conheço várias pessoas que amealharam as suas poupanças durante uma , que têm pequenos negócios, e que passam hoje por grandes dificuldades, enquanto os três ou quatro responsáveis pela situação a que se chegou continuam a viver ‘à grande’. Considero extremamente negativo que um banco vá à falência em .

“Gosto de dinheiro, não sou hipócrita”

Como é que lida com o dinheiro?
Muitas pessoas acusam-me de gostar muito de dinheiro, mas, pergunto, quem não gosta? Eu digo que gosto porque não sou hipócrita, mas quem não gosta? Você não gosta? A minha primeira e principal preocupação é precaver o futuro da minha família, garantir a estabilidade e o conforto da minha família. Depois, gosto de e de negócios, mas acho que isso está no sangue de cada um. Há gente que gosta de estar tranquila, de viver dos rendimentos, outros não. Eu gosto de estar ocupado com projectos e negócios.

Gostar de dinheiro significa ser forreta?
Não, gostar de dinheiro significa ter a noção de que custa ganhar, está a perceber? E eu tenho a noção de que me custou muito, muito, muito aquilo que consegui. E significa transmitir essa noção às minhas filhas, que ainda são pequenas para perceber isto. A mais velha, com dez anos, começa agora a fazer perguntas e a perceber a moeda que se usa. Queremos incutir às nossas filhas, eu e a minha mulher, a responsabilidade e a noção de que as coisas têm o seu valor, não caem do céu. Temos muitas vezes de lhes dizer ‘não’ e de explicar porquê.

Então, onde é que investe o seu dinheiro?
O primeiro dinheiro que ganhei serviu para comprar uma casa para os meus pais. Era um mais seguro, e continua a sê-lo.

As suas ambições ultrapassam o em imobiliário?
Sim, tenho feito alguns investimentos em outras áreas, algumas aplicações financeiras, na restauração e na hotelaria, designadamente no Suites Alba Resort & Spa, aliás, gostaria de investir numa cadeia de hotéis. Tenho, também, um na área dos vinhos, na D+D (‘Douro&Duero), no Douro.

Qual é o negócio que lhe consome mais atenção e que lhe dá mais gosto?
Eu gosto de investir em ‘real estate’ [imobiliário], fundamentalmente em Itália, e . Mas, neste momento, estou em processo de contenção, por causa da e até por causa das . De qualquer forma, a não está a ser tão forte em como em , a nossa tem sobrevivido bem a esta mundial, mas é uma bola de neve. As pessoas ouvem falar em , deixam de consumir e, depois, é lógico que isso afecta a em geral.

E projectos em novas áreas?
Neste momento, tenho em vista uma aposta na renovável, a área da solar, no . O tem investido muito nas renováveis, e bem, e o potencial da solar é enorme.

O futuro de Figo pode passar pela Federação, mas isso estaria dependente de mudanças no futebol .

O futebol português está bem?
Vendo de fora, acho que o futebol português tem de se preocupar em formar jogadores para poder consolidar os seus clubes, excepção feita às equipas que jogam na Liga dos Campeões, como é o caso do , que têm mais receitas e, por isso, podem investir mais. Caso contrário, os clubes acabam por endividar-se e, no prazo de quatro ou cinco anos, passam a ser controlados pelo sistema financeiro.

É isso que está a acontecer?
Não sei, porque não estou por dentro da realidade dos clubes… mas existe esse risco.

Aí, o é um caso à parte, não é?
Eu acho que o pode estar um bocadinho à frente dos outros clubes, especialmente pela experiência que ganhou na Liga dos Campeões e pela forma como gere esses interesses.

Em , há três modelos: o vende bem, o Sporting forma bem e o Benfica tenta fazer um pouco de tudo e, por isso, acaba por ter mais dificuldades…
À vista, é o que sucede.

Está a viver no estrangeiro há muitos anos. Como é que o futebol português é visto no estrangeiro quando surgem tantos casos judiciais?
As notícias do futebol português que chegam ao estrangeiro não são assim tantas, por isso, quando existem é por causa de algum resultado desportivo fantástico ou por notícias mais preocupantes, como as relacionados com os problemas de que fala. Mas é bom não esquecer que esse tipo de casos existe em todos os países. Não vamos destacar em excesso algo que sucede em todos os países. O importante é ter vontade de os resolver e de evitar que eles se repitam no futuro.

Porque é que admitiu candidatar-se à Federação? O futebol português precisa de mudar e considera que pode contribuir para essa mudança?
O futebol português tem de mudar e isso depende do reforço do poder da federação. Ainda recentemente, foi levada à discussão mudanças dos estatutos e essas mudanças não foram aceites. Neste momento, o futebol português depende de quatro ou cinco associações distritais e eu não concordo com isso, considero que o poder deve estar concentrado num órgão, que é a Federação.

Como é que se consegue isso?
O tem de ter um papel importante nesta mudança, porque nos outros países, são as federações a mandar. Porque é que em continuamos a depender das associações mais fortes? Qualquer que seja, neste momento, o projecto da direcção da Federação, esbarra sempre nas decisões das associações. Mas, é o que eu digo, há muitos interesses e quando há muitos interesses há muitos conflitos.

