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Dá que pensar, mas não é totalmente improvável!… ……………///……………. In “Economia e Finanças”, de 20100604 A notícia de hoje, “Taxas de juro podem subir mesmo com o desemprego em níveis elevados“, está ajustada à realidade norte americana mas não é um cenário totalmente improvável para Portugal e para União Europeia. Deve-nos fazer reflectir, tanto ao nível macroeconómico quanto ao nível familiar. Neste momento, na Europa, vão-se acumulando indicadores de que os preços estão a retomar a tendência ascendente, registando a taxa de inflação valores claramente positivos em quase todos os países (Portugal ainda é uma excepção). As taxas de juro de referência do Banco Central Europeu permanecem estáveis há longos meses ainda que, devido, em particular, à inevitável degradação das contas públicas em vários países, após o período de salvamento do sistema financeiro (que se mantem muito fragilizado), o preço do dinheiro no mercado interbancário (Euribor) está a subir à medida que aumenta o grau de desconfiança e/ou a percepção do grau de endividamento de quem vai ao mercado pedir dinheiro. Simultaneamente, não é ainda claro que impacto as medidas de auxílio aos países mais endividados e/ou sobre os quais recai uma maior grau de desconfiança dos mercados, poderão ser no estímulo ao aumento dos preços, temendo-se que não sejam inócuas. O desemprego continua a aumentar, estando Portugal entre os países mais afectados. Quanto ao Estado é inevitável a manutenção de um nível de fiscalidade mais elevado, não sendo ainda claro quão ambiciosa será a eternamente adiada reforma do sistema financeiro ao nível de regulação. Finalmente, o Euro prossegue quase sem interrupção, a sua desvalorização face à dólar e a algumas outras moedas internacionais. Para Portugal, o cenário de baixas taxas de juro, deflação local e desvalorização do euro não é de todo um mau enquadramento. É até particularmente virtuoso para empresas que se dediquem a colocar os seus produtos e serviços no estrangeiro, fora da União Europeia. A nível do mercado interno europeu as vantagens diluem-se (o efeito de ganho de competitividade por via cambial desaparece) contudo, é seguramente preferível a um cenário de crescimento moderado ou rápido das taxas de juro particularmente SE este período estiver a ser utilizado para, na medida do possível, as empresas e famílias emendarem a mão, reduzindo ou reestruturando a sua dívida e preparando os seus orçamento e planos de futuro para uma nova realidade de juros mais elevados e de impostos mais elevados. Não há contudo garantias de que este cenário se mantenha ou sequer de que a Europa possa controlar o cenário macroeconómico futuro. Se os EUA começarem a subir as taxas de juro, se a tensão inflacionista se acentuar na Europa, se porventura o resto do mundo mantiver ritmos de crescimento elevados e for reforçando o seu consumo a nível energético podemos ter um cenário futuro dramático: mais impostos, maiores dificuldades em suportar a dívida contraída, encarecimento drástico do custo da energia (que poderá depender menos da evolução cambial do euro como até aqui), mais dificuldades de competitividade a nível internacional e manutenção de taxas de desemprego elevadas. Não é impossível um alinhamento desastroso dos astros económico para o espaço Europeu. O que fazer? Mais do que discutir as opções macroeconómicas e de regulação supranacional que estão hoje na ordem do dia, ou mesmo mais do que discutir localmente a política económica do Estado, olhamos para dentro de cada agregado familiar. Se se quer ajudar no futuro, deixa de se endividar, reduza mesmo a dívida que tem e não fique por aqui: poupe! E, se puder, procure aumentar o seu rendimento familiar, seja por via de rendimentos financeiros, seja porque passa a produzir algo que antes contratava: seja a proverbial horta ou a pintura da casa, a bricolage básica, ou a bela refeição em casa. Imagine desde já que as taxas de juro de referência para eventuais empréstimos estão nos 5% e não a rondar 1% e actue de acordo com essa perspectiva. Numa economia muito aberta ao exterior, muito dependente do consumo interno centrado em importações e em que o sector dos bens não transaccionáveis (aqueles sobre os quais é difícil ou impossível que haja concorrência internacional sobre eles) se apresentam hiperdimensionados, subprodutivos e alguns sobre remunerados ainda com generosas margens de lucro, da perspectiva familiar, reduzir o consumo de importações não produtivas mas também de serviços e bens não transaccionáveis é um ganho duplo. Torne a sua família solúvel no cenário futuro provável de subida das taxas de juro, de impostos e do preço dos combustíveis. Se por ventura trabalha num sector potencialmente mais afectado pela queda do consumo que se perspectiva, considere em acréscimo o risco de perda de emprego e/ou de rendimento. Se depois de ler este texto e de fazer as suas contas não consegue ver como poderá resistir a ele caso se venha a confirmar, pense seriamente em fazer alterações drásticas como sejam, livrar-se de algum dos créditos mais pesados que têm, algo que será seguramente mais fácil agora do que daqui a algum tempo caso se confirme a subida das taxas de juro. Livre-se do carro se não for vital para o seu rendimento. Mude para uma casa mais pequena, coloque os filhos no ensino público se isso for opção, recorra mais aos serviços públicos que ajuda a pagar, enfim, só para a morte não há solução. Recorde-se daquilo porque terá passado há bem pouco tempo, durante o curto período em que tivemos juros altos, combustíveis altos e não se esqueça que o que aí vem poderá ser bem menos temporário e mais grave no sentido em que existirá maior risco de perda de emprego e menor capacidade do Estado em o auxiliar. Terminamos com uma última palavra, os cenários aqui referidos não são garantidos, felizmente, podemos estar redondamente enganados. Ou não. ……………..///……………… |
José Capitão Pardal
Mais um passo foi dado na implementação da linha de Alta Velocidade, Lisboa – Madrid, com a aprovação da minuta do contrato de concessão do troço Poceirão – Caia.
