Sem comentários
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19.07.2010 – 07:43 Por Sofia Rodrigues, in Público
Secretário-geral do
PS diz que as alterações à Constituição defendidas por Passos Coelho são um “estratagema” e um “regresso ao passado”.
José Sócrates mostrou o cartão vermelho às propostas sociais-democratas
Foto de Miguel Madeira

Depois do PS, foi o próprio primeiro-ministro, José Sócrates, que ontem mostrou o cartão vermelho às propostas de revisão constitucional defendidas pelo líder do PSD. “Um estratagema constitucional”, chamou-lhe, que serve apenas para “aumentar a instabilidade política”.
Se Pedro Passos Coelho acusou os socialistas de “cristalização” ao terem rejeitado a possibilidade constitucional de o Presidente poder demitir o Governo, o secretário-geral do PS diz que as propostas do PSD são “um regresso ao passado”.
“Isso não é nenhuma proposta de futuro; isso, bem pelo contrário, é um regresso ao passado e é criar condições para promover circunstâncias de instabilidade política”, disse Sócrates. O PS é indispensável para fazer passar a revisão constitucional no Parlamento.
Lamentando a “forma tão vazia e com tantas generalidades” e “vulgaridades” com que se fala sobre o futuro, Sócrates aproveitou para relacionar as críticas à proposta de revisão constitucional do PSD com a sugestão do líder do CDS-PP para que se demitisse do Governo, lançada na quinta-feira no debate do Estado da Nação. “Todas as semanas as lideranças políticas da direita se saem com mais uma proposta com vista a definir ou a propor de cima da mesa um novo método para criar uma crise política, criar instabilidade, um novo método para, afinal de contas, eles chegarem ao poder”, referiu.
Antes de discursar no encerramento do Congresso da Juventude Socialista, o primeiro-ministro ouviu elogios de António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, que esta semana aplaudiu a determinação de Sócrates mas criticou, por contraste, a “passividade” do Governo.
“Todo o partido, toda a JS, todos aqueles que exercem cargos políticos aos mais diversos níveis, devemos pôr os olhos no exemplo de combatividade, de determinação, de coragem, de inconformismo perante a dificuldade que o nosso secretário-geral tem dado e que deve ser um exemplo para todos nós”, disse o presidente da Câmara de Lisboa. Para António Costa, a determinação de Sócrates é um exemplo “daqueles que sabem que as derrotas nunca são antecipadas”.
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José Capitão Pardal
Apesar de discordar de muitos aspectos focados pelo articulista, achei que não deixa de ser interessante o seu conteúdo, pelos que o publico para conhecimento dos meus leitores.
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por António dos Santos Queirós, DN Online de 20100719
Devemos levar a sério as acusações recíprocas dos dirigentes do PS e do PSD, que se responsabilizam mutuamente pelas dificuldades da país.A partir do final dos anos 80 e com a eliminação, na vida
social e no texto
constitucional, das mudanças revolucionárias na propriedade e nos órgãos de
estado, impostas pela revolução democrática de 74/75, ou seja, o desmantelamento da Reforma Agrária no
Alentejo, a privatização da banca e seguros e da rede de telecomunicações, a desnacionalização das grandes
empresas e do sector energético, a liberalização da comunicação
social e, sobretudo a integração do
país na Comunidade
Europeia, cedendo a soberania do
mercado nacional e depois do escudo, desde então, o 25 de
Abril, o PCP e o esquerdismo, deixaram de poder ser culpados pelo futuro da democracia
portuguesa. O modelo ocidental de
mercado e de democracia política ficaram plenamente reconstituídos, e em condições extremamente favoráveis, dado o afluxo de fundos comunitários e de receitas e oportunidades geradas pelas desnacionalizações.
Um quadro político original
No entanto, tal como a revolução democrática portuguesa teve características únicas, desde logo porque ocorreu tardiamente, um século depois das revoluções democráticas burguesas, e para pôr fim à guerra colonial prolongada, alguns decénios após as descolonizações europeias, também a contra revolução assumiu aspectos paradoxais.
Em primeiro lugar, porque no que respeita aos direitos políticos das élites, das classes populares e da classe média das regiões rurais, dos Açores e da Madeira, o estado português, tradicionalmente centralista e macrocéfalo, se descentralizou, aceitando a autonomia das ilhas e municipal; em segundo lugar, porque foram alargados aos trabalhadores do campo os direitos laborais, embora a um nível inferior e a educação, a saúde e a segurança social generalizaram-se nas cidades e vilas do mundo rural e passaram a abranger todos os cidadãos.
A Lei Barreto da Reforma Agrária foi o instrumento da sua desagregação, mas a Lei de Bases do Sistema Educativo ou a Lei de Bases do Serviço Nacional de Saúde, constituiram instrumentos de progresso social, que permitiram colocar o país ao mais alto nível da Saúde Materno Infantil e generalizar o ensino básico e secundário.
O PS e o PSD, com coligações com o CDS, são de facto os principais responsáveis por esta evolução política e, a partir de então os únicos responsáveis, pois monopolizaram todas as instâncias do poder central.
Mas a década de 90 trouxe à política nacional e internacional uma nova fase.
A Alemanha e as potências industriais europeias deslocaram o seu mercado para Leste e passaram a desinvestir em Portugal.
O desmantelamento do que restava da União Soviética e o afastamento do PCP da linha internacional do PCUS recolocou-o como o mais nacionalista dos partidos portugueses.
A extrema-direita portuguesa abandonou o terrorismo do ELP MDLP, mas perdeu a capacidade para controlar o CDS ou organizar partidos representativos, dispersou-se também pelo PSD, sem, contudo, se constituir no seio destes partidos como corrente política.
Os pequenos partidos da esquerda revolucionária unificaram-se progressivamente, a maior parte dos seus dirigentes ingressou nos “partidos burgueses” e ascendeu mesmo aos quadros superiores do mundo empresarial e do estado democrático; o terrorismo de esquerda, confinado a um só grupo e do qual sempre se demarcaram, desapareceu com a sua desagregação.
O percurso do PS, de aproximação aos programas liberais, abriu de forma cíclica espaço político para o centro e o centro esquerda, ocupados efemeramente pelo PRD e pelo melhor sucedido Bloco de Esquerda, coligação arco íris que dissolveu as suas ideologias de origem e se organizou para a acção eleitoral, e já não para a acção política, que era o seu campo de disputa com o PCP.
Neste quadro, este partido pôde não só consolidar a sua hegemonia nas organizações das classes trabalhadoras, como recuperar influência política e base social. Superou mesmo a perda do seu líder histórico, criando uma direcção renovada; mas, cumprida a etapa da “revolução democrática e nacional” e desaparecido o “campo socialista da URSS”, o PCP não conseguiu até agora elaborar o seu novo programa para o socialismo, tendo muita dificuldade em divulgar as suas propostas políticas imediatas e reformadoras.
O mercado truncado
O início da década de 90 assinala o renascimento do capital financeiro em Portugal e alguns dos bancos revelaram uma dinâmica de modernidade e inovação reconhecida internacionalmente. Mas as condições políticas de hegemonia partidária do PSD e depois do PS criaram um efeito perverso: a transferência para a administração da banca e depois das grandes empresas, ligadas sobretudo á construção e obras públicas, dos quadros partidários, desenvolvendo uma pesada e tentacular rede de influências e promiscuidade entre a elite económico-financeira e a nova elite política, enquanto o emprego público passou a funcionar como moeda de troca eleitoral, pagando carreiras, favores e oportunidades de negócio.