Neste quadro e com esta organização, não está disposto a candidatar-se?
Neste modelo, não faria sentido porque seria só uma cabeça de cartaz e eu não estou disponível para isso. Para ser uma cara, fico em casa.

Faz uma avaliação positiva do trabalho de Gilberto Madaíl?
Eu faço uma análise positiva. Foi o que nos levou às fases finais dos europeus e dos mundiais. Ao contrário do que, por vezes se disse, eu tenho um bom relacionamento com o da federação. Em alguns pontos, estávamos em desacordo, porque Madaíl defendia os interesses da Federação e eu, como da Selecção, tinha que defender os interesses da equipa. De qualquer forma, não me pronuncio sobre a federação, até porque existe um e, por isso, não vou passar por cima de ninguém para ser candidato.

Se a oportunidade surgir e eu verificar que há condições para implementar as mudanças que entendo devem ser feitas, então, aí, podemos voltar a falar.

Não vai candidatar-se contra Gilberto Madaíl?
Não, não. Nunca me vou candidatar passando por cima de outras pessoas, porque não faz parte da minha forma de estar. Nunca me candidataria contra ninguém, mas sim em função de uma ideia, de um projecto. O tempo o dirá, em função dos estatutos e das minhas ideias para o futuro do futebol português.

Seria muito grave falhar o apuramento para o mundial

Admite a possibilidade da Selecção Portuguesa falhar o apuramento para o Mundial?
Eu sou bastante realista, gosto de sonhar acordado… Neste momento, é uma das possibilidades.

Isso seria um cataclismo para o futebol português?
Eu acho que seria extremamente negativo. Primeiro, para os jogadores, depois, para a imagem do futebol português, finalmente, para a própria Federação. Ainda mais importante, se não conseguir o apuramento, vai quebrar-se um ciclo consecutivo de apuramentos para as fases finais. De um momento para o outro, perderemos esse prestígio, até uma relação de amor que existe – e espero que se mantenha – com os portugueses. Esta foi uma das grandes conquistas dos últimos anos e, se perdermos isso, perde-se tudo.

O que é que está a falhar?
Os jogadores são praticamente os mesmos relativamente à última classificação. Não sei o que está a falhar, não sei. Eu não gosto tecer considerações avulsas, de opinar sem estar por dentro das situações. A única coisa que me preocupa é a credibilidade da selecção junto das pessoas, porque sei que é muito difícil de ganhar e muito fácil de perder. Uma das maiores dificuldades da minha geração foi ganhar o respeito e o apoio dos portugueses, porque isso depende dos resultados e demora anos. Além disso, ganhámos também o respeito, que não existia, de outras selecções, e isso não pode perder-se.

Não é possível rentabilizar uma transferência com a venda de camisolas

O futebol está sobrevalorizado pela ?
Do meu ponto de vista, está, especialmente pelos interesses financeiros que gera, isto é, por causa do valor das transferências de jogadores, o que torna a recuperação do muito difícil ou mesmo impossível. O futebol é uma realidade com muitos interesses, quer em termos financeiros, quer em relação às expectativa e emoções dos adeptos e, por isso, do meu ponto de vista, a sobrevalorização que pode haver dos jogadores e do futebol pode ser prejudicial, mas só o tempo poderá responder a essa pergunta.

Porquê?
O futebol produz tantas emoções que as pessoas, os adeptos, esquecem os problemas financeiros, o que um jogador custa. Se um de um clube apresentar um jogador fantástico, a primeira preocupação dos sócios e adeptos não é o de financeira do clube, porque são levados pelas emoções clubísticas.
O futebol também se joga muito neste , não há grandes preocupações de curto prazo, apenas a gestão das emoções e a conquista de títulos, que é aquilo que conta. E os problemas surgem depois, passados anos.

Não acredita na rentabilização de um jogador que custa o que custou, por exemplo, Cristiano Ronaldo?
Devo dizer-lhe que, se fosse de um clube, venderia todos os jogadores, fossem eles quem fossem, por um valor acima dos 30 milhões de euros. E, caso fosse de um clube comprador, poderia pagar eventualmente por um, mas não pagaria por quatro ou cinco, como está a suceder em alguns clubes.
Eu não sou economista, mas parece-me enganador tentar, não digo confundir, mas garantir aos adeptos e sócios de um determinado clube que é possível rentabilizar uma transferência de 50 milhões de euros com a venda de camisolas…

Não se rentabiliza?
Não, isso é uma loucura. Eu não sou economista, mas expliquem-me como é que é possível, como é que um clube recupera cinquenta milhões com a venda de camisolas. Até porque a maior percentagem da venda das camisolas vai para os patrocinadores e apenas uma pequena fatia para os clubes. Isso é que eu não entendo, e gostava que me explicassem.

“Ronaldo não me pediu conselhos”

Que conselhos deu a Cristiano Ronaldo, já que passou, em 2000, por uma experiência semelhante, também no Real ?
Não dei conselhos, desde logo, porque isso não se proporcionou. Mas creio que ele sabe a dimensão do clube a que chegou e a pressão que representa esta mudança, desde logo pelo valor da transferência. Não gosto de me meter na de ninguém. Nem devo. É evidente que se o Ronaldo quiser algum conselho meu em relação a alguma questão mais específica, não tenho nenhum problema em faze-lo.

