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Mais um exemplo da qualidade diversificada do “tuga”, quando em competição com “o que se faz lá fora” .………………………///…………………….. |
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| Escrito por CienciaPT | |
| 05-Jan-2010 | |
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Uma imagem da Nebulosa de Orion valeu ao engenheiro electrotécnico Luís Miguel Santo o primeiro prémio do concurso mundial de astrofotografia das “Galilean Nights”, um dos projectos-chave do Ano Internacional da Astronomia.
A fotografia, captada na Atalaia (Montijo), foi a vencedora da competição “Beyond Earth” (”Para além da Terra”), que juntou imagens do Universo captadas por todo o globo. Os participantes foram desafiados a obter imagens dos objectos astronómicos estudados por Galileu Galilei, o cientista que há 400 anos protagonizou as primeiras observações do céu realizadas através de um telescópio e que inspirou a Organização das Nações Unidas a decretar 2009 como o Ano Internacional da Astronomia. “O objecto que Galileu observou e que escolhi foi a nebulosa de Orion, também conhecida como o objecto de Messier 42 (M42) e que está enquadrada com outra nebulosa (NGC1977), denominada na gíria “Running Man” (olhando na zona azul, e com alguma imaginação, vemos um indivíduo a correr, tal como o nome em inglês sugere). Existe ainda uma zona de concentração de estrelas denominada trapézio, pela sua disposição, que foi objecto de estudo de Galileu”, explica Luís Miguel Santo. “A Nebulosa de Orion (zona avermelhada em baixo na fotografia), pertence à constelação de Orion, e é denominada uma nebulosa de emissão (nuvem de gás ionizado que emite luz de várias cores) dada a presença, entre outros, de enormes quantidades de hidrogénio, a principal matéria-prima das estrelas. É uma zona conhecida como profícua na criação de estrelas. A nebulosa NGC1977 é uma nebulosa de reflexão; nuvens de poeira que simplesmente reflectem a luz de uma ou mais estrelas vizinhas, e como tal apresenta uma coloração azulada”, revela o astrónomo amador. A fotografia foi captada em final de Outubro, na Atalaia. “É um local que, apesar de não ser perfeito pela presença (infelizmente cada vez maior) da poluição luminosa da zona metropolitana de Lisboa, é relativamente perto para a maioria dos astrónomos amadores da zona de Lisboa, permitindo juntar nas noites de lua nova umas dezenas de aficcionados”, conta Luís Miguel Santo. Luís Miguel Santo foi apenas um dos numerosos entusiastas que participaram em Portugal nas Noites de Galileu, entre 22 a 24 de Outubro 2009. No total, 18 cidades desenvolveram perto de 50 actividades muito “espaciais”, transformando, uma vez mais, o país num dos mais dinâmicos: jantou-se em Marte em Espinho, leu-se com estrelas em Braga e fotografou-se o céu… Para o engenheiro electrotécnico, o prémio internacional foi uma “cereja no topo do bolo”, principalmente porque, sendo a astrofotografia uma paixão, captar uma fotografia dos astros para além da Terra não é fácil e requer um “árduo” trabalho de aprendizagem. “O ritual de preparação e obtenção de uma astrofotografia tem algo que se lhe diga. Começa por preparar de antemão os objectos a fotografar, bem como definir os principais parâmetros de exposição, enquadramento, e montar o equipamento… Uma sessão normal inicia-se pelas 22h e pode terminar quando a estrela mais perto da terra dá a volta”, frisa. Ao contrário da fotografia tradicional, cada imagem em astrofotografia é composta por vários fotogramas (podendo durar tipicamente até 15 minutos por fotograma), incluindo a cor que tipicamente é obtida através de filtros distintos para o vermelho, o verde e o azul. Posteriormente, toda a informação contida nos diferentes fotogramas (luz e cor) é alinhada e calibrada de forma a obter apenas uma imagem a cores de maior detalhe, explica Luís Miguel Santo. “A Astronomia é para mim um desafio que reúne duas paixões: fotografia e ciência. A Astronomia vai para lá da ciência…tem um pouco de filosofia e é um exemplo importante na eterna procura do conhecimento, em especial o de olhar o Universo, cada vez mais longe, para perceber algo bem próximo…a própria Humanidade e a sua história”, sublinha. O concurso de astrofotografia foi promovido no âmbito das “Noites de Galileu”, um evento de divulgação da Astronomia promovido à escala planetária e que, em Outubro, reuniu mais de 1300 actividades em cerca de 90 países de todos os cantos do globo. Portugal já tinha sido galardoado pelo seu empenho no Ano Internacional da Astronomia, distinguindo-se entre a centena de países participantes. No Verão passado, Ana Mourão, investigadora do Centro Multidisciplinar de Astrofísica (CENTRA/ IST), e a Fundação Navegar foram recompensados pela Comissão Internacional do AIA2009, por ter dado vida, com dedicação e originalidade, a dois dos mais relevantes eventos da iniciativa “100 Horas de Astronomia”, que decorreu entre 2 e 5 de Abril. O Ano Internacional da Astronomia (www.astronomia2009.org) é organizado a nível nacional pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Nacional Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS). |
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| Actualizado em ( 05-Jan-2010 )……………………….///……………………….. |
José Capitão Pardal
O Estado vai investir «cerca de cinco milhões de euros para este Inov-Social e a bolsa que cada jovem recebe é duas vezes o Indexante de Apoio Social, ou seja, cerca de 840 euros mensais», revelou, em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional.