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2010-04-15 in “Portal do Governo”
O Conselho de Ministros de 15 de Abril aprovou a minuta do contrato de concessão, por 40 anos, do projecto, construção, financiamento, manutenção e de disponibilização, do troco Poceirão-Caia, integrado na ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Madrid. Esta decisão é um passo fundamental na concretização da rede de alta velocidade ferroviária (RAVE) e da ligação entre o porto marítimo de Sines e as linhas ferroviárias estrangeiras, assim como se tornara num eixo essencial ao transporte de mercadorias de Portugal para a Europa. A RAVE terá impactos significativos na economia, no emprego, na capacidade das empresas portuguesas concorrerem no mercado mundial.
José Capitão Pardal
| segunda-feira, 19 de Abril de 2010 | 08:55 |
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Pelo menos 101 voos foram cancelados entre as 00:00 e as 12:00 horas de hoje nos aeroportos portugueses, segundo informação disponível no «site» da ANA – Aeroportos de Portugal.
No total, estão canceladas 59 partidas a partir dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, e 42 chegadas para as mesmas cidades portuguesas, sobretudo voos do Reino Unido e da Europa do Norte ou com destino para estas regiões, cujo espaço aéreo está encerrado ou com restrições devido à nuvem de cinzas expelida por um vulcão em actividade no sul da Islândia.
De acordo com a informação disponibilizada pela ANA, Lisboa é o aeroporto com o maior número de partidas canceladas, (23), seguindo-se Faro (20) e o Porto (13).
José Capitão Pardal
Mais um produto regional do Alentejo (nomeadamente de Elvas, Borba e Estremoz) de reconhecido êxito.
Deixo-vos este artigo do jornal “Sol” e da jornalista Sónia Balasteiro
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Luís Conceição não parava um segundo.
Não podia parar.
No Verão passado os frutos amadureceram duas semanas antes do previsto e era preciso dar vazão aos quilos de ameixas que os fornecedores lhe entregavam, em duas remessas, todos os dias.
A culpa, explicava, era das temperaturas elevadas que varreram o Alentejo em poucos dias.
Por isso, nem Luís nem nenhum dos seus seis trabalhadores – três mulheres, três rapazes – tinham tempo a perder.
Conseguiu estacionar sem problemas a carrinha de caixa fechada à porta da pequena fábrica ‘escondida’ na Elvas velha, privilégio da destreza do hábito.
Abriu as portas da carrinha e chamou um dos rapazes para o ajudar a descarregar as 13 caixas de ameixas verdes.
Um pouco mais maduras e tornavam -se impossíveis de ser ‘as’ Ameixas de Elvas.
«O método que utilizamos é exactamente o mesmo há 90 anos», garantia Luís, por entre a azáfama da cozedura das ameixas, num pátio cheio de panelas de cobre, água quente, açúcar. «Seis mil quilos por ano de açúcar, 10 a 11 mil quilos de ameixas», especifica.
Números que o tornam o maior produtor da Ameixa de Elvas do país.
As trabalhadoras suavam, frente aos fogões onde as ameixas cozem em água – primeira fase; depois tiram-nas para fora, para repousar, em alguidares de plástico.
Noémia Miranda, a encarregada de 34 anos, lenço na cabeça, é a única que aqui trabalha todo o ano.
E há mais tempo que Luís. «Já trabalhava para os pais dele», conta. «Comecei aos treze».
Trabalho duro este, com as temperaturas elevadíssimas, o peso dos alguidares de ameixas, a cadência mecânica dos gestos a acontecer no momento exacto em que têm que acontecer.
