Sem comentários
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19.07.2010 – 07:43 Por Sofia Rodrigues, in Público
Secretário-geral do
PS diz que as alterações à Constituição defendidas por Passos Coelho são um “estratagema” e um “regresso ao passado”.
José Sócrates mostrou o cartão vermelho às propostas sociais-democratas
Foto de Miguel Madeira

Depois do PS, foi o próprio primeiro-ministro, José Sócrates, que ontem mostrou o cartão vermelho às propostas de revisão constitucional defendidas pelo líder do PSD. “Um estratagema constitucional”, chamou-lhe, que serve apenas para “aumentar a instabilidade política”.
Se Pedro Passos Coelho acusou os socialistas de “cristalização” ao terem rejeitado a possibilidade constitucional de o Presidente poder demitir o Governo, o secretário-geral do PS diz que as propostas do PSD são “um regresso ao passado”.
“Isso não é nenhuma proposta de futuro; isso, bem pelo contrário, é um regresso ao passado e é criar condições para promover circunstâncias de instabilidade política”, disse Sócrates. O PS é indispensável para fazer passar a revisão constitucional no Parlamento.
Lamentando a “forma tão vazia e com tantas generalidades” e “vulgaridades” com que se fala sobre o futuro, Sócrates aproveitou para relacionar as críticas à proposta de revisão constitucional do PSD com a sugestão do líder do CDS-PP para que se demitisse do Governo, lançada na quinta-feira no debate do Estado da Nação. “Todas as semanas as lideranças políticas da direita se saem com mais uma proposta com vista a definir ou a propor de cima da mesa um novo método para criar uma crise política, criar instabilidade, um novo método para, afinal de contas, eles chegarem ao poder”, referiu.
Antes de discursar no encerramento do Congresso da Juventude Socialista, o primeiro-ministro ouviu elogios de António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, que esta semana aplaudiu a determinação de Sócrates mas criticou, por contraste, a “passividade” do Governo.
“Todo o partido, toda a JS, todos aqueles que exercem cargos políticos aos mais diversos níveis, devemos pôr os olhos no exemplo de combatividade, de determinação, de coragem, de inconformismo perante a dificuldade que o nosso secretário-geral tem dado e que deve ser um exemplo para todos nós”, disse o presidente da Câmara de Lisboa. Para António Costa, a determinação de Sócrates é um exemplo “daqueles que sabem que as derrotas nunca são antecipadas”.
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José Capitão Pardal
Parece que existe a intenção de recolocar na agenda política o tema da “Regionalização”.
Espero que seja mais que uma intenção, a Regionalização é uma necessidade do país e um imperativo constitucional, pelo que a seu debate e implementação se torna premente, em contraste com o centralismo cinzento e balofo do Terreiro do Paço, que nem para a região de Lisboa é útil e eficiente.
Para o Alentejo, uma Região Alentejo una e indivisível.
Pelo seu interesse, deixo-vos um texto de António Vitorino, inserto no ”DN Online” de hoje, 2010/07/09.
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A Comissão Coordenadora Regional do Norte e o Conselho Regional do Norte organizaram esta semana, no Porto, uma conferência sobre o contributo da regionalização do continente para o desenvolvimento económico do País.
A iniciativa visa claramente repor a regionalização administrativa na agenda política. O seu principal mérito é o de chamar a atenção para que a regionalização do continente constitua o único capítulo da Constituição portuguesa, que, ao fim de trinta e quatro anos, permanece integralmente por concretizar.
Naturalmente que não é por a Constituição o prever que, por si só, o processo de regionalização vai avançar.
Mas, de alguma forma, o facto de este capítulo da nossa Lei Fundamental permanecer como o único em que existe uma efectiva omissão integral de aplicação merece uma clarificação por parte dos agentes políticos.
Na realidade, ao estarmos a aproximar-nos de um período de revisão constitucional, conviria que os partidos políticos clarificassem as suas intenções: ou bem que existe uma vontade de desencadear um debate que permita um consenso amplo sobre a criação das regiões administrativas no continente, ou bem que, não havendo, seria imprescindível que se percebesse, ao menos, qual o significado de manter na Constituição um objectivo que não beneficia de uma intenção concretizadora suficientemente consistente.
Sou dos que pensam que o objectivo constitucional se justifica em nome do combate às ineficiências do centralismo e na potenciação das sinergias que decorrem de uma criteriosa aplicação do princípio da subsidiariedade na racionalização da organização da Administração do Estado.
Mas tenho também consciência de que o processo nasceu de algum modo inquinado, o que resulta claro do debate e do próprio resultado do referendo levado a cabo em 1998!
Já se percebeu que este tema pode ser tratado de forma racional, equacionando os prós e os contras das várias soluções possíveis, ou então ele será de novo prisioneiro de medos e fantasmas agitados em nome da pequenez do País, dos riscos de fracturas localistas ou das ameaças à coesão nacional.
A regionalização não é propriedade de ninguém nem constitui uma arma de arremesso contra quem quer que seja.
Os valores que lhe subjazem assentam numa análise criteriosa das vantagens de organizar a desconcentração dos serviços do Estado em função das cinco regiões que servem hoje de base ao planeamento económico.
As regiões justificam-se, assim, em nome do valor acrescentado da escala (supramunicipal) e da proximidade em relação aos destinatários das decisões.
A criação de um nível administrativo intermédio entre o nível municipal e o nível estadual pode e deve ser um instrumento de racionalização da desconcentração dos serviços centrais e de ordenamento da descentralização, entendida esta como transferência de poderes para instâncias decisórias mais próximas dos cidadãos.
Neste particular, o desafio consiste em clarificar as formas de articulação das regiões a criar com o associativismo intermunicipal já existente e com a realidade das grandes áreas metropolitanas que existem no território de várias das potenciais futuras regiões.
Por isso, o quadro de atribuições e de competências das regiões administrativas que foi definido por lei em 1991 deve ser submetido a uma rigorosa reavaliação, de modo a torná-lo conforme com a evolução entretanto verificada.
Esse será, decerto, o primeiro passo necessário para desencadear o debate sobre a regionalização.
Em paralelo, removido que está o obstáculo que constituiu, em 1998, um mapa das regiões que suscitou mais reservas que adesão, trabalhando na base do processo de desconcentração administrativa levado a cabo nos últimos anos em torno do modelo das cinco regiões, importa fazer a pedagogia das vantagens da regionalização sem precipitações e de forma sustentada.