Das cidades em que jogou, é a mais difícil para um jogador?
É a mais exigente, sem dú, porque os adeptos querem sempre ganhar e, ao mesmo tempo, ver bom futebol. A equipa pode ganhar 4-, mas se não jogar bem, as pessoas não aplaudem… estão habituadas a bom futebol desde o Di Stefano.

Vai ser esse o principal desafio de Cristiano Ronaldo?
Ronaldo vai ter dificuldades por causa desta exigência, mas principalmente, repito, pelo valor da transferência. É algo que o vai perseguir nos tempos mais próximos.

“O melhor treinador que tive foi Cruift”

Qual foi o momento mais importante da sua carreira?
É muito difícil escolher um momento ao longo de tantos anos, há tantos… mas acho que foi o primeiro contrato de profissional com o Sporting…A primeira marca é sempre a mais duradoura.

…provavelmente, muitos esperariam a escolha de um golo ou de um título?
O primeiro contrato foi o momento da transição, o momento em que tinha de escolher entre o futebol e os estudos. Aí, percebi e senti que teria uma oportunidade no futebol profissional.

E qual foi o clube que mais o marcou?
O Sporting marcou-me pela formação, aprendi muito naquela casa em dez anos, e encontrei pessoas que ainda hoje estão no clube. O Barcelona foi o meu primeiro clube no estrangeiro, foi onde fiz a transição de adolescente para adulto, o Real deu-me uma projecção mundial e o Inter foi o clube familiar que acreditou em mim, apesar de já ter passado dos 30 anos. Tenho um relacionamento fantástico com o , Massimo Morati, que é uma pessoa única, não é uma pessoa do futebol e o futebol precisava de mais pessoas como ele. Além disso, fiz laços muito apertados com os adeptos do Inter durante os quatro anos de contrato e identifiquei-me muito com o clube, daí, aliás, continuar ligado a ele.

José Mourinho não tem esse perfil familiar?
Ele [Mourinho] é um vencedor, adapta-se aos clubes onde está, às causas impossíveis, e quer ganhar sempre…

…foi o melhor treinador que teve?
Foi dos melhores, especialmente no gozo de treinar todos os dias, foi uma experiência fantástica. Mas continuo a dizer que o melhor treinador que tive foi Joan Cruift, pelos seus métodos de trabalho. Tive a sorte de trabalhar com ele em Barcelona e foi ele, aliás, um dos motivos que me levou a assinar pelo clube. Talvez por ter sido o primeiro treinador que tive no estrangeiro, influenciou-me muito. Cruift deixou de treinar há dez anos e continua à frente de muitos treinadores, dez anos à frente. Obviamente, Queirós também me marcou muito, quase toda a na selecção, acompanhou-me em toda a carreira.

Os jogadores precisam de ser geridos com chicote?
Não, o mais difícil e essencial é gerir uma equipa. A grande arma dos treinadores, hoje, é saber gerir um plantel, garantir um bom ambiente de trabalho. Hoje, todos os treinadores têm um preparador físico, todos dominam as tácticas e as metodologias de treino, mas nem todos sabem gerir. Neste sentido, um grande treinador foi Vicente del Bosque, que não tinha um ar sofisticado, mas que ganhou tudo.

Mas, como se gere uma equipa de estrelas, como foi a do Real em que esteve ou a actual?
O treinador tem de ter a capacidade de dizer não e de cortar com o mal pela raiz quando se justifica, para garantir a estabilidade da equipa. Mas acho que as coisas funcionam quando os jogadores são contratados em função das necessidades da equipa e quando se sacrificam em prol da equipa. Quando os jogadores são contratados com outros fins, o sucesso é muito mais difícil.

“Não vou a casa de quem não me convida”

É sportinguista?
Sou, mas não sou fanático. Sou sportinguista, mas penso de forma diferente do habitual. Dou-lhe um exemplo, sobre o qual nunca falei: muitos criticaram-me por ter festejado um golo do Inter contra o Sporting. É verdade, sou sportinguista e quero que o clube tenha sucesso, mas, primeiro, sou profissional e devo esse profissionalismo ao clube que me paga. Perguntam-me, és do Sporting ou queres ganhar? Quero ganhar.

Mesmo contra o Sporting?
Mesmo contra o Sporting, eu quero ganhar. Mas não deixo de ser do Sporting por causa disso. E há muitas pessoas que não entendem isso. Essas pessoas dizem que não sou do Sporting porque festejei um golo, então, deveria fazer de propósito para falhar esse golo? Se eu gostasse tanto do meu clube em relação ao clube onde jogo, em vez de marcar um golo, deveria mandar a bola para fora, não é? Isso é uma hipocrisia.

Porque é que nunca admitiu acabar a carreira no Sporting, como sucedeu com outros jogadores da sua geração, no e no Benfica?
Eu nunca vou a casa de uma pessoa ou a uma festa sem ser convidado. Eu não sei se as pessoas fazem isso, mas eu não faço…

E se fosse?
Se fosse, avaliava a situação, avaliava os prós e os contras e decidia. Mas como não houve convite nenhum, não me posso oferecer. Primeiro, porque sou orgulhoso, depois porque não me cabia a mim fazer esse convite.

