MOTIVAÇÃO PARA ESTA PÁGINA

Esta página pessoal não tem uma pretenção especial, mas tão só dar-me a conhecer e intervir em sociedade.

Intervir e divulgar: a minha forma de pensar (política inclusive), o meu percurso pessoal, as minhas viagens, notícias, factos, imagens e textos (meus ou de terceiros) que considere relevantes e tudo o mais, que achar conveniente.

 

A Frase

Na escrita há os que escrevem aquilo que pensam e os outros, que pensam aquilo que escrevem..., pensando muitas vezes o oposto!...

José Capitão Pardal

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Para conhecimento de todos os meus leitores

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O de , reunido hoje (2010/07/17) na Presidência do de , aprovou o novo PROTA – de Ordenamento do Território do .

A Resolução do de que aprova o de Ordenamento do Território do , revoga o de Ordenamento do Território do Litoral, o de Ordenamento do Território da Envolvente de Alqueva e o de Ordenamento do Território da dos Mármores, aprovados, respectivamente, pelo Decreto Regulamentar n.º 26/93, de 27 de Agosto, pela Resolução do de n.º 70/2002, de 9 de , e pela Resolução do de n.º 93/2002, de 8 de Maio

O de Ordenamento do Território do (PROTA), agora aprovado, contribui para a definição da política e de ordenamento do território, assumindo as grandes opções estratégicas de base territorial para o do , afirmando o como território sustentável e de forte identidade .

Em primeiro lugar, o PROTA prevê a integração territorial e abertura ao exterior, potenciando o posicionamento geográfico no contexto e ibérico, através do reforço da competitividade que promova a internacionalização da , em articulação com as redes de transportes e sistema de logística empresarial, o de serviços avançados e uma aposta urbana diferenciadora, a par dos singulares recursos naturais e da paisagem.

Em segundo lugar, a conservação e a valorização do ambiente e do património natural, garantindo os padrões de biodiversidade através da gestão integrada dos sistemas naturais e das oportunidades, que se oferecem às actividades produtivas como contributo para o sustentável dos espaços rurais e dos recursos naturais, e a minimização de situações de riscos naturais e tecnológicos.

Em terceiro lugar, a diversificação e a qualificação da base , reforçando e desenvolvendo os sectores tradicionais e emergentes estratégicos, com destaque para os sistemas agro-silvo-pastoris e para o património natural e cultural, como base de uma fileira de produtos turísticos de elevada qualidade e identidade.

Em quarto lugar, a afirmação do policentrismo suportado num conjunto de centros urbanos capazes de articular redes regionais, promover a sua integração funcional e gerar níveis acrescidos de cooperação estratégica e de , assente na concertação intermunicipal de recursos e equipamentos capazes de sustentar a coesão territorial.

Por último, estas orientações estratégicas concretizam-se, nomeadamente nos seguintes aspectos:

 - O da plataforma portuária de Sines, consolidando a sua vocação ibérica e baseada numa posição geoestratégica privilegiada relativamente ao cruzamento de grandes rotas mundiais de transporte marítimo, o qual constitui um factor importante para a afirmação do e da ;

 - O Aeroporto de que abrirá caminho a novos processos de internacionalização da , quer mediante a captação de fluxos turísticos relacionados com o Alqueva, o Litoral Alentejano e o Algarve, quer através da emergência de novas actividades económicas, nomeadamente na área da aeronáutica;

 - A concretização da Linha de Ferroviária entre e e da linha convencional de mercadorias Sines-Évora-/Caia--, o que constituirá um enquadramento favorável a uma interligação mais estreita com e que poderá criar novas oportunidades para um concorrencial do de Sines no contexto ;

 - A relação com Área Metropolitana de (AML), reforçada pela localização do novo aeroporto de e pelo das actividades logísticas e portuárias na AML, o que, conjugado com as estratégias de de outras infra-estruturas de relevante importância e , dá condições objectivas ao de assumir uma nova posição no âmbito das relações económicas à escala ibérica e , para as quais muito contribui também a ção - com a criação do corredor rodoviário a , ligando o novo aeroporto de a e ;

 - O reforço da complementaridade dos centros urbanos que permitirá o da competitividade e da coesão territorial do , considerando como pólos estruturantes Évora, , , Sines-Santiago do Cacém- André e -Campo Maior, ancorados numa de centros organizados numa estrutura policêntrica e associados a uma de estruturas logísticas e de empresarial, apostando em economias de aglomeração de proximidade com as instituições de conhecimento, de inovação, de tecnológico e de prestação de serviços;

