MOTIVAÇÃO PARA ESTA PÁGINA

Esta página pessoal não tem uma pretenção especial, mas tão só dar-me a conhecer e intervir em sociedade.

Intervir e divulgar: a minha forma de pensar (política inclusive), o meu percurso pessoal, as minhas viagens, notícias, factos, imagens e textos (meus ou de terceiros) que considere relevantes e tudo o mais, que achar conveniente.

 

A Frase

Na escrita há os que escrevem aquilo que pensam e os outros, que pensam aquilo que escrevem..., pensando muitas vezes o oposto!...

José Capitão Pardal

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Textos para Dezembro, 2009

Apesar de não concordar na totalidade com o seu conteúdo, achei interessante a análise política e sociológica efectuada por Todo Bom, destacado militante do , no Expresso online do passado dia 20091226, pelo que tomei a liberdade de o transcrever.
 
Do meu ponto de vista trata-se de uma análise eloquente, mas muito superficial, que não resistiria a um aprofundamento das razões que têm levado, ao longo dos últimos anos ao desgaste político do , fruto mais das divergências particulares entre os seus membros mais mediáticos e influentes, que a Sociologia também muito bem explicaria, do que a estratégias organizacionais mal concebidas, de uma fraca combinação entre competências e capacidades, e muito menos ainda, do conhecimento tácito do , conforme conclui Todo Bom.
 
No actual da democracia e da das forças políticas em , o chamado “…conhecimento explícito dos seus membros constituindo-se num conhecimento da experiência e da acção colectiva…” ou “…a sua combinação e a ineficiência da sua socialização…”, não têm ainda o peso que o articulista lhe quer dar.
 
As organizações políticas ainda, em muitos aspectos, se regem por regras e práticas, que estão longe daquilo que sociologicamente, seria o desejável e de que são exemplo as organizações suas congéneres da do Norte. 
 
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O conhecimento tácito das organizações
Todo Bom* (www.expresso.pt)
:01 Sábado, 26 de Dez de 2009
 
 

De acordo com a aproximação baseada na teoria dos recursos, o objectivo último das organizações competitivas é obter resultados sustentáveis, acima da média, quando comparados com os seus competidores.

A pré-condição para resultados sustentáveis superiores reside num conjunto de recursos, não disponíveis do mesmo modo para todas as organizações e na sua combinação em competências e capacidades.

Estas competências e capacidades devem ser específicas da , valiosas para os clientes, insubstituíveis e difíceis de imitar.

Estes “activos não replicáveis” na terminologia de Teece, são, essencialmente, activos de conhecimento e, dentro destes, em especial, o conhecimento tácito das organizações.

O conhecimento tácito das organizações que resulta, fundamentalmente, da combinação e socialização do conhecimento explícito dos seus membros constituindo-se num conhecimento da experiência e da acção colectiva, tem uma importância crucial em todas as organizações, com destaque para as que actuam no âmbito sociológico e comportamental.

Não é, pois, de estranhar a relevância do conhecimento tácito nos partidos políticos e a indispensabilidade da sua conversão em competências e capacidades, para o combate político, que lhes permita atingir o seu objectivo último, ou seja, a conquista do poder.

O conhecimento tácito do meu , o , tem diminuído consistentemente nos últimos tempos, o que constitui uma das explicações para o seu afastamento da liderança política do país.

E esse facto não se deve à inexistência de uma base de conhecimento explícito considerável dos seus membros que, felizmente, continua a prevalecer, mas à incapacidade de garantir a sua combinação e a ineficiência da sua socialização.

As duas unidades organizativas que tradicionalmente garantiam esses movimentos – o Gabinete de Estudos e o Sá Carneiro, estão praticamente inactivos. Com a agravante, no caso deste, de se ter criado a convicção de que este processo de interacção das várias valências do conhecimento podia ser garantido através de uma plataforma digital aberta onde se escrevem alguns artigos de opinião.

A teoria das estipula que as digitais promovem, quando muito e quando têm qualidade, exclusivamente, o incremento do conhecimento explícito, porque são abertas e porque a interactividade para complementar conhecimentos diferenciados é limitada.

Curiosamente, o , com uma base de conhecimento explícito claramente inferior à do , tem promovido de um modo sustentado e com eficiência a criação do conhecimento tácito que lhe tem permitido a conquista e manutenção do poder.