Ao lado, fica um dos armazéns, onde as ameixas aguardam o primeiro ponto; outras o segundo.
«É que, nisto, não há segredo nenhum», simplifica o produtor, «a não ser o facto de tudo isto ser feito exactamente como no primeiro dia, completamente à mão». E ia apontando: «Estas têm só cozedura; aquelas já têm o primeiro ponto».
Por dia, são produzidos 1.200 quilos de ameixas. Saem daqui para todo o país – Luís refere o grupo Nabeiro e as Pousadas de Portugal como exemplos de cadeias suas clientes – e para o exterior: Inglaterra, Estados Unidos da América…
Queixa-se da falta de apoios por parte da câmara de Elvas, de reconhecimento dos 90 anos da casa: nasceu em 1919, pelas mãos de Manuel Candeias, padrinho do pai de Luís; em 1970 passava para a sua família e, em 1999, tinha então 40 anos, Luís Conceição tomava-lhe conta dos desígnios: «Era director de um banco, na altura.
Larguei tudo. E, sim, vale a pena.
Só o facto de o meu pai saber que isto não vai acabar enche-me de uma alegria imensa».
E, como dizem por aí, quem corre por gosto não cansa.
Luís Silveirinha Conceição
Rua Martim Mendes, 17 A
Tel. 268 628 364
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José Capitão Pardal
José Capitão Pardal

Foto Hoy (Imagen virtual de cómo se prevé que sea la refinería)
Unos ven el proyecto como una oportunidad única para la región, otros como un atentado ecológico.
José Capitão Pardal

| Diário Digital – domingo, 10 de Janeiro de 2010 | 12:10 |
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Os longos e quentes capotes alentejanos são por esta altura do ano muito procurados para fazer face às baixas temperaturas, mas nem todos se podem proteger da «cabeça aos pés» envergando este traje.
A única fábrica de capotes no sul do país localiza-se na freguesia de Santa Eulália, no concelho de Elvas.
É ali que centenas de capotes começam a ser confeccionados logo no Verão para que nesta altura do ano possam ser vendidos em todo o território nacional, noutros países da Europa e na América.
José Alpedrinha começou a fazer capotes quando tinha apenas 18 anos de idade. Aprendeu com o pai que era alfaiate e dirige a empresa alentejana que já assinala cinquenta anos de actividade na feitura destes agasalhos.
Na época alta de produção fazem entre quinze a vinte capotes por dia. Neste Inverno, a fábrica de José Alpedrinha já confeccionou mais de 700 capotes. «Já chegámos a ter aqui na empresa setenta trabalhadores. Agora são só sete», conta José Alpedrinha, ao mesmo tempo que acrescenta que «o negócio vai bem e não tem sentido a crise».
Cada capote representa quatro horas de trabalho, só na parte da costura, e o preço não está acessível a todas as bolsas: «os capotes variam entre os 200 e os 300 euros, sendo mais caros os que têm gola de raposa», justifica.
«O capote vende-se no Alentejo desde o início do século passado. Antigamente, era vestido por agricultores e trabalhadores rurais.
O capote cinzento escuro era para os senhores das terras – os latifundiários, os castanhos eram típicos dos habitantes do Redondo e Reguengos de Monsaraz e o verde, que é uma cor recente, foi feito a pensar nas senhoras espanholas e nos caçadores», explicou José Alpedrinha.
Outrora a matéria-prima, o burel, provinha das indústrias de lanifícios da Beira Baixa. «Agora isso acabou. O burel já só é feito em Castanheira de Pêra, única fábrica em Portugal», conta.
O capote alentejano foi deixando as verdejantes planícies alentejanas e instalou-se no guarda-roupa das grandes cidades da Europa e metrópoles mundiais «há capotes feitos por mim em Paris, Londres e até na América, principalmente no Canadá onde faz mais frio».
Apesar do sucesso do capote alentejano, José Alpedrinha recusa vulgarizar o uso desta peça de vestuário, «gostava que se conservasse selectivo. Não concordo que seja generalizado e que cause impacto pela sua popularidade.
José Alpedrinha orgulha-se de já ter vestido o capote alentejano a diversas individualidades.
«O doutor Mário Soares, Jorge Sampaio, José Saramago, entre muitos outros».
Orlando Redondeiro tem uma loja em Estremoz onde vende este tipo de artigos.
O frio rigoroso do passado mês de Dezembro levou à ruptura do stock de capotes que tinha para venda.
«Em poucos dias vendi cerca de cinquenta capotes. Este é um artigo que tem tido muita procura nos últimos anos.
Os clientes são da zona de Lisboa e há também muitos espanhóis que vestem os capotes verdes para as montadas que realizam no país vizinho», diz com satisfação Orlando, que também veste o capote desde os sete anos de idade.