 - O aproveitamento da envolvente de Alqueva, a qual constitui um espaço destacado no Modelo Territorial da base , induzido pelo efeito da expansão da nova infra-estrutura hidroagrícola de suporte à modernização da agricultura da sub- e pela sua atractividade sobre as actividades turísticas, associado às potencialidades criadas pelo novo lago mas também pela sua relação de proximidade com as cidades de Évora e ;

 - O Litoral Alentejano, articulando as suas potencialidades de destino turístico de excelência e de atracção de projectos estruturantes, nomeadamente na área do Turismo, com a valorização e protecção ambiental da Costeira;

- O solo rural, assumindo-o como o suporte das actividades directamente relacionadas com o aproveitamento agrícola, pecuário e florestal ou de recursos geológicos, regendo-se por princípios gerais de contenção da edificação isolada e do parcelamento da propriedade, pela racionalização das infra-estruturas e pelo fomento à reabilitação do existente.

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José Capitão Pardal

Uma notícia veiculada pelo jornal Hoy.es de 20091220, com muito interesse para os viajantes deste lado da fronteira.

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Al día hay dos vuelos a y Barcelona, pero el sector atisba demanda suficiente para otros destinos, eso sí, no diariamente.

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20.12.09 – 00:28 – CELESTINO J. VINAGRE | MÉRIDA.

«Montarse en un avión era raro hace algunos años para los extremeños pero ahora es cotidiano. Un aeropuerto aquí es una estupenda noticia para la región pero necesitamos más. Si tenemos más ofertas de vuelos, seguro que habrá más demanda».

Quien habla así es Ramos y sabe lo que dice. Es el presidente de la Asociación de Agencias de Viajes y acaba de estar en una reunión en la que las agencias españolas han conocido que las compañías aéreas, «hasta las más modestas, están locas por abrir nuevos mercados. La crisis agobia y necesitan más clientes».

En lo que va de año, en España ha bajado un 12 por ciento el número de viajeros pero en , en esta semana, se ha levantado un debate tan intenso que deja un mensaje evidente: hay ganas y hay interés por contar con más vuelos desde territorio .

Arrancó con la información de que Ryanair se plantea venir y la respuesta de la Junta.

El Gobierno extremeño habla de una propuesta insuficiente de la y que busca exclusividad, lo que estima inaceptable, a lo que la compañía replica que la Junta no ha querido reunirse con ellos y niega que su oferta sólo tenga vuelos con destino a Reus y, de ahí, a otros lugares.

La polémica ha disparado los comentarios en la edición de HOY -más de 540 en dos días-.

No hay una estimación de cuántas personas podrían usar el avión en pero el sector de viajes indica que más de los 81.000 del año pasado.

Ryanair es más contundente: «Potenciales clientes son el millón cien mil extremeños porque, con precios asequibles y rutas diversas, todos pueden viajar». Realidad «Claro que hay interés.

La gente está acostumbrada a viajar y desea tener en viajes de bajo coste o un poco más caros y poder ir a otros destinos además de y Barcelona», reflexiona Borja Núñez, director de una oficina de Halcón Viajes en . «Esos vuelos pueden funcionar, aunque no de manera regular, cada día o dos días.

Los viajes de temporadas, sobre todo en verano, seguro que tienen clientela», añade Juan José Cordero, director de Marsans.

Actualmente, Air Nostrum, filial de Iberia, ofrece dos vuelos diarios desde a y Barcelona.

El 29 de marzo dejó de ofrecer el de Bilbao debido al descenso de demanda.

Su acuerdo con la Junta acaba este 31 de diciembre y el Gobierno extremeño desea escuchar ofertas para el nuevo periodo de vuelos, aunque en el consejero de Fomento, José Luis Quintana, dijo que estaba satisfecho y deseaba prorrogar la colaboración hasta 2013.

Según el convenio, Air Nostrum, que opera en el aeropuerto extremeño desde el 2001, percibe 1,7 millones de euros al año. La colaboración se establece a través de un contrato publicitario por el que la compañía recibe ese dinero y, como contraprestación, exhibe en sus vuelos nacionales e internacionales logotipos o marcas extremeñas en los reposacabezas, los posavasos, las toallitas refrescantes y los manteles.