A construção civil e as obras públicas constituíram o principal vazadouro dos fundos comunitários e das finanças nacionais, criando um surto de prosperidade geral que alimentou o aparecimento de um milhão de denominados “isolados” nas estatísticas nacionais, pequenos empreendedores e patrões que vivem de sub-empreitadas e da prestação de serviços ou comércio, e hoje, se vão arruinando.
Grandes empresas de comércio e serviços cresceram e internacionalizaram-se, saturando de oferta o exíguo mercado nacional e exportando cada vez mais emprego para outros países, mas tal não significou a transferência para Portugal de uma cultura técnico-científica e de gestão mais avançadas, de que carece a rede de micro, pequenas e médias empresas, sendo que estas constituem a base da nossa economia social e do emprego e estão, na maior parte dos casos, fora do círculo de poder e dos financiamentos subsidiados pelo QREN.
Nasce o paradoxo de, o discurso político que mais defende o mercado e a redução das funções do estado corresponder de facto à utilização do estado, ao nível central, regional e local, para garantir contratos, apoios e negócios.
Quando os escândalos rebentam, o aparelho judicial, mal apetrechado de quadros e recursos e servido por leis de malha grossa, feitas pelos deputados e ministros daqueles partidos, torna-se o bode expiatório da má gestão política.
Portugal cego
Como no “Ensaio sobre a Cegueira” de Saramago, quando o mundo descobre a existência de um novo capital financeiro, sem qualquer ligação à produção económica e fora do controle dos estados, protegido pelos paraísos ficais, não só de obscuras ilhas tropicais, mas da respeitável Suíça, do Luxemburgo, do Lichenstein, de Gibraltar ou da Madeira e que utiliza a própria banca para especular sobre o mercado imobiliário, alimentar e dos produtos energéticos e financeiros; quando os EUA, à beira do colapso financeiro mas intransigentes na imposição do dólar como moeda padrão, elegem Obama e tomam medidas de intervenção no mercado, quando ampliam o sistema de saúde e a função social do Estado; quando o planeta respira de alívio, porque as empresas nacionais da República Popular da China, do Brasil, da Índia e mesmo da Rússia, sustêm a queda da economia capitalista e impulsionam a retoma económica, continuando a crescer e a permitir ao capital estrangeiro reinvestir e reproduzir-se; quando os conservadores ingleses ou franceses proclamam o estado social como a única barreira eficaz contra a decomposição e a desordem social… em Portugal, o primeiro-ministro e o provável sucessor da oposição, disputam ferozmente o poder de continuar a fazer política exactamente ao contrário dos sinais do tempo. E não estão sós, Bruxelas, liderada por um português, proclama igualmente as receitas do liberalismo sem pátria, e o primado das finanças sobre a economia política.
Forçoso é dizer que nenhum partido, nenhum líder português, tem hoje capacidade para mudar este estado de coisas. Nem as direcções dos partidos têm soluções, nem os seus líderes estão particularmente bem preparados para as construir: em comum, as novas lideranças caracterizam-se hoje por um baixo nível académico e de cultura científica e a ausência de um pensamento político próprio.
As dificuldades do mundo empresarial não são menores: a concorrência internacional é esmagadora e, tal como no plano da liderança política, a preparação académica, formação superior e cultura científica não fazem parte do currículo de mais de 90% dos empresários, nem as suas associações manifestam sequer o reconhecimento da existência deste problema incontornável e o imperativo de o ultrapassar. A necessidade de qualificar o sistema produtivo é transferida para os seus trabalhadores e a universidade e a escola pública são os alvos da crítica.
Não há alternativa?
Sabemos apenas aquilo que não queremos e que não podemos suportar mais.
Portugal não é um país de brandos costumes e o que caracteriza o seu povo é uma grande capacidade de sofrimento. O exército americano, líder em tecnologia e recompensas financeiras, não aguentaria 1 ano de guerra em África nas condições em que os nossos militares suportaram 13 anos.
Nem a França nem a Alemanha encontraram trabalhadores mais disciplinados no esforço de reconstrução e de produção industrial.
Quando o sofrimento se torna insuportável, nasce a revolta ou sobrevém a inacção. Gomes da Costa marchou entre o aplauso das elites, os capitães de Abril, entre alas do povo.
Assistimos na última década ao enfraquecimento moral e ético da acção popular: depois da campanha nacional e internacional de apoio à independência de Timor Leste, que teve impacto no Mundo, o movimento popular foi reorientado para o futebol de alto nível ( recordam-se de quem chefiou a candidatura ao Euro 2004?), como os cidadãos romanos eram convocados para assistir aos espectáculos do Circo. Indiferente aos salários em atraso de milhares de jogadores profissionais e semi-profissionais de todos os escalões; indiferente ao esbanjamento dos fundos do governo e municípios em 10 estádios ( o de Leiria foi orçamentado em 19 Milhões, custou 100 milhões e ainda custa 4 milhões ano, recursos que dariam para fazer na Região Centro de Portugal, onde não há nenhum, 3 aeroportos regionais de proximidade); o povo aplaude…
Face aos resultados negativos da gestão da maior parte dos municípios e dos governos das regiões autónomas, o voto popular continua a premiar os que gastam mais do que podem e devem, mesmo que tal signifique um futuro de ruína geral.
“Menos estado e melhor estado”, é a mensagem das elites, mas nada significa. Estado e empresas públicas e privadas bem ou mal geridas, eis o problema, em qualquer regime ou mercado.
Ou melhor, num país a envelhecer, fará de nós uma nação que não será para os mais velhos. E expulsará para a Europa e a América uma nova geração de jovens emigrantes, licenciados e empreendedores.
Fará crescer a marginalidade e a corrupção generalizadas.
Apesar da lição contemporânea dos professores, que foram capazes de superar divisões e preconceitos, ocupando o lugar das vanguardas burguesas e operárias que agiam em defesa, não apenas dos seus interesses de classe, mas do que consideravam causa pública e nacional, estaremos condenados à perda irreparável da solidariedade laboral, da família plurigeracional, dos laços ampliados de família e de naturalidade, da vizinhança, do convívio multiétnico.
Aumentará a pobreza geral e a indigência moral e ética das elites.
Quando se chega a este ponto. É preciso dizer não:
Negando o voto favorável, o aplauso e a nossa própria indiferença.
Diremos não à entrega da soberania do mar português à Comunidade Europeia, que representa mais de 50% do território marítimo da Europa comunitária, previsto no projecto de Constituição e no Tratado Europeu de Lisboa, factura oculta de todos os fundos comunitários.
Dizendo não à protecção de um capital financeiro sem pátria nem moral, nem estado.
Diremos não a um país que não seja para os jovens e a velhice, que é de todos e virá.
Dizendo não à agonia do mundo rural, reserva ecologia, de água potável e alimentos, sumidouro do carbono.
Diremos não à participação das forças armadas portuguesas em qualquer missão que não seja de paz.
