


Pela actualidade e para reflexão dos meus leitores transcrevo este interessante artigo da autoria do Dr. Carlos Zorrinho
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Diário do Sul, Visto do Alentejo
2010/03/01
Desde há muito usada na linguagem sociológica e de comunicação e alinhada com outras expressões similares como actores sociais, económicos ou outros, a expressão “actores políticos” tem vindo a ganhar nos últimos tempos, por todo o mundo democrático e também em Portugal, um significado cada vez mais literal e menos figurativo.
A competição dos órgãos de comunicação social generalistas de televisão ou imprensa escrita pela conquista do grande público que lhe garante viabilidade económica é hoje desesperada.
Num tempo em que cada vez mais gente se torna autónoma da comunicação de massas e assume a escolha da informação por medida e de acordo com as suas necessidades e gostos, prender a atenção das grandes audiências é um desafio em que parece valer tudo, até mesmo “tirar olhos”, ou seja, manchar reputações por dá cá aquela capa ou aquela caixa.
Uma primeira etapa deste combate travou-se no plano das chamadas novelas da vida real, de que o “Big Brother” terá sido o mais marcante exemplo.
A questão é sempre a mesma.
Quando se quebra uma barreira torna-se difícil resistir à pressão para ir cada vez mais longe e para além da linha de fronteira do que parecia razoável e aceitável no ponto de partida.
Cada passo dado é primeiro uma novidade badalada e popular e depois, rapidamente, um “dejá vu” desinteressante e descartável clamando por alternativa.
No momento em que escrevo esta crónica muitos dos “actores políticos” em Portugal estão expostos perante a opinião pública em inquéritos e inquirições infindas e por vezes burlescas, mais focadas no espectáculo do que na prova ou na obtenção da verdade.
O Canal Parlamento é um sucesso de audiências e quem sabe, se assegurar alguns direitos de “exclusividade”, um dos maiores activos mediáticos sob gestão pública, suscitando em breve vorazes apetites de privatização.
A promoção exaustiva da exposição dos actores políticos é uma alternativa barata à investigação séria, à encenação ficcional e ao entretenimento distanciado da casa do poder, fundamental para deixar espaço ao exercício focado desse poder e permitir o seu escrutínio fundamentado.
Este súbito convocar dos políticos para serem actores de tempos mortos e dos “prime time” das televisões generalistas e dos jornais de grande circulação não é uma particularidade portuguesa.
Um pouco por todo o mundo este fenómeno está a acontecer.
Desde as fúrias de Gordon Brown às intimidades de Berlusconi e às patacoadas de Nicolas Fréche, passando pelos negócios do casal presidencial argentino ou aos problemas conjugais do Primeiro-ministro irlandês, tudo está nos guiões da actualidade, animando um jornalismo “voyeur” que por enquanto é barato, eficaz e cola milhões aos televisores ou às capas que fazem notícia.
Mas como tudo o que vive no território mediático esta moda vai passar depressa, deixando destroços fundos na credibilidade da democracia e seguindo para outros palcos.
Na próxima ronda outros serão os actores.
Não tenho dotes de adivinhação mas a história faz-me suspeitar que quem toca agora à porta dos actores de circunstância, verá mais cedo ou mais tarde a sua porta ser tocada para receber convocatória.
Espero que esta suspeita não se confirme.
O espectáculo deve ser trabalho de actores profissionais, que os temos, bons e desaproveitados.
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José Capitão Pardal
Por ter achado muito interessante o texto de Praveen Gupta sobre Inovação e Empreendedorismo achei que o deveria divulgar, no meu Blog, para que os meus leitores possam usufruir de conceitos, muitas vezes arredados da gestão dos nossos agentes económicos.
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Ao examinar a minha colecção de livros sobre inovação, encontrei o livro “Inovação e Empreendedorismo”, de Peter Drucker.
