



O município raiano de Elvas já entregou o dossier de candidatura das fortificações militares da cidade a Património Mundial à Comissão Nacional da UNESCO, revelou a vereadora da autarquia Elsa Grilo.
“Estamos a aguardar os desenvolvimentos do processo. A partir de agora, a candidatura vai para as instâncias internacionais que terão de se pronunciar e, eventualmente, pedir elementos complementares como já aconteceu em processos semelhantes”, referiu a autarca.
O dossier de candidatura das fortificações de Elvas a Património Mundial, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), demorou três anos a preparar.
“Não havia nada em termos de documentação das fortificações e património militar da cidade, pelo que tivemos de fazer um estudo de base”, justificou Elsa Grilo.
Elvas integra uma candidatura transfronteiriça em série que envolve também os municípios de Estremoz, Marvão, Almeida e Valença. No entanto, e para já, a única cidade a entregar o dossier foi Elvas.
“A candidatura das fortificações de Elvas seria sempre a cabeça de série, uma vez que se trata de uma candidatura por ciclos. Os outros municípios avançaram mais tarde e, por isso, têm os processos mais atrasados, mas quando estiverem concluídos serão entregues para juntar ao de Elvas”, explicou a vereadora da Cultura.
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José Capitão Pardal
Aqui vos deixo a notícia inserta na Newsletter da “Turisver”, sobre as conclusões do 1º Congresso de Turismo do Alentejo, que decorreu durante os dias 26 e 27 do corrente, na cidade de Beja.
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Reunidos em Beja durante os dias 26 e 27, os participantes do 1º Congresso de Turismo do Alentejo aprovaram as seguintes conclusões finais que transcrevemos na íntegra.
Conclusões:
1.Este é um momento histórico de que os congressistas, na mesa e na plateia, são protagonistas: o primeiro congresso de turismo na região do Alentejo.
2.O congresso reflecte a tomada de consciência:
a.Que o Alentejo se apresenta, no início do século XXI, como um Destino emergente no panorama do turismo de Portugal, com peso crescente na economia e na vida social da região, sendo um factor importante de desenvolvimento regional;
b. Que o turismo pode (e deve) desempenhar um papel relevante na promoção da identidade do Alentejo, da sua cultura, das suas paisagens, do modo de vida das suas gentes…;
c.Que os agentes institucionais, os sectores empresariais, o tecido associativo, as comunidades locais alentejanas necessitam de discutir o tema do turismo em conjunto, pois só dessa discussão colectiva podem surgir novos caminhos para o desenvolvimento turístico desta região.
3.Mas o congresso reflecte também a ambição:
a. De afirmar um Destino e uma Marca forte a nível nacional, mas também internacional;
b. De identificar esse Destino com o território e com os seus valores, promovendo afinidades crescentes entre a região e os mercados turísticos;
c. De mobilizar todos os alentejanos e as suas instituições na afirmação do Destino, condição necessária para obter um desenvolvimento turístico mais sustentado e mais sustentável;
4.Esta ambição é fundamental para concretizar uma agenda de desenvolvimento turístico do Alentejo para os próximos anos, que assenta nas seguintes linhas de actuação principais:
1.A afirmação da notoriedade interna e externa do Destino “Alentejo”, alicerçado nos factores distintivos e autênticos que constituem a sua identidade.
A Toscânia mostra-nos que é possível inovar, modernizar e competir à escala internacional sem abdicar de valores, antes pelo contrário, colocando a identidade regional ao serviço do desenvolvimento sustentável do turismo.
2.O desenvolvimento e a consolidação de produtos turísticos à escala da região com o envolvimento colectivo dos agentes públicos e privados do turismo e sectores afins.