Figo protagonizou no Verão de 2000 a mais cara e mais turbulenta transferência do mundo até então. De Barcelona para , Figo passou de figura de primeira linha e dos mais acarinhados jogadores catalães para o símbolo da nova força do Real .

Hoje, nove anos depois, Figo recorda a telenovela e revela episódios nunca contados de uma transferência de 61,7 milhões de euros. A primeira pessoa a saber da assinatura do contrato com o Real foi a sua mulher, Helen Svedin.

“Viajei de avião para , e dirigi-me ao escritório do José Veiga. Quando cheguei e entrei na sala, estavam cerca de dez pessoas à volta de uma mesa, todos a tentaram convencer-me a assinar naquele momento. Foi, então, que telefonei à minha mulher e disse ‘já está, pronto, sou do Real ’. Já não regressei a Barcelona”.

Foi no dia seguinte às do Real que deram a vitória a Florentino Perez, a 17 de Julho de 2000, segunda-feira. No mês anterior, Figo foi deixando saber ao então do Barcelona,. Luiz Nuñez, que tinha clubes interessados na sua contratação e que estavam dispostos a pagar a cláusula de rescisão.

“Eu decidi, na altura, confrontar o do Barcelona, essencialmente pela forma como estava a reagir à minha proposta. Na altura, a Lazio estava disponível para pagar a minha cláusula de transferência e, por isso, comuniquei-lhe que tinha uma oferta e que, por isso, teria de rever as minhas condições e equipará-las às melhores praticadas no clube”, recorda Figo.

Figo foi para o campeonato da sem o seu futuro decidido. E foi por essa altura que surgiu a possibilidade de vestir a camisola do Real. “Estava no campeonato da na Holanda e as coisas estavam a correr bem.

Houve, entretanto, a possibilidade de um dos candidatos à presidência do , Florentino Perez, me contratar e eu voltei a comunicar ao Nuñez que existia essa proposta. Nessa altura, eu não queria sair do Barcelona, apenas queria que reconhecessem a minha qualidade, e ele limitava-se a dizer que iria esperar pelo pagamento da cláusula de rescisão”.

“Todo o meu processo de transferência para foi caricato. Depois do Europeu, estive de férias no Algarve e, depois, voei para a Sardenha com a minha família e, nessa altura, ainda não tinha decidido o que fazer, porque, por esses dias, realizavam-se nos dois clubes. Num desses fins-de-semana, tinha à minha porta vários intermediários a tentarem convencer-me a assinar pelo e alguns deles a chorarem à frente da minha mulher, porque tinham assumido compromissos em meu nome que, se não fossem cumpridos, teriam um custo elevado e a pagar do bolso deles”, diz, hoje com um sorriso.

“O candidato concorrente ao Nuñez, Joan Gaspart, queria que eu continuasse, mas não confiava nas promessas que me fazia. Finalmente, Florentino Perez ganhou as no Real [a 16 de Julho], e eu assumi a responsabilidade de concretizar o que o José Veiga tinha acordado nas semanas anteriores”.

Figo esperou pelo resultados das no Real e decidiu, naquele dia, assumir a responsabilidade de chocar o mundo futebolístico. “Viajei de avião para no dia seguinte às , segunda-feira, e dirigi-me ao escritório do José Veiga. Quando cheguei e entrei na sala, estavam cerca de dez pessoas à volta de uma mesa, todos a tentaram convencer-me a assinar naquele momento. Foi, então, que telefonei à minha mulher e disse ‘já está, pronto, sou do Real ’. Já não regressei a Barcelona”.

Figo garante que nunca se arrependeu do passo que deu. “Nunca me arrependi de mudar para o Real , foi uma decisão difícil, porque tinha de começar tudo de novo, mas também era um grande desafio e, felizmente, consegui vencê-lo”.

Figo regressou na época seguinte a Barcelona, com a camisola do Real, e, como recorda, foi um momento difícil. “Fui o único jogador a ser assobiado por um estádio com mais de 120 mil pessoas”. Depois, regressou a Barcelona a título privado, para o nascimento da filha de Pepe Guardiola, que considera “irmão”. “Foi das pessoas que mais me ajudou em Barcelona, e a nossa amizade é para sempre, independentemente de tudo o resto”.

Figo continua a ter muitos amigos em Barcelona, mas há outro factor que o mantém chegado à cidade. “Tenho uma filha catalã, e gostava que ela visse e conhecesse a cidade em que nasceu”.

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José Capitão Pardal

Tribunal de Estremoz

Tribunal de

  

  A Candidatura do Partido Socialista às Autárquicas do Concelho de entregou ontem dia 12 de Agosto de 2009, no Tribunal de , as listas do à Assembleia , e às freguesias de Arcos, , Glória, São Bento do Cortiço, São Bento do Ameixial, Vitória do Ameixial, Santo André, São Domingos de Ana Loura, São Lourenço de Mamporcão, e Veiros.
 