Además se emiten campañas promocionales en los aviones, a lo que se suma la distribución de material turístico entre los pasajeros, actividades de degustación gastronómica, enlace en la web de la compañía y la aparición de en su revista.

«Está bien ir a y Barcelona, pero hay pocos viajes, sus precios no son baratos, salvo que se reserven con mucho adelanto, y sus horarios son mejorables. Pero aparte de eso la gente quiere ir a otros sitios y eso se puede ofertar en porque hay clientela, no diaria pero sí por periodos concretos del año», añaden, de forma coincidente, los profesionales turísticos consultados por HOY.

Todos, por descontado, dan por frenado -no olvidado- el proyecto del aeropuerto de . Esos mismos expertos puntualizan: «El avión tiene futuro… hasta que llegue el AVE. Cuando sea así, los vuelos a perderán mucho sentido».

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José Capitão Pardal

Dom, 15/11/2009

Numa altura (Março de 2007) em que ainda se opinava que o futuro Aeroporto, “jamais” seria na Margem Sul, redigi o artigo de opinião que aqui vos deixo, com as razões da minha discordância, sobre os planos, que à época pareciam intransponíveis.

A minha Opinião sobre…

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Eu e o Aeroporto na OTA

Quando nos meus tempos de “rapazola” (num tempo em que como em todas as coisas, apenas havia uma alternativa, neste caso Rio Frio), se começou a falar na necessidade de um novo aeroporto para a de , estava longe de pensar que passados quase 40 anos, ainda andaríamos a discutir sobre a sua necessidade e as várias localizações, para a sua implantação.

Depois disso, passámos da Ditadura para a e hoje, em pleno século XXI (em 2007), após muitos e aturados estudos, concluímos que a escolha efectuada e confirmada, pelos vários governos, dos vários quadrantes (a OTA), “talvez” não seja a melhor localização.

Sinceramente, é de lamentar, que nesta altura ainda haja muitas dúvidas, sobre a necessidade ou não do novo aeroporto e muitas mais sobre a sua localização.

Não sendo especialista em aeronáutica, dificilmente me podereria aventurar, a discutir do ponto de vista desta técnica, as várias opções.

Mas como qualquer português e interessado nas questões do , não posso deixar de vos transmitir aquí a minha opinião sobre este assunto.

Desde sempre, considerei que uma cidade da dimensão de , não é o local ideal para um aeroporto , pelos riscos inerentes a um eventual acidente aéreo.

E como defensor do do interior do , me deixei convencer pela localização do novo aeroporto, a sul do Tejo e cada vez mais encontro razões para que assim seja.

Senão vejamos:

 - A localização do novo aeroporto na Ota, encurta a distância entre este e o aeroporto Sá Carneiro, no , em perto de 60 kms, colocando este último a cerca de 250 kms e em causa a viabilidade, entre outros, dos voos entre e o , face à próxima concorrência do .

 - A localização do novo aeroporto na Ota, coloca-o fora dos corredores rodo-ferroviários, estratégicos de ção de com o exterior.

 - A localização do novo aeroporto na Ota, coloca os “nuestros hermanos” da , mais longe dos embarques e desembarques, no aeroporto de e mais perto dos aeroportos de .

 - A localização do novo aeroporto na Ota, já levou a que venha a ser transformada a Base Áerea de Talavera () em aeroporto ou em alternativa, na de , desviando para este último grande parte do tráfego da e do raiano, onde se incluí parte dos futuros fluxos turísticos, previstos para a de influência da barragem de Alqueva (que se prevêm de grande monta).

 - A localização do novo aeroporto na Ota, na opinião dos especialistas, parece ter custos e prazos de maiores, do que se este for construído a Sul do Tejo.

 Se juntarmos a isso tudo a necessidade de desenvolver o Sul do Tejo ( onde o de é muito inferior, ao da circundante à Ota), então não podemos ter dúvidas, sobre a melhor localização, para o novo aeroporto (a sul do Tejo).

 É certo que os constrangimentos ambientais, para a localização de um aeroporto são importantes e devem ser tidos em conta, mas de certeza que não há nenhuma localização que os não tenha, pelo que a escolha deverá ser iminentemente política, optando pela melhor , do ponto de vista do ordenamento e coesão territoriais e, dentro destas, a localização onde os impactos ambientais, sejam menos significativos e a viabilidade aeronáutica não esteja em causa (como agora parece acontecer com a Ota).