Por isso, está já a trabalhar-se na Grande Rota da Gastronomia e Vinhos do Alentejo, projecto que vai na linha do exemplo que nos trouxe La Rioja; na Grande Rota Alentejo – Património do Tempo; mas também na estruturação da Rota dos Mármores e do Turismo Industrial;
3. O aumento das competências de gestão do Destino, destacando-se a criação do Observatório de Turismo do Alentejo, que iniciará a sua actividade a partir de Maio, que é um bom exemplo do trabalho em rede entre a Entidade Regional de Turismo, as instituições de ensino superior e as associações empresariais;
4. A criação de uma rede de apoio ao investimento e à iniciativa turística, que estimule a captação de investimento adequado ao território e contribua para agilizar a concretização de projectos;
5.A gestão integrada da rede de postos de turismo do Alentejo pela ERT e Pólos, instrumento imprescindível à melhoria da qualidade do acolhimento do Destino;
6.Como plataforma de integração destas actuações, e respondendo aos novos paradigmas sociais e comerciais do turismo, criar uma Organização de Gestão do Destino (DMO), aproveitando a janela de oportunidade criada pelas novas tecnologias para agilizar a gestão da oferta desde a criação até à venda;
5.Para concretizar estas linhas de actuação, importa também capacitar as ERT e os Pólos para:
1. Uma intervenção consequente ao nível dos instrumentos de gestão territorial, em estreita articulação com as entidades sectoriais e territoriais competentes;
2. Uma participação efectiva no processo de licenciamento e classificação dos empreendimentos turísticos, o que só será possível pela atribuição de novas competências, por exemplo através do mecanismo legal da delegação;
3. Uma articulação estreita com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, na explicitação da componente turística das Estratégias de Eficiência Colectiva reconhecidas no Alentejo para dar coerência e organização às iniciativas de marketing territorial que estão a avançar na região;
4. Reivindicar, junto da administração central do turismo, o reforço do financiamento da actividade das ERT e dos Pólos, com base em critérios de mérito que reconheçam o trabalho realizado no melhoramento do produto e na promoção dos destinos regionais.
O Congresso verificou ainda com agrado que o PENT irá ser revisto, o que constituirá uma excelente oportunidade para este documento estratégico acolher a nova ambição prosseguida para o turismo alentejano, nomeadamente a inclusão do turismo de natureza como produto estratégico para o turismo no alentejo.
6.É nestes desafios globais que devemos concentrar a nossa atenção e os nossos esforços colectivos, agindo de forma estruturada e persistente para a obtenção de resultados concretos.
Para isso, contamos com um instrumento transversal e congregador do Turismo do Alentejo, o Plano Operacional de Turismo do Alentejo, 2010-2019.
Turisver – 30/03/2010
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José Capitão Pardal

Recomendando aos meus leitores uma visita à “Fiesta Cerezo em Flor” e à bonita zona de Valle del Jerte, no norte da Extremadura espanhola, que se realiza entre os finais do mês de Março e os primeiros dias do mês de Abril.
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05/03/2010 FAUSTINO MARTIN in EL PERIÓDICO EXTREMADURA
Conseguir que la fiesta del “Cerezo en Flor ” constituya un escaparate para toda la región”, es uno de los objetivos marcados por los asistentes a la reunión mantenida en la sede de la Sociedad para la Promoción y el Desarrollo del Valle del Jerte (Soprodevaje), entre cuyos participantes figuran: La Consejera de Cultura y Turismo, Leonor Flores, la Directora General de Turismo Manuela Holgado, el presidente del citado grupo de desarrollo, Victor Manuel López, el de la mancomunidad de municipios, Félix Díaz, el de la Asociación de Turismo Rural (Aturvajerte), Luis Morán, y los componentes de la directiva de Soprodevaje.
Además en el encuentro de trabajo, fueron abordados los principales retos que tiene planteados el Valle del Jerte, en lo que concierne al sector turístico.
En este sentido Soprodevaje señaló ayer en una nota remitida este diario, que para potenciar la fiesta del Cerezo en Flor , los asistentes a la reunión convinieron que “se deberá optimizar sustancialmente la logística y coordinación de este evento, de cara a mejorar y potenciar la imagen” del mismo.
Por otra parte fueron analizadas “diferentes propuestas”, encaminadas a romper la estacionalidad, mejorar las infraestructuras relacionadas con el turismo, “y potenciar la cultura en la zona”.
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José Capitão Pardal
Armando Alves é um dos expoentes máximos da pintura e da escultura portuguesa dos nossos tempos.
Estremocense dos “sete costados” nunca deixou de estar ligado à terra que o viu nascer e marca presença assídua no quotidiano da vida de Estremoz.
A justa atribuição a Armando Alves de mais um prestigiado prémio leva-me a transcrever do blog do Professor Hernâni Matos ESTREMOZ – Exposições no Centro Cultural a oportuna notícia sobre o pintor e escultor estremocense, que consta do jornal “Brados do Alentejo” nº 726, de 20091210.
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PRÉMIO DE ARTES 2009 ARMANDO ALVES DISTINGUIDO PELO CASINO DA PÓVOA
João Jaleca in Brados do Alentejo (nº 726 – 10.12.2009)
http://bradosdoalentejo.com.pt
O pintor Armando Alves foi o distinguido pela quarta edição do “Prémio de Artes Casino da Póvoa”.