A Mandatária da lista, Professora Manuela Fidalgo Marques, acompanhada pelos candidatos à José e Assembleia José  , bem como os cabeças de lista das freguesias do Concelho entregaram a candidatura com cerca 400 homens e mulheres envolvidas.
 
A qualidade e a quantidade das candidatas e candidatos envolvidos permitem manifestar o desejo do projecto “O Melhor para , Sempre”, merecer a confiança dos Estremocenses.
 
A apresentação pública de todos os candidatos decorrerá num mega jantar marcado para dia 18 de Setembro. Os interessados poderão marcar desde já o seu lugar através dos telemóveis: 967 068 813 – 938 654 658

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Consulte o site: http://www.psestremoz.com/


José Capitão Pardal

Pelo seu interesse para o período que atravessamos, deixo-vos o artigo  de opinião de José , no “Jornal de Notícias” de 20090811.

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“Votar na direita é regressar ao passado”

A atitude na governação, o e as políticas constituem os três pontos fundamentais que separam o da direita, que se apresenta com ideias e pessoas do “passado”, diz .

Jornal de Negócios  com

A atitude na governação, o e as políticas constituem os três pontos fundamentais que separam o da direita.

Em considera artigo de opinião hoje publicado no “Jornal de Notícias”, o líder socialista sustenta ainda que votar na direita é regressar ao passado.

“A direita não tem como esconder a sua verdadeira face: o regresso ao passado. Quatro anos volvidos, a direita não tem melhor para propor que as mesmas ideias e as mesmas pessoas.

Mesmas ideias e mesmas pessoas que, ainda há pouco, em condições bem mais favoráveis, fracassaram totalmente na governação”, acusa o primeiro-ministro.

Sob o título “Uma escolha decisiva”, José inicia o seu longo artigo no JN referindo a existência de uma “velha lógica de coligação negativa, em que forças políticas de sinal contrário, como a direita conservadora e a esquerda radical, convergem no objectivo comum de atacar o e dizer mal de tudo o que se tenta fazer para melhorar o ”.

No entanto, no do artigo, o -geral do centra a sua crítica na direita, apelando a que “não haja ilusões: para , a alternativa real é entre o ser chamado de novo a formar ou regressar a um de direita.

Por isso, os que querem um fraco e vencido, digam o que disserem, preferem de facto a direita no poder”.

José afirma que “enquanto o lança as ideias políticas que marcam o debate, na direita reina o vazio: não tem ideias nem alternativa para apresentar e, mais grave ainda, tenta agora esconder dos eleitores as ideias que antes apresentou e defendeu, como as que contestaram o aumento do salário mínimo ou as que poriam em causa a universalidade e tendencial gratuitidade do Serviço de , bem como a própria matriz pública do nosso sistema de segurança , que garante as pensões e as reformas dos portugueses”.

A escolha decisiva nas próximas legislativas, segundo José , deverá ser feita em três questões que considera fundamentais.

“Em primeiro lugar”, escreve, “trata-se de escolher uma atitude na governação. Como é manifesto, a atitude que tem marcado o discurso da direita é dominada pelo pessimismo, pela amargura e pela resignação.

Bem vistas as coisas, a direita só fala do futuro para dizer que tem medo do dia de amanhã. Medo: não apela ao melhor mas ao pior de nós. A sua mensagem é triste e miserabilista. Não adianta fazer nada a não ser esperar pacientemente por melhores dias.”

Em segundo lugar, no entender do líder do , há uma escolha política a fazer sobre o . “A nossa direita”, acusa , “ao arrepio do que se vê pelo Mundo fora, permanece apegada aos seus preconceitos ideológicos e acha que o não deve fazer tanto para ajudar a a vencer a e para salvaguardar o . A sua proposta é, por isso, simples e recorrente: cortar no .”

considera “errada” esta proposta: “Cortar no modernizador, como propõe a direita, seria um grave erro estratégico, que prejudicaria seriamente o relançamento da , atiraria muito mais para a falência e bloquearia a recuperação do .”

Em terceiro lugar, afirma que “há uma escolha crucial a fazer sobre o futuro das políticas ”.

Neste plano, escreve que “a direita insiste no recuo do , para a condição de mínimo ou, como dizem agora, ‘imprescindível’.

Nada que não tenhamos já visto antes: lembramo-nos bem de que estes mesmos protagonistas foram responsáveis por um forte desinvestimento nas políticas quando estavam no .

Mas, tendo em conta as propostas apresentadas pela direita ao longo desta legislatura, a ambição que agora se desenha é outra: privatização parcial da segurança , fim da tendencial gratuitidade do Serviço de e pagamento dos próprios serviços de pelas classes médias, privatização de serviços públicos fora das áreas de soberania.”

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José Capitão Pardal

Pelo seu interesse para , tomo a liberdade de transcrever o texto abaixo do jornal “Sol” de 20090806.

As 12 candidaturas, para nove concelhos, foram aprovadas pela de Municípios do Distrito de Évora (AMDE), no âmbito do contrato de delegação de competências assinado com a Autoridade de Gestão do INALENTEJO 2007-2013.

A AMDE revelou hoje que este «pacote» de projectos envolve um superior a 10 milhões de euros, dos quais cerca de seis milhões financiados pelo Fundo Europeu de (FEDER).