Ao valor total de 840 euros acresce o subsídio de alimentação e, nas situações que o justifiquem, subsídio de transporte ou subsídio de alojamento.
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José Capitão Pardal

Foto Hoy (Imagen virtual de cómo se prevé que sea la refinería)
Unos ven el proyecto como una oportunidad única para la región, otros como un atentado ecológico.
José Capitão Pardal

| Diário Digital – domingo, 10 de Janeiro de 2010 | 12:10 |
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Os longos e quentes capotes alentejanos são por esta altura do ano muito procurados para fazer face às baixas temperaturas, mas nem todos se podem proteger da «cabeça aos pés» envergando este traje.
A única fábrica de capotes no sul do país localiza-se na freguesia de Santa Eulália, no concelho de Elvas.
É ali que centenas de capotes começam a ser confeccionados logo no Verão para que nesta altura do ano possam ser vendidos em todo o território nacional, noutros países da Europa e na América.
José Alpedrinha começou a fazer capotes quando tinha apenas 18 anos de idade. Aprendeu com o pai que era alfaiate e dirige a empresa alentejana que já assinala cinquenta anos de actividade na feitura destes agasalhos.
Na época alta de produção fazem entre quinze a vinte capotes por dia. Neste Inverno, a fábrica de José Alpedrinha já confeccionou mais de 700 capotes. «Já chegámos a ter aqui na empresa setenta trabalhadores. Agora são só sete», conta José Alpedrinha, ao mesmo tempo que acrescenta que «o negócio vai bem e não tem sentido a crise».
Cada capote representa quatro horas de trabalho, só na parte da costura, e o preço não está acessível a todas as bolsas: «os capotes variam entre os 200 e os 300 euros, sendo mais caros os que têm gola de raposa», justifica.
«O capote vende-se no Alentejo desde o início do século passado. Antigamente, era vestido por agricultores e trabalhadores rurais.
O capote cinzento escuro era para os senhores das terras – os latifundiários, os castanhos eram típicos dos habitantes do Redondo e Reguengos de Monsaraz e o verde, que é uma cor recente, foi feito a pensar nas senhoras espanholas e nos caçadores», explicou José Alpedrinha.
Outrora a matéria-prima, o burel, provinha das indústrias de lanifícios da Beira Baixa. «Agora isso acabou. O burel já só é feito em Castanheira de Pêra, única fábrica em Portugal», conta.
O capote alentejano foi deixando as verdejantes planícies alentejanas e instalou-se no guarda-roupa das grandes cidades da Europa e metrópoles mundiais «há capotes feitos por mim em Paris, Londres e até na América, principalmente no Canadá onde faz mais frio».
Apesar do sucesso do capote alentejano, José Alpedrinha recusa vulgarizar o uso desta peça de vestuário, «gostava que se conservasse selectivo. Não concordo que seja generalizado e que cause impacto pela sua popularidade.
José Alpedrinha orgulha-se de já ter vestido o capote alentejano a diversas individualidades.
«O doutor Mário Soares, Jorge Sampaio, José Saramago, entre muitos outros».
Orlando Redondeiro tem uma loja em Estremoz onde vende este tipo de artigos.
O frio rigoroso do passado mês de Dezembro levou à ruptura do stock de capotes que tinha para venda.
«Em poucos dias vendi cerca de cinquenta capotes. Este é um artigo que tem tido muita procura nos últimos anos.
Os clientes são da zona de Lisboa e há também muitos espanhóis que vestem os capotes verdes para as montadas que realizam no país vizinho», diz com satisfação Orlando, que também veste o capote desde os sete anos de idade.
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José Capitão Pardal
Sem comentários e pelo interesse que tem para a comunidade escolar de Estremoz, deixo-vos a notícia inserta no Portal do Governo, de 20100105.

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O Ministério da Educação criou a Comissão de Acompanhamento do Programa Mais Sucesso Escolar, que tem como missão assegurar o acompanhamento técnico e pedagógico das escolas e dos agrupamentos envolvidos no referido programa.
Compete ainda a esta comissão garantir o cumprimento dos contratos celebrados entre os estabelecimentos de ensino e as respectivas direcções regionais de educação, bem como a articulação entre as escolas e as instituições de ensino superior escolhidas para proceder ao acompanhamento científico em função do modelo de tipologia seguido.
O acompanhamento científico dos projectos de tipologia Fénix é realizado pelo Centro de Estudos em Desenvolvimento Humano da Universidade Católica do Porto, enquanto os de tipologia Turma Mais são seguidos pelo Centro de Investigação em Educação e Psicologia da Universidade de Évora.
No caso de os projectos serem de tipologia mista, cabe à Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) definir o centro de investigação que deve assegurar o acompanhamento científico.