Este livro teve a sua primeira edição em 1986! Drucker era verdadeiramente um visionário. É interessante verificar a forma como distinguiu os dois conceitos. A maioria das Universidades e Escolas de Negócios continuam a ter mais cursos de Empreendedorismo do que de Inovação.
Questiono-me se o Empreendedorismo consegue ser sustentado sem a Inovação.
A parte principal do trabalho de Drucker sobre inovação foi publicada em meados dos anos oitenta e focou-se nas fontes de inovação.
Ele identificou sete fontes de inovação:
1. O inesperado;
2. Incongruências;
3. Necessidade de pensamento;
4. Estruturas de indústria e de mercado;
5. Demografia;
6. Mudança de percepções;
7. Novo conhecimento.
O leitor sente-se encorajado a aprender mais sobre as fontes de inovação.
É impressionante o facto de Drucker ter tentado entender o processo de inovação nos anos oitenta. Identificou uma série de coisas a fazer e de coisas a não fazer.
A fazer:
1. A inovação planeada começa com a análise de oportunidades;
2. A inovação é tanto conceptual como perceptual;
3. Para ser eficiente, a inovação tem de ser simples e direccionada;
4. Inovação eficiente começa com pequenos passos;
5. Uma inovação bem sucedida visa a liderança.
A não fazer:
1. Não pense que sabe mais do que os outros;
2. Não diversifique, não perca o rumo e não tente fazer demasiadas tarefas de uma só vez;
3. Não tente inovar para o futuro. Inove para o presente!
Partilhe a sua lista connosco. Todos beneficiaremos.
Gostaria de partilhar a minha experiência pessoal com Peter Drucker, que demonstrou a sua vivacidade e grandiosidade até ao fim.
Enviei uma cópia do meu livro “Business Innovation in the 21st Century” a Drucker e a dois outros famosos consultores para conseguir a sua bênção.
Drucker enviou, em menos de 24 horas, uma resposta encorajadora na sua característica letra tremida.
Ele foi realmente uma pessoa fantástica!
Praveen Gupta
Peter Drucker
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José Capitão Pardal
Sem comentários aqui vos deixo a notícia inserta no jornal extremenho “El Periódico” Online de 20091112.
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Veinte compañías y sociedades trabajan ya en las nuevas instalaciones de la antigua Escuela de ITI, en Badajoz.
Vara explica que servirá para crear empleo en nuevos sectores económicos con futuro, y que pedirá resultados.

12/11/2009 F. LEON
Foto:S. GARCIA
Las empresas de la región que desarrollen líneas de investigación en innovación y desarrollo ya disponen de una infraestructura que ofrece equipamiento, asesoramiento y acceso a otros recursos para hacer que sus productos y sus servicios sean más competitivos en el mercado. Ello es posible con la puesta en la marcha del Parque Científico Tecnológico de Extremadura (PCTEx), cuya sede provisional en Badajoz inauguró ayer el presidente de la Junta, Guillermo Fernández Vara, con el rector de la Uex, Francisco Duque, y el alcalde de Badajoz, Miguel Celdrán, entre otras autoridades y más de un centenar de invitados del mundo empresarial y la universidad.
Una veintena de empresas se encuentran ya ubicadas en el PCTEx, que se ubica en el edificio rehabilitado de la antigua Escuela de Ingenieros Industriales, en Huerta Rosales. Un equipo de siete personas, dirigido por Antonio Verde –director general–, lleva meses trabajando con las sociedades y entidades dedicas al desarrollo de procesos de i+D+I, radicadas en este nuevo espacio, con el fin de lograr que la transferencia de conocimiento y resultados de la investigación sean efectivas y lleguen al mercado.
NUEVA ECONOMIA El PCTEx nace también con el objetivo de apoyar la creación de nuevas empresas innovadoras y promover una cultura de la innovación tecnológica y la gestión del conocimiento que fomenten el conocimiento mutuo y la colaboración entre investigadores y empresas. Además de contribuir al desarrollo de una nueva economía con futuro en la región.