Com a previsível alteração, a curto prazo, da liderança do meu , vai ser interessante acompanhar estes movimentos, no futuro próximo, e a sua repercussão na ocupação do poder no nosso país.

* Associado Convidado do ISCTE

Texto publicado na edição do Expresso de 19 de Dezembro de 2009

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José Capitão Pardal

Sem comentários deixo-vos a notícia inserta no site Hardmusica de hoje (20091222).

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O contrato de de 50 milhões de euros, com uma comparticipação estatal de 20 milhões de euros, será assinado entre o AICEP-Agência para o e Comércio Externo de , e a SAIP- de Investimentos e Participações com a presença do da , Vieira da , afirmou à fonte oficial do da .
 

Esta primeira fase do Parque Alqueva, que é o maior turístico a realizar no nas próximas décadas, está já em construção e vai ser constituída por um hotel, com 250 camas, por um Wine Club e por um de golfe na Herdade do Roncão d’El Rei.

Espera-se que este primeiro esteja concluído no primeiro trimestre de 2012, disse à fonte da SAIP, que, no entanto, remeteu para segunda-feira pormenores mais detalhados sobre os projectos para as duas restantes herdades que constituem o Parque Alqueva.

Fonte da SAIP tinha afirmado à recentemente que a pretendia investir perto de 1.000 milhões de euros na concretização do turístico.

O do Parque Alqueva foi classificado pelo como de Potencial Interesse (PIN).

Dia 21 serão ainda inauguradas as instalações do Terras do Grande Lago Alqueva, pólo de turístico que tem por missão valorizar as terras do grande lago Alqueva e fazer o aproveitamento sustentado dos recursos turísticos
(ES)

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José Capitão Pardal

Mais uma vez está de parabéns pela iniciativa « – Castelo de », onde o Presépio é constituido por figuras com os rostos de habitantes da vila, que irá decorrer e poderá ser visto até 6 de Janeiro de 2010.

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Foto do Presépio 2008 ( Pardal)

A quarta edição do evento « – Castelo de » vai decorrer até 6 de Janeiro.

Neste âmbito vai ser possível visitar grandes símbolos do da vila .

Café | segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

O presépio de rua de tem figuras em tamanho real construídas na vila .

Este ano as imagens têm a face dos habitantes, construídas em fibra de vidro.

A inauguração do presépio, no dia 19 de Dezembro, marcou também o arranque da quarta edição do evento « – Castelo de ».

Segundo a , a Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte (LACE), « este ano há a possibilidade de visitar alguns dos maiores símbolos do local, como a Casa da Convenção, Torre/Paço, Ermida da Misericórdia e Igreja de Nª. Sra. da Conceição ( )».

Alguns destes monumentos estão normalmente interditos ao noutras épocas do ano.

A vai promover, até 6 de Janeiro, visitas guiadas aos sábados, domingos e feriados a partir das 16 horas.

A LACE conta com o apoio da Junta de Freguesia de e da de .

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José Capitão Pardal

Armando Alves é um dos expoentes máximos da pintura e da escultura portuguesa dos nossos tempos.

Estremocense dos “sete costados” nunca deixou de estar ligado à terra que o viu nascer e marca presença assídua no quotidiano da vida de .

A justa atribuição a Armando Alves de mais um prestigiado prémio leva-me a transcrever do blog do Hernâni Matos ESTREMOZ – Exposições no Centro Cultural a oportuna notícia sobre o pintor e escultor estremocense, que consta do jornal “Brados do ” nº 726, de 20091210. 

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PRÉMIO DE ARTES 2009 ARMANDO ALVES DISTINGUIDO PELO CASINO DA PÓVOA

Jaleca in Brados do (nº 726 – 10.12.2009)

http://bradosdoalentejo.com.pt

O pintor Armando Alves foi o distinguido pela quarta edição do “Prémio de Artes Casino da Póvoa”.

O júri justifica a distinção “como reconhecimento pelo seu alto contributo para a Arte e a em ”.

A atribuição do prémio, no valor de 30 mil euros, foi divulgada dia 11 de Novembro e a entrega vai realizar-se em cerimónia solene no Casino da Póvoa, pelas 21 horas de dia 18 de Dezembro.

Para além do prémio monetário a distinção envolve, ainda, a aquisição de uma obra ao artista plástico estremocense, no caso uma escultura, sem título, que vai integrar a colecção de arte do Casino da Póvoa, e a publicação de uma monografia.