O júri justifica a distinção “como reconhecimento pelo seu alto contributo para a Arte e a Cultura em Portugal”.
A atribuição do prémio, no valor de 30 mil euros, foi divulgada dia 11 de Novembro e a entrega vai realizar-se em cerimónia solene no Casino da Póvoa, pelas 21 horas de dia 18 de Dezembro.
Para além do prémio monetário a distinção envolve, ainda, a aquisição de uma obra ao artista plástico estremocense, no caso uma escultura, sem título, que vai integrar a colecção de arte do Casino da Póvoa, e a publicação de uma monografia.
Armando Alves junta-se, assim, ao pintor Nikias Skapinakis vencedor da primeira edição (em 2006) do Prémio de Artes Casino da Póvoa; ao escultor Alberto Carneiro (2007) e ao pintor Júlio Resende (2008).
Armando Alves nasceu em Estremoz em 1935.
Ainda na escola da cidade natal é incentivado por um professor, atento ao seu jeito e vontade para o desenho e modelação, para seguir os estudos na área das Belas Artes.
Seguindo o ‘conselho’ fez o Curso de Preparação às Belas-Artes da Escola António Arroio em Lisboa e rumou ao norte para o Curso de Pintura da Escola de Belas-Artes do Porto, que concluiu com a máxima classificação.
Foi docente desta Escola entre 1962 e 1973.
Juntamente com os artistas Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro e José Rodrigues, formou o grupo “Os Quatro Vintes” em 1968 (alusão à nota de classificação do Curso).
A sua apetência para o design leva-o a desenvolver importante actividade na área das Artes Gráficas, contribuindo para a sua renovação e valorização.
A sua obra tem sido exposta em Portugal e no estrangeiro, estando representada em várias colecções particulares e públicas.
Na sua produção artística sobressai a pintura mas Armando Alves tem feito também incursões por outras vertentes da Arte, nomeadamente, pela escultura e ilustração.
De sua autoria podem ser vistos em espaços públicos a tapeçaria da sala de audiências do Tribunal de Estremoz; o monumento à artesã Tapeteira, em Arraiolos; uma escultura no jardim da Escola Superior de Enfermagem de Beja ou o vitral no edifício da Tabaqueira em Lisboa, entre muitos outros.
Recebeu vários prémios e distinções. O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, entregou-lhe em 2006 durante a cerimónia comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas [na Alfândega do Porto] a insígnia de do grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito com que o agraciou.
Radicado no norte [Matosinhos] continua a ter casa e atelier em Estremoz onde se desloca e trabalha com frequência.
Também em 2006 [Outubro] a Câmara Municipal de Estremoz atribuiu-lhe a ‘Medalha de Ouro da Cidade’.
A Câmara Municipal do Porto agraciou Armando Alves em 1988 com a Medalha de Mérito – Grau Ouro e, no ano passado, o Círculo de Cultura Teatral / Teatro Experimental do Porto consagrou-o seu Sócio Honorário.
Uma mostra da obra de Armando Alves – 17 Desenhos, dez dos quais num políptico; duas Tapeçarias; dois Objectos [escultura] e 40 Pinturas – pode ser (re)visitada até 30 de Janeiro próximo, na Galeria Valbom (Avenida Conde Valbom, 89-A) em Lisboa, numa exposição inaugurada dia 14 de Novembro.
Sobre a obra de Armando Alves dos últimos 30 anos diz Bernardo Pinto de Almeida, a dado passo do texto que abre o catálogo da exposição – «tem sido a forma de aprender e de comunicar uma sábia e sóbria disciplina de pintar, que se foi tornando cada vez mais capaz de essencializar e de conter os gestos da pintura numa espacialização das cores, dos gestos, das matérias de que se faz a pintura.», e, mais adiante, «estas pinturas são, antes de tudo, retratos de paisagens» a revelarem «quer uma terra em fogo, feita de clarões que explodem num delírio de cores e de formas sugeridas, como a de certas descrições de Alves Redol, quer uma outra, quase adormecida, sossegada e lenta, embalada pelo vento do final da tarde, que faz ondular brevemente as espigas doiradas».
E Bernardo Pinto de Almeida remata «uma a uma, cada uma dessas expressões vão desfilando em silêncio, diante de nós, que aprendemos lentamente a reconhecê-las, humanizadas por esse traço inconfundível do artista (…)».