Dizendo não ao abandono dos laços de intercâmbio e cooperação com os povos de Espanha, que combateram connosco no século XIX em defesa da independência nacional e connosco suportaram os combates pela democracia moderna e, não hesitaremos no desenvolvimento da cooperação e entreajuda com os estados e povos irmãos do Brasil e da África.
Diremos não a um país que não proteja a maternidade ao mesmo tempo que acolhe os novos emigrantes.
Dizendo não a uma comunicação social que não apoie a educação e a cultura pluralistas.
Diremos não ao dogma, liberal ou socialista, ao desprezo pelo novo pensamento político que transformou a China Popular um só país com dois sistemas, pacífico e unificador de 56 nacionalidades, que fez do Brasil e da Índia, neocolonizados e empobrecidos, potências democráticas emergentes, que ressurge na América Latina como projecto internacional para realizar os velhos sonhos de liberdade e progresso.
E voltaremos a militar nos partidos, a apoiar os líderes e a ler os jornais, que sejam os protagonistas desta esperança.
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José Capitão Pardal
Para conhecimento de todos os meus leitores
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O Conselho de Ministros, reunido hoje (2010/07/17) na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou o novo PROTA – Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo.
A Resolução do Conselho de Ministros que aprova o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo, revoga o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo Litoral, o Plano Regional de Ordenamento do Território da Zona Envolvente de Alqueva e o Plano Regional de Ordenamento do Território da Zona dos Mármores, aprovados, respectivamente, pelo Decreto Regulamentar n.º 26/93, de 27 de Agosto, pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 70/2002, de 9 de Abril, e pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 93/2002, de 8 de Maio
Em primeiro lugar, o PROTA prevê a integração territorial e abertura ao exterior, potenciando o posicionamento geográfico no contexto nacional e ibérico, através do reforço da competitividade que promova a internacionalização da região, em articulação com as redes de transportes e sistema regional de logística empresarial, o desenvolvimento de serviços avançados e uma aposta urbana diferenciadora, a par dos singulares recursos naturais e da paisagem.
Em segundo lugar, a conservação e a valorização do ambiente e do património natural, garantindo os padrões de biodiversidade através da gestão integrada dos sistemas naturais e das oportunidades, que se oferecem às actividades produtivas como contributo para o desenvolvimento sustentável dos espaços rurais e dos recursos naturais, e a minimização de situações de riscos naturais e tecnológicos.
Em terceiro lugar, a diversificação e a qualificação da base económica regional, reforçando e desenvolvendo os sectores tradicionais e emergentes estratégicos, com destaque para os sistemas agro-silvo-pastoris e para o património natural e cultural, como base de uma fileira de produtos turísticos de elevada qualidade e identidade.
Em quarto lugar, a afirmação do policentrismo suportado num conjunto de centros urbanos capazes de articular redes regionais, promover a sua integração funcional e gerar níveis acrescidos de cooperação estratégica e de desenvolvimento, assente na concertação intermunicipal de recursos e equipamentos capazes de sustentar a coesão territorial.
Por último, estas orientações estratégicas concretizam-se, nomeadamente nos seguintes aspectos:
- O desenvolvimento da plataforma portuária de Sines, consolidando a sua vocação ibérica e europeia baseada numa posição geoestratégica privilegiada relativamente ao cruzamento de grandes rotas mundiais de transporte marítimo, o qual constitui um factor importante para a afirmação internacional do país e da região;
- O Aeroporto de Beja que abrirá caminho a novos processos de internacionalização da região, quer mediante a captação de fluxos turísticos relacionados com o Alqueva, o Litoral Alentejano e o Algarve, quer através da emergência de novas actividades económicas, nomeadamente na área da aeronáutica;
- O reforço da complementaridade dos centros urbanos que permitirá o crescimento da competitividade e da coesão territorial do Alentejo, considerando como pólos estruturantes Évora, Beja, Portalegre, Sines-Santiago do Cacém-Santo André e Elvas-Campo Maior, ancorados numa rede de centros organizados numa estrutura policêntrica e associados a uma rede de estruturas logísticas e de desenvolvimento empresarial, apostando em economias de aglomeração de proximidade com as instituições de conhecimento, de inovação, de desenvolvimento tecnológico e de prestação de serviços;
- O aproveitamento da envolvente de Alqueva, a qual constitui um espaço destacado no Modelo Territorial da base económica regional, induzido pelo efeito da expansão da nova infra-estrutura hidroagrícola de suporte à modernização da agricultura da sub-região e pela sua atractividade sobre as actividades turísticas, associado às potencialidades criadas pelo novo lago mas também pela sua relação de proximidade com as cidades de Évora e Beja;
- O Litoral Alentejano, articulando as suas potencialidades de destino turístico de excelência e de atracção de projectos estruturantes, nomeadamente na área do Turismo, com a valorização e protecção ambiental da Zona Costeira;
- O solo rural, assumindo-o como o suporte das actividades directamente relacionadas com o aproveitamento agrícola, pecuário e florestal ou de recursos geológicos, regendo-se por princípios gerais de contenção da edificação isolada e do parcelamento da propriedade, pela racionalização das infra-estruturas e pelo fomento à reabilitação do existente.
José Capitão Pardal
Aqui vos deixo novidades de Elvas, contadas pelo jornal Hoy.es de Badajoz.
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14.07.10 – 00:08 -
ROCÍO SÁNCHEZ RODRÍGUEZ (Hoy.es)|
BADAJOZ.
La vía de acceso al municipio luso será un bulevar comercial en dos años
Uno de los objetivos del proyecto, según el alcalde elvense, es crear una ‘
zona de compras’ que atraiga a clientes de
Badajoz
Diseño: habrá dos carriles para cada sentido (con accesos a la
zona comercial), uno para ciclistas y otro más para peatones. En medio, una mediana con vegetación.
Fechas: Está pendiente la adjudicación del concurso. La idea es que las
obras comiencen este año y finalicen en 2012.
Inversión: 2 millones de euros.
La entrada a
Elvas desde
Badajoz va a cambiar de imagen de aquí a dos años. El Ayuntamiento de este municipio portugués ha diseñado un proyecto que va a convertir la travesía de acceso al centro de la localidad en una gran avenida urbana. «Tendrá dos carriles para cada sentido (desde la salida de la autovía), otro para ciclistas y otro más para peatones. En medio, se colocará una mediana con vegetación», explicó ayer José
António Rondão
Almeida, alcalde de
Elvas.
Las
obras -que tendrán un coste de dos millones de euros- están pendientes de adjudicación, pero la idea es que empiecen este año y terminen en 2012. Se actuará sobre siete kilómetros, «desde la salida de la ‘autoestrada’ (autovía) hasta las piscinas municipales», detalla
Almeida.
Pero el tramo más importante es el que discurre por delante de la nueva
zona comercial que ha surgido justo a la entrada de este municipio portugués, en la margen derecha. Por esta parte se crearán nuevos accesos.
Además del ‘Pagapouco’, uno de los más antiguos del lugar y donde se puede comprar gran diversidad de objetos, hay tiendas de ropa y supermercados. Recientemente han aparecido otra de decoración, un bazar asiático y una tienda de deportes. Y hay terreno para muchas más.