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José Capitão Pardal
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José Capitão Pardal

Portugal é um País criativo!
É uma nação rede num mundo em rede e um País gerador de novos conceitos com impacto global.
O modelo de construção de novos conceitos em Portugal é muito interessante.
Os portugueses usam o talento e a criatividade não para encontrar soluções óbvias (plano A) mas para encontrar boas desculpas para não fazer ou não se comprometerem (Plano B).
Quando o Plano B falha então encontram soluções disruptivas, ainda mais criativas e talentosas (Plano C).
São os Planos C, o melhor e mais potente produto da economia portuguesa. Esses Planos C vão desde rotas alternativas para o comércio mundial e outras formas de navegar no passado, até projectos como a Via Verde, o SIS for All, o e-Escola ou a Empresa na Hora nos dias de hoje, para descrever apenas alguns dos mais emblemáticos.
Durante demasiado tempo olhámos para esta característica portuguesa e em boa parte da Europa do Sul como uma ameaça e um constrangimento.
Com o Plano Tecnológico, em Portugal apostámos na oportunidade que dela decorre. Qualificar os portugueses, reforçar as redes e impulsionar uma nova atitude que faça de Portugal um “living lab” global e dos portugueses produtores globais de planos C exportáveis, geradores de emprego e criadores de riqueza.
Se há coisa que faz sentido no Ano Europeu da Criatividade e da Inovação em Portugal é usar o talento e a criatividade para olhar a realidade de forma diferente e capturar novas competências de transformação do mundo.
Um mundo em que inovar já não basta e em que o conhecimento, a tecnologia e a inovação são apenas condições necessárias para competir.
Um mundo em que a atitude empreendedora faz a diferença.
Um mundo complexo e imprevisível em que só os protagonistas antecipam o futuro.
Um mundo de redes e de comunidades, em que o acesso à informação e a redução da exclusão digital são fundamentais.
Esta é uma conferência de protagonistas.
De fazedores de futuros.
Espero que nela se reforce o triângulo chave Acreditar – Aprender – Empreender - e que os seus ecos contaminem favoravelmente o debate sobre a Estratégia de Lisboa Pós – 2010.
Uma Estratégia que tem que ser reforçada na ambição, na dimensão política e nos mecanismos de cooperação e para a qual a abordagem criativa desenvolvida nesta conferência constitui uma ferramenta fundamental.
PS: Este texto é uma sintese da intervenção feita pelo autor na abertura da Conferência Criative Learning, realizada em Lisboa dias 15 e 16 de Outubro de 2009
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José Capitão Pardal
Face ao interesse de que se reveste a notícia, inserta no Diário de Notícias Online de hoje (20091106), para o Alentejo em geral e para Estremoz em particular, tomo a liberdade de a transcrever, sem qualquer comentário adicional.
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À descoberta da Europa mediterrânica, o jornal americano encontrou o Alentejo, um destino, diz, “ignorado, mas não por muito tempo”.
Os “tesouros naturais”, a gastronomia e os vinhos são assinalados no artigo. Tudo começa com Doug Smith.
Um empresário americano, cansado da vida de gestor da Korakia Pensione, um dos seus hotéis mais bem sucedidos que recebe pessoas como a fotógrafa Annie Leibovitz e o escritor Gore Vidal.
Procurava uma nova vida e partiu à descoberta. A primeira paragem foi a Grécia, depois a Extremadura espanhola até que passou a fronteira e foram precisos apenas quatro dias para se decidir a comprar uma quinta do século XVIII, com 52 hectares perto de Campo Maior.
A história da paixão de Smith pelo Alentejo vai ser contada na secção de viagens na edição do fim-de-semana do jornal americano New York Times, que já ficou online durante o dia de ontem.
O Alto Alentejo é descrito como um destino “ignorado, mas não por muito tempo”. Comparado por várias vezes à Provença e à Toscânia (”de há 30 anos atrás”), o “Além-Tejo” tornou-se nos últimos anos “um refúgio de um sofisticado jetset internacional”, conta o jornal, que agarra os visitantes com as suas pousadas, adegas, monumentos e gastronomia.
O mercado de Estremoz que vive aos sábados na praça central da cidade, onde se vendem “queijos, frescos, vinho, peças de artesanato local e bric-a-brac”, e a Pousada Rainha Santa Isabel, “de um luxo anacrónico”, também em Estremoz começam a viagem.
O Crato e o Convento da Flor da Rosa, que “traz a arte contemporânea a um castelo do século XIV”, a vila de Marvão e a sua muralha mourisca, ou as Capela dos Ossos de Campo Maior e de Évora são outros monumentos referidos na reportagem do New York Times, que assinala também alguns “tesouros naturais da região”, “ideais para observadores de pássaros”.