Só assim será possível demonstrar que, para além dos constrangimentos imediatos da crise económica e financeira, existe um rumo de reforma estrutural da organização do Estado que não se confina apenas aos ditames do corte da despesa pública!
António Vitorino
publicado a 2010-07-09 às 01:30, pelo DN Online
José Capitão Pardal
Para conhecimento, vos deixo notícia de interesse geral sobre a Televisão Digital Terreste
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TDT é considerada «caso de sucesso». Cobertura já chega a 83% da população
As emissões digitais de televisão começaram a 29 de Abril do ano passado, em Portugal e são já consideradas um «caso de sucesso» pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, pelo facto de Portugal estar com um ano de avanço em relação ao que estava previsto. E até ao final do ano toda a população deverá ter acesso à Televisão Digital Terrestre.
«Hoje 83% da população está coberta e, no final do ano, estará a 100%», assegurou António Mendonça, citado pela agência Lusa.
TV analógica: as três fases para o desligamento do sinal
O TDT é «importante do ponto de vista económico e tecnológico» e «tem de ser levado em frente independentemente das directivas e das recomendações da União Europeia», afirmou António Mendonça.
«TDT não é uma questão de moda»
«Não é apenas uma questão de moda, é algo importante do ponto de vista técnico e tecnológico e vai criar melhores condições para a prestação do serviço e permitir uma melhor organização do espectro, tirando vantagens do ponto de vista económico», reforçou.
O ministro foi ouvido esta quarta-feira nas comissões parlamentares de Ética e de Comunicações, no âmbito de um conjunto de audições realizadas sobre a revogação da licença dos canais pagos de Televisão Digital Terrestre, pedida pela Portugal Telecom e o novo destino do espaço deixado livre.
Fim da televisão analógica marcado para Abril de 2012
No final da audição, o PSD anunciou que vai entregar um requerimento a pedir informações que clarifiquem as dúvidas hoje levantadas.
Isto porque «o Governo garante que as sinergias estão garantidas e a PT alega que não há sinergias», disse o deputado social-democrata António Leitão Amaro.
Já o ministro dos Assuntos Parlamentares frisou que «a decisão final da Anacom já tarda». Foi desta forma que Jorge Lacão se manifestou relativamente à revogação da licença da PT e à devolução da caução de 2,5 milhões de euros já paga pela empresa.
A televisão analógica será desligada a 26 de Abril de 2012.
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José Capitão Pardal
Pela sua importância e por concordar plenamente com o seu conteudo, tomo a liberdade de transcrever o texto inserto no blog “Relembrar para não esquecer”, da autoria de Inácio
Silva, sobre o discurso proferido pelo
Presidente da Comissão das Comemorações do 10 de Junho de 2010, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, Dr. António Barreto.
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010
10JUN2010 –
António Barreto dá uma chicotada psicológica aos mais Altos Representantes de
Portugal
ANTÓNIO BARRETO, intelectual e cientista social, autor dos documentários para a RTP, “Um retrato social”, realizados em 2006, encarna publicamente, em frente das mais altos responsáveis do país, o sentimento e a mágoa dos ex-combatentes.
Confesso que não sabia que António Barreto era o responsável pela Comissão das Comemorações do 10 de Junho de 2010, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, mas foi com uma agradável surpresa que ouvi o seu discurso, quase todo virado para os ex-combatentes, preocupado em salientar o facto de não haver vários tipos de combatentes, como alguns pretendem.
Existe, apenas, um tipo de combatente: aquele que em nome do seu país, serviu ou serve, em território português, ou no estrangeiro, por mandato do Estado Português. Entenda-se que as ex-colónias, hoje países estrangeiros, eram, na altura da guerra colonial, consideradas terras sob administração portuguesa…
António Barreto proferiu, no meu ponto de vista, o discurso que os ex-combatentes esperavam ouvir, há mais de 40 anos, e que nenhum político ousou dizer, talvez com o receio de ser conotado com uma ou outra força política, por concordância ou discordância da manutenção das guerras do ultramar.
O desassombro e a inspiração de António Barreto merece a nossa vénia e o nosso obrigado. Ele soube definir, com tamanha clareza de espírito e evidência o que levou tantos milhares de jovens a deixar as suas terras e as suas famílias, os seus amigos, os seus empregos, para serem levados, sem vontade própria, para terras que desconheciam, sem um “bilhete de passagem” que lhes garantisse o regresso.
A tal dívida de gratidão, tantas vezes proferida por milhares de ex-combatentes e que ventos hostis nunca permitiram que chegasse aos nossos governantes, foi – graças ao António Barreto – insuflada, à força, um a um, nos ouvidos dos governantes ali presentes.
A partir de hoje, nenhum deles poderá dizer que desconhece existir uma dívida de gratidão e que ela terá que ser paga, com ou sem existência de crise.
É certo que o País já possui legislação sobre algumas questões que afectavam e afectam os ex-combatentes, relacionadas, justamente, com as situações mais gritantes de injustiça social, tais como, o apoio aos deficientes e aos afectados pelo stress pós traumático.
António Barreto afirmou que “Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos”, reforçando que o “esquecimento e a indiferença são superiores”, sobretudo “por omissão do Estado”.
Barreto acusa o Estado de ser pouco “explícito no cumprimento desse dever”, avisando que está na altura de “eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre veteranos de nome e veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos”.
Um antigo combatente não pode ser tratado de “colonialista”, “fascista” ou “revolucionário”, mas simplesmente “soldado português”,.
O dia 10 de Junho de 2010 fica marcado, também, por ter sido a primeira vez que os antigos combatentes desfilaram na cerimónia militar oficial do Dia de Portugal.
Como ex-combatente, sinto-me profundamente grato pelas palavras de António Barreto, que me tocaram o coração.
Um bem-haja.
Inácio Silva
José Capitão Pardal
Para conhecimento dos meus leitores e por transcrição do Portal do Governo aqui deixo as medidas, constantes da Resolução do Conselho de Ministros abaixo indicada, de Apoio ao Desenvolvimento da Economia Social, através do PADES (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Economia Social).
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 16/2010
O Programa do XVIII Governo Constitucional estabelece, entre as suas prioridades, o relançamento da economia e a promoção do emprego.