Armando Alves junta-se, assim, ao pintor Nikias Skapinakis vencedor da primeira edição (em 2006) do Prémio de Artes Casino da Póvoa; ao escultor Carneiro (2007) e ao pintor Júlio Resende (2008).

Armando Alves nasceu em em 1935.

Ainda na escola da natal é incentivado por um , atento ao seu jeito e vontade para o desenho e modelação, para seguir os estudos na área das Belas Artes.

Seguindo o ‘conselho’ fez o Curso de Preparação às Belas-Artes da Escola Arroio em e rumou ao norte para o Curso de Pintura da Escola de Belas-Artes do , que concluiu com a máxima classificação.

Foi docente desta Escola entre 1962 e 1973.

Juntamente com os artistas Ângelo de Sousa, Pinheiro e José Rodrigues, formou o grupo “Os Quatro Vintes” em 1968 (alusão à nota de classificação do Curso).

A sua apetência para o design leva-o a desenvolver importante actividade na área das Artes Gráficas, contribuindo para a sua renovação e valorização.

A sua obra tem sido exposta em e no estrangeiro, estando representada em várias colecções particulares e públicas.

Na sua produção artística sobressai a pintura mas Armando Alves tem feito também incursões por outras vertentes da Arte, nomeadamente, pela escultura e ilustração.

De sua autoria podem ser vistos em espaços públicos a tapeçaria da sala de audiências do Tribunal de ; o monumento à artesã Tapeteira, em Arraiolos; uma escultura no jardim da Escola Superior de Enfermagem de ou o vitral no edifício da Tabaqueira em , entre muitos outros.

Recebeu vários prémios e distinções. O da , Aníbal Cavaco , entregou-lhe em 2006 durante a cerimónia comemorativa do Dia de , de Camões e das Comunidades Portuguesas [na Alfândega do ] a insígnia de do grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito com que o agraciou.

Radicado no norte [Matosinhos] continua a ter casa e atelier em onde se desloca e trabalha com frequência.

Também em 2006 [Outubro] a de atribuiu-lhe a ‘Medalha de Ouro da ’.

A do agraciou Armando Alves em 1988 com a Medalha de Mérito – Grau Ouro e, no ano passado, o Círculo de Teatral / Teatro Experimental do consagrou-o seu Sócio Honorário.

Uma mostra da obra de Armando Alves – 17 Desenhos, dez dos quais num políptico; duas Tapeçarias; dois Objectos [escultura] e 40 Pinturas – pode ser (re)visitada até 30 de Janeiro próximo, na Galeria Valbom (Avenida Conde Valbom, 89-A) em , numa exposição inaugurada dia 14 de Novembro.

Sobre a obra de Armando Alves dos últimos 30 anos diz Bernardo Pinto de , a dado passo do texto que abre o catálogo da exposição – «tem sido a forma de aprender e de comunicar uma sábia e sóbria disciplina de pintar, que se foi tornando cada vez mais capaz de essencializar e de conter os gestos da pintura numa espacialização das cores, dos gestos, das matérias de que se faz a pintura.», e, mais adiante, «estas pinturas são, antes de tudo, retratos de paisagens» a revelarem «quer uma terra em fogo, feita de clarões que explodem num delírio de cores e de formas sugeridas, como a de certas descrições de Alves Redol, quer uma outra, quase adormecida, sossegada e lenta, embalada pelo vento do final da tarde, que faz ondular brevemente as espigas doiradas».

E Bernardo Pinto de remata «uma a uma, cada uma dessas expressões vão desfilando em silêncio, diante de nós, que aprendemos lentamente a reconhecê-las, humanizadas por esse traço inconfundível do artista (…)».

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José Capitão Pardal

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edição: Ze de Mello on 2.12.09 Etiquetas: EUROCIDADE 

A problemática sobre a Eurocidade é frequentemente, trazida à blogosfera pelo blog elvense “Zé de Mello” e tem sofrido avanços e recuos, fruto das divergências existentes entre as instituições oficiais dos dois lados da fronteira, nomeadamente, o apoio da autarquia de e a reprovação do alcaide de .

Deixo-vos mais esta posição do blogista em que defende, e muito correctamente, que enquanto os políticos não se entendem, os cidadãos de ambas as cidades devem promover e dar passos rumo à Eurocidade dos Cidadãos.

Amigos, a Eurocidade não depende das vontades públicas, ela já existe.

Aos políticos caberá  apenas a sua formalização.