Por este motivo, el futuro proyecto mira hacia
Badajoz. «Queremos atraer a los clientes españoles», expresa
Almeida. Por eso, pretenden que la entrada desde la capital pacense sea atractiva. «La intención es que el bulevar sea algo parecido a la avenida de
Elvas», dice el alcalde. Es decir, el último tramo de
Badajoz antes de entrar en la autovía cuando se viaja en dirección a
Portugal.
Los pacenses ya visitan con frecuencia esta
zona comercial del otro lado de La Raya, especialmente los domingos, «porque ese día nosotros sí podemos abrir todas las tiendas», apunta
Almeida.
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José Capitão Pardal
Parece que existe a intenção de recolocar na agenda política o tema da “Regionalização”.
Espero que seja mais que uma intenção, a Regionalização é uma necessidade do país e um imperativo constitucional, pelo que a seu debate e implementação se torna premente, em contraste com o centralismo cinzento e balofo do Terreiro do Paço, que nem para a região de Lisboa é útil e eficiente.
Para o Alentejo, uma Região Alentejo una e indivisível.
Pelo seu interesse, deixo-vos um texto de António Vitorino, inserto no ”DN Online” de hoje, 2010/07/09.
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A Comissão Coordenadora Regional do Norte e o Conselho Regional do Norte organizaram esta semana, no Porto, uma conferência sobre o contributo da regionalização do continente para o desenvolvimento económico do País.
A iniciativa visa claramente repor a regionalização administrativa na agenda política. O seu principal mérito é o de chamar a atenção para que a regionalização do continente constitua o único capítulo da Constituição portuguesa, que, ao fim de trinta e quatro anos, permanece integralmente por concretizar.
Naturalmente que não é por a Constituição o prever que, por si só, o processo de regionalização vai avançar.
Mas, de alguma forma, o facto de este capítulo da nossa Lei Fundamental permanecer como o único em que existe uma efectiva omissão integral de aplicação merece uma clarificação por parte dos agentes políticos.
Na realidade, ao estarmos a aproximar-nos de um período de revisão constitucional, conviria que os partidos políticos clarificassem as suas intenções: ou bem que existe uma vontade de desencadear um debate que permita um consenso amplo sobre a criação das regiões administrativas no continente, ou bem que, não havendo, seria imprescindível que se percebesse, ao menos, qual o significado de manter na Constituição um objectivo que não beneficia de uma intenção concretizadora suficientemente consistente.
Sou dos que pensam que o objectivo constitucional se justifica em nome do combate às ineficiências do centralismo e na potenciação das sinergias que decorrem de uma criteriosa aplicação do princípio da subsidiariedade na racionalização da organização da Administração do Estado.
Mas tenho também consciência de que o processo nasceu de algum modo inquinado, o que resulta claro do debate e do próprio resultado do referendo levado a cabo em 1998!
Já se percebeu que este tema pode ser tratado de forma racional, equacionando os prós e os contras das várias soluções possíveis, ou então ele será de novo prisioneiro de medos e fantasmas agitados em nome da pequenez do País, dos riscos de fracturas localistas ou das ameaças à coesão nacional.
A regionalização não é propriedade de ninguém nem constitui uma arma de arremesso contra quem quer que seja.
Os valores que lhe subjazem assentam numa análise criteriosa das vantagens de organizar a desconcentração dos serviços do Estado em função das cinco regiões que servem hoje de base ao planeamento económico.
As regiões justificam-se, assim, em nome do valor acrescentado da escala (supramunicipal) e da proximidade em relação aos destinatários das decisões.
A criação de um nível administrativo intermédio entre o nível municipal e o nível estadual pode e deve ser um instrumento de racionalização da desconcentração dos serviços centrais e de ordenamento da descentralização, entendida esta como transferência de poderes para instâncias decisórias mais próximas dos cidadãos.
Neste particular, o desafio consiste em clarificar as formas de articulação das regiões a criar com o associativismo intermunicipal já existente e com a realidade das grandes áreas metropolitanas que existem no território de várias das potenciais futuras regiões.
Por isso, o quadro de atribuições e de competências das regiões administrativas que foi definido por lei em 1991 deve ser submetido a uma rigorosa reavaliação, de modo a torná-lo conforme com a evolução entretanto verificada.
Esse será, decerto, o primeiro passo necessário para desencadear o debate sobre a regionalização.
Em paralelo, removido que está o obstáculo que constituiu, em 1998, um mapa das regiões que suscitou mais reservas que adesão, trabalhando na base do processo de desconcentração administrativa levado a cabo nos últimos anos em torno do modelo das cinco regiões, importa fazer a pedagogia das vantagens da regionalização sem precipitações e de forma sustentada.
Só assim será possível demonstrar que, para além dos constrangimentos imediatos da crise económica e financeira, existe um rumo de reforma estrutural da organização do Estado que não se confina apenas aos ditames do corte da despesa pública!
António Vitorino
publicado a 2010-07-09 às 01:30, pelo DN Online
José Capitão Pardal
A JUVEMOZ 2010 – A Maior Festa da Juventude do Alentejo, volta a animar a cidade de Estremoz de 2 a 4 de Julho, com iniciativas muito variadas, nas áreas da cultura, cidadania, arte e desporto.
Esta é a 12ª edição desta festa, promovida pela Câmara Municipal de Estremoz, cujas associações de jovens, desportivas, culturais, recreativas e de solidariedade social assumem um papel preponderante.
A Juvemoz 2010 realiza-se no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz, que integra acções, cujo objectivo é divulgar a actividade e a criatividade de todos os participantes. São elas: a EXPOJUVEMOZ – área pedagógica da Juvemoz, a ARTEMOZ – espaço de exposição e encontro de artistas plásticos e a ADRENALÂNDIA – zona de actividades radicais e outros divertimentos.
Preparámos para toda a população um programa fantástico para estes 3 dias de festa, que abrange os mais variados estilos e gostos musicais. No dia 2 de Julho actuam os TERRAKOTA, no sábado dia 3 os Jovens Estremocenses elegeram os TARAPERDIDA e no último dia sobem ao palco os LEGENDARY TIGERMAN.
Para além da DISCOJUVEMOZ com DJ’s todos os dias, podem contar com muitas outras actividades.
ESTA É A TUA FESTA!!! Diverte-te…
in “Estremoz Marca”
Programa
Sexta- Feira – 2 de Julho
18h00 – Abertura da Juvemoz 2010.
18h00 – Abertura da Adrenalândia, Expojuvemoz e Artemoz.
19h00 – 21h00 – Tiro ao Arco dinamizado por “ArcoZone”, na Adrenalândia.
19h00 – 21h00 – Paintball dinamizado pela Associação Desportiva “Cortiço Bike Club”.
21h00 – Actuação da Banda Feminina “7Soul’s“, de Casa Branca.
22h00 – Encerramento da Adrenalândia.
22h15 – Actuação do grupo de dança “Ginarte”, de Estremoz.
22h30 – TERRAKOTA.
24h00 – Encerramento Expojuvemoz e Artemoz.
01h00 – 04h00 – Discoteca com DJ Silver warn up DJ Malasiano e VJ Lobo.