A sessão pública de assinatura destes contratos de financiamento decorre quinta-feira, em Évora, com a presença do de do , Rui Baleiras.

O da AMDE, Jerónimo Lóios, disse hoje à agência que as primeiras 12 candidaturas aprovadas traduzem o «bom esforço e rápido trabalho desenvolvido pelos municípios» da região.

«Quase que poderia adiantar que a AMDE e os municípios do distrito conseguiram colocar-se numa posição muito adiantada em termos nacionais e estes são dos primeiros projectos cujo contrato de financiamento vai ser assinado», disse.

As candidaturas integram quatro regulamentos específicos do programa operacional INALENTEJO – dois de Mobilidade Territorial Urbana e Rodoviária, o de Sistema de Apoio a Áreas de Acolhimento Empresarial e Logística e o referente a Equipamentos para a Coesão Local.

«Procurámos ligar duas vertentes. O acolhimento de projectos de cada município, mas sempre numa lógica de coesão territorial para os 14 municípios do distrito, com projectos coordenados entre si e complementares», explicou.

A construção de um de Apoio às Micro e Pequenas , em Montemor-o-Novo, e de um em Monte do Trigo, concelho de Portel, são dois dos projectos que vão avançar, tal como um pavilhão gimno-desportivo em Alandroal e pistas cicláveis em Vendas Novas.

A beneficiação da viária de e de outras estradas e caminhos municipais nos concelhos de Évora, Portel, Mourão e Reguengos de Monsaraz, assim como a segunda fase da via circular ponte à vila de Redondo, são as outras das acções.

No , até 2013, a delegação de competências estabelecida entre o INALENTEJO e a AMDE prevê cerca de 58 milhões de euros de financiamento do FEDER e, desde o mês passado, está aberto novo período para candidaturas dos municípios.

«Há ainda cinco municípios do distrito que não têm qualquer candidatura aprovada, mas está aberto este novo prazo, durante um ano, e à medida que forem apresentados mais projectos vamos aprová-los, depois de possuírem o parecer do secretariado técnico que os analisa», frisou.

Para a celebração do contrato de delegação de competências no quadro do , a AMDE apresentou um Programa Territorial de para o Central, que comporta as opções estratégicas de e os projectos estruturantes que interessa desenvolver.

/SOL

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José Capitão Pardal

Dado o interesse da matéria junto transcrevo o artigo abaixo, da “ ” online de 20090803

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POVT disponibiliza 30 milhões de euros para o urbano

Foi assinado no passado dia 20 de Julho um contrato com o Banco Europeu de (BEI) que atribui àquela entidade a gestão de um montante de 130 milhões de euros para a constituição do Fundo de Participações JESSICA (Joint European Support for Sustainable Investment in City Areas), com o objectivo de estimular o urbano em .

Na cerimónia estiveram presentes os ministros do Ambiente, Nunes Correia, das Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e das Finanças, Teixeira dos .

A Iniciativa JESSICA visa apoiar a utilização de mecanismos de engenharia financeira no financiamento de investimentos de urbano e será gerido pelo BEI com fundos do e da Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças (DGTF).

O Programa Operacional Temático Valorização do Território (POVT) tem uma participação financeira de 30 milhões de euros, canalizados a partir do Eixo IX – do Sistema Urbano .

A participação financeira está ainda assegurada pelos programas operacionais do Norte (30 milhões de euros), do (20 milhões de euros), (5 milhões de euros), (10 milhões de euros) e Algarve (5 milhões de euros).

A DGTF participa com 30 milhões de euros. Estes fundos serão investidos em projectos que garantam o retorno do , de modo a que o montante recuperado possa ser reinvestido mais tarde noutros projectos.

Fonte: http://www.povt.qren.pt

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José Capitão Pardal

Pelo interesse da informação, transcrevo a notícia inserta na “ ” online de 20090803. 

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Aprovados 11 pólos de competitividade e e 8 “clusters” regionais

As do sector do poderão dispor de acesso facilitado às verbas do Quadro de Referência Estratégico () com o reconhecimento da « 2015» como pólo de competitividade e .

A « 2015» foi reconhecida através da assinatura de um contrato específico pelo do de , Patrão, e pelo gestor do COMPETE – Programa Operacional Factores de Competitividade, Nelson de Souza.

Este pólo de competitividade e permite alinhar todas as candidaturas de que se enquadrem na « 2015» de acordo com a mesma orientação , facilitando “não só o acesso como também a obtenção de melhores condições de financiamento, desde logo porque cria as condições para que as do possam concorrer apenas entre si”.

Foi aprovado em reunião do Conselho de Ministros de 16 de Julho o novo Código Fiscal do , o qual decorre da autorização legislativa concedida ao abrigo da Lei do Orçamento do para 2009.

O novo Código Fiscal do pretende unificar os procedimentos aplicáveis à contratualização dos benefícios fiscais ao produtivo em território e ao dirigido à internacionalização das portuguesas, procedendo para tal à agilização de procedimentos e ao aperfeiçoamento e transparência do regime aplicável.