Estou certo, que do ponto de vista desta análise a solução não poderia ser outra que a sua localização a Sul do Tejo.

Apesar dos 25 milhões já gastos com estudos e das justificações, no mínimo surealistas, do Sr. Ministro das Públicas, ainda estamos a tempo de corrigir um erro que no futuro, nos pode custar muitos mais Milhões, pelos danos colaterais, as correcções e insuficiências, da do novo aeroporto na OTA.

O futuro é importante de mais, para que, ao planear investimentos de tão elevada monta (3.000 mil milhões de euros), o façamos de ânimo leve e não tenhamos em consideração todas as “nuances” do problema.

Em nome do do interior do e da convergência , impõe-se que haja bem senso.

Obrigado por me terem lido.


José Capitão Pardal

Pela actualidade e pela importância que esta questão terá para o e para futuro do nosso e dos nossos filhos, aproveito para transcrever o texto da jornalista Graça Rebelo inserto no “Jornal de Notícias” do passado dia 26 de Junho.

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2009-06-27

De algum modo, a notícia de adiamento do contrato de concessão relativo ao foi inesperada.

E se é certo que, em vésperas de eleições por razões de rigor e transparência não se deve acelerar um processo que envolve verbas de envergadura, a verdade é que igualmente por razões eleitorais não convirá prejudicar uma oportunidade de estruturante para o , como é o lançamento da ferroviária de .

Por diversas razões, e todas elas ponderosas.

Desde logo, pela necessidade premente de atrair e manter .

Tal como tem sido salientado nas Conferências Mundiais sobre , os países que demonstram maior capacidade para atrair Directo Estrangeiro (IDE) – revelando-se, portanto, mais competitivos e capazes de criar mais – são aqueles que possuem infra-estruturas indutoras de uma elevada mobilidade geográfica, de que a é o melhor exemplo.

De facto, se é certo que se vive uma , organizações como o Banco Central Europeu estimam que a recuperação desta se dê já em 2010. Por isso, importa que a não suscite paralisia.

Pelo contrário, importa que se relance a para o período “pós-”.

Veja-se que, cientes da importância desta infra-estrutura para a competitividade e atracção de , muitos são os governantes – da aos EUA – que se dispõem agora investir em .

Por exemplo, nos EUA, a de Barack Obama anunciou em Maio um de 13 mil milhões de dólares no .

Depois, pela aposta que urge fazer num modelo de sustentável. Numa altura em que é expectável uma escassez, a prazo, do petróleo e se procuram – já a pensar na “era pós-petróleo” – soluções alternativas para e transportes, a emerge como uma excelente opção de .

Por fim, dado que é, há muito, regionalmente assimétrico, urge investir em projectos que reforcem a atractividade dos territórios e dos sectores económicos, promovendo e coesão territorial e .

Acima da querela política, o interesse impõe que se avalie ponderadamente o lançamento desta infra-estrutura pois – como aqui referi, em 2008, em artigo intitulado “ e acessibilidades” – se prevê que em 2020 a quase totalidade da esteja ligada pela de , perdendo-se esta oportunidade ficará ainda mais periférico e, consequentemente, muito menos competitivo.

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José Capitão Pardal

não é uma Exacta!…

O recente debate sobre as Públicas iniciado pelos subscritores do Manifesto dos 28, que não concordam com o lançamento das Grandes Públicas, no actual momento da , lançou o toque a rebate, para aqueles que defendem precisamente, o contrário ou seja que só com este tipo de investimentos é possível relançar a e criar o necessário à redução da , numa área que tanto tem penalizado os e que ainda não atingiu o seu pico máximo.

A existência de crises na (como aquela que estamos a atravessar) quebra a confiança dos agentes económicos  e provoca a diminuição da procura interna.

Em consequência disso, os investidores privados reduzem a actividade.

Essa redução de actividade provoca uma redução substancial no .

Para fazer face a esta situação, entre outras medidas, torna-se essencial que a quebra do  privado, seja substituída por , como forma de mais rapidamente, atenuar os efeitos da no , dar confiança aos agentes económicos e relançar a actividade .

Mesmo que o início destes investimentos não seja a curto prazo, continuam a ser importantes, na fase de relançamento da actividade , que a maioria dos especialistas prevê para finais de 2010.