As entidades que integram o sector social são as cooperativas, as instituições particulares de solidariedade social, as misericórdias, as mutualidades, as associações de desenvolvimento local e outras entidades sem fins lucrativos.
Estas entidades desenvolvem actividades essenciais no domínio da acção social, em especial através da prestação de serviços de assistência de proximidade, contribuindo assim para o desenvolvimento local e a coesão social.
Por outro lado, desenvolvem acções para a promoção e a integração social activa dos grupos vulneráveis, como os imigrantes, os idosos e os desempregados, estabelecendo redes de apoio e contribuindo activamente para a criação de empregos estáveis.
O posicionamento destas organizações no domínio socioeconómico evidencia -se, assim, pelo facto de a sua intervenção se basear em princípios de defesa dos interesses colectivos, em mecanismos de cooperação e de solidariedade, bem como por uma forte componente de integração das suas actividades ao nível das comunidades e dos territórios.
Por este conjunto de factores, as entidades do sector social têm vindo a afirmar -se como elementos essenciais nas parcerias promovidas para o desenvolvimento das políticas sociais.
Perante esta realidade, o reforço do sector social constitui, inquestionavelmente, um dos pilares do desenvolvimento económico e social do nosso país, traduzindo -se a linha de intervenção estratégica a prosseguir pelo Governo, por um lado, na criação de um programa de formação profissional de apoio à qualificação institucional destinado a promover a inovação social e, por outro, na criação de estruturas e de mecanismos específicos de apoios e de incentivos ao exercício da sua actividade e ao seu desenvolvimento, contribuindo assim para o reforço da coesão e desenvolvimento sociais, mediante a melhoria da qualidade dos serviços prestados.
No seguimento deste esforço de dinamização da economia social, o primeiro passo em prol desta nova estratégia de reconhecimento e de valorização do sector social foi dado através do processo de criação da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social — Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada (Cooperativa António Sérgio), expressando-se, assim, o reconhecimento oficial deste sector enquanto organismo com uma identidade comum, apesar da sua diversidade e heterogeneidade.
Um segundo passo foi, ainda, dado no sentido da afirmação do potencial de criação de emprego por parte deste sector, através da criação de um programa específico de estágios profissionais, o INOV -Social, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 112/2009, de 26 de Novembro, visando a colocação de jovens quadros qualificados junto das instituições da economia social e, concomitantemente, o reforço da gestão e a modernização das instituições acolhedoras.
A presente resolução vem, agora, estabelecer um conjunto articulado de medidas de estímulo ao desenvolvimento da economia social, através da aprovação do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Economia Social (PADES).
A primeira medida no âmbito do PADES será a criação, durante o 1.º semestre de 2010, de uma linha de crédito bonificado, no valor de €12500000, com o objectivo de incentivar as entidades que integram o sector social ao investimento e ao reforço da actividade em áreas existentes ou em novas áreas de intervenção, na modernização dos serviços prestados às comunidades.
Por outro lado, lança -se o programa nacional de microcrédito, no montante global de € 15 000 000, gerido pelas entidades que integram o sector social, em parceria com as instituições de crédito e com as sociedades financeiras de microcrédito.
Este novo programa pretende ser uma medida de estímulo à criação de emprego e ao empreendedorismo entre as populações com maiores dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, facilitando -se não só o acesso ao crédito bem como a prestação de apoio técnico à criação e consolidação dos projectos empresariais.
Em terceiro lugar, o Governo aposta na qualificação das entidades e dos seus dirigentes, dos seus quadros e dos restantes trabalhadores.
Por último, resolve -se criar Conselho Nacional para a Economia Social, órgão consultivo, de avaliação e de acompanhamento ao nível das estratégias e das propostas políticas nas questões ligadas à dinamização e ao desenvolvimento da economia social.
Foi ouvido o Banco de Portugal.
Assim:
Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 — Aprovar o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Economia Social (PADES), com o objectivo de permitir o acesso a programas específicos de desenvolvimento das suas actividades de natureza social e solidária às entidades que integram o sector social — as instituições particulares de solidariedade social, as mutualidades, as misericórdias, as cooperativas, as associações de desenvolvimento local e outras entidades da economia social sem fins lucrativos.
2 — Implementar, durante o 1.º semestre de 2010, no âmbito do PADES, uma linha de crédito bonificado, no valor de € 12 500 000, específica para as entidades que integram o sector social, com os seguintes objectivos:
a) Investimento no reforço da actividade em áreas existentes ou em novas áreas de intervenção;
b) Modernização dos serviços prestados às comunidades;
c) Modernização da gestão e reforço de tesouraria;
d) Reforço do fundo de maneio necessário ao desenvolvimento da sua actividade;
e) Liquidação de dívidas junto de instituições de crédito ou de fornecedores.
3 — Determinar que compete à Cooperativa António Sérgio para a Economia Social — Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada (Cooperativa António Sérgio) a gestão desta linha.
4 — Lançar, no âmbito do PADES, um programa nacional de microcrédito, no montante global de € 15 000 000, a criar durante o 2.º semestre de 2010, destinado a fomentar a criação de emprego e o empreendedorismo entre as populações com maiores dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, beneficiando, preferencialmente, desempregados que pretendam desenvolver uma actividade por conta própria, para a qual necessitem de um empréstimo de baixo valor, com o limite máximo de € 25 000, e ao qual não consigam aceder junto de instituições financeiras.
5 — Determinar que os apoios a conceder para o desenvolvimento deste programa se consubstanciam na facilitação do acesso ao crédito e na prestação de apoio técnico à criação e à consolidação dos projectos empresariais.
6 — Estabelecer que o crédito ao investimento é concedido pelas instituições de crédito ou pelas sociedades financeiras de microcrédito, através de linhas de crédito a criar para o efeito, beneficiando de bonificação de taxa de juro e de garantia, no quadro do sistema de garantia mútua.
7 — Determinar que a operacionalização do programa assenta na celebração de protocolos com as instituições de crédito e com as sociedades financeiras de microcrédito, bem como com a intervenção descentralizada das entidades que integram o sector social, ao nível da identificação dos públicos-alvo e do acompanhamento dos projectos.
8 — Determinar que compete à Cooperativa António Sérgio a coordenação e o acompanhamento do programa nacional de microcrédito, em articulação com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação e Direcção-Geral de Tesouro e Finanças.