São introduzidas algumas alterações importantes ao nível dos benefícios fiscais, que se traduzem, designadamente, na concessão de um crédito de imposto, em sede de IRC, que poderá ascender a 20% do elegível realizado.

Os investidores deverão estar atentos à nova realidade, tendo em conta as vantagens que podem advir da nova regulamentação.

O ministro da e , Fernando Teixeira dos , formalizou, no passado mês de Julho, a aprovação de 11 pólos de competitividade e e 8 “clusters” regionais qualificados no âmbito das estratégias de eficiência colectiva 2007-2013.

Só agora, e “em função dos projectos apresentados e do escalonamento que vai haver nos concursos que o já tem e que irá ter no futuro”, chegarão os primeiros financiamentos, limitados ao horizonte temporal 2013, disse à “ Laranja, assessor do Coordenador da de e do Plano .

É que “não faz sentido o estar a criar pólos para financiá-los ‘adeternum’”.

O tem já agendada, para os primeiros dias de Setembro, a segunda edição do .

Trata-se de “uma mostra dos resultados da modernização um evento que decorrerá entre a primeira e a segunda semana de Setembro e onde, pela primeira vez, os pólos de competitividade e “clusters” regionais agora validados pelo da serão convidados a expor um stand alusivo aos seus projectos.

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José Capitão Pardal

Para leitura, nomeadamente, dos “Velhos do Restelo” (para quem tudo é mau no nosso ) deixo o texto sobre o êxito que são, em , os transplantes de fígado.

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Escrito por CienciaPT   

17-Jul-2009 

A 20 de Julho de 1969 realizava-se o primeiro transplante no nosso .

40 anos depois, torna-se o número um da Continental em transplantes do fígado.

A Portuguesa de Transplantação assinala, no próximo dia 20 de Julho, em Coimbra, o 1º Dia do Transplante e lança uma petição para a institucionalização do dia.

é o número um na Continental em transplantes do fígado e regista o segundo lugar no Mundo de órgãos colhidos e transplantados, com 26,7 dadores por cada milhão de habitantes. Em 2008, foram salvas 1991 vidas em por transplantação.

Mas, apesar dos números positivos, os recursos humanos e físicos para estes serviços não acompanharam esta evolução.

Para divulgar os transplantes e sensibilizar os responsáveis da para esta realidade, a Portuguesa de Transplantação assinala no próximo dia 20 de Julho o 1º Dia do Transplante e lança uma petição para promover a institucionalização do dia.  

Para comemorar os 40 anos de transplantação em , profissionais de , doentes transplantados, familiares e amigos juntam-se, pelas 11h00 nos Auditórios dos Hospitais da de Coimbra, para fazer um balanço de 40 anos de transplantação em .

Durante a tarde, o Grupo Desportivo dos Doentes Transplantados preparou um conjunto de actividades lúdicas como forma de promover o convívio entre todos.

Durante o dia, a Portuguesa de Transplantação estará também a recolher as 4000 assinaturas necessárias para a petição a ser entregue na Assembleia da República para a institucionalização do dia.  

O transplante é um procedimento através do qual se implanta num organismo (designado receptor) um órgão ou tecido proveniente de outro organismo (designado dador). Hoje em dia são efectuados transplantes renais, hepáticos, cardíacos, pulmonares, de medula, entre outros.

Os transplantes trazem enormes benefícios às pessoas afectadas por doenças que, de outro modo, seriam incuráveis, e podem, em última instância, salvar vidas. 

Em 2008, foram efectuados em 524 transplantes de rim, perfazendo, pela primeira vez nos últimos dez anos, uma redução do número de doentes em lista de espera, de 2320 para 2260.

Comparativamente à média , encontra-se mal classificado na taxa de transplantes pulmonares, sendo realizados apenas ,37 por cada milhão de habitantes, enquanto que a média é de 2,28.

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José Capitão Pardal

Para compreendermos melhor a problemática do e as expectativas geradas pelo tema no outro lado da (), tomo a liberdade de transcrever o texto inserto no jornal Hoy.es, de 20090731, sobre a eventual construção de um “intercambiador” de ligação à linha do AVE -Sevilha e a redução do tempo de deslocação, do trajecto entre e a capital espanhola.

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Un millón de extremeños cogerá al año el tren a cuando haya conexión por Ciudad Real La construcción de un intercambiador propiciará que la mitad del recorrido pueda hacerse por la línea del AVE -Sevilla.

El tren tarda ahora siete horas y media en llegar a desde Renfe cambiará los trenes extremeños para que puedan usar el sistema Dentro de unos meses estará más cerca de .

Concretamente una hora y 40 minutos más cerca.

También los emeritenses tendrán una hora y cuartomenos de viaje.

Aunque la geografía española siga siendo la misma, la construcción de un cambiador de ancho de vía en Brazatortas, en la provincia de Ciudad Real, conseguirá que los extremeños no se resignen a plantear el viaje en tren hacia como la pérdida de medio día en el camino.

«Atraerá al doble de viajeros», anunció ayer con entusiasmo Ángel Caballero, de la Asociación del Ferrocarril en , y uno de los mayores conocedores del sector ferroviario en la región tras ocupar diferentes puestos de responsabilidad en Renfe y en la Administración .