Sábado – 3 de Julho
14h00 – Abertura da Juvemoz 2010.
14h00 – Abertura da Adrenalândia, Expojuvemoz e Artemoz.
15h00 – Torneio 3×3 Basquetebol, organizado pela AJES – Associação Juvenil de Estremoz,
no recinto da Juvemoz.
16h00 – 20h00 – Tiro ao Arco dinamizado por “ArcoZone” na Adrenalândia.
19h00 – 21h00 – Paintball dinamizado pela Associação Desportiva “Cortiço Bike Club”.
21h00 – Actuação da Banda “DEZ4LINH4DOS”, de Estremoz.
21h30 – Passeio de BTT Nocturno na Serra d’Ossa, promovido pelo Clube
Ciclomontanha de Estremoz – Concentração junto à Câmara Municipal de
Estremoz.
22h00 – Encerramento da Adrenalândia.
22h15 – Actuação do grupo de dança da AJES – “Dance 4Fun”
22h30 – TARA PERDIDA.
24h00 – Encerramento Expojuvemoz e Artemoz.
01h00 – 04h00 – Discoteca com DJ Pedro Marmelo warm up DJ Silver e VJ Lobo.
Domingo – 4 de Julho
08h30 – Fosso Universal “Troféu Telimpor”, organizado pelo Clube de Caçadores de
Estremoz, no Campo de Tiro de Glória.
09h00 - Passeio de BTT na Serra d’Ossa, promovido pela associação desportiva “BTTMOZ -
SDT ESTREMOZ” – Concentração no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz.
14h00 – Abertura da Adrenalândia, Expojuvemoz e Artemoz.
16h00 – 19h00 – Tiro ao Arco dinamizado por “ArcoZone” na Adrenalândia.
16h00 – 21h00 – Paintball dinamizado pela Associação Desportiva “Cortiço Bike Club”.
21h45 – Demonstração do Grupo de Capoeira “Alto Astral”, de Évora.
22h00 – Encerramento da Adrenalândia.
22h30 – LEGENDARY TIGERMAN.
24h00 – Encerramento Expojuvemoz e Artemoz.
01h00 – Discoteca com DJ Silver e VJ Lobo.
03h00 – Encerramento da Juvemoz 2010.
Pavilhão A do Parque de Feiras e Exposições de Estremoz:
EXPOJUVEMOZ – área de exposição da Juvemoz
ARTEMOZ – espaço de exposição e encontro de artistas plásticos.
– espaço de venda de artes decorativas e bijuterias.
Exterior:
ADRENALÂNDIA – zona de actividades radicais e outros divertimentos dinamizados pelo Gabinete de Desporto da CME, localizada a Norte ao Pavilhão A.
PAINTBALL – actividade desportiva dinamizada pelo Cortiço Bike Club, localizada junto à entrada Norte do Parque de Feiras e Exposições de Estremoz
Preço dos Bilhetes:
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Dia
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Preço do Bilhete
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Dia 2 de Julho de 2010
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2,50€
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Dia 3 de Julho de 2010
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2,50€
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Dia 4 de Julho de 2010
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2,00€
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Passe para os três dias
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5,00 €
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Deficientes e crianças até 12 anos inclusive
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Gratuito
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Portadores do Cartão – Jovem Municipal
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0,60
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Mais de 65Anos
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0,60
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Locais de Venda: Casa de Estremoz, Secretariado da Juvemoz no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz e Loja Ponto Já.
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José Capitão Pardal
Para conhecimento, vos deixo notícia de interesse geral sobre a Televisão Digital Terreste
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TDT é considerada «caso de sucesso». Cobertura já chega a 83% da população
As emissões digitais de televisão começaram a 29 de Abril do ano passado, em Portugal e são já consideradas um «caso de sucesso» pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, pelo facto de Portugal estar com um ano de avanço em relação ao que estava previsto. E até ao final do ano toda a população deverá ter acesso à Televisão Digital Terrestre.
«Hoje 83% da população está coberta e, no final do ano, estará a 100%», assegurou António Mendonça, citado pela agência Lusa.
TV analógica: as três fases para o desligamento do sinal
O TDT é «importante do ponto de vista económico e tecnológico» e «tem de ser levado em frente independentemente das directivas e das recomendações da União Europeia», afirmou António Mendonça.
«TDT não é uma questão de moda»
«Não é apenas uma questão de moda, é algo importante do ponto de vista técnico e tecnológico e vai criar melhores condições para a prestação do serviço e permitir uma melhor organização do espectro, tirando vantagens do ponto de vista económico», reforçou.
O ministro foi ouvido esta quarta-feira nas comissões parlamentares de Ética e de Comunicações, no âmbito de um conjunto de audições realizadas sobre a revogação da licença dos canais pagos de Televisão Digital Terrestre, pedida pela Portugal Telecom e o novo destino do espaço deixado livre.
Fim da televisão analógica marcado para Abril de 2012
No final da audição, o PSD anunciou que vai entregar um requerimento a pedir informações que clarifiquem as dúvidas hoje levantadas.
Isto porque «o Governo garante que as sinergias estão garantidas e a PT alega que não há sinergias», disse o deputado social-democrata António Leitão Amaro.
Já o ministro dos Assuntos Parlamentares frisou que «a decisão final da Anacom já tarda». Foi desta forma que Jorge Lacão se manifestou relativamente à revogação da licença da PT e à devolução da caução de 2,5 milhões de euros já paga pela empresa.
A televisão analógica será desligada a 26 de Abril de 2012.
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José Capitão Pardal
Sem comentários junto informação do Portal do Governo
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2010-06-25
Vai abrir uma nova linha prioritária de investimento para requalificação das escolas do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico, no valor de 100 milhões de euros.
Vai lançar «uma nova linha de crédito, no valor global de 700 milhões de euros, para apoiar as empresas (…) com projectos já aprovados e contratualizados» que tenham dificuldades em realizar o investimento devido à «situação do mercado e do crédito»: são abrangidas «mais de 3100 empresas, com projectos de investimento superiores a 3400 milhões de euros e gerando 9700 postos de trabalho».
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José Capitão Pardal
Sem comentários, vos deixo uma notícia inserta no Diário Digital, sobre a formalização de um consórcio tecnológico.
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| sexta-feira, 18 de Junho de 2010 | 10:11 |
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Um grupo de 47
empresas da área tecnológica formaliza hoje um consórcio para colocar ao dispor da comunidade
internacional as competências adquiridas nos últimos anos.
“Vai ser constituído um consórcio de cerca de 47 empresas, todas da área das tecnologias e muito viradas para a aprendizagem e educação”, disse à Lusa o secretário de Estado Adjunto dos Transportes e Comunicações, Paulo Campos.
Segundo o responsável, as empresas “decidiram juntar-se para, num esforço de internacionalização, colocar essas competências [que têm vindo a ser desenvolvidas em Portugal] de uma forma agregada e integrada ao dispor da comunidade internacional e para participar na economia global”.
«Estamos a falar de empresas muito ligadas àquilo que foi o plano tecnológico, nomeadamente no plano da educação», disse.