Os instrumentos para o acompanhamento e a avaliação do Programa Mais Sucesso Escolar consistem na elaboração de um relatório anual da responsabilidade da equipa de acompanhamento de cada agrupamento ou escola e, ainda, na apresentação de um relatório global, de âmbito nacional, a elaborar pela Comissão de Acompanhamento.
A Comissão de Acompanhamento do Programa Mais Sucesso Escolar é coordenada pelo director regional de Educação do Alentejo e pela directora-geral da DGIDC, integrando, além destes elementos, dois representantes da DGIDC, dois representantes do Agrupamento de Escolas do Campo Aberto (projecto Fénix), dois representantes da Escola Secundária Rainha Santa Isabel de Estremoz (projecto Turma Mais) e um representante da direcção regional de educação da área de intervenção da escola.
O Programa Mais Sucesso Escolar foi lançado tendo em vista o apoio ao desenvolvimento de projectos de escola para a melhoria dos resultados escolares do ensino básico, com o objectivo de reduzir as taxas de retenção e de elevar a qualidade do sucesso dos alunos.
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José Capitão Pardal
Uma notícia veiculada pelo jornal Hoy.es de 20091220, com muito interesse para os viajantes deste lado da fronteira.
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Al día hay dos vuelos a Madrid y Barcelona, pero el sector atisba demanda suficiente para otros destinos, eso sí, no diariamente.

20.12.09 – 00:28 – CELESTINO J. VINAGRE | MÉRIDA.
«Montarse en un avión era raro hace algunos años para los extremeños pero ahora es cotidiano. Un aeropuerto aquí es una estupenda noticia para la región pero necesitamos más. Si tenemos más ofertas de vuelos, seguro que habrá más demanda».
Quien habla así es Francisco Ramos y sabe lo que dice. Es el presidente de la Asociación Regional de Agencias de Viajes y acaba de estar en una reunión en la que las agencias españolas han conocido que las compañías aéreas, «hasta las más modestas, están locas por abrir nuevos mercados. La crisis agobia y necesitan más clientes».
En lo que va de año, en España ha bajado un 12 por ciento el número de viajeros pero en Extremadura, en esta semana, se ha levantado un debate tan intenso que deja un mensaje evidente: hay ganas y hay interés por contar con más vuelos desde territorio regional.
Arrancó con la información de que Ryanair se plantea venir y la respuesta de la Junta.
El Gobierno extremeño habla de una propuesta insuficiente de la empresa y que busca exclusividad, lo que estima inaceptable, a lo que la compañía replica que la Junta no ha querido reunirse con ellos y niega que su oferta sólo tenga vuelos con destino a Reus y, de ahí, a otros lugares.
La polémica ha disparado los comentarios en la edición digital de HOY -más de 540 en dos días-.
No hay una estimación de cuántas personas podrían usar el avión en Extremadura pero el sector de viajes indica que más de los 81.000 del año pasado.
Ryanair es más contundente: «Potenciales clientes son el millón cien mil extremeños porque, con precios asequibles y rutas diversas, todos pueden viajar». Realidad «Claro que hay interés.
La gente está acostumbrada a viajar y desea tener en Extremadura viajes de bajo coste o un poco más caros y poder ir a otros destinos además de Madrid y Barcelona», reflexiona Borja Núñez, director de una oficina de Halcón Viajes en Mérida. «Esos vuelos pueden funcionar, aunque no de manera regular, cada día o dos días.
Los viajes de temporadas, sobre todo en verano, seguro que tienen clientela», añade Juan José Cordero, director regional de Marsans.
Actualmente, Air Nostrum, filial de Iberia, ofrece dos vuelos diarios desde Badajoz a Madrid y Barcelona.
El 29 de marzo dejó de ofrecer el de Bilbao debido al descenso de demanda.
Su acuerdo con la Junta acaba este 31 de diciembre y el Gobierno extremeño desea escuchar ofertas para el nuevo periodo de vuelos, aunque en abril el consejero de Fomento, José Luis Quintana, dijo que estaba satisfecho y deseaba prorrogar la colaboración hasta 2013.
Según el convenio, Air Nostrum, que opera en el aeropuerto extremeño desde el 2001, percibe 1,7 millones de euros al año. La colaboración se establece a través de un contrato publicitario por el que la compañía recibe ese dinero y, como contraprestación, exhibe en sus vuelos nacionales e internacionales logotipos o marcas extremeñas en los reposacabezas, los posavasos, las toallitas refrescantes y los manteles.
Además se emiten campañas promocionales en los aviones, a lo que se suma la distribución de material turístico entre los pasajeros, actividades de degustación gastronómica, enlace en la web de la compañía y la aparición de Extremadura en su revista.
«Está bien ir a Madrid y Barcelona, pero hay pocos viajes, sus precios no son baratos, salvo que se reserven con mucho adelanto, y sus horarios son mejorables. Pero aparte de eso la gente quiere ir a otros sitios y eso se puede ofertar en Extremadura porque hay clientela, no diaria pero sí por periodos concretos del año», añaden, de forma coincidente, los profesionales turísticos consultados por HOY.
