MOTIVAÇÃO PARA ESTA PÁGINA

Esta página pessoal não tem uma pretenção especial, mas tão só dar-me a conhecer e intervir em sociedade.

Intervir e divulgar: a minha forma de pensar (política inclusive), o meu percurso pessoal, as minhas viagens, notícias, factos, imagens e textos (meus ou de terceiros) que considere relevantes e tudo o mais, que achar conveniente.

 

A Frase

Na escrita há os que escrevem aquilo que pensam e os outros, que pensam aquilo que escrevem..., pensando muitas vezes o oposto!...

José Capitão Pardal

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Sex, 26/03/2010

Mais um do (nomeadamente de , Borba e ) de reconhecido êxito.

Deixo-vos este artigo do jornal “Sol” e da jornalista Sónia Balasteiro

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a_ameixas

Conceição não parava um segundo.

Não podia parar.

No Verão passado os frutos amadureceram duas semanas antes do previsto e era preciso dar vazão aos quilos de ameixas que os fornecedores lhe entregavam, em duas remessas, todos os dias.

A culpa, explicava, era das temperaturas elevadas que varreram o em poucos dias.

Por isso, nem nem nenhum dos seus seis trabalhadores – três mulheres, três rapazes – tinham tempo a perder.

Conseguiu estacionar sem problemas a carrinha de caixa fechada à porta da pequena fábrica ‘escondida’ na velha, privilégio da destreza do hábito.

Abriu as portas da carrinha e chamou um dos rapazes para o ajudar a descarregar as 13 caixas de ameixas verdes.

Um pouco mais maduras e tornavam -se impossíveis de ser ‘as’ Ameixas de .

«O método que utilizamos é exactamente o mesmo há 90 anos», garantia , por entre a azáfama da cozedura das ameixas, num pátio cheio de panelas de cobre, água quente, açúcar. «Seis mil quilos por ano de açúcar, 10 a 11 mil quilos de ameixas», especifica.

Números que o tornam o maior produtor da Ameixa de do .

As trabalhadoras suavam, frente aos fogões onde as ameixas cozem em água – primeira fase; depois tiram-nas para fora, para repousar, em alguidares de plástico.

Noémia Miranda, a encarregada de 34 anos, lenço na cabeça, é a única que aqui trabalha todo o ano.

E há mais tempo que . «Já trabalhava para os pais dele», conta. «Comecei aos treze».

Trabalho duro este, com as temperaturas elevadíssimas, o peso dos alguidares de ameixas, a cadência mecânica dos gestos a acontecer no momento exacto em que têm que acontecer.

Ao lado, fica um dos armazéns, onde as ameixas aguardam o primeiro ponto; outras o segundo.

«É que, nisto, não há segredo nenhum», simplifica o produtor, «a não ser o facto de tudo isto ser feito exactamente como no primeiro dia, completamente à mão». E ia apontando: «Estas têm só cozedura; aquelas já têm o primeiro ponto».

Por dia, são produzidos 1.200 quilos de ameixas. Saem daqui para todo o refere o grupo Nabeiro e as Pousadas de como exemplos de cadeias suas clientes – e para o exterior: Inglaterra, Estados Unidos da América…

Queixa-se da falta de apoios por parte da de , de reconhecimento dos 90 anos da casa: nasceu em 1919, pelas mãos de Candeias, padrinho do pai de ; em 1970 passava para a sua família e, em 1999, tinha então 40 anos, Conceição tomava-lhe conta dos desígnios: «Era director de um banco, na altura.

Larguei tudo. E, sim, vale a pena.

Só o facto de o meu pai saber que isto não vai acabar enche-me de uma alegria imensa».

E, como dizem por aí, quem corre por gosto não cansa.

Silveirinha Conceição

Rua Martim Mendes, 17 A

Tel. 268 628 364

sonia.balasteiro@sol.pt

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José Capitão Pardal

Mais uma vez está de parabéns pela iniciativa « – Castelo de Paz», onde o Presépio é constituido por figuras com os rostos de habitantes da vila, que irá decorrer e poderá ser visto até 6 de Janeiro de 2010.

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Foto do Presépio 2008 ( Pardal)

A quarta edição do evento « – Castelo de Paz» vai decorrer até 6 de Janeiro.

Neste âmbito vai ser possível visitar grandes símbolos do da vila .

Café | segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

O presépio de rua de tem figuras em tamanho real construídas na vila .

Este ano as imagens têm a face dos habitantes, construídas em fibra de vidro.

A inauguração do presépio, no dia 19 de Dezembro, marcou também o arranque da quarta edição do evento « – Castelo de Paz».

Segundo a organização, a dos Amigos do Castelo de Évora Monte (LACE), « este ano há a possibilidade de visitar alguns dos maiores símbolos do local, como a Casa da Convenção, Torre/Paço, Ermida da Misericórdia e Igreja de Nª. Sra. da Conceição ( )».

Alguns destes monumentos estão normalmente interditos ao noutras épocas do ano.

A organização vai promover, até 6 de Janeiro, visitas guiadas aos sábados, domingos e feriados a partir das 16 horas.