O consórcio, constituído por empresas como Brandia Central, JP Sá Couto, Leya, Novabase, Porto Editora ou Y-Dreams, é formalizado hoje, em Lisboa, durante a conferência “A Escola do Futuro na Era Digital”, promovida pelo Diário Económico, e em que participam Paulo Campos e o primeiro-ministro, José Sócrates.
Diário Digital /Lusa
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José Capitão Pardal
A investigação científica portuguesa dá mostras de que está “viva e de boa saúde”.
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Escrito por CienciaPT
09-Mar-2010
A intenção era estudar os efeitos da exposição pré-natal à cocaína durante a formação da cóclea (porção do ouvido interno onde se localizam as células sensitivas responsáveis pela audição), mas pelo caminho uma descoberta levou à reorientação dos trabalhos: a enzima tirosina hidroxílase participa no desenvolvimento dos neurónios do ouvido – revela um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
A investigação analisou a actividade da enzima nos neurónios dos ratos durante os vários processos de refinamento neuronal e bioquímico inerentes ao desenvolvimento normal da cóclea, verificando-se o aparecimento da tirosina hidroxílase no início da audição.
Os resultados do ensaio com fêmeas de rato grávidas, expostas a 60 miligramas de cocaína por dia, revelam complicações no feto, que a nível da audição se podem traduzir na surdez.
A exposição dos fetos à droga provoca um avanço (de 4 dias, em relação ao normal) na maturação das estruturas da cóclea em formação.
Isto leva à dessincronização entre o desenvolvimento da cóclea e os centros nervosos da via auditiva central, que ainda não estão prontos para receber as células neuronais, tornando-os vulneráveis à lesão.
A experimentação animal revelou, ainda, atraso na abertura do canal auditivo externo, diminuição do consumo da glicose nas estruturas auditivas centrais e surdez sensoneural.
Em recém-nascidos humanos, os estudos revelam alterações semelhantes em testes de compreensão auditiva e de expressão verbal em crianças expostas in útero ao psico-estimulante.
De relevar que a cocaína é uma molécula que atravessa facilmente as barreiras biológicas, como a placenta e pode, segundo o estudo, levar a defeitos no sistema cardiovascular, ao atraso no crescimento intra-uterino e ao parto prematuro.
O Instituto de Anatomia da FMUP e o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da U.Porto dedicam-se ao estudo da neurotoxicidade das drogas há cerca de duas décadas.
Nessa linha de investigação, Nuno Trigueiros Cunha desenvolveu a sua tese de doutoramento em Medicina, analisando os efeitos da exposição pré-natal à cocaína durante a formação da cóclea.
Recorde-se que a nível mundial, a cocaína ocupa o quarto lugar das drogas ilícitas mais consumidas, com cerca de 16 milhões de consumidores.
Em Portugal, é a segunda droga mais consumida, com prevalência de 1,1% no sexo masculino e 0,2% no sexo feminino – 5 homens por cada mulher.
Nos últimos anos, 1% das mulheres grávidas afirma ter consumido cocaína durante a gravidez.
Actualizado em ( 09-Mar-2010 ).
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José Capitão Pardal
Pela sua importância e por concordar plenamente com o seu conteudo, tomo a liberdade de transcrever o texto inserto no blog “Relembrar para não esquecer”, da autoria de Inácio
Silva, sobre o discurso proferido pelo
Presidente da Comissão das Comemorações do 10 de Junho de 2010, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, Dr. António Barreto.
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010
10JUN2010 –
António Barreto dá uma chicotada psicológica aos mais Altos Representantes de
Portugal
ANTÓNIO BARRETO, intelectual e cientista social, autor dos documentários para a RTP, “Um retrato social”, realizados em 2006, encarna publicamente, em frente das mais altos responsáveis do país, o sentimento e a mágoa dos ex-combatentes.
Confesso que não sabia que António Barreto era o responsável pela Comissão das Comemorações do 10 de Junho de 2010, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, mas foi com uma agradável surpresa que ouvi o seu discurso, quase todo virado para os ex-combatentes, preocupado em salientar o facto de não haver vários tipos de combatentes, como alguns pretendem.
Existe, apenas, um tipo de combatente: aquele que em nome do seu país, serviu ou serve, em território português, ou no estrangeiro, por mandato do Estado Português. Entenda-se que as ex-colónias, hoje países estrangeiros, eram, na altura da guerra colonial, consideradas terras sob administração portuguesa…
António Barreto proferiu, no meu ponto de vista, o discurso que os ex-combatentes esperavam ouvir, há mais de 40 anos, e que nenhum político ousou dizer, talvez com o receio de ser conotado com uma ou outra força política, por concordância ou discordância da manutenção das guerras do ultramar.
O desassombro e a inspiração de António Barreto merece a nossa vénia e o nosso obrigado. Ele soube definir, com tamanha clareza de espírito e evidência o que levou tantos milhares de jovens a deixar as suas terras e as suas famílias, os seus amigos, os seus empregos, para serem levados, sem vontade própria, para terras que desconheciam, sem um “bilhete de passagem” que lhes garantisse o regresso.
A tal dívida de gratidão, tantas vezes proferida por milhares de ex-combatentes e que ventos hostis nunca permitiram que chegasse aos nossos governantes, foi – graças ao António Barreto – insuflada, à força, um a um, nos ouvidos dos governantes ali presentes.
A partir de hoje, nenhum deles poderá dizer que desconhece existir uma dívida de gratidão e que ela terá que ser paga, com ou sem existência de crise.
É certo que o País já possui legislação sobre algumas questões que afectavam e afectam os ex-combatentes, relacionadas, justamente, com as situações mais gritantes de injustiça social, tais como, o apoio aos deficientes e aos afectados pelo stress pós traumático.
António Barreto afirmou que “Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos”, reforçando que o “esquecimento e a indiferença são superiores”, sobretudo “por omissão do Estado”.
Barreto acusa o Estado de ser pouco “explícito no cumprimento desse dever”, avisando que está na altura de “eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre veteranos de nome e veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos”.
Um antigo combatente não pode ser tratado de “colonialista”, “fascista” ou “revolucionário”, mas simplesmente “soldado português”,.
O dia 10 de Junho de 2010 fica marcado, também, por ter sido a primeira vez que os antigos combatentes desfilaram na cerimónia militar oficial do Dia de Portugal.
Como ex-combatente, sinto-me profundamente grato pelas palavras de António Barreto, que me tocaram o coração.
Um bem-haja.
Inácio Silva
José Capitão Pardal
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Dá que pensar, mas não é totalmente improvável!…
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In “Economia e Finanças”, de 20100604
A notícia de hoje, “Taxas de juro podem subir mesmo com o desemprego em níveis elevados“, está ajustada à realidade norte americana mas não é um cenário totalmente improvável para Portugal e para União Europeia.
Deve-nos fazer reflectir, tanto ao nível macroeconómico quanto ao nível familiar.
Neste momento, na Europa, vão-se acumulando indicadores de que os preços estão a retomar a tendência ascendente, registando a taxa de inflação valores claramente positivos em quase todos os países (Portugal ainda é uma excepção).
As taxas de juro de referência do Banco Central Europeu permanecem estáveis há longos meses ainda que, devido, em particular, à inevitável degradação das contas públicas em vários países, após o período de salvamento do sistema financeiro (que se mantem muito fragilizado), o preço do dinheiro no mercado interbancário (Euribor) está a subir à medida que aumenta o grau de desconfiança e/ou a percepção do grau de endividamento de quem vai ao mercado pedir dinheiro.