9 — Desenvolver, durante o 2.º semestre de 2010, no âmbito do PADES, um programa de formação profissional de apoio à gestão e à modernização das entidades do sector social com os seguintes objectivos:
a) Reforçar as qualificações dos seus dirigentes, dos seus quadros e dos restantes trabalhadores;
b) Promover a melhoria dos seus procedimentos de gestão e de administração.
10 — Implementar, durante o 2.º semestre de 2010, no âmbito do PADES, um programa de apoio à qualificação das entidades do sector social para melhorar a qualidade das suas actividades e o desenvolvimento de sistemas de certificação de qualidade, de modernização tecnológica e de gestão.
11 — Determinar a criação, durante o 1.º trimestre de 2010, do Conselho Nacional para a Economia Social, órgão consultivo de avaliação e de acompanhamento das estratégias e das propostas políticas nas questões ligadas à dinamização e desenvolvimento da economia social.
Presidência do Conselho de Ministros, 4 de Fevereiro de 2010.
O Primeiro-Ministro,
José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.
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José Capitão Pardal
Notícia de última hora, sobre o encerramento do 1º Congresso do Turismo do Alentejo 2010, pelo jornal “i”, sobre a qual recomendo a leitura.
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por Agência
Lusa, Publicado em 27 de Março de 2010 | Actualizado há
21 horas
O ministério da Economia vai criar um novo modelo de contratualização com as agências regionais de promoção turística, que deverá entrar em vigor a partir de 2011, anunciou hoje o secretário de Estado Carlos Zorrinho.
No âmbito das medidas de promoção e de estímulo à procura do destino Portugal, o novo modelo, “mais eficaz e mais adequado à realidade”, irá substituir o atual, que “vigorou entre 2006 e 2009 e foi prorrogado por mais um ano”, explicou.
O secretário de Estado da Energia e da Inovação, em representação do ministro da Economia, Vieira da Silva, falava na sessão de encerramento do 1.º Congresso de Turismo do Alentejo, que terminou hoje, em Beja, e cuja próxima edição vai decorrer em março de 2011, em Tróia, no litoral alentejano.
Na sua intervenção, Ceia da Silva, presidente da Turismo do Alentejo, organizadora do congresso, pediu ao Governo para “agilizar” e “mudar os regulamentos” do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
“Não percebo como é que o QREN não é agilizado e colocado ao dispor da revitalização da economia nacional”, disse, sublinhando que “não entende” como é que regulamento específico Promoção e Capacitação Institucional “só abriu este ano e com verbas irrisórias”.
Em resposta a Ceia da Silva, Carlos Zorrinho disse que o Governo está a fazer um “esforço titânico” para que o QREN “seja um instrumento mais ágil e próximo das necessidades da economia”.
“O QREN foi desenhado para um contexto económico completamente diferente e ninguém podia prever as dificuldades de cofinanciamento que entretanto surgiram”, justificou.
Ceia da Silva criticou o regulamento dos empreendimentos turísticos em Portugal, revisto em 2009, lamentando que “as entidades regionais de turismo, que são responsáveis pela promoção dos territórios, não tenham uma única intervenção no processo de licenciamento das unidades de alojamento”.
“A legislação tem que ser modificada e as entidades regionais de turismo têm que ter uma palavra a dizer em relação aos empreendimentos turísticos da sua região”, defendeu.
Ceia da Silva lançou ainda o repto ao Governo para transformar “num grande congresso de turismo nacional” o Congresso de Turismo do Alentejo, que “é um dos maiores senão o maior congresso de turismo que se realiza em Portugal”.
“Concordo com a ideia de se realizar um grande congresso de turismo em Portugal.
Se nós [Turismo do Alentejo] já realizamos este, pois que este seja o grande congresso de turismo que se realize em Portugal”, sugeriu.
A sessão de encerramento contou também com a participação do ministro da Agricultura, António Serrano, que defendeu que “não pode haver desenvolvimento turístico sem uma parceria estratégica com a agricultura”.
“A ligação entre o potencial agrícola do país e a promoção turística não pode ser descorada”, defendeu António Serrano, sublinhando que “todas as atividades complementares” ao trabalho do agricultor, como o turismo rural, o enoturismo e a gastronomia, “são fontes de atracão turística”.
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José Capitão Pardal
| 09-fev-2010 in “DianaFM” |
| O professor universitário António Guerreiro foi nomeado presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
De acordo com a mesma fonte, o docente da Universidade de Évora exercia as funções de vogal no anterior conselho de administração da ULSNA.A nomeação de António Guerreiro, de 41 anos, surgiu na sequência do pedido de demissão, apresentado em novembro do ano passado, do antigo presidente do conselho de administração da ULSNA, Luís Ribeiro.
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Ao nomeado os meus votos pessoais de um frutuoso trabalho. |
José Capitão Pardal
| 26-Jan-2010 |
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O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo (ERT), António José Ceia da Silva, assegurou hoje que está disponível para se assumir como o promotor da Volta ao Alentejo em Bicicleta em 2011.
“A ERT está disponível para se assumir como patrocinador da Volta ao Alentejo em Bicicleta, arranjando os financiadores, os financiamentos comunitários para a componente da promoção e os sponsors”, disse.
A Associação de Municípios do Distrito de Évora (AMDE), entidade que organizava o evento iniciado em 1982, anunciou hoje que não vai haver “Alentejana” em 2010, devido a problemas financeiros, esperando que “seja possível reunir as condições indispensáveis ao regresso da corrida já em 2011 como desejam todos os entusiastas do ciclismo”.
O presidente da ETR do Alentejo confirmou a existência de contactos, recentes, da AMDE sobre a prova a realizar este ano, considerando que “não é com três meses de antecedência que se prepara uma iniciativa desta envergadura”.
“Nós temos que ter condições e tempo para analisar a promoção desta prova”, disse, reafirmando que a ERT está disponível para ser o promotor da Volta ao Alentejo em Bicicleta em 2011.
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José Capitão Pardal
Armando Alves é um dos expoentes máximos da pintura e da escultura portuguesa dos nossos tempos.
Estremocense dos “sete costados” nunca deixou de estar ligado à terra que o viu nascer e marca presença assídua no quotidiano da vida de Estremoz.