A gastronomia é longamente detalhada. Não só nas casas particulares, onde “a comida e o vinho une igualmente locais e visitantes”, como também em restaurantes que recomenda, destacando a genuinidade dos produtos e o poder atractivo de uma cozinha que nos últimos anos tem vindo a cativar “um número crescente de amantes dos prazeres da vida”.
Mas são os queijos aromáticos que fascinam o jornal americano.
Em jeito de conclusão, há ainda tempo para dar vivas à paragem em Elvas, na “planeada ligação” por TGV entre Madrid e Lisboa, que deverá atrair mais turistas e compradores de “casas de fim de semana” por todo o Alentejo.
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De seguida transcrevo a notícia constante do dito jornal New York Times:
Next Stop – Alto Alentejo, Unsung but Not for Long
João Pedro Marnoto for The New York Times
The walled town of Marvão in the eastern part of Alto Alentejo in Portugal. The town’s castle was a Moorish fortification built in the ninth century.
By ROBERT GOFF
Published: November 8, 2009
IN 2002, Doug Smith was bored. Korakia Pensione, his Mediterranean-style boutique hotel in Palm Springs, Calif., that attracted a celebrity crowd like Annie Leibovitz, Gore Vidal and Brice Marden, pretty much ran itself. Mr. Smith was looking for a new project — a grand fixer-upper in an exotic locale — where he could show off his well-honed style and settle into a life of rustic ease with his new wife, Josie.
He scoured real estate listings for haciendas on the Yucatán and sea captain houses on the Greek island of Simi. But then, one summer while touring farms in the Extremadura region of Spain, Mr. Smith crossed into Alto Alentejo, a region of Portugal that he’d never heard of, and found himself enraptured by the landscape, excellent food, a lost-in-time lifestyle and the relatively inexpensive cost of living.
After four days of inspecting broken-down barns and farmhouses, he bought a 130-acre 18th-century farm outside the village of Campo Maior. “Compared with Spain, this place was even more charming, beautiful and about a third less expensive,” Mr. Smith said. “Old guys in snap caps and corduroys tip their hats to strangers.”
In the past seven years, Mr. Smith, who no longer owns Korakia Pensione, has watched the Alto Alentejo, a border province carpeted with cork oaks and olive trees in southeastern Portugal, emerge as a stylish backwater. The region’s name is derived from “Além-Tejo,” which means “beyond the Tagus,” the river that flows past Lisbon. A new blacktop highway now stretches eastward from Lisbon, and within an hour you’re admiring vineyards, the occasional whitewashed town or castle and gently rolling plains.
A sophisticated international set has started to snap up properties in the area, turning Alto Alentejo into their little European playground. Now tucked among the fashionable homes is a smattering of boutique hotels, wineries and casual yet sophisticated restaurants.
Until recently, Alto Alentejo was an enclave of Lisbon’s old-money set interested in making wine, raising the local breed of Alter-Real horses and communing with their version of the outback. But they welcome newcomers. “We want to tell the world about this part of Portugal,” said João Pinto Ribeiro, the president of Palácio do Correio Velho, one of Portugal’s leading art auction houses, who has owned a farm in the region for more than 20 years. “It’s a poor place and could really use more visitors.”
He met Doug and Josie Smith while driving his horse and buggy along a country road that runs between their respective houses, and a friendship arose over Alentejo’s principal vices: food and wine.
A big night out in Alentejo is a dinner party at someone’s home. As in Provence and Tuscany, food and wine bond families and strangers alike. On a warm night in July, Mr. Ribeiro prepared to serve one of his specialties, bachalau, gliding a long knife through what looked like a massive mound of coarse salt in a clay baking-dish. He carefully used the flat side of the blade to turn over a flap of encrusted salt and flesh to prevent salt from scattering into the giant cod beneath it.
“If you do this correctly, you might even need to add a bit of salt for flavor,” he said. The fish was the centerpiece of Mr. Ribeiro’s dinner party, which took place poolside overlooking the Caia Reservoir, a hub for birdwatchers. The guests included the Smiths; a local landowning family; Mr. Ribeiro’s wife, Ana, and brother, José, a photographer; and a surgeon visiting from Louisiana.
By day the region is best visited by car. Start in Estremoz, one of the main towns of the Alto Alentejo with a population of 15,000. Once the seat of the 14th-century Portuguese king Dom Dinis, Estremoz remains grand, if seemingly empty of people. Like many towns and cities in Alentejo, the streets and buildings are lined in marble, an abundant local resource, which gives an overall effect of everything appearing white and, on a sunny day, radiant.