Simultaneamente, não é ainda claro que impacto as medidas de auxílio aos países mais endividados e/ou sobre os quais recai uma maior grau de desconfiança dos mercados, poderão ser no estímulo ao aumento dos preços, temendo-se que não sejam inócuas.
O desemprego continua a aumentar, estando Portugal entre os países mais afectados.
Quanto ao Estado é inevitável a manutenção de um nível de fiscalidade mais elevado, não sendo ainda claro quão ambiciosa será a eternamente adiada reforma do sistema financeiro ao nível de regulação.
Finalmente, o Euro prossegue quase sem interrupção, a sua desvalorização face à dólar e a algumas outras moedas internacionais.
Para Portugal, o cenário de baixas taxas de juro, deflação local e desvalorização do euro não é de todo um mau enquadramento. É até particularmente virtuoso para empresas que se dediquem a colocar os seus produtos e serviços no estrangeiro, fora da União Europeia.
A nível do mercado interno europeu as vantagens diluem-se (o efeito de ganho de competitividade por via cambial desaparece) contudo, é seguramente preferível a um cenário de crescimento moderado ou rápido das taxas de juro particularmente SE este período estiver a ser utilizado para, na medida do possível, as empresas e famílias emendarem a mão, reduzindo ou reestruturando a sua dívida e preparando os seus orçamento e planos de futuro para uma nova realidade de juros mais elevados e de impostos mais elevados.
Não há contudo garantias de que este cenário se mantenha ou sequer de que a Europa possa controlar o cenário macroeconómico futuro.
Se os EUA começarem a subir as taxas de juro, se a tensão inflacionista se acentuar na Europa, se porventura o resto do mundo mantiver ritmos de crescimento elevados e for reforçando o seu consumo a nível energético podemos ter um cenário futuro dramático: mais impostos, maiores dificuldades em suportar a dívida contraída, encarecimento drástico do custo da energia (que poderá depender menos da evolução cambial do euro como até aqui), mais dificuldades de competitividade a nível internacional e manutenção de taxas de desemprego elevadas.
Não é impossível um alinhamento desastroso dos astros económico para o espaço Europeu.
O que fazer?
Mais do que discutir as opções macroeconómicas e de regulação supranacional que estão hoje na ordem do dia, ou mesmo mais do que discutir localmente a política económica do Estado, olhamos para dentro de cada agregado familiar.
Se se quer ajudar no futuro, deixa de se endividar, reduza mesmo a dívida que tem e não fique por aqui: poupe! E, se puder, procure aumentar o seu rendimento familiar, seja por via de rendimentos financeiros, seja porque passa a produzir algo que antes contratava: seja a proverbial horta ou a pintura da casa, a bricolage básica, ou a bela refeição em casa. Imagine desde já que as taxas de juro de referência para eventuais empréstimos estão nos 5% e não a rondar 1% e actue de acordo com essa perspectiva.
Numa economia muito aberta ao exterior, muito dependente do consumo interno centrado em importações e em que o sector dos bens não transaccionáveis (aqueles sobre os quais é difícil ou impossível que haja concorrência internacional sobre eles) se apresentam hiperdimensionados, subprodutivos e alguns sobre remunerados ainda com generosas margens de lucro, da perspectiva familiar, reduzir o consumo de importações não produtivas mas também de serviços e bens não transaccionáveis é um ganho duplo.
Torne a sua família solúvel no cenário futuro provável de subida das taxas de juro, de impostos e do preço dos combustíveis.
Se por ventura trabalha num sector potencialmente mais afectado pela queda do consumo que se perspectiva, considere em acréscimo o risco de perda de emprego e/ou de rendimento.
Se depois de ler este texto e de fazer as suas contas não consegue ver como poderá resistir a ele caso se venha a confirmar, pense seriamente em fazer alterações drásticas como sejam, livrar-se de algum dos créditos mais pesados que têm, algo que será seguramente mais fácil agora do que daqui a algum tempo caso se confirme a subida das taxas de juro. Livre-se do carro se não for vital para o seu rendimento.
Mude para uma casa mais pequena, coloque os filhos no ensino público se isso for opção, recorra mais aos serviços públicos que ajuda a pagar, enfim, só para a morte não há solução.
Recorde-se daquilo porque terá passado há bem pouco tempo, durante o curto período em que tivemos juros altos, combustíveis altos e não se esqueça que o que aí vem poderá ser bem menos temporário e mais grave no sentido em que existirá maior risco de perda de emprego e menor capacidade do Estado em o auxiliar.
Terminamos com uma última palavra, os cenários aqui referidos não são garantidos, felizmente, podemos estar redondamente enganados. Ou não.
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José Capitão Pardal
O PIB da China cresceu 11,9% no primeiro trimestre. É uma expansão de ficar com os olhos em bico. Mas se está a pensar investir no mercado accionista chinês, aguente o seu dinheiro. Saiba porquê.
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Joaquim Madrinha, Bloomberg
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A bolsa chinesa ficou indiferente ao super crescimento chinês registado no primeiro quarto do ano. Haverá bolha?
REUTERS/Stringer
O Produto Interno Bruto (PIB) da China relativo ao primeiro trimestre do ano expandiu-se ao ritmo mais elevado dos últimos 3 anos. Face ao período homólogo, a economia chinesa cresceu 11,9% batendo as estimativas dos economistas consultados pela Bloomebrg que esperavam uma expansão de 11,7%. É, sem dúvida, uma taxa de fazer salivar as economias desenvolvidas mas, segundo vários especialistas está assente num monte de fragilidades.
Ao contrário do crescimento económico, o nível de preços no consumidor – inflação – ficou-se pelos 2,4%, 0,2% a baixo do esperado, o que torna mais difícil a decisão de aumentar a taxa de juro, um movimento defendido pelos economistas como necessário para arrefecer a economia. Recorde-se que em 2008, a China diminuiu o preço do dinheiro para combater a crise económica mundial e não mais a voltou a aumentar, ao contrário de alguns países vizinhos como a Índia e a Austrália que já aumentaram o preço do dinheiro para temperar o crescimento económico, a subida generalizada dos preços, e para evitar o surgimento de bolhas nos preços dos activos.
Risco de sobreaquecimento
Com a inflação a níveis inferiores ao esperado, as autoridades chinesas deverão adiar o aumento da taxa de juro para o segundo semestre do ano, mas algo tem de ser feito. “O próximo passo deverá ser a reavaliação do yuan [a moeda chinesa]“, disse Glenn Maquire, o responsável da Société Général para os mercados da Ásia-Pacífico, a Bloomberg . Já Brian Jackson, estratego do Royal Bank of Canada, diz que mantem-se a necessidade de apertar a política monetária “dados os rriscos de sobreaquecimento da economia chinesa”.Os preços dos alimentos foram os bens responsáveis pelo aumento da inflação, mas os custos do trabalho e os preços das matérias-primas estão também a subir, o que condiciona o objectivo do governo chinês de encerrar o ano com uma taxa de inflação de 3%.