Todos, por descontado, dan por frenado -no olvidado- el proyecto del aeropuerto de Cáceres. Esos mismos expertos puntualizan: «El avión tiene futuro… hasta que llegue el AVE. Cuando sea así, los vuelos a Madrid perderán mucho sentido».
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José Capitão Pardal
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José Capitão Pardal
Sem comentários deixo-vos a notícia inserta no site Hardmusica de hoje (20091222).
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O contrato de investimento de 50 milhões de euros, com uma comparticipação estatal de 20 milhões de euros, será assinado entre o AICEP-Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, e a SAIP- Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações com a presença do ministro da Economia, Vieira da Silva, afirmou à Lusa fonte oficial do Ministério da Economia.
Esta primeira fase do Parque Alqueva, que é o maior investimento turístico a realizar no Alentejo nas próximas décadas, está já em construção e vai ser constituída por um hotel, com 250 camas, por um Wine Club e por um campo de golfe na Herdade do Roncão d’El Rei.
Espera-se que este primeiro projecto esteja concluído no primeiro trimestre de 2012, disse à Lusa fonte da SAIP, que, no entanto, remeteu para segunda-feira pormenores mais detalhados sobre os projectos para as duas restantes herdades que constituem o Parque Alqueva.
Fonte da SAIP tinha afirmado à Lusa recentemente que a sociedade pretendia investir perto de 1.000 milhões de euros na concretização do projecto turístico.
O projecto do Parque Alqueva foi classificado pelo Governo como de Potencial Interesse Nacional (PIN).
Dia 21 serão ainda inauguradas as instalações do Turismo Terras do Grande Lago Alqueva, pólo de desenvolvimento turístico que tem por missão valorizar as terras do grande lago Alqueva e fazer o aproveitamento sustentado dos recursos turísticos
(ES)
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José Capitão Pardal
Mais uma vez Evoramonte está de parabéns pela iniciativa «Evoramonte – Castelo de Paz», onde o Presépio é constituido por figuras com os rostos de habitantes da vila, que irá decorrer e poderá ser visto até 6 de Janeiro de 2010.
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Foto do Presépio 2008 (Luís Pardal)
A quarta edição do evento «Evoramonte – Castelo de Paz» vai decorrer até 6 de Janeiro.
Neste âmbito vai ser possível visitar grandes símbolos do património da vila alentejana.
Café Portugal | segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
O presépio de rua de Evoramonte tem figuras em tamanho real construídas na vila alentejana.
Este ano as imagens têm a face dos habitantes, construídas em fibra de vidro.
A inauguração do presépio, no dia 19 de Dezembro, marcou também o arranque da quarta edição do evento «Evoramonte – Castelo de Paz».
Segundo a organização, a Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte (LACE), « este ano há a possibilidade de visitar alguns dos maiores símbolos do património local, como a Casa da Convenção, Torre/Paço, Ermida da Misericórdia e Igreja de Nª. Sra. da Conceição (Santa Maria)».
Alguns destes monumentos estão normalmente interditos ao público noutras épocas do ano.
A organização vai promover, até 6 de Janeiro, visitas guiadas aos sábados, domingos e feriados a partir das 16 horas.
A LACE conta com o apoio da Junta de Freguesia de Evoramonte e da Câmara Municipal de Estremoz.
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José Capitão Pardal
Armando Alves é um dos expoentes máximos da pintura e da escultura portuguesa dos nossos tempos.
Estremocense dos “sete costados” nunca deixou de estar ligado à terra que o viu nascer e marca presença assídua no quotidiano da vida de Estremoz.
A justa atribuição a Armando Alves de mais um prestigiado prémio leva-me a transcrever do blog do Professor Hernâni Matos ESTREMOZ – Exposições no Centro Cultural a oportuna notícia sobre o pintor e escultor estremocense, que consta do jornal “Brados do Alentejo” nº 726, de 20091210.
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PRÉMIO DE ARTES 2009 ARMANDO ALVES DISTINGUIDO PELO CASINO DA PÓVOA
João Jaleca in Brados do Alentejo (nº 726 – 10.12.2009)
http://bradosdoalentejo.com.pt
O pintor Armando Alves foi o distinguido pela quarta edição do “Prémio de Artes Casino da Póvoa”.
O júri justifica a distinção “como reconhecimento pelo seu alto contributo para a Arte e a Cultura em Portugal”.
A atribuição do prémio, no valor de 30 mil euros, foi divulgada dia 11 de Novembro e a entrega vai realizar-se em cerimónia solene no Casino da Póvoa, pelas 21 horas de dia 18 de Dezembro.
Para além do prémio monetário a distinção envolve, ainda, a aquisição de uma obra ao artista plástico estremocense, no caso uma escultura, sem título, que vai integrar a colecção de arte do Casino da Póvoa, e a publicação de uma monografia.
Armando Alves junta-se, assim, ao pintor Nikias Skapinakis vencedor da primeira edição (em 2006) do Prémio de Artes Casino da Póvoa; ao escultor Alberto Carneiro (2007) e ao pintor Júlio Resende (2008).
Armando Alves nasceu em Estremoz em 1935.
Ainda na escola da cidade natal é incentivado por um professor, atento ao seu jeito e vontade para o desenho e modelação, para seguir os estudos na área das Belas Artes.