A LACE conta com o apoio da Junta de Freguesia de e da de .

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José Capitão Pardal

Deambulando pelos meandros da deparei com este “post” inserto no “blog” Terras de Argila, datado de 20060803 e escrito por “alturas” da 29ª Feira de Artesanato, de Vila do Conde, sobre a D. Luísa da Conceição, nossa conhecida artista em “bonecos” de , que me cativou e emocionou sobremaneira ao ponto de aqui o deixar reproduzido.

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Foi por causa de um presépio que conhecemos a D. Luísa.

Artesã de , ceramista destemida, com 72 anos, que todos os anos está na Feira de Artesanato de Vila do Conde, entre outras, acompanhada sempre pelo seu marido e um filho.

Apreciadores de arte popular, eu e o , há muito que vínhamos namorando um presépio da D. Luísa. Eram muitas peças, o que tornava caro o conjunto e por isso íamos aguardando pela melhor altura para o comprar.


Eu já tinha uma Primavera, peça muito característica do imaginário de , que comprara numa viagem ao há muitos anos. Tenho uma grande estima por essa peça. As cores vivas já adquiriram uma “patine”e desbotaram um pouco, o que no entanto não lhe retira a beleza, muito pelo contrário.


Não éramos propriamente coleccionadores mas havia outras peças que gostávamos de adquirir: um Amor é Cego, uma Cantarinha Fidalga, uma N.sra do Ó, um S., entre tantas peças que nos cativavam.

 
A compra foi acompanhada de muita conversa e foi aí que a D. Luísa desfiou algumas histórias, a sua própria história e a das suas peças.

Mas foi então a compra do presépio que nos fez estreitar o conhecimento com a D. Luísa.

No espaço de exposição havia outros barristas de , mas as peças desta ceramista destacaram-se logo pelos pormenores e entre eles pelos pequenos rostos mais sorridentes e coradinhos.

Mais tarde fizemos a associação dos rostos dos bonecos com o rosto da artista – eram tal e qual. Eram diferentes e preferimo-las.

 
O pai chamava-se Mariano Conceição e por volta de 1932 já modelava as figuras de . O seu maior empenho era fazer ressurgir peças antigas que estavam a ficar esquecidas. A esposa ajudava-o na parte de pintura das peças e Luísa, só com seis anos, começou a dar os primeiros passos ajudando a pintar os pormenores.


Quando o pai faleceu, a mulher continuou-o na modelagem de peças e Luísa manteve-se na pintura.


Por volta dos quarenta anos e já lá vão trinta, resolveu começar a modelar ela as figuras. A partir daí também o seu objectivo se tornou criar imagens tradicionais caídas em desuso e outras da sua autoria, mas sempre inspiradas em pesquisas que faz.

A D. Luísa sabe as origens mais antigas de todas as figurinhas de .

De acordo com a artesã o tema mais forte do artesanato de é o trabalho: os pastores, as ceifeiras, azeitoneiras e outras profissões. O sagrado está também representado, com referências ao S. , à Nª Srª e ao Presépio.

Depois há figuras muito bonitas e características fora desses temas que são: a Primavera, bailarina que representa o quando está florido; o Amor é Cego que representa o amor com decoração inspirada no ; há os negrinhos de influência também brasileira e as Cantarinhas, com decorações muito coloridas.

 
O presépio cá está em casa há bastantes anos já, sempre posto na mesa junto à entrada, simbolizando a paz e celebrando a .
 

Quanto à D. Luísa é sempre um prazer revê-la e às suas peças no ritual da visita anual à feira de Vila do Conde.

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Bem haja D. Luisa da Conceição e muitos anos de para continuar o seu trabalho, em prol do artesanato de .


José Capitão Pardal

fateixa1Por ser do interesse geral, nomeadamente, para os moradores do Bairro de , tomo a liberdade de transcrever o artigo inserto no jornal “ de Notícias” de 20090818.

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 A de iniciou as de requalificação do baluarte de Nossa Senhora da Conceição e do meio baluarte de S. Pedro, disse hoje o presidente da autarquia, José .

A intervenção, segundo o autarca, decorre em dois espaços integrados na segunda linha de fortificação do castelo de , na de .

José indicou que esta intervenção deverá ficar concluída no final de Outubro deste ano.

De acordo com o autarca, a intervenção consiste no arranjo exterior do espaço, com movimentação de terras, execução de pavimentos, plantação de árvores, colocação de mobiliário e execução das redes de rega, drenagem e eléctrica.

Segundo o município de , o baluarte de Nossa Senhora da Conceição tem uma área de 1.800 metros quadrados e o meio baluarte de S. Pedro, também designado por Terreiro do Loureiro, ocupa uma área de cerca de 1.400 metros quadrados.

A autarquia pretende melhorar aqueles espaços, que estão degradados, e as árvores que existiam no local já foram retiradas, procedendo-se a novas plantações.

É proposto um percurso pedonal principal a acompanhar a muralha e para o qual convergem os restantes percursos.

Na sua periferia será criada uma de estacionamento, que inclui também lugares para pessoas de mobilidade reduzida.

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José Capitão Pardal