MOTIVAÇÃO PARA ESTA PÁGINA

Esta página pessoal não tem uma pretenção especial, mas tão só dar-me a conhecer e intervir em sociedade.

Intervir e divulgar: a minha forma de pensar (política inclusive), o meu percurso pessoal, as minhas viagens, notícias, factos, imagens e textos (meus ou de terceiros) que considere relevantes e tudo o mais, que achar conveniente.

 

A Frase

Na escrita há os que escrevem aquilo que pensam e os outros, que pensam aquilo que escrevem..., pensando muitas vezes o oposto!...

José Capitão Pardal

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Capote Alentejano protege do frio e é moda na Europa


Pela curiosidade aqui vos deixo uma pequena notícia sobre o “nosso” capote alentejano (a foto é de autor desconhecido e não acompanha a notícia).
 
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– domingo, 10 de Janeiro de 2010 | 12:10
 
  

Os longos e quentes capotes alentejanos são por esta altura do ano muito procurados para fazer face às baixas temperaturas, mas nem todos se podem proteger da «cabeça aos pés» envergando este traje.

A única fábrica de capotes no sul do localiza-se na freguesia de Santa Eulália, no concelho de .

É ali que centenas de capotes começam a ser confeccionados logo no Verão para que nesta altura do ano possam ser vendidos em todo o território nacional, noutros países da e na América.

José Alpedrinha começou a fazer capotes quando tinha apenas 18 anos de idade. Aprendeu com o pai que era alfaiate e dirige a empresa alentejana que já assinala cinquenta anos de actividade na feitura destes agasalhos.

Na época de produção fazem entre quinze a vinte capotes por dia. Neste Inverno, a fábrica de José Alpedrinha já confeccionou mais de 700 capotes. «Já chegámos a ter aqui na empresa setenta trabalhadores. Agora são só sete», conta José Alpedrinha, ao mesmo tempo que acrescenta que «o negócio vai bem e não tem sentido a crise».

Cada capote representa quatro horas de trabalho, só na parte da costura, e o preço não está acessível a todas as bolsas: «os capotes variam entre os 200 e os 300 euros, sendo mais caros os que têm gola de raposa», justifica.

«O capote vende-se no desde o início do século passado. Antigamente, era vestido por agricultores e trabalhadores rurais.

O capote cinzento escuro era para os senhores das terras – os latifundiários, os castanhos eram típicos dos habitantes do Redondo e Reguengos de Monsaraz e o verde, que é uma cor recente, foi feito a pensar nas senhoras espanholas e nos caçadores», explicou José Alpedrinha.

Outrora a matéria-prima, o burel, provinha das indústrias de lanifícios da Beira Baixa. «Agora isso acabou. O burel já só é feito em Castanheira de Pêra, única fábrica em », conta.

O capote alentejano foi deixando as verdejantes planícies alentejanas e instalou-se no guarda-roupa das grandes cidades da e metrópoles mundiais «há capotes feitos por mim em Paris, Londres e até na América, principalmente no Canadá onde faz mais frio».

Apesar do sucesso do capote alentejano, José Alpedrinha recusa vulgarizar o uso desta peça de vestuário, «gostava que se conservasse selectivo. Não concordo que seja generalizado e que cause impacto pela sua popularidade.

José Alpedrinha orgulha-se de já ter vestido o capote alentejano a diversas individualidades.

«O doutor Soares, Sampaio, José Saramago, entre muitos outros».

Orlando Redondeiro tem uma loja em onde vende este tipo de artigos.

O frio rigoroso do passado mês de Dezembro levou à ruptura do stock de capotes que tinha para venda.

«Em poucos dias vendi cerca de cinquenta capotes. Este é um artigo que tem tido muita procura nos últimos anos.

Os clientes são da de e há também muitos espanhóis que vestem os capotes verdes para as montadas que realizam no vizinho», diz com satisfação Orlando, que também veste o capote desde os sete anos de idade.

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José Capitão Pardal