A justa atribuição a Armando Alves de mais um prestigiado prémio leva-me a transcrever do blog do Professor Hernâni Matos ESTREMOZ – Exposições no Centro Cultural a oportuna notícia sobre o pintor e escultor estremocense, que consta do jornal “Brados do Alentejo” nº 726, de 20091210.
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PRÉMIO DE ARTES 2009 ARMANDO ALVES DISTINGUIDO PELO CASINO DA PÓVOA
João Jaleca in Brados do Alentejo (nº 726 – 10.12.2009)
http://bradosdoalentejo.com.pt
O pintor Armando Alves foi o distinguido pela quarta edição do “Prémio de Artes Casino da Póvoa”.
O júri justifica a distinção “como reconhecimento pelo seu alto contributo para a Arte e a Cultura em Portugal”.
A atribuição do prémio, no valor de 30 mil euros, foi divulgada dia 11 de Novembro e a entrega vai realizar-se em cerimónia solene no Casino da Póvoa, pelas 21 horas de dia 18 de Dezembro.
Para além do prémio monetário a distinção envolve, ainda, a aquisição de uma obra ao artista plástico estremocense, no caso uma escultura, sem título, que vai integrar a colecção de arte do Casino da Póvoa, e a publicação de uma monografia.
Armando Alves junta-se, assim, ao pintor Nikias Skapinakis vencedor da primeira edição (em 2006) do Prémio de Artes Casino da Póvoa; ao escultor Alberto Carneiro (2007) e ao pintor Júlio Resende (2008).
Armando Alves nasceu em Estremoz em 1935.
Ainda na escola da cidade natal é incentivado por um professor, atento ao seu jeito e vontade para o desenho e modelação, para seguir os estudos na área das Belas Artes.
Seguindo o ‘conselho’ fez o Curso de Preparação às Belas-Artes da Escola António Arroio em Lisboa e rumou ao norte para o Curso de Pintura da Escola de Belas-Artes do Porto, que concluiu com a máxima classificação.
Foi docente desta Escola entre 1962 e 1973.
Juntamente com os artistas Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro e José Rodrigues, formou o grupo “Os Quatro Vintes” em 1968 (alusão à nota de classificação do Curso).
A sua apetência para o design leva-o a desenvolver importante actividade na área das Artes Gráficas, contribuindo para a sua renovação e valorização.
A sua obra tem sido exposta em Portugal e no estrangeiro, estando representada em várias colecções particulares e públicas.
Na sua produção artística sobressai a pintura mas Armando Alves tem feito também incursões por outras vertentes da Arte, nomeadamente, pela escultura e ilustração.
De sua autoria podem ser vistos em espaços públicos a tapeçaria da sala de audiências do Tribunal de Estremoz; o monumento à artesã Tapeteira, em Arraiolos; uma escultura no jardim da Escola Superior de Enfermagem de Beja ou o vitral no edifício da Tabaqueira em Lisboa, entre muitos outros.
Recebeu vários prémios e distinções. O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, entregou-lhe em 2006 durante a cerimónia comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas [na Alfândega do Porto] a insígnia de do grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito com que o agraciou.
Radicado no norte [Matosinhos] continua a ter casa e atelier em Estremoz onde se desloca e trabalha com frequência.
Também em 2006 [Outubro] a Câmara Municipal de Estremoz atribuiu-lhe a ‘Medalha de Ouro da Cidade’.
A Câmara Municipal do Porto agraciou Armando Alves em 1988 com a Medalha de Mérito – Grau Ouro e, no ano passado, o Círculo de Cultura Teatral / Teatro Experimental do Porto consagrou-o seu Sócio Honorário.
Uma mostra da obra de Armando Alves – 17 Desenhos, dez dos quais num políptico; duas Tapeçarias; dois Objectos [escultura] e 40 Pinturas – pode ser (re)visitada até 30 de Janeiro próximo, na Galeria Valbom (Avenida Conde Valbom, 89-A) em Lisboa, numa exposição inaugurada dia 14 de Novembro.
Sobre a obra de Armando Alves dos últimos 30 anos diz Bernardo Pinto de Almeida, a dado passo do texto que abre o catálogo da exposição – «tem sido a forma de aprender e de comunicar uma sábia e sóbria disciplina de pintar, que se foi tornando cada vez mais capaz de essencializar e de conter os gestos da pintura numa espacialização das cores, dos gestos, das matérias de que se faz a pintura.», e, mais adiante, «estas pinturas são, antes de tudo, retratos de paisagens» a revelarem «quer uma terra em fogo, feita de clarões que explodem num delírio de cores e de formas sugeridas, como a de certas descrições de Alves Redol, quer uma outra, quase adormecida, sossegada e lenta, embalada pelo vento do final da tarde, que faz ondular brevemente as espigas doiradas».
E Bernardo Pinto de Almeida remata «uma a uma, cada uma dessas expressões vão desfilando em silêncio, diante de nós, que aprendemos lentamente a reconhecê-las, humanizadas por esse traço inconfundível do artista (…)».
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José Capitão Pardal
Pelo significado e pelo impacto futuro que, certamente, terá para o Alentejo e para os alentejanos, tomo a liberdade de transcrever sem mais comentários, a notícia inserta no RTP online de hoje, sobre o anúncio do vencedor do concurso, para a construção da ligação entre Poceirão e o Caia, em Alta Velocidade.
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por RTP actualizado às 15:53 – 12 Dezembro ‘09
O primeiro-ministro defendeu que este é “justamente o momento” para que o projecto da Alta Velocidade passe do “papel” para o “terreno”, sobretudo na actual situação de crise. Nuno Veiga, Lusa

O primeiro-ministro José Sócrates anunciou em Évora que o consórcio liderado pela Brisa e pela Soares da Costa venceu o concurso para a construção do primeiro troço do TGV, na ligação entre o Poceirão e Caia. A obra arranca no próximo ano e deve estar concluída em 2013.
São 165 quilómetros de linha entre o Poceirão e a fronteira do Caia num investimento de 1359 milhões de euros. No projecto está ainda prevista a exploração da estação de Évora.
O agrupamento ELOS – Ligações de Alta Velocidade foi o vencedor da adjudicação. O anúncio oficial do construtor está feito, faltando agora assinar o contrato, o que apenas deverá acontecer depois de o decreto de lei com as bases da concessão ser promulgado pelo Presidente da República e haver ainda luz verde do Tribunal de Contas.