Portavoces de Renfe no quisieron ayer arriesgarse a hacer una estimación del aumento de viajeros que podría registrar el transporte por tren en destino a en cuanto estuviera listo el intercambiador, aunque sí manifestaron su confianza en que crecerá la cifra anual de usuarios.

«Las experiencias anteriores en las que se ha puesto un intercambiador no pueden sirven como referente para hacer una estimación en porque los casos no son comparables pero, por inercia, cuando se mejora un servicio, éste se hace más atractivo para los clientes, y sabemos que va a haber una demanda mayor», señalaron desde la compañía ferroviaria.

Vía mejorada Cuando esté listo el intercambiador de ancho que se instalará en Brazatortas, que es el punto en el que la lía de alta velocidad procedente de se bifurca hacia Córdoba, la mitad del camino hacia se hará en vía AVE, y el resto, en vía convencional, pero mejorada, ya que el Ministerio de Fomento prevé invertir 55 millones de euros en arreglar los tramos de la vía que aún se encuentran en mal .

Aunque el actual trazado hasta Brazatortas ya ha sido renovado en gran parte, aún existen tramos en los que su deterioro impide que el tren convencional vaya a más velocidad, principalmente entre Brazatortas y Cabeza del Buey (93 kilómetros); Cabeza del Buey-Castuera (31 kilómetros); y -Aljucén (seis kilómetros).

En la actualidad, y como media, el Talgo alcanza los 170 kilómetros/hora entre y , y los 150 en el resto del trayecto, excepto en los tramos más deteriorados; y los regionales, los 160 entre y , y los 140 a partir de entonces, «y siempre que la vía lo permita», explica Ángel Caballero.

Velocidad alta Además de la mejora de la vía, que permitirá sostener una velocidad media más elevada en las locomotoras, Renfe confirmó ayer que la entrada en funcionamiento del intercambiador de ancho de vía supondrá la renovación automática de los trenes que hagan el trayecto -, ya que los actuales ferrocarriles carecen de los sistemas necesarios para realizar el cambio del ancho ibérico (1,68 metros) al internacional de la línea de alta velocidad (1,435).

Caro y lento El tren, más allá del romanticismo, no resulta en la actualidad atractivo para los extremeños que quieren desplazarse hasta la capital de España, y mucho menos si tienen prisa.

Desde sólo disponen de tres servicios al día (a las 7.35, 12.40, y 14.20 horas), siendo el más rápido de ellos el Talgo de primera hora de la mañana, que tarda cinco horas y 36 minutos al precio de 37,9 euros en clase Turista, y 50,2 en clase Preferente.

El del mediodía está diseñado para gente que viaja sin estrés y sin nada que hacer en todo el día ya que tarda casi siete horas y media en completar los poco más de 400 kilómetros que separan de .

Toda una jornada de relax frente a la ventana del tren contemplando los paisajes de la España interior cuesta 34,65 euros.

El R-598, que es uno de los trenes más modernos con los que cuenta la flota ferroviaria extremeña, según portavoces de Renfe, tarda menos, pero también garantiza una buena sentada de seis horas de viaje. El precio, 36.30 euros, casi a seis euros por hora de traqueteo.

Este mismo trayecto puede hacerse en cuatro horas y 40 minutos en el servicio exprés del autobús que presta servicio entre y , al precio de 38,9 euros, y en confortables sillones de cuero.

En el servicio normal, queda más lejos, a cinco horas y 20 minutos, pero el precio resulta bastante menor que en las demás opciones, 26,8 euros.

Bus y avión Casi medio millón de extremeños eligieron la opción del autobús el año pasado, según los datos del grupo Avanza, que aglutina a varias compañías de transporte que realizan rutas desde diversos puntos de hasta .

A ellos habría que sumar los viajeros que eligen otras líneas.

La opción del avión sigue siendo minoritaria, quizás porque el precio del billete desde el aeropuerto de ronda los 400 euros.

Eso sí, tras una hora de vuelo y maniobras de aterrizaje, el viajero ya está en , casi el mismo tiempo que se tarda en llegar en tren desde a . Aún así, a los extremeños les gusta usar el ferrocarril porque, a pesar de no ser ni el transporte más rápido ni el más barato, alrededor de 450.000 viajeros lo utilizan al año para ir y volver de la capital de España, según estimaciones de Renfe.

La cifra podría doblarse en cuanto sea posible hacer este trayecto en cuatro horas y 35 minutos desde , y en tres horas y 50 minutos desde , que son los nuevos tiempos anunciados hace dos días por el ministro de Fomento, José Blanco en su última visita a las del AVE en la región.

Antes que el AVE Si todo sale como está previsto, el nuevo intercambiador de ancho de vía podría ser una realidad dentro de año y medio o dos, ya que Fomento anunció que la obra, presupuestada en 10 millones de euros, podría salir a concurso en el último trimestre de este año, y los trabajos se prolongarán durante 10 meses.

En todo caso, esta opción será la más rápida para los usuarios extremeños del tren hasta que se terminen las del AVE en que, por ahora, tiene fecha de terminación en 2013, aunque puede sufrir considerables retrasos a tenor del ritmo actual de las .

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José Capitão Pardal