Nessa altura não faltarão, lá os veremos certamente.

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As e a blogosfera são indiscutivelmente ferramentas de participação , às quais as forças tradicionalmente estabelecidas não podem ser indiferentes.

Mais uma vez recordemos a massiva participação e importancia que tiveram estes meios na eleição do norte-americano.

Apesar de uma força política, ou melhor, um homem em frente de um de direita, teimar em não entender as vantagens , económicas e políticas que a EuroCidade pode aportar a e , são os cidadãos que tomam a iniciativa de ir concretizando esta realidade.

Assim, através das , toma forma o 1º encontro e festa de cidadãos da Eurocidade.

Para saber mais aqui.

TODOS SOMOS !!

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José Capitão Pardal

Pelo significado e pelo impacto futuro que, certamente, terá para o Alentejo e para os alentejanos, tomo a liberdade de transcrever sem mais comentários, a notícia inserta no RTP online de hoje, sobre o anúncio do vencedor do concurso, para a construção da ligação entre Poceirão e o Caia, em Alta Velocidade.
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por RTP actualizado às 15:53 – 12 Dezembro ‘09

O primeiro-ministro defendeu que este é “justamente o momento” para que o projecto da Alta Velocidade passe do “papel” para o “terreno”, sobretudo na actual situação de crise.  Nuno Veiga, Lusa

O primeiro-ministro José Sócrates anunciou em Évora que o consórcio liderado pela Brisa e pela Soares da Costa venceu o concurso para a construção do primeiro troço do TGV, na ligação entre o Poceirão e Caia. A obra arranca no próximo ano e deve estar concluída em 2013.

São 165 quilómetros de linha entre o Poceirão e a fronteira do Caia num investimento de 1359 milhões de euros. No projecto está ainda prevista a exploração da estação de Évora.

O agrupamento ELOS – Ligações de Alta Velocidade foi o vencedor da adjudicação. O anúncio oficial do construtor está feito, faltando agora assinar o contrato, o que apenas deverá acontecer depois de o decreto de lei com as bases da concessão ser promulgado pelo Presidente da República e haver ainda luz verde do Tribunal de Contas.

O primeiro-ministro defendeu que, após “todos os estudos feitos”, este é “justamente o momento” para que o projecto da Alta Velocidade passe do “papel” para o “terreno”, sobretudo na actual situação de crise.

“A crise é mais uma razão para o fazermos. É neste momento que o país precisa de investimento, de oportunidades de emprego. Há muita gente à procura de emprego e muitas empresas à espera desta oportunidade”, defendeu José Sócrates, acrescentando que a alta velocidade vai permitir criar “milhares” de postos de trabalho.

“Este é justamente o momento” porque o país “precisa de investimento”, sublinhou o primeiro-ministro.

António Mendonça também vê TGV como resposta à crise

O ministro das Obras Públicas fez eco das palavras do primeiro-ministro sublinhando também ele que o investimento no TGV funciona como “resposta à crise”, para criar “condições muito importantes” para o desenvolvimento económico do país e para a competitividade das empresas.

“Eu acho que o TGV é precisamente a resposta à crise, porque temos de separar aquela crise que é a manifestação da crise internacional, das dificuldades mais amplas, que são de natureza estrutural e que têm a ver com a perda de competitividade do país”, defendeu António Mendonça.

Projecto de alta velocidade em Portugal com três linhas.

A proposta final do consórcio Elos – Ligações de Alta Velocidade, liderado pela Brisa e pela Soares da Costa, aponta para um valor de construção de 1359 milhões de euros, 2,6 por cento mais elevada face aos 1324 milhões da proposta inicial, de acordo com dados disponibilizados em Junho passado pela RAVE – Rede Ferroviária de Alta Velocidade.

A proposta deste grupo – que integra a Iridium Concesiones de Infraestructuras, do grupo espanhol ACS, Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagope, a norte-americana Babcock & Brown Limited, o BCP e a CGD – contempla um custo anual de manutenção de 12,2 milhões de euros, igualmente superior aos 11,6 milhões iniciais.

O concurso define a atribuição da concessão do projecto, construção e financiamento, manutenção e disponibilização, por 40 anos, das infra-estruturas ferroviárias que integram os 170 quilómetros do troço Poceirão-Caia, compreendendo também a exploração da estação de Évora.

O projecto de alta velocidade em Portugal vai ter três linhas, pelo que falta agora os projectos para a construção da linha Porto-Lisboa e Porto-Vigo.