On Saturdays the main square of the town, the Rossio Marquês de Pombal, comes alive with a morning market where farmers peddle fresh cheese, wine, local crafts and bric-a-brac. Narrow streets and staircases lead up to the star-shaped ramparts of the castle walls.
At the center of the castle grounds, an 18th-century palace now houses one of the region’s best hotels, the Pousada Rainha Santa Isabel. The hotel, like many pousadas (essentially a government-sponsored chain of high-end lodgings in historic buildings), is the epitome of anachronistic luxury. Imagine the Plaza in New York or the Ritz in Paris in, say, 1984 and you will get an idea. Waiters in rumpled tuxedos shuffle drinks to guests on the terrace overlooking the town.
For a slightly hipper ambience that reels in Lisbon’s beautiful people, drive to the bedraggled town of Crato, where the Convento da Flor da Rosa brings contemporary art and sleek décor to a 14th-century castle, later a cloister. The castlelike pousada may house the tomb of Nuno Álvares Pereira, a medieval knight and recently canonized saint, but on a sunny Friday afternoon, all eyes were on the modern infinity-edge pool festooned with amber sunbathers sipping white wine made from the arinto grape.
There is no shortage of historic sites in Alto Alentejo and one of the most beautiful is Marvão, a walled town that sits on a narrow spit of rock overlooking the rugged plains that reach across into Spain. Marvão is home to perfectly restored, whitewashed houses and a castle built in the ninth century as a Moorish fortification by Ibn Marwan.
Another historic standout is the Capela dos Ossos, a marble-and-stone chapel built in 1766 with neo-Gothic flourishes in the small and bustling city of Campo Maior. The interior of the chapel, a smaller version of the Capela dos Ossos in Évora, is covered in human bones, skulls and two complete skeletons.
Alto Alentejo also offers natural treasures. In particular, the modestly sized Caia Reservoir looks like an oasis in a Saharan savanna with scrubby hills and clear water unmarred by boats. The reservoir, adjacent to Mr. Ribeiro’s estate, is a haven for rare birds like Montagu’s harrier, the great bustard and the Spanish imperial eagle. Visitors can stay at the Casa da Ermida de Santa Catarina, a seven-room boutique inn that sits at the end of a peninsula on the private Rocha estate.
But for the epicures who have flocked to Alentejo in recent years, the region’s top draw is its cuisine. Its basic elements are wheat, olive oil, pork and certain fish, like cod, which the locals fry, bake and infuse with garlic and herbs in various glorious ways. Lamb and duck make luxurious appearances.
Aromatic cheeses range from the firm, nutty Nisa to the runny, fragrant Queijo da Serras. The regional wines can be sophisticated and interesting, from the robust reds of the Quinta do Carmo, jointly owned by the Domaines Barons de Rothschild (Lafite), to lighter wines made from local trincadeira grapes.
Skip to next paragraphA perfect example of the Alentejo’s gastro-rustic cuisine is Restaurante a Maria, a small establishment in sleepy Alandroal, where the owner and chef Maria Monteiro serves exquisite local fare in a room decorated to look like a village square. Classics include queijo de Ovelha (an orange-crusted round of gooey sheep’s milk cheese), pato em molho de vinho tinto (duck in red wine sauce) and migas a Alentejana (fried pork with bread soaked in pork fat). Culinary awards plaster the walls near the entrance, and there is a seriousness about the diners that is in keeping with the quality of the food.
Like Maria Monteiro’s unself-conscious fare, many of Alto Alentejo’s Old World charms are served up in a straightforward and unpretentious manner. All of this may change when, in addition to the new highway from Lisbon, a high-speed train between Madrid and Lisbon starts service as expected in 2012, with a stop in Elvas, making Alto Alentejo even more accessible to tourists and weekend house buyers from throughout southwestern Europe.
But for now it is an uncomplicated place, inexpensive and appreciative of visitors. “This is Tuscany 30 years ago,” Mr. Smith, the former hotelier, said.
FORMERLY PALACES, NOW HOTELS
HOW TO GET THERE
The nearest major airport is in Lisbon. Continental and TAP fly nonstop from Newark Airport to Lisbon, with fares starting at about $600 for travel next month, according to a recent online search. The drive to Estremoz from Lisbon’s airport on the new highway takes about two hours.
WHERE TO STAY
Housed in a former royal palace, the Pousada Rainha Santa Isabel in Estremoz (Lardo de D. Diniz; 351-268-332-075; www.pousadas.pt) offers canopied beds, marble bathrooms and high-ceilinged rooms with views. Rooms start at 90 euros ($138 at $1.53 to the euro).
Just outside of Crato, Pousada Flor da Rosa (Mosteiro da Flor da Rosa; 351-245-997-210; www.pousadas.pt) attracts a stylish clientele with rooms starting at 102 euros.