El parque, lejos de nacer con un planteamiento generalista, presta atención a sectores empresariales que le permitirán adquirir una identidad y ligarlo a un mercado potencial claramente diferenciado.
Nace el PCTEx con la idea de potenciar la creación de sinergias entre las entidades presentes en él. Esos sectores son los de energías renovables, biomedicina, tecnología de la información y la comunicación, agroalimentación, gestión de recursos naturales y servicios avanzados a la empresa.
TRES AREAS Antonio Verde los aglutinó en tres áreas: energía (renovables), suelo (campo e industria agroalimentaria) y personas (tecnología, cultura, ocio y turismo), trabajando todos ellos con “tejido, talento y capital”, dijo.
Se trata, como señaló el director general del PCTEx, de un único parque con dos sedes, en Cáceres y Badajoz, para las que se prevé una inversión de 12 millones de euros, con la construcción de sendos edificios de 4.000 metros cuadrados en los campus de ambas ciudades, con una superficie total de 22 hectáreas.
Guillermo Fernández Vara apuntó en su intervención, que en un futuro se podría pensar en ampliarlo a Mérida y Plasencia. En Badajoz, el centro que se construye en el campus estará ligado a la futura plataforma logística; y el de Cáceres, a la Sociedad de la Salud.
El presidente extremeño respondió a la hipotética pregunta de una persona que pase por el parque y pregunte qué es: se trata de un medio “para que su hijo pueda tener trabajo en un sector con futuro, que no tiene que ver con el de su abuelo ni el de su padre”. Y añadió que es “más camino, que morada, para conseguir aquello por lo que llevamos años luchando; que lo que se invente, sirva para crear trabajo para esos hijos”. Y recordó que el PCTEx es posible gracias a la trabajo “de mucha gente durante 30 años”.
También señaló que la lista de las empresas radicadas en el parque no es “baladí, pues no existían hace diez años; son las empresas de la nueva Extremadura”. Y dado que la Junta ha aportado dinero público, Vara se dirigió a Antonio Verde para decirle que este proyecto ha generado muchas expectativas que no se pueden defraudar, y que exigirá resultados, reto que recogió el director del PCTEx.
Duque trasladó el mérito de haber sacado el proyecto adelante al vicerrector de Investigación, como “verdadero líder” del mismo, y valoró que el parque viene a llenar un vacío, pues no es “fácil la transferencia del conocimiento para dar un servicio y pasar al sector productivo”, así como que orientará a los nuevos sectores en esa línea de innovación.
El parque de ITI funcionará durante dos o tres años, hasta que se abra el nuevo edificio en el campus, sin que por el momento se sepa si se mantendrá la actual sede o no, señaló el director de desarrollo de negocios, Francisco Pizarro. Este, como Verde, valoró las sinergias que se pueden y se deben crear en el PCTEx entre las empresas colaboradoras, que podrán aprovechar los servicios especializados del parque, pero también intercambiar los conocimientos de cada una de ellas.
Así, el Ministerio de Ciencia e Innovación ha concedido 7,5 millones de euros para atender los cuatro proyectos presentados por el PCTEx, asumidos al 100%, según Pizarro. Estos incluyen la construcción de dos edificios en Badajoz –Cetiex, de energías renovables; y un edificio de empresas–, así como un plan de viabilidad de I+D+i de la empresa jamonera Herlusa, y la construcción de una bioincubadora.
En cuanto a la accesibilidad del parque, Pizarro afirmó que desde 10 euros el metro cuadrado, cualquier empresa puede tener un sitio en el mismo con derechos a todos sus servicios avanzados, siempre que se dedique a uno de los sectores para los que se ha creado.
Asimismo, las empresas pueden instalarse en el PCTEx mediante adscripción, como residentes en el mismo o con su propio edificio construido en suelo cedido con derecho de uso por 50 años.
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José Capitão Pardal