Em Março, a produção industrial aumentou 18,1%, face ao mês homólogo, depois de ter aumentado 20,7% nos dois primeiros meses do ano. As vendas de carros, por exemplo, aumentaram 76% no primeiro trimestre, com a Mercedes a vender mais do dobro que no mesmo trimestre de 2009.
O caminho chinês
Em vez de aumentar a taxa de juro, as autoridades chinesas têm tomado medidas de forma a diminuir o crédito concedido em 22%, face a 2009. Para Zhu Min, Governador do Banco Central chinês, a taxa de juro é uma “arma pesada” para atacar o problema e as medidas alternativas entretanto tomadas estão a funcionar. No entanto, a última vez que a economia cresceu mais de 11%, em 2006, o banco central apressou-se a aumentar o preço do dinheiro, o que leva o Royal Bank of Canada a prever um aumento já este mês. Já o Bank of America-Merrill Lynch diz que tal só acontecerá no último trimestre do ano.As autoridades chinesas temem que o fim das medidas anti-crise provoquem a estagnação do crescimento, uma vez que a expansão agora quantificada deve-se ás políticas de estímulo económico tomadas para combater a crise mundial.
O investimento foi responsável por 6,9% do crescimento registado e o consumo contribuiu com 6,2%. Só nas cidades, o investimento em activos como o imobiliário trepou 26,4%. Porém, o saldo entre exportações e importações roubou 1,2% devido ao aumento destas últimas. Segundo o gabinete de estatística chinês, o país pode mesmo vir a registar o primeiro défice comercial em seis anos, na primeira metade do ano.
Face às reticências da China em subir a taxa de juro, os economistas estão convencidos que o país deverá valorizar a moeda e assim provocar um efeito similar ao da subida do preço do dinheiro.
Jim O’Neill, o economista chefe da Goldman Sachs, disse ontem que a China deverá deixar que o Yuan se valorize entre 2 a 5% face ao dólar durante a próxima semana. Este foi o caminho tomado ontem pelas autoridades de Singapura, na expectativa que a China permita a valorização da sua moeda.
Bolha à vista
Devido ao crescimento de ficar de olhos em bico, há profissionais dos mercados que já vislumbram bolhas nos preços dos activos chineses. É o caso do gestor de hedge funds Jim Chanos. Segundo este, o mercado imobiliário chinês estás prestes a explodir e as repercussões podem alastrar-se ao resto do mundo.A recente evolução dos preços do imobiliário comercial e residencial nas 70 maiores cidades chinesas aponta para isso mesmo. No primeiro trimestre, estes activos viram o seu preço aumentar em 11,7%, a maior valorização desde 2005, enquanto as vendas de imóveis aumentaram 175% no mesmo período, segundo a empresa de imobiliário Evergrade Real Estate Group.
Embora desvalorizada pelas autoridades chinesas, a verdade é que apesar do super crescimento da economia, a bolsa chinesa medida pelo índice Shanghai Composite Index, ficou indiferente à divulgação dos dados económicos. No último ano, o principal índice chinês acumula uma valorização de 32,8% em moeda local, um ganho semelhante ao das praças das economias desenvolvidas do ocidente, onde as taxas de expansão são modestas.
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José Capitão Pardal
Data: 2010-02-18 in iGOV Central

Um estudo realizado pela Secretaria de Estado da Modernização Administrativa em colaboração com o Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação, da Universidade Nova de Lisboa, revela que os portugueses estão satisfeitos com o Cartão de Cidadão.
De acordo com o estudo, e numa altura em que já foram pedidos 2,8 milhões de cartões, 86,1 por cento dos cidadãos mostraram-se «satisfeitos» ou «muito satisfeitos» com este serviço.
Presente na apresentação do estudo, o secretário de Estado da Justiça e da Modernização Judiciária, José Magalhães, referiu que «no terceiro aniversário do Cartão de Cidadão, é gratificante verificar que a qualidade do cartão e do serviço a ele associado é reconhecida pelos que já o têm. Muito interessante é o facto de ter eco favorável junto dos ainda não portadores».
Os inquiridos no estudo sugeriram também algumas melhorias ao documento, nomeadamente a nível da qualidade das letras e da fotografia, assim como a sua utilização para acesso a mais serviços, como por exemplo ao Portal das Finanças, substituindo as senhas actualmente usadas.
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José Capitão Pardal
Os avanços tecnológicos são cada vez mais surpreendentes e as empresas portuguesas têm acompanhado esse avanço, o que demonstra a capacidade dos portugueses em inovar e reproduzir o que de melhor se faz lá fora.
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por JÚLIO ALMEIDA
Aveiro 22 Abril 2010
PT apresentou um projecto-piloto da quarta geração móvel
Alguns serviços são já conhecidos, outros ainda protótipos. Mas todos vão ganhar um novo impulso com a vulgarização dos serviços da quarta geração móvel que tornar-se-á realidade, garantem operadores, nos próximos anos. Realizar uma ecografia a partir de ambulância seguida directamente pelo médico no hospital.
Imagens 3D no telemóvel. Um carro smart-phone. Emissões de televisão em tempo real, sem recurso a satélite.
Este “salto tecnológico” para 4G, como lhe chamou o presidente executivo da PT, é feito graças ao projecto Long Term Evolution, que permitirá velocidades de banda larga de 100 a 150 Mbp/s apresentando-se como alternativa à fibra óptica e ADSL.
A PT vai lançar o primeiro projecto-piloto em ambiente real em Portugal no segundo semestre deste ano, em região ainda não identificada.
A disponibilidade da tecnologia dependerá, depois, dos licenciamentos de espectro, o que poderá acontecer a partir de 2011 para aplicações como a banda larga móvel.
Zeinal Bava antecipou ontem grandes vantagens nas telecomunicações com o aumento da largura de banda, de preferência, ilimitada para os consumidores, que beneficiaria como primeiros utilizadores o ramo empresarial.
Neste momento, “ninguém consegue dizer com certeza” quais vão ser os serviços a adquirir pelos clientes. Uma coisa é segura: “Vão precisar de largura de banda, mesmo no móvel.” “O centro de gravidade neste tipo de desenvolvimento é que o consumidor quer o mesmo serviço, independentemente do equipamento”, acrescentou o presidente executivo da PT.
Em termos comerciais, o 4G é visto pelo maior grupo nacional do sector como a porta para “liderar em todos os segmentos”, faltando para tal suceder ainda conquistar o primeiro lugar na televisão com o seu serviço Meo.
Para já, a quarta geração móvel estará disponível de forma restrita para testes e desenvolvimento na indústria e meios académicos. A partir de 2011, eventualmente já para o consumidor comum. Em termos de custos, como existe apenas um standard mundial, prevê-se uma “redução significativa” relativamente ao que foi necessário para o 3G, tornando o serviço acessível “mais depressa”
A PT envolveu no seu programa de 4G quatro empresas líderes na área da Investigação & Desenvolvimento (I&D): Huawei, Nokia Siemens Networks, Alcatel-Lucent e PT Inovação. Em 2009, o grupo PT investiu mais de 200 milhões de euros em inovação, um reforço de 40%. Portugal vai ter das infra-estruturas de comunicações mais avançadas do mundo”, garantiu Zeinal Bava.
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José Capitão Pardal