Seguindo o ‘conselho’ fez o Curso de Preparação às Belas-Artes da Escola António Arroio em Lisboa e rumou ao norte para o Curso de Pintura da Escola de Belas-Artes do Porto, que concluiu com a máxima classificação.
Foi docente desta Escola entre 1962 e 1973.
Juntamente com os artistas Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro e José Rodrigues, formou o grupo “Os Quatro Vintes” em 1968 (alusão à nota de classificação do Curso).
A sua apetência para o design leva-o a desenvolver importante actividade na área das Artes Gráficas, contribuindo para a sua renovação e valorização.
A sua obra tem sido exposta em Portugal e no estrangeiro, estando representada em várias colecções particulares e públicas.
Na sua produção artística sobressai a pintura mas Armando Alves tem feito também incursões por outras vertentes da Arte, nomeadamente, pela escultura e ilustração.
De sua autoria podem ser vistos em espaços públicos a tapeçaria da sala de audiências do Tribunal de Estremoz; o monumento à artesã Tapeteira, em Arraiolos; uma escultura no jardim da Escola Superior de Enfermagem de Beja ou o vitral no edifício da Tabaqueira em Lisboa, entre muitos outros.
Recebeu vários prémios e distinções. O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, entregou-lhe em 2006 durante a cerimónia comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas [na Alfândega do Porto] a insígnia de do grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito com que o agraciou.
Radicado no norte [Matosinhos] continua a ter casa e atelier em Estremoz onde se desloca e trabalha com frequência.
Também em 2006 [Outubro] a Câmara Municipal de Estremoz atribuiu-lhe a ‘Medalha de Ouro da Cidade’.
A Câmara Municipal do Porto agraciou Armando Alves em 1988 com a Medalha de Mérito – Grau Ouro e, no ano passado, o Círculo de Cultura Teatral / Teatro Experimental do Porto consagrou-o seu Sócio Honorário.
Uma mostra da obra de Armando Alves – 17 Desenhos, dez dos quais num políptico; duas Tapeçarias; dois Objectos [escultura] e 40 Pinturas – pode ser (re)visitada até 30 de Janeiro próximo, na Galeria Valbom (Avenida Conde Valbom, 89-A) em Lisboa, numa exposição inaugurada dia 14 de Novembro.
Sobre a obra de Armando Alves dos últimos 30 anos diz Bernardo Pinto de Almeida, a dado passo do texto que abre o catálogo da exposição – «tem sido a forma de aprender e de comunicar uma sábia e sóbria disciplina de pintar, que se foi tornando cada vez mais capaz de essencializar e de conter os gestos da pintura numa espacialização das cores, dos gestos, das matérias de que se faz a pintura.», e, mais adiante, «estas pinturas são, antes de tudo, retratos de paisagens» a revelarem «quer uma terra em fogo, feita de clarões que explodem num delírio de cores e de formas sugeridas, como a de certas descrições de Alves Redol, quer uma outra, quase adormecida, sossegada e lenta, embalada pelo vento do final da tarde, que faz ondular brevemente as espigas doiradas».
E Bernardo Pinto de Almeida remata «uma a uma, cada uma dessas expressões vão desfilando em silêncio, diante de nós, que aprendemos lentamente a reconhecê-las, humanizadas por esse traço inconfundível do artista (…)».
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José Capitão Pardal

edição: Ze de Mello on 2.12.09 Etiquetas: EUROCIDADE
A problemática sobre a Eurocidade Elvas – Badajoz é frequentemente, trazida à blogosfera pelo blog elvense “Zé de Mello” e tem sofrido avanços e recuos, fruto das divergências existentes entre as instituições oficiais dos dois lados da fronteira, nomeadamente, o apoio da autarquia de Elvas e a reprovação do alcaide de Badajoz.
Deixo-vos mais esta posição do blogista em que defende, e muito correctamente, que enquanto os políticos não se entendem, os cidadãos de ambas as cidades devem promover e dar passos rumo à Eurocidade dos Cidadãos.
Amigos, a Eurocidade não depende das vontades públicas, ela já existe.
Aos políticos caberá apenas a sua formalização.
Nessa altura não faltarão, lá os veremos certamente.
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As redes sociais e a blogosfera são indiscutivelmente ferramentas de participação social, às quais as forças tradicionalmente estabelecidas não podem ser indiferentes.
Mais uma vez recordemos a massiva participação e importancia que tiveram estes meios na eleição do Presidente norte-americano.
Apesar de uma força política, ou melhor, um homem em frente de um partido de direita, teimar em não entender as vantagens sociais, económicas e políticas que a EuroCidade pode aportar a Elvas e Badajoz, são os cidadãos que tomam a iniciativa de ir concretizando esta realidade.
Assim, através das redes sociais, toma forma o 1º encontro e festa de cidadãos da Eurocidade.
Para saber mais aqui.
TODOS SOMOS ELVAS!!
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José Capitão Pardal
O primeiro-ministro José Sócrates anunciou em Évora que o consórcio liderado pela Brisa e pela Soares da Costa venceu o concurso para a construção do primeiro troço do TGV, na ligação entre o Poceirão e Caia. A obra arranca no próximo ano e deve estar concluída em 2013.
