MOTIVAÇÃO PARA ESTA PÁGINA

Esta página pessoal não tem uma pretenção especial, mas tão só dar-me a conhecer e intervir em sociedade.

Intervir e divulgar: a minha forma de pensar (política inclusive), o meu percurso pessoal, as minhas viagens, notícias, factos, imagens e textos (meus ou de terceiros) que considere relevantes e tudo o mais, que achar conveniente.

 

A Frase

Na escrita há os que escrevem aquilo que pensam e os outros, que pensam aquilo que escrevem..., pensando muitas vezes o oposto!...

José Capitão Pardal

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Ameixas de Elvas


Mais um do (nomeadamente de , Borba e ) de reconhecido êxito.

Deixo-vos este artigo do jornal “Sol” e da jornalista Sónia Balasteiro

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a_ameixas

Conceição não parava um segundo.

Não podia parar.

No passado os frutos amadureceram duas semanas antes do previsto e era preciso dar vazão aos quilos de ameixas que os fornecedores lhe entregavam, em duas remessas, todos os dias.

A culpa, explicava, era das temperaturas elevadas que varreram o em poucos dias.

Por isso, nem nem nenhum dos seus seis trabalhadores – três mulheres, três rapazes – tinham tempo a perder.

Conseguiu estacionar sem problemas a carrinha de caixa fechada à porta da pequena fábrica ‘escondida’ na velha, privilégio da destreza do hábito.

Abriu as portas da carrinha e chamou um dos rapazes para o ajudar a descarregar as 13 caixas de ameixas verdes.

Um pouco mais maduras e tornavam -se impossíveis de ser ‘as’ Ameixas de .

«O método que utilizamos é exactamente o mesmo há 90 anos», garantia , por entre a azáfama da cozedura das ameixas, num pátio cheio de panelas de cobre, água quente, açúcar. «Seis mil quilos por ano de açúcar, 10 a 11 mil quilos de ameixas», especifica.

Números que o tornam o maior produtor da Ameixa de do .

As trabalhadoras suavam, frente aos fogões onde as ameixas cozem em água – primeira fase; depois tiram-nas para fora, para repousar, em alguidares de plástico.

Noémia Miranda, a encarregada de 34 anos, lenço na cabeça, é a única que aqui trabalha todo o ano.

E há mais tempo que . «Já trabalhava para os pais dele», conta. «Comecei aos treze».

Trabalho duro este, com as temperaturas elevadíssimas, o peso dos alguidares de ameixas, a cadência mecânica dos gestos a acontecer no momento exacto em que têm que acontecer.

Ao lado, fica um dos armazéns, onde as ameixas aguardam o primeiro ponto; outras o segundo.

«É que, nisto, não há segredo nenhum», simplifica o produtor, «a não ser o facto de tudo isto ser feito exactamente como no primeiro dia, completamente à mão». E ia apontando: «Estas têm só cozedura; aquelas já têm o primeiro ponto».

Por dia, são produzidos 1.200 quilos de ameixas. Saem daqui para todo o refere o grupo Nabeiro e as Pousadas de como exemplos de cadeias suas clientes – e para o exterior: Inglaterra, Estados da

Queixa-se da falta de apoios por parte da câmara de , de reconhecimento dos 90 anos da casa: nasceu em 1919, pelas mãos de Candeias, padrinho do pai de ; em 1970 passava para a sua família e, em 1999, tinha então 40 anos, Conceição tomava-lhe conta dos desígnios: «Era director de um banco, na altura.

Larguei tudo. E, sim, vale a pena.

Só o facto de o meu pai saber que isto não vai acabar enche-me de uma alegria imensa».

E, como dizem por aí, quem corre por gosto não cansa.

Silveirinha Conceição

Rua Martim Mendes, 17 A

Tel. 268 628 364

sonia.balasteiro@sol.pt

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José Capitão Pardal