Outras razões existem para que estes investimentos não deixem de ser executados, como sejam: Oportunidade e Financiamento Comunitário, ção à para Passageiros e Mercadorias ( de Sines), Coesão Territorial, etc..

Pelo interesse que se reveste e pela actualidade, passo a transcrever o artigo inserto no jornal “i”, de 2009/06/25, sobre este assunto:

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Economistas em pé de por causa das públicas

por Bruno Faria Lopes, Publicado em 25 de Junho de 2009

Após o manifesto dos 28, cresce a batalha de ideias entre economistas: José Reis e Nazaré lideram oposição

O debate sobre em e os caminhos para sair da não dividem apenas a classe política – entre os economistas está a ganhar forma uma batalha de ideias sobre os milhões a gastar em como o , ou o aeroporto, e o rumo certo para criar empregos numa em recessão. O manifesto divulgado na semana passada por 28 economistas, a pedir ao para repensar os novos grandes projectos, não tem a concordância de muitos especialistas e já há três iniciativas públicas em marcha de sentido oposto: dois contra-manifestos e um ciclo de debates proposto pela Ordem dos Economistas.

Os dois manifestos nasceram em duas universidades portuguesas: a Faculdade de de Coimbra e o ISEG, em . O texto do primeiro já está pronto e foi elaborado por José Reis, professor catedrático de Coimbra e ex-secretário de do Ensino Superior de Guterres. Ao i, José Reis explicou que o documento se centra em questões como a criação de , ligando-a à defesa da realização das públicas.

“É um texto abrangente sobre a , não está fixado em projectos [de públicas]“, adiantou José Reis. O texto já começou a circular pelo meio académico e , sendo que o economista de Coimbra espera reunir um conjunto de nomes credíveis à volta da sua proposta, contrária ao manifesto dos 28, cujas certezas critica: “A não é para se atirar para cima das pessoas sem a mínima discussão.”

O mesmo ponto de vista têm os promotores do segundo manifesto, todos do ISEG, em : os economistas Nazaré (ex-presidente dos CTT e da Anacom), Mendonça e José Brandão de Brito. “O tom afirmativo e sem dúvidas do que está escrito no manifesto dos 28 é de um conjunto de pessoas que está convencido que detém a verdade e que não há contraditório”, afirmou ao i Brandão de Brito, que foi convidado e recusou subscrever por discordar de “alguns pontos”.

Nazaré avançou que já conhece os princípios do documento de Coimbra, de José Reis, e explicou que a diferença está apenas na abordagem, uma vez que o foco estará menos disperso em torno das questões sociais e mais sobre os investimentos. Para os professores do ISEG, o argumento da dí para as gerações seguintes não tem força suficiente para travar as . “Em algum momento na história não foi deixada uma boa e má herança às gerações seguintes?”, interroga Brandão de Brito, que dá os exemplos da Ponte 25 de (terminou de ser paga na década de 80), o Cultural de Belém e a Ponte Vasco da Gama. “Não podemos pôr todos os investimentos no mesmo saco: estes já tinham sido discutidos e decididos por governos de cores diferentes e, no último momento, aparece um argumento a reverter tudo para a estaca zero. É preciso decidir”, acrescentou.

Este segundo manifesto está em fase de elaboração, devendo estar pronto na próxima semana – os promotores esperam reunir cerca de duas dezenas de assinaturas, com nomes credíveis e de peso na portuguesa.

Já na Ordem dos Economistas o manifesto dos 28 causou alguma perturbação e uma reacção: a direcção da Ordem decidiu promover um debate interno sobre as grandes , feito em duas sessões, – uma sobre o , outra sobre o aeroporto – orientado para as questões técnicas e macroeconómicas. Os debates, que serão marcados para Julho, contarão com a presença de especialistas e não só. “Sou a favor do e do aeroporto, que não devem ser adiados, mas isto é a minha opinião e não vincula a Ordem. Como bastonário vou convidar todos os 28 subscritores do manifesto para debater esta questão com os associados”, disse ao i Murteira Nabo.

Os associados têm dúvidas sobre o manifesto e a Ordem recebeu cartas de desacordo. “É positivo que se faça este debate, mas acho esquisita a maneira e momento em que o movimento apareceu, até porque o já tinha decidido adiar o ”, afirmou Murteira Nabo.

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José Capitão Pardal