In Elvas, the Hotel São João de Deus (Largo S. João Deus, 1; 351-268-661-194; www.hotelsaojoaodeus.net) is elegantly appointed and has a small pool. Rooms start at 70 euros a night.
Between Estremoz and Redondo, the Convento de São Paulo (351-266-989-160; www.hotelconventospaulo.com) is in a former hilltop convent, with two pools and stunning tilework. Rooms start at 90 euros a night.
WHERE TO EAT
Zona Verde (Largo Dragões Olivança, 86; 351-268-324-701) in Estremoz serves regional fare like roasted black pig and braised lamb shank with potatoes. Dinner, including wine, comes to about 25 euros a person.
Restaurante Casa do Povo (Rua de Cima, Marvão; 351-245-993-160) serves traditional fare on a terrace with valley views. The accorda Alenteja, a garlicky bread and coriander soup, is delicious. Lunch for two, no wine, is about 25 euros.
Restaurante a Maria (Rua João de Deus, 12; 351-268-431-143), above, in Alandroal is a venerated traditional restaurant. Dinner for two, with wine, is about 80 euros.
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José Capitão Pardal

Com a luz do Tratado de Lisboa cada vez mais visível ao fundo do túnel, a Europa, ao mesmo tempo que vai consolidando a sua estrutura institucional, começa também a preparar a revisão e extensão da Estratégia de Lisboa até 2020.
Com o receio de provocar um certo excesso de Lisboa num tempo em que tanto se fala do Tratado, a UE tem vindo a designar a nova Estratégia simplesmente como EU – 2020.
Chame-se-lhe o que se lhe chamar a verdade é que a Estratégia que aí vem será um novo impulso à Estratégia de Lisboa, com mais ambição, dimensão política e instrumentos de cooperação activa. Um impulso que precisará de recursos humanos motivados, competentes e focados nas áreas estratégicas prioritárias.
É por isso que o futuro da Estratégia de Lisboa se joga agora não apenas nas sessões de debate com a sociedade civil ou nos centros de decisão da União Europeia, mas também e sobretudo em cada País, Região, Cidade ou Família, através das escolhas que os jovens que estarão na fronteira do saber em 2020, estão a fazer neste momento.
Que sentido ou eficácia terá a escolha de três ou quatro domínios estratégicos de competição para a afirmação global da EU, se os seus jovens não fizerem já uma aposta formativa nesses sectores.
Como poderemos ser líderes globais nas energias limpas, na logística, nas redes de nova geração ou nos novos sistemas de saúde, se um número significativo de jovens europeus continuarem a fugir do estudo da matemática, da física, da química, da biologia e de outros saberes críticos para a nova revolução tecnológica?
Longe de mim querer condicionar a liberdade de escolha dos jovens estudantes europeus. O que afirmo é que a liberdade de escolha da UE será condicionada pelas escolhas dos seus cidadãos.
Faz por isso sentido que sem imposições, esta equação seja clara para todos. A União Europeia é uma resultante da expressão democrática das nossas vontades e das nossas escolhas. Importa que sejam vontades e escolhas livres mas informadas.
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José Capitão Pardal
Com um convite para que se desloquem a Estremoz, este fim de semana, aqui vos deixo a notícia inserta no jornal HARDMUSICA de hoje (20091030), sobre a Feira de Artes, Velharias e Antiguidades de Estremoz, a ENCONTARTES.
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EncontrArtes em Estremoz
O certame, que decorre até dia 01 de Novembro no parque de feiras e exposições de Estremoz, promovido pelo município, junta um vasto conjunto de actividades culturais e económicas, representativas da região e do país, assim como instituições da área da cultura.
Segundo a autarquia, “este é o único evento do género que se realiza no Alentejo”, e a edição deste ano conta com mais de 60 expositores, entre artistas plásticos e antiquários.
O certame, de acordo com a autarquia, pretende agregar no mesmo espaço a venda, mostra, compra e troca de antiguidades, livros antigos, coleccionismo e artes plásticas. No certame pode ser apreciada uma “Mostra Surrealista”, com obras de Carlos Godinho, Firmo Silva, Gustavo Fernandes, Luiz Morgadinho, Pedro Prata, Maria Pedro Olaia, Santiago Ribeiro e Victor Lages.
O evento, segundo o município, pretende aproximar a região do resto da Europa, em termos artísticos, tendo sido convidadas embaixadas europeias com representação em Portugal a participar na EncontrArtes, através da fotografia.
Segundo os organizadores, na denominada “Foto Europa”, está garantida a presença de trabalhos de fotógrafos da Bélgica, Croácia, Eslovénia, Estónia e Turquia.