O primeiro-ministro defendeu que, após “todos os estudos feitos”, este é “justamente o momento” para que o projecto da Alta Velocidade passe do “papel” para o “terreno”, sobretudo na actual situação de crise.
“A crise é mais uma razão para o fazermos. É neste momento que o país precisa de investimento, de oportunidades de emprego. Há muita gente à procura de emprego e muitas empresas à espera desta oportunidade”, defendeu José Sócrates, acrescentando que a alta velocidade vai permitir criar “milhares” de postos de trabalho.
“Este é justamente o momento” porque o país “precisa de investimento”, sublinhou o primeiro-ministro.
António Mendonça também vê TGV como resposta à crise
O ministro das Obras Públicas fez eco das palavras do primeiro-ministro sublinhando também ele que o investimento no TGV funciona como “resposta à crise”, para criar “condições muito importantes” para o desenvolvimento económico do país e para a competitividade das empresas.
“Eu acho que o TGV é precisamente a resposta à crise, porque temos de separar aquela crise que é a manifestação da crise internacional, das dificuldades mais amplas, que são de natureza estrutural e que têm a ver com a perda de competitividade do país”, defendeu António Mendonça.
Projecto de alta velocidade em Portugal com três linhas.
A proposta final do consórcio Elos – Ligações de Alta Velocidade, liderado pela Brisa e pela Soares da Costa, aponta para um valor de construção de 1359 milhões de euros, 2,6 por cento mais elevada face aos 1324 milhões da proposta inicial, de acordo com dados disponibilizados em Junho passado pela RAVE – Rede Ferroviária de Alta Velocidade.
A proposta deste grupo – que integra a Iridium Concesiones de Infraestructuras, do grupo espanhol ACS, Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagope, a norte-americana Babcock & Brown Limited, o BCP e a CGD – contempla um custo anual de manutenção de 12,2 milhões de euros, igualmente superior aos 11,6 milhões iniciais.
O concurso define a atribuição da concessão do projecto, construção e financiamento, manutenção e disponibilização, por 40 anos, das infra-estruturas ferroviárias que integram os 170 quilómetros do troço Poceirão-Caia, compreendendo também a exploração da estação de Évora.
O projecto de alta velocidade em Portugal vai ter três linhas, pelo que falta agora os projectos para a construção da linha Porto-Lisboa e Porto-Vigo.
A ligação a Norte de Espanha tinha conclusão prevista para 2013 mas foi adiada para 2015.
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José Capitão Pardal
Sem comentários aqui vos deixo a notícia inserta no jornal extremenho “El Periódico” Online de 20091112.
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Veinte compañías y sociedades trabajan ya en las nuevas instalaciones de la antigua Escuela de ITI, en Badajoz.
Vara explica que servirá para crear empleo en nuevos sectores económicos con futuro, y que pedirá resultados.

12/11/2009 F. LEON
Foto:S. GARCIA
Las empresas de la región que desarrollen líneas de investigación en innovación y desarrollo ya disponen de una infraestructura que ofrece equipamiento, asesoramiento y acceso a otros recursos para hacer que sus productos y sus servicios sean más competitivos en el mercado. Ello es posible con la puesta en la marcha del Parque Científico Tecnológico de Extremadura (PCTEx), cuya sede provisional en Badajoz inauguró ayer el presidente de la Junta, Guillermo Fernández Vara, con el rector de la Uex, Francisco Duque, y el alcalde de Badajoz, Miguel Celdrán, entre otras autoridades y más de un centenar de invitados del mundo empresarial y la universidad.
Una veintena de empresas se encuentran ya ubicadas en el PCTEx, que se ubica en el edificio rehabilitado de la antigua Escuela de Ingenieros Industriales, en Huerta Rosales. Un equipo de siete personas, dirigido por Antonio Verde –director general–, lleva meses trabajando con las sociedades y entidades dedicas al desarrollo de procesos de i+D+I, radicadas en este nuevo espacio, con el fin de lograr que la transferencia de conocimiento y resultados de la investigación sean efectivas y lleguen al mercado.
NUEVA ECONOMIA El PCTEx nace también con el objetivo de apoyar la creación de nuevas empresas innovadoras y promover una cultura de la innovación tecnológica y la gestión del conocimiento que fomenten el conocimiento mutuo y la colaboración entre investigadores y empresas. Además de contribuir al desarrollo de una nueva economía con futuro en la región.
El parque, lejos de nacer con un planteamiento generalista, presta atención a sectores empresariales que le permitirán adquirir una identidad y ligarlo a un mercado potencial claramente diferenciado.
Nace el PCTEx con la idea de potenciar la creación de sinergias entre las entidades presentes en él. Esos sectores son los de energías renovables, biomedicina, tecnología de la información y la comunicación, agroalimentación, gestión de recursos naturales y servicios avanzados a la empresa.
TRES AREAS Antonio Verde los aglutinó en tres áreas: energía (renovables), suelo (campo e industria agroalimentaria) y personas (tecnología, cultura, ocio y turismo), trabajando todos ellos con “tejido, talento y capital”, dijo.
Se trata, como señaló el director general del PCTEx, de un único parque con dos sedes, en Cáceres y Badajoz, para las que se prevé una inversión de 12 millones de euros, con la construcción de sendos edificios de 4.000 metros cuadrados en los campus de ambas ciudades, con una superficie total de 22 hectáreas.
Guillermo Fernández Vara apuntó en su intervención, que en un futuro se podría pensar en ampliarlo a Mérida y Plasencia. En Badajoz, el centro que se construye en el campus estará ligado a la futura plataforma logística; y el de Cáceres, a la Sociedad de la Salud.
El presidente extremeño respondió a la hipotética pregunta de una persona que pase por el parque y pregunte qué es: se trata de un medio “para que su hijo pueda tener trabajo en un sector con futuro, que no tiene que ver con el de su abuelo ni el de su padre”. Y añadió que es “más camino, que morada, para conseguir aquello por lo que llevamos años luchando; que lo que se invente, sirva para crear trabajo para esos hijos”. Y recordó que el PCTEx es posible gracias a la trabajo “de mucha gente durante 30 años”.