A ligação a Norte de Espanha tinha conclusão prevista para 2013 mas foi adiada para 2015.

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José Capitão Pardal

Sem comentários aqui vos deixo uma entrevista de Querido a Lima, sobre o Manifesto pela e Colaboração no uso da Web 2., nas Portuguesas.
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Manifesto pela e Colaboração é escrito por dezenas de agentes de vários graus de ensino e teve mais de 1.000 edições nas primeiras 48 horas

Paulo Querido  9/11/2009

Levar as pessoas a pensar que a “revolução” a fazer nas não passa tanto pela mas pelo uso criativo, interdisciplinar e colaborativo que este potencia, é a razão de ser do Manifesto pela e Colaboração no uso da Web 2. nas Portuguesas — um documento que está a ser escrito a várias mãos e que nas primeiras 48 horas teve mais de 1.000 edições. 

O documento partiu de um , Lima, que utilizou para a divulgação exclusivamente a rede de microblogging Twitter e a sua sala de aula. Está fixado um prazo limite, findo o qual Lima procurará a publicação pelo da e a distribuição pelas — como revelou em entrevista a Diário2, reproduzida abaixo.

O Manifesto pela Criatividade e Colaboração no uso da Web 2.0 nas Escolas Portuguesas é escrito “colaborativamente por docentes do Ensino Básico e Secundário e outros agentes do sistema educativo português (Nível Básico, Secundário e Superior), assim como investigadores e outros interessados em criar um documento de referência para o uso criativo e colaborativo de ferramentas da designada Web 2. no contexto educativo actual“, lê-se na sua abertura.

  Lima: um passo de cada vez, tudo é possível

Diário 2: O Lima é onde? Idade, interesse pela web 2. desde quando?

Lima: Sou do Ensino Básico e Secundário mas este começou no âmbito das minhas funções como Formador do de de Professores de Cascais. Tenho 35 anos e o meu interesse no uso das ferramentas da Web 2. vem desde há muitos anos.

P.: Porque decidiu criar este documento partilhado?

R.: Este documento tem como autores eu e mais 24 formandos do curso Comunidades Virtuais de Aprendizagem: A e o Ensino da História – CVAHist09 e foi com o objectivo de demonstrar o “poder” do trabalho colaborativo que o Google Docs permite que lancei o desafio aos formandos. Logo pensei que se fizesse o alargamento à comunidade externa ao curso muito este documento podia ter a ganhar e assim o foi. Tornei o documento e passou a ter “indefinido” numero de autores e participantes. A razão por detrás deste documento é a de fazer pensar que a “revolução” a fazer nas não passa tanto pela mas pelo uso criativo e interdisciplinar e colaborativo que este potencia.

P.: Quando é que começou?

R.: Começou no dia 3 de Novembro. Incrível não é? Que em menos de 48 horas quase 20 pessoas e mais de 1000 edições foram-se juntando e foram realizadas?

P.: Dispondo de outras formas editoriais indicadas para o trabalho colaborativo, como os wikis, porque optou por um google doc?

R.: Primeiro influenciado pela ideia e prática do A Vision of Students Today (ver video no final deste artigo). Depois porque queria ver até que ponto quem tanto fala de colaboração realmente o fazia quando confrontado com um desafio. De facto vemos muita partilha e pouca colaboração. Queria mudar essa ideia e essa prática. O Google Docs permite uma edição simples, rápida, sem registos e coisas que limitam a participação. Por outro lado permite a auto-regulação livre para a criação de um documento deste tipo o que é fundamental para cada um dos participantes ter a liberdade que quer para expressar o seu ponto de vista.

P.: Como está a ser feita a divulgação pelos pontenciais autores?

R.: Estou a usar o Twitter. Só.

P.: Já tem uma metodologia para a pretendida distribuição pelas ?

R.: Sim. Se o documento final tiver uma relevância de excelência como acredito que vá ter, aposto numa publicação pelo da , para além de ser transformado numa página Wiki para ter a natural evolução com a disseminação que poderá vir a ter. Para além disso penso que poderá resultar num trabalho de preparação para um guia de de professores que pode envolver alguns dos autores para a elaboração de um nacionalmente difundido e implementado. Um passo de cada vez, tudo é possível.

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José Capitão Pardal

Um tema sempre na ordem do dia.