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José Capitão Pardal
Com um convite para que se desloquem a Estremoz, este fim de semana, aqui vos deixo a notícia inserta no jornal HARDMUSICA de hoje (20091030), sobre a Feira de Artes, Velharias e Antiguidades de Estremoz, a ENCONTARTES.
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EncontrArtes em Estremoz
O certame, que decorre até dia 01 de Novembro no parque de feiras e exposições de Estremoz, promovido pelo município, junta um vasto conjunto de actividades culturais e económicas, representativas da região e do país, assim como instituições da área da cultura.
Segundo a autarquia, “este é o único evento do género que se realiza no Alentejo”, e a edição deste ano conta com mais de 60 expositores, entre artistas plásticos e antiquários.
O certame, de acordo com a autarquia, pretende agregar no mesmo espaço a venda, mostra, compra e troca de antiguidades, livros antigos, coleccionismo e artes plásticas. No certame pode ser apreciada uma “Mostra Surrealista”, com obras de Carlos Godinho, Firmo Silva, Gustavo Fernandes, Luiz Morgadinho, Pedro Prata, Maria Pedro Olaia, Santiago Ribeiro e Victor Lages.
O evento, segundo o município, pretende aproximar a região do resto da Europa, em termos artísticos, tendo sido convidadas embaixadas europeias com representação em Portugal a participar na EncontrArtes, através da fotografia.
Segundo os organizadores, na denominada “Foto Europa”, está garantida a presença de trabalhos de fotógrafos da Bélgica, Croácia, Eslovénia, Estónia e Turquia.
Ainda no âmbito das artes plásticas, a Universidade de Évora, através do seu Departamento de Artes, vai também estar representada no certame com alguns trabalhos produzidos pelos melhores alunos finalistas do curso de artes plásticas, nomeadamente desenho, gravura, escultura e vídeo.
O certame pretende ser, segundo a autarquia, “um ponto de encontro entre associações, galeristas, artistas plásticos, coleccionadores, antiquários, alfarrabistas, críticos e outros agentes destas áreas”.
De acordo com a autarquia, a feira pretende ainda dinamizar um conjunto de sectores de actividade há muito ligados à região de Estremoz, os quais geram um movimento de pessoas e bens muito apreciável, nomeadamente na feira de antiguidades e velharias que decorre aos sábados na cidade.
(ES)
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José Capitão Pardal
Um dia destes ao navegar na Net, dei com este “post” do Frederico Lucas e por achar o seu conteúdo interessante, tomei a liberdade de o transcrever para conhecimento de todos os meus leitores.
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“O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas”.
W. G. Ward (via @andreiapinto)
Alguém sabe a morada do Plano Tecnológico?
Sempre que faço esta pergunta tenho o endereço web como resposta: http://www.planotecnologico.pt
Mas se em vez disso perguntar pelo Ministério da Educação, ninguém deixará de responder “5 de Outubro”!
E a diferença é simples: O Ministério da Educação é anterior à geração WEB. Já existia antes disso.
O Plano Tecnológico já nasceu no “nosso tempo”.
Tal como o Nespresso ou como a marca de impressoras Brother cuja sede ninguém imaginará a não ser o seu DNS.
Usei esta forma simples para demonstrar a enorme revolução que estamos a assistir de forma consensual.
E esta revolução marca toda a diferença no contexto territorial.
Hoje as organizações têm um endereço web e os seus colaboradores vivem onde mais lhes interessar.
São centenas de estórias que já escutei de instaladores residenciais de internet que andaram no sul e no norte do nosso país a instalar a internet em casas de grandes “carolas”, isto é, investigadores e empresários que operam virtualmente em Londres, Dubai ou Frankfurt conciliando essa actividade com a residência num país acolhedor e solarengo como é Portugal.
Aqui vivem, aqui educam os seus filhos, aqui pagam impostos, aqui consomem, aqui adquirem as suas casas.
Mas se recebermos destes um cartão de visita, teremos uma morada postal e um telefone do mercado onde operam. E um endereço web que é o “head-office” empresarial!
E porque motivo escolheram estes pioneiros da Economia DNS o nosso país para viver?