São 165 quilómetros de linha entre o Poceirão e a fronteira do Caia num investimento de 1359 milhões de euros. No projecto está ainda prevista a exploração da estação de Évora.
O agrupamento ELOS – Ligações de Alta Velocidade foi o vencedor da adjudicação. O anúncio oficial do construtor está feito, faltando agora assinar o contrato, o que apenas deverá acontecer depois de o decreto de lei com as bases da concessão ser promulgado pelo Presidente da República e haver ainda luz verde do Tribunal de Contas.
O primeiro-ministro defendeu que, após “todos os estudos feitos”, este é “justamente o momento” para que o projecto da Alta Velocidade passe do “papel” para o “terreno”, sobretudo na actual situação de crise.
“A crise é mais uma razão para o fazermos. É neste momento que o país precisa de investimento, de oportunidades de emprego. Há muita gente à procura de emprego e muitas empresas à espera desta oportunidade”, defendeu José Sócrates, acrescentando que a alta velocidade vai permitir criar “milhares” de postos de trabalho.
“Este é justamente o momento” porque o país “precisa de investimento”, sublinhou o primeiro-ministro.
António Mendonça também vê TGV como resposta à crise
O ministro das Obras Públicas fez eco das palavras do primeiro-ministro sublinhando também ele que o investimento no TGV funciona como “resposta à crise”, para criar “condições muito importantes” para o desenvolvimento económico do país e para a competitividade das empresas.
“Eu acho que o TGV é precisamente a resposta à crise, porque temos de separar aquela crise que é a manifestação da crise internacional, das dificuldades mais amplas, que são de natureza estrutural e que têm a ver com a perda de competitividade do país”, defendeu António Mendonça.
Projecto de alta velocidade em Portugal com três linhas.
A proposta final do consórcio Elos – Ligações de Alta Velocidade, liderado pela Brisa e pela Soares da Costa, aponta para um valor de construção de 1359 milhões de euros, 2,6 por cento mais elevada face aos 1324 milhões da proposta inicial, de acordo com dados disponibilizados em Junho passado pela RAVE – Rede Ferroviária de Alta Velocidade.
A proposta deste grupo – que integra a Iridium Concesiones de Infraestructuras, do grupo espanhol ACS, Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagope, a norte-americana Babcock & Brown Limited, o BCP e a CGD – contempla um custo anual de manutenção de 12,2 milhões de euros, igualmente superior aos 11,6 milhões iniciais.
O concurso define a atribuição da concessão do projecto, construção e financiamento, manutenção e disponibilização, por 40 anos, das infra-estruturas ferroviárias que integram os 170 quilómetros do troço Poceirão-Caia, compreendendo também a exploração da estação de Évora.
O projecto de alta velocidade em Portugal vai ter três linhas, pelo que falta agora os projectos para a construção da linha Porto-Lisboa e Porto-Vigo.
A ligação a Norte de Espanha tinha conclusão prevista para 2013 mas foi adiada para 2015.
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José Capitão Pardal
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Manifesto pela Criatividade e Colaboração é escrito por dezenas de agentes de vários graus de ensino e teve mais de 1.000 edições nas primeiras 48 horasPaulo Querido 9/11/2009
Levar as pessoas a pensar que a “revolução” a fazer nas escolas não passa tanto pela tecnologia mas pelo uso criativo, interdisciplinar e colaborativo que este potencia, é a razão de ser do Manifesto pela Criatividade e Colaboração no uso da Web 2.0 nas Escolas Portuguesas — um documento que está a ser escrito a várias mãos e que nas primeiras 48 horas teve mais de 1.000 edições.
O documento partiu de um professor, João Lima, que utilizou para a divulgação exclusivamente a rede de microblogging Twitter e a sua sala de aula. Está fixado um prazo limite, findo o qual João Lima procurará a publicação pelo Ministério da Educação e a distribuição pelas escolas — como revelou em entrevista a Diário2, reproduzida abaixo.
O Manifesto pela Criatividade e Colaboração no uso da Web 2.0 nas Escolas Portuguesas é escrito “colaborativamente por docentes do Ensino Básico e Secundário e outros agentes do sistema educativo português (Nível Básico, Secundário e Superior), assim como investigadores e outros interessados em criar um documento de referência para o uso criativo e colaborativo de ferramentas da designada Web 2.0 no contexto educativo actual“, lê-se na sua abertura.
João Lima: um passo de cada vez, tudo é possível
Diário 2: O João Lima é professor onde? Idade, interesse pela web 2.0 desde quando?
João Lima: Sou professor do Ensino Básico e Secundário mas este projecto começou no âmbito das minhas funções como Formador do Centro de Formação de Professores de Cascais. Tenho 35 anos e o meu interesse no uso das ferramentas da Web 2.0 vem desde há muitos anos.
P.: Porque decidiu criar este documento partilhado?