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Quem o afirma é o Robert Carlson, reconhecido especialista pe­las suas ideias inovadoras em matéria de e investigação. Acres­centa que, “devido ao seu enfoque tradicional em matéria de investiga­ção e , muitas unidades aca­démicas não fizeram o suficiente para chegar à indústria. Por outro lado, muitas indústrias têm encontrado dificuldades para chegar à Universi­dade.

Contudo, quando os benefícios mútuos podem ser claramente iden­tificados e coincidentes, então as co­laborações prosseguem sem grandes percalços”.

O Dr. Robert C. Carlson é o Reitor do para o Pro­fissional (CPD), Director do Rice Cam­pus em Wheaton (IIT), Director dos programas de da Infor­mação e Gestão e de Ciên­cia de Computação.

Anteriormente, foi “chairperson” do Departamento de de Computação, durante quinze anos, contribuindo para o seu crescimento, que o tornou no maior departamento do IITMain Campus. O Carlson possui diversa bibliografia e textos publicados.

Foi pioneiro na pesquisa em áreas de “relational database design”, técnicas de “integrated software design” e “computer science education”. Algu­mas das ferramentas desenvolvidas pelo seu grupo de pesquisa têm sido utilizadas para resolver “large scale design problems” na AT& T, DOD e no Argonne National Laboratory. O seu “Testing Maturity Model” (TMM), modelo de processo, é reconhecido como um standard da indústria a ní­vel mundial.

É membro do conselho editorial do International Journal of Innovation Science.

e Empreendedorismo - O que é o para o Profissional?

Robert Carlson – O CPD oferece edu­cação e treino orientados para a tec­nologia. A licenciatura e os programas de mestrado em da Infor­mação e Gestão (ITM) e Industrial e Gestão (INTM) juntamente com o de Aprendizagem Profissional têm atraído estudantes de todo o mundo. Os Programas e cur­sos no CPD fornecem uma mistura de conteúdo teórico e de aplicação prá­tica que permite aos alunos a aplica­ção do que aprendem em sala de aula na resolução de problemas da vida real. Os estudantes aprendem sobre tecnologias novas e emergentes e a aplicação, integração e práticas admi­nistrativas utilizadas na gestão eficaz destas tecnologias. O objectivo é o de preparar os estudantes para se torna­rem inovadores na área de , empresários e líderes do futuro.

I&E – Qual o factor mais importante para que ocorra numa organi­zação? Quem deve ser responsável pela dentro de uma ?

RC – As pequenas “startups” propor­cionam um excelente ambiente para a , em que os membros da equipa estão ansiosos por inovar, existindo o incentivo da liderança, em parte porque o crescimento e as re­compensas andam de mãos dadas. Em grandes organizações, a liderança de­verá incentivar e apoiar a atitude “star­tup” dentro da estrutura existente.

I&E – Relativamente à colaboração entre a academia e a indústria, como a encara? Qual é a importância da cooperação tecnológica -indústria?

RC – O colapso económico de muitas tem criado uma desconti­nuidade nas relações -indústria. No entanto, quando ambas as partes encontram oportunidades para colaborar, os resultados são sem­pre mutuamente benéficos.

I&E – Que papel podem desempenhar os governos para promover a pesquisa cooperativa?

RC – Apoios e subvenções à investiga­ção conjunta entre a e a Indústria contribuem positivamente para a criação de oportunidades de colaboração.

I&E – Que mudanças significativas se observaram nos últimos cinco anos?

RC – A recessão afectou negativamente muitos relacionamen­tos de longo prazo entre a academia e a indústria. Por outro lado, muitos desempregados lançaram “startups” que beneficiam claramente de um forte relacionamento de trabalho com as universidades. Essas relações, contudo, tornaram-se mais especula­tivas, devido à incerteza e à falta de recursos das “startups”.

I&E – Quais as tendências em que considera mais interessantes?

RC – “Startups” de sucesso, como o Google, enviaram uma mensagem aos estudantes universitários que deveriam tornar-se empreendedo­res, particularmente no mundo da . Universidades como o IIT procederam a alterações nos seus currículos, encorajando os alunos a frequentarem cursos enfocados na e no empreendedorismo.

Para os estudantes internacionais que vêm de ambientes educacionais que enfatizam a imitação das do seu instrutor, a exploração de técni­cas de pode ser um desafio. Acrescentando esses elementos ao nosso currículo foi possível obter re­sultados notáveis.

Mendes

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José Capitão Pardal