También señaló que la lista de las empresas radicadas en el parque no es “baladí, pues no existían hace diez años; son las empresas de la nueva Extremadura”. Y dado que la Junta ha aportado dinero público, Vara se dirigió a Antonio Verde para decirle que este proyecto ha generado muchas expectativas que no se pueden defraudar, y que exigirá resultados, reto que recogió el director del PCTEx.
Duque trasladó el mérito de haber sacado el proyecto adelante al vicerrector de Investigación, como “verdadero líder” del mismo, y valoró que el parque viene a llenar un vacío, pues no es “fácil la transferencia del conocimiento para dar un servicio y pasar al sector productivo”, así como que orientará a los nuevos sectores en esa línea de innovación.
El parque de ITI funcionará durante dos o tres años, hasta que se abra el nuevo edificio en el campus, sin que por el momento se sepa si se mantendrá la actual sede o no, señaló el director de desarrollo de negocios, Francisco Pizarro. Este, como Verde, valoró las sinergias que se pueden y se deben crear en el PCTEx entre las empresas colaboradoras, que podrán aprovechar los servicios especializados del parque, pero también intercambiar los conocimientos de cada una de ellas.
Así, el Ministerio de Ciencia e Innovación ha concedido 7,5 millones de euros para atender los cuatro proyectos presentados por el PCTEx, asumidos al 100%, según Pizarro. Estos incluyen la construcción de dos edificios en Badajoz –Cetiex, de energías renovables; y un edificio de empresas–, así como un plan de viabilidad de I+D+i de la empresa jamonera Herlusa, y la construcción de una bioincubadora.
En cuanto a la accesibilidad del parque, Pizarro afirmó que desde 10 euros el metro cuadrado, cualquier empresa puede tener un sitio en el mismo con derechos a todos sus servicios avanzados, siempre que se dedique a uno de los sectores para los que se ha creado.
Asimismo, las empresas pueden instalarse en el PCTEx mediante adscripción, como residentes en el mismo o con su propio edificio construido en suelo cedido con derecho de uso por 50 años.
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José Capitão Pardal
O Professor José Carlos das Dores Zorrinho é o novo Secretário de Estado da Energia e da Inovação do novo Governo de José Socrates.

O Professor Carlos Zorrinho é Licenciado em Gestão e Professor Catedrático da Universidade de Évora, Deputado e Dirigente Nacional do Partido Socialista, tendo exercido o cargo de Coordenador do Plano Tecnológico, na última legislatura.
Ao novo Secretário de Estado os meus parabéns e muita sorte para o desempenho do cargo para que foi designado.
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Sócrates apresenta novos Secretários de Estado
O primeiro-ministro José Sócrates propôs hoje ao Presidente da República, Cavaco Silva, uma lista de 37 Secretários de Estado para o XVIII Governo Constitucional.
20:42 Quarta-feira, 28 de Out de 2009
Numa nota enviada à comunicação social, a assessoria de imprensa do gabinete do primeiro-ministro revela a proposta enviada hoje ao Presidente da República, Cavaco Silva, para a nomeação de 37 Secretários de Estado para o XVIII Governo Constitucional.
Há 17 novos Secretários de Estado, 16 permanecem no cargo, cinco mudam de pasta.
Foram criadas também duas novas Secretarias de Estado.
NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
O Senhor Primeiro-ministro propôs hoje a S. Exa. o Presidente da República a nomeação dos seguintes Secretários de Estado do XVIII Governo Constitucional:
- Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Dr. José Manuel Gouveia Almeida Ribeiro
- Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Prof. João Titterington Gomes Cravinho
- Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Mestre Pedro Manuel Carqueijeiro Lourtie
- Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Dr. António Fernandes da Silva Braga
- Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, Mestre Emanuel Augusto dos Santos
- Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Mestre Carlos Manuel Costa Pina
- Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Prof. Dr. Sérgio Trigo Tavares Vasques
- Secretário de Estado da Administração Pública, Mestre Gonçalo André Castilho dos Santos
- Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Dr. Laurentino José Monteiro Castro Dias
- Secretária de Estado da Modernização Administrativa, Profª. Drª. Maria Manuel Leitão Marques
- Secretário Estado da Administração Local, Dr. José Adelmo Gouveia Bordalo Junqueiro
- Secretária de Estado da Igualdade, Drª. Elza Maria Henriques Deus Pais
- Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Dr. Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcellos
- Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Dr. José Manuel Vieira Conde Rodrigues
- Secretário de Estado da Administração Interna, Drª. Maria Dalila Correia Araújo Teixeira
- Secretário de Estado da Protecção Civil, Dr. Vasco Seixas Duarte Franco
- Secretário de Estado da Justiça, Dr. João José Garcia Correia
- Secretário de Estado da Justiça e da Modernização Judiciária, Dr. José Manuel Santos de Magalhães
- Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento, Mestre Fernando Medina Maciel Almeida Correia
- Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Dr. Fernando Pereira Serrasqueiro
- Secretário de Estado do Turismo, Dr. Bernardo Luís Amador Trindade
- Secretário de Estado da Energia e da Inovação, Prof. Doutor José Carlos das Dores Zorrinho
- Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Eng. Rui Pedro de Sousa Barreiro
- Secretário de Estado das Pescas e Agricultura, Dr. Luís Medeiros Vieira
- Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Dr. Paulo Jorge Oliveira Ribeiro de Campos
- Secretário de Estado dos Transportes, Dr. Carlos Henrique Graça Correia da Fonseca
- Secretário de Estado do Ambiente, Prof. Doutor Humberto Delgado Ubach Chaves Rosa
- Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Dra. Fernanda Maria Rosa do Carmo Julião
- Secretário de Estado da Segurança Social, Mestre Pedro Manuel Dias de Jesus Marques
- Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Mestre Valter Victorino Lemos
- Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Maria Marques Salvador Serrão de Menezes Moniz
- Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Dr. Manuel Francisco Pizarro Sampaio e Castro
- Secretário de Estado da Saúde, Dr. Óscar Manuel de Oliveira Gaspar
- Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva
- Secretário de Estado da Educação, Dr. João José Trocado da Mata
- Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Doutor Manuel Frederico Tojal de Valsassina Heitor
- Secretário de Estado da Cultura, Dr. Elísio Costa Santos Summavielle
Lisboa, 28 de Outubro de 2009.
A Assessoria de Imprensa
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José Capitão Pardal
De acordo com o jornal Expresso online de hoje (20091022), o alentejano de Beringel, Professor António Serrano, é o novo Ministro da Agricultura
Parabéns ao novo Ministro e à cidade de Évora, onde reside e trabalha, e toda a sorte do mundo para a tarefa que tem pela frente.