R.: Este documento tem como autores eu e mais 24 formandos do curso Comunidades Virtuais de Aprendizagem: A Internet e o Ensino da História – CVAHist09 e foi com o objectivo de demonstrar o “poder” do trabalho colaborativo que o Google Docs permite que lancei o desafio aos formandos. Logo pensei que se fizesse o alargamento à comunidade externa ao curso muito este documento podia ter a ganhar e assim o foi. Tornei o documento público e passou a ter “indefinido” numero de autores e participantes. A razão por detrás deste documento é a de fazer pensar que a “revolução” a fazer nas escolas não passa tanto pela tecnologia mas pelo uso criativo e interdisciplinar e colaborativo que este potencia.
P.: Quando é que começou?
R.: Começou no dia 3 de Novembro. Incrível não é? Que em menos de 48 horas quase 20 pessoas e mais de 1000 edições foram-se juntando e foram realizadas?
P.: Dispondo de outras formas editoriais indicadas para o trabalho colaborativo, como os wikis, porque optou por um google doc?
R.: Primeiro influenciado pela ideia e prática do projecto A Vision of Students Today (ver video no final deste artigo). Depois porque queria ver até que ponto quem tanto fala de colaboração realmente o fazia quando confrontado com um desafio. De facto vemos muita partilha e pouca colaboração. Queria mudar essa ideia e essa prática. O Google Docs permite uma edição simples, rápida, sem registos e coisas que limitam a participação. Por outro lado permite a auto-regulação livre para a criação de um documento deste tipo o que é fundamental para cada um dos participantes ter a liberdade que quer para expressar o seu ponto de vista.
P.: Como está a ser feita a divulgação pelos pontenciais autores?
R.: Estou a usar o Twitter. Só.
P.: Já tem uma metodologia para a pretendida distribuição pelas escolas?
R.: Sim. Se o documento final tiver uma relevância de excelência como acredito que vá ter, aposto numa publicação pelo Ministério da Educação, para além de ser transformado numa página Wiki para ter a natural evolução com a disseminação que poderá vir a ter. Para além disso penso que poderá resultar num trabalho de preparação para um guia de formação de professores que pode envolver alguns dos autores para a elaboração de um programa nacionalmente difundido e implementado. Um passo de cada vez, tudo é possível.
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José Capitão Pardal
Um tema sempre na ordem do dia.
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Quem o afirma é o Professor Robert Carlson, reconhecido especialista pelas suas ideias inovadoras em matéria de educação e investigação. Acrescenta que, “devido ao seu enfoque tradicional em matéria de investigação e educação, muitas unidades académicas não fizeram o suficiente para chegar à indústria. Por outro lado, muitas indústrias têm encontrado dificuldades para chegar à Universidade.
Contudo, quando os benefícios mútuos podem ser claramente identificados e coincidentes, então as colaborações prosseguem sem grandes percalços”.
O Dr. Robert C. Carlson é o Reitor do Centro para o Desenvolvimento Profissional (CPD), Director do Rice Campus em Wheaton (IIT), Director dos programas de Tecnologia da Informação e Gestão e professor de Ciência de Computação.
Anteriormente, foi “chairperson” do Departamento de Ciência de Computação, durante quinze anos, contribuindo para o seu crescimento, que o tornou no maior departamento do IITMain Campus. O Professor Carlson possui diversa bibliografia e textos publicados.
Foi pioneiro na pesquisa em áreas de “relational database design”, técnicas de “integrated software design” e “computer science education”. Algumas das ferramentas desenvolvidas pelo seu grupo de pesquisa têm sido utilizadas para resolver “large scale design problems” na AT& T, DOD e no Argonne National Laboratory. O seu “Testing Maturity Model” (TMM), modelo de processo, é reconhecido como um standard da indústria a nível mundial.
É membro do conselho editorial do International Journal of Innovation Science.
Inovação e Empreendedorismo - O que é o Centro para o Desenvolvimento Profissional?
Robert Carlson – O CPD oferece educação e treino orientados para a tecnologia. A licenciatura e os programas de mestrado em Tecnologia da Informação e Gestão (ITM) e Tecnologia Industrial e Gestão (INTM) juntamente com o Programa de Aprendizagem Profissional têm atraído estudantes de todo o mundo. Os Programas e cursos no CPD fornecem uma mistura de conteúdo teórico e de aplicação prática que permite aos alunos a aplicação do que aprendem em sala de aula na resolução de problemas da vida real. Os estudantes aprendem sobre tecnologias novas e emergentes e a aplicação, integração e práticas administrativas utilizadas na gestão eficaz destas tecnologias. O objectivo é o de preparar os estudantes para se tornarem inovadores na área de tecnologia, empresários e líderes do futuro.
I&E – Qual o factor mais importante para que ocorra inovação numa organização? Quem deve ser responsável pela inovação dentro de uma organização?
RC – As pequenas “startups” proporcionam um excelente ambiente para a inovação, em que os membros da equipa estão ansiosos por inovar, existindo o incentivo da liderança, em parte porque o crescimento e as recompensas andam de mãos dadas. Em grandes organizações, a liderança deverá incentivar e apoiar a atitude “startup” dentro da estrutura existente.
I&E – Relativamente à colaboração entre a academia e a indústria, como a encara? Qual é a importância da cooperação tecnológica Universidade-indústria?