Seremos a primeira Aldeia Global? Serão a nossa história, a nossa cultura e a nossa tolerância, os condimentos territoriais de um mundo que caminha para a rede?
in Criar2009
Posted by Frederico Lucas at 6:35 PM
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José Capitão Pardal
Vai realizar-se em Outubro, na Holanda, o segundo encontro da Rede Europeia de Sítios de Paz, uma iniciativa que teve a sua origem na LACE – Liga dos Amigos do Castelo de Evoramonte, da qual é Presidente o Professor Eduardo Basso.

Sobre o assunto transcrevo uma notícia inserta no jornal “Correio do Minho”, de 20090827.
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A Rede Europeia de Sítios da Paz, que integra a histórica vila de Evoramonte, no concelho de Estremoz, vai promover o seu segundo encontro em Outubro, em Wageningen, na Holanda, disse hoje um responsável da iniciativa.
Eduardo Basso, da comissão instaladora da Rede, adiantou à agência Lusa que o encontro está marcado para a cidade holandesa onde, em 04 de Maio de 1945, foi assinada a capitulação alemã na 2ª Grande Guerra Mundial, data anualmente comemorada com um grande festival no qual participam mais de cem mil pessoas.
O primeiro encontro da Rede Europeia de Sítios da Paz decorreu em Evoramonte em Maio deste ano, no qual foi aprovada a constituição da Rede, o seu documento de princípios gerais, denominado ‘Declaração de Evoramonte’, e eleita a comissão instaladora.
O segundo encontro, de acordo com Eduardo Basso, que é também presidente da Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte (LACE), vai ser destinado à discussão e aprovação da missão da Rede, definição das condições para a integrar e a questões de organização interna e de financiamentos.
No encontro de Wageningen vai também ser discutida a futura organização formal da Rede.
Paralelamente a este segundo encontro vai decorrer um seminário para o qual estão a ser convidadas personalidades de ‘grande relevo’ da opinião pública dos países integrantes da actual comissão instaladora.
Eduardo Basso indicou ainda que, após o segundo encontro, está previsto um período destinado à formalização das adesões à Rede, cujo balanço será feito no terceiro encontro a realizar em Maio de 2010, na cidade croata de Zadar.
Por outro lado, disse, está elaborado o registo internacional da marca ‘Places of Peace’ (Sítios da Paz) e o respectivo logótipo, encontrando-se já disponível a página da Rede na Internet, em www.placesofpeace.eu, apenas em inglês, nesta primeira fase.
Várias organizações institucionais e também não governamentais de Portugal, Espanha, Alemanha, Holanda e Grécia, presentes no encontro de Maio em Evoramonte, decidiram avançar com a criação da Rede Europeia de Sítios da Paz.
A estrutura pretende congregar as cidades e sítios da Europa onde foram assinados relevantes tratados de Paz e as organizações europeias que inscrevam como sua actividade prioritária a defesa da Paz.
Em Evoramonte foi assinada em 26 de Maio de 1834 a Convenção de Evoramonte, que pôs termo à guerra civil de 1832-1834, travada entre absolutistas e liberais.
Segundo Eduardo Basso, partiu da Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte a ideia de constituir esta rede e de estabelecer contactos com outros sítios da Europa onde foram assinados ‘importantes’ tratados de Paz ou onde a actividade em prol de uma cultura para a Paz tem um papel relevante.
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José Capitão Pardal

Torre de Menagem
Apadrinhados pelos Ministros da Cultura e dos Negócios Estrangeiros os concelhos de Estremoz, Marvão, Almeida, Elvas e Valença iniciaram hoje o processo de candidatura das suas fortificações a Património da UNESCO
No final da cerimónia de entrega da declaração, Luís Amado considerou que o processo de candidatura está «a apartir de agora em aberto», admitindo que se trata de um «património riquíssimo que justifica o reconhecimento da UNESCO».
Do ponto de vista cultural, José António Pinto Ribeiro considerou que os fortes em causa serviram «para efeitos militares e para consolidar o território português», por esse motivo são «áreas de história e cultura portuguesa».
Os cinco municípios apresentaram a intenção de desenvolver o processo de candidatura a Património Mundial pelas suas fortificações abaluartadas de .fronteira entre Portugal e Espanha, com a tipologia de candidatura transfronteiriça em série .

Casco Antigo
Em declarações à agência Lusa, os presidentes das autarquias de Estremoz (José Alberto Fateixa) e Valença “concordaram que esta era uma forma de «valorização de uma fronteira histórica» e uma forma de «dar vida às regiões do interior», além de que serve para «reforçar» as ligações com Espanha”.
jornal Destak - 2009/05/21
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José Capitão Pardal