José Capitão Pardal
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18:27 Quinta-feira, 22 de Out de 2009
Última actualização há 8 minutos
Perfil do novo Ministro da Agricultura
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José Capitão Pardal
A iniciativa do lançamento das cidades fortificadas a Património Mundial, que no que se refere à cidade de Estremoz, foi em tempo oportuno efectuada pelo seu Presidente da Câmara, José Alberto Fateixa e está na ordem do dia, conforme podemos verificar desta pequena notícia no “Portugal Digital” de 20090831.

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Cidades fortificadas da fronteira luso-espanhola, nomeadamente Elvas, Valença, Estremoz e Mação, em Portugal, e Ciudad Rodrigo, Olivença e Badajoz (Espanha), são candidatas a Património Mundial.
Almeida – A Câmara (Prefeitura) Municipal de Almeida, cidade na região centro de Portugal, anunciou, domingo, que entregou este mês, o dossier de candidatura a Património Mundial.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, António Baptista Ribeiro, a candidatura faz parte de um processo que envolve outras cidades fortificadas da fronteira luso-espanhola, nomeadamente Elvas, Valença, Estremoz e Mação, em Portugal, e Ciudad Rodrigo, Olivença e Badajoz (Espanha).
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José Capitão Pardal
Este texto do Analísta Económico, António Perez Metelo ilustra de forma muito simples a evolução da economia portuguesa nos últimos anos, as insuficiências de partida, dificuldades, êxitos e a correcta estratégia seguida pelo governo nas várias fases porque passou, pelo que recomendo a sua leitura de forma muito atenta e séria, despida de qualquer sectarismo idiológico.
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por ANTÓNIO PEREZ METELO
Portugal teve de arrostar com três anos de aperto orçamental, com dívidas em excesso de empresas, famílias e Estado, com uma espiral dos preços da energia e com um mercado global mais aberto e mais agressivo.
Mesmo assim, soube levantar a cabeça até que a crise económica mundial lhe caiu em cima.
Passados quatro anos e meio, tudo parece ter de começar de novo.
Pôr as contas públicas em ordem, reduzindo fortemente o défice do Estado e procurar que a economia cresça pelo menos 3%, são dois objectivos à partida contraditórios.
Cobrar mais impostos e reduzir despesas equivale a travar o crescimento económico em várias décimas de ponto percentual ao ano. Mas foi mesmo isto que o Governo de José Sócrates se propôs fazer, como os corredores de rallies, que carregam no acelerador e no travão com o mesmo pé.
E, puxada pelas exportações, a economia portuguesa lá foi crescendo sempre mais até fins de 2007 (ainda que menos do que a média da Zona Euro): 0,9%, em 2005; 1,3%, em 2006; 1,9%, em 2007 (ver gráficos).
A estratégia de Manuel Pinho baseou-se para tanto na diversificação de parceiros comerciais fora da Europa (Angola, Magrebe, países do Golfo, Rússia, Singapura, China, Venezuela), no Plano Tecnológico e na aposta nas energias renováveis.
A Galp realizou avultados investimentos, que lhe garantiram importantes reservas estratégicas de petróleo em Angola e no Brasil.
No comércio externo, a concentração dos destinos das exportações na União Europeia (UE) atenuou-se (80%, em 2005; 76%, em 2008) e as trocas com os países emergentes multiplicaram-se por três, e mesmo por quatro, em certos casos.
Conjugando a diplomacia económica com o Plano Tecnológico, a balança de Portugal tornou-se superavitária no conteúdo tecnológico das suas trocas externas: -286 milhões de euros em 2005; -31 milhões em 2006; +67 milhões em 2007 e + 42 milhões em 2008, já em plena crise.
As empresas apostaram em força na informática e nas telecomunicações, os serviços de alto valor acrescentado assumiram um peso inédito na balança comercial do País, mas ainda não conseguem anular totalmente o défice comercial dos bens transaccionados.
Resultado: o País confronta-se com um persistente défice comercial à volta dos 8% do PIB, no qual avulta o défice energético.
Por esse facto e pela estratégia europeia contra a mudança climática, deu-se um investimento concentrado nas energias limpas da água, do vento e do sol a uma velocidade que já serve de estudo de caso lá fora.
Falta complementar tudo com um programa nacional para a eficiência energética nas empresas industriais e agrícolas, nos serviços, nos transportes e nas habitações, que só agora está a dar os primeiros passos.
Em qualquer caso, tanto a subida de valor dos bens e serviços nacionais exportados, como a restruturação de milhares de PME, habilitando-as a competir com êxito em novos mercados mais exigentes, estava longe de estar completada quando a economia mundial veio abaixo.
Em 2008, com aceleração no seu 2º. semestre, desaba sobre a economia portuguesa a crise económica global, a mais grave dos últimos 80 anos. As trocas externas caem mais de 20%, desaba o investimento privado, retrai-se o consumo das famílias. E os ganhos que o crescimento progressivo do PIB tinha permitido alcançar em termos sociais, em meados de 2008 (+133 700 postos de trabalho criados e redução para 409 900 do número de desempregados, o valor mais baixo na legislatura), ruíram como um baralho de cartas: em um escasso ano, foram destruídos 151 900 postos de trabalho e o número de trabalhadores à procura de emprego escalou para 507 700.
Com a onda de choque da crise importada da América, mudou a estratégia do Governo.
A prioridade passou a ser estabilizar a banca; reactivar as actividades de crédito às empresa e às famílias; garantir apoios às empresas em dificuldades e ao emprego nelas; lançar obras públicas em infra-estruturas e construções no sector social e criar novos apoios ao rendimento diminuído dos desempregados e suas famílias.
Nisto, o governo Sócrates seguiu a cartilha posta em prática na América de Obama e na maioria dos países europeus. À custa de novo empolamento do défice e da dívida públicos.
Assim, chegados ao fim da legislatura, parece que tudo foi em vão, que tudo voltou ao princípio. Mas essa é uma leitura superficial: o crescimento positivo de +0,3% do PIB, já no 2.º trimestre deste ano, anuncia um tecido empresarial mais capaz de lutar com êxito pela saída desta crise.
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José Capitão Pardal