RC – O colapso económico de muitas empresas tem criado uma descontinuidade nas relações universidade-indústria. No entanto, quando ambas as partes encontram oportunidades para colaborar, os resultados são sempre mutuamente benéficos.
I&E – Que papel podem desempenhar os governos para promover a pesquisa cooperativa?
RC – Apoios e subvenções à investigação conjunta entre a Universidade e a Indústria contribuem positivamente para a criação de oportunidades de colaboração.
I&E – Que mudanças significativas se observaram nos últimos cinco anos?
RC – A recessão económica afectou negativamente muitos relacionamentos de longo prazo entre a academia e a indústria. Por outro lado, muitos desempregados lançaram “startups” que beneficiam claramente de um forte relacionamento de trabalho com as universidades. Essas relações, contudo, tornaram-se mais especulativas, devido à incerteza e à falta de recursos das “startups”.
I&E – Quais as tendências em Inovação que considera mais interessantes?
RC – “Startups” de sucesso, como o Google, enviaram uma mensagem aos estudantes universitários que deveriam tornar-se empreendedores, particularmente no mundo da internet. Universidades como o IIT procederam a alterações nos seus currículos, encorajando os alunos a frequentarem cursos enfocados na inovação e no empreendedorismo.
Para os estudantes internacionais que vêm de ambientes educacionais que enfatizam a imitação das obras do seu instrutor, a exploração de técnicas de inovação pode ser um desafio. Acrescentando esses elementos ao nosso currículo foi possível obter resultados notáveis.
João Mendes
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José Capitão Pardal
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Foi por causa de um presépio que conhecemos a D. Luísa.
Artesã de Estremoz, ceramista destemida, com 72 anos, que todos os anos está na Feira de Artesanato de Vila do Conde, entre outras, acompanhada sempre pelo seu marido e um filho.
Apreciadores de arte popular, eu e o João, há muito que vínhamos namorando um presépio da D. Luísa. Eram muitas peças, o que tornava caro o conjunto e por isso íamos aguardando pela melhor altura para o comprar.
Eu já tinha uma Primavera, peça muito característica do imaginário de Estremoz, que comprara numa viagem ao Alentejo há muitos anos. Tenho uma grande estima por essa peça. As cores vivas já adquiriram uma “patine”e desbotaram um pouco, o que no entanto não lhe retira a beleza, muito pelo contrário.
Não éramos propriamente coleccionadores mas havia outras peças que gostávamos de adquirir: um Amor é Cego, uma Cantarinha Fidalga, uma N.sra do Ó, um S.João, entre tantas peças que nos cativavam.
A compra foi acompanhada de muita conversa e foi aí que a D. Luísa desfiou algumas histórias, a sua própria história e a das suas peças.
Mas foi então a compra do presépio que nos fez estreitar o conhecimento com a D. Luísa.
No espaço de exposição havia outros barristas de Estremoz, mas as peças desta ceramista destacaram-se logo pelos pormenores e entre eles pelos pequenos rostos mais sorridentes e coradinhos.
Mais tarde fizemos a associação dos rostos dos bonecos com o rosto da artista – eram tal e qual. Eram diferentes e preferimo-las.
O pai chamava-se Mariano Conceição e por volta de 1932 já modelava as figuras de Estremoz. O seu maior empenho era fazer ressurgir peças antigas que estavam a ficar esquecidas. A esposa ajudava-o na parte de pintura das peças e Luísa, só com seis anos, começou a dar os primeiros passos ajudando a pintar os pormenores.
Quando o pai faleceu, a mulher continuou-o na modelagem de peças e Luísa manteve-se na pintura.
Por volta dos quarenta anos e já lá vão trinta, resolveu começar a modelar ela as figuras. A partir daí também o seu objectivo se tornou criar imagens tradicionais caídas em desuso e outras da sua autoria, mas sempre inspiradas em pesquisas que faz.
A D. Luísa sabe as origens mais antigas de todas as figurinhas de Estremoz.
De acordo com a artesã o tema mais forte do artesanato de Estremoz é o trabalho: os pastores, as ceifeiras, azeitoneiras e outras profissões. O sagrado está também representado, com referências ao S. António, à Nª Srª e ao Presépio.
Depois há figuras muito bonitas e características fora desses temas que são: a Primavera, bailarina que representa o Alentejo quando está florido; o Amor é Cego que representa o amor com decoração inspirada no Brasil; há os negrinhos de influência também brasileira e as Cantarinhas, com decorações muito coloridas.
O presépio cá está em casa há bastantes anos já, sempre posto na mesa junto à entrada, simbolizando a paz e celebrando a vida.
Quanto à D. Luísa é sempre um prazer revê-la e às suas peças no ritual da visita anual à feira de Vila do Conde.
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Bem haja D. Luisa da Conceição e muitos anos de vida para continuar o seu trabalho, em prol do artesanato de Estremoz.
José Capitão Pardal





Está entre 1300 a 1500 anos-luz da Terra e é conhecida por ser uma zona próspera na criação de estrelas: a Nebulosa de Orion valeu ao engenheiro electrotécnico