Ainda no âmbito das artes plásticas, a Universidade de Évora, através do seu Departamento de Artes, vai também estar representada no certame com alguns trabalhos produzidos pelos melhores alunos finalistas do curso de artes plásticas, nomeadamente desenho, gravura, escultura e vídeo.
O certame pretende ser, segundo a autarquia, “um ponto de encontro entre associações, galeristas, artistas plásticos, coleccionadores, antiquários, alfarrabistas, críticos e outros agentes destas áreas”.
De acordo com a autarquia, a feira pretende ainda dinamizar um conjunto de sectores de actividade há muito ligados à região de Estremoz, os quais geram um movimento de pessoas e bens muito apreciável, nomeadamente na feira de antiguidades e velharias que decorre aos sábados na cidade.
(ES)
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José Capitão Pardal
Vai realizar-se em Outubro, na Holanda, o segundo encontro da Rede Europeia de Sítios de Paz, uma iniciativa que teve a sua origem na LACE – Liga dos Amigos do Castelo de Evoramonte, da qual é Presidente o Professor Eduardo Basso.

Sobre o assunto transcrevo uma notícia inserta no jornal “Correio do Minho”, de 20090827.
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A Rede Europeia de Sítios da Paz, que integra a histórica vila de Evoramonte, no concelho de Estremoz, vai promover o seu segundo encontro em Outubro, em Wageningen, na Holanda, disse hoje um responsável da iniciativa.
Eduardo Basso, da comissão instaladora da Rede, adiantou à agência Lusa que o encontro está marcado para a cidade holandesa onde, em 04 de Maio de 1945, foi assinada a capitulação alemã na 2ª Grande Guerra Mundial, data anualmente comemorada com um grande festival no qual participam mais de cem mil pessoas.
O primeiro encontro da Rede Europeia de Sítios da Paz decorreu em Evoramonte em Maio deste ano, no qual foi aprovada a constituição da Rede, o seu documento de princípios gerais, denominado ‘Declaração de Evoramonte’, e eleita a comissão instaladora.
O segundo encontro, de acordo com Eduardo Basso, que é também presidente da Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte (LACE), vai ser destinado à discussão e aprovação da missão da Rede, definição das condições para a integrar e a questões de organização interna e de financiamentos.
No encontro de Wageningen vai também ser discutida a futura organização formal da Rede.
Paralelamente a este segundo encontro vai decorrer um seminário para o qual estão a ser convidadas personalidades de ‘grande relevo’ da opinião pública dos países integrantes da actual comissão instaladora.
Eduardo Basso indicou ainda que, após o segundo encontro, está previsto um período destinado à formalização das adesões à Rede, cujo balanço será feito no terceiro encontro a realizar em Maio de 2010, na cidade croata de Zadar.
Por outro lado, disse, está elaborado o registo internacional da marca ‘Places of Peace’ (Sítios da Paz) e o respectivo logótipo, encontrando-se já disponível a página da Rede na Internet, em www.placesofpeace.eu, apenas em inglês, nesta primeira fase.
Várias organizações institucionais e também não governamentais de Portugal, Espanha, Alemanha, Holanda e Grécia, presentes no encontro de Maio em Evoramonte, decidiram avançar com a criação da Rede Europeia de Sítios da Paz.
A estrutura pretende congregar as cidades e sítios da Europa onde foram assinados relevantes tratados de Paz e as organizações europeias que inscrevam como sua actividade prioritária a defesa da Paz.
Em Evoramonte foi assinada em 26 de Maio de 1834 a Convenção de Evoramonte, que pôs termo à guerra civil de 1832-1834, travada entre absolutistas e liberais.
Segundo Eduardo Basso, partiu da Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte a ideia de constituir esta rede e de estabelecer contactos com outros sítios da Europa onde foram assinados ‘importantes’ tratados de Paz ou onde a actividade em prol de uma cultura para a Paz tem um papel relevante.
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José Capitão Pardal
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Para leitura, nomeadamente, dos “Velhos do Restelo” (para quem tudo é mau no nosso país) deixo o texto sobre o êxito que são, em Portugal, os transplantes de fígado. ……………………///…………………….. Escrito por CienciaPT |
| 17-Jul-2009 |
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A 20 de Julho de 1969 realizava-se o primeiro transplante no nosso país. 40 anos depois, Portugal torna-se o número um da Europa Continental em transplantes do fígado. A Sociedade Portuguesa de Transplantação assinala, no próximo dia 20 de Julho, em Coimbra, o 1º Dia do Transplante e lança uma petição para a institucionalização do dia. Portugal é o número um na Europa Continental em transplantes do fígado e regista o segundo lugar no Mundo de órgãos colhidos e transplantados, com 26,7 dadores por cada milhão de habitantes. Em 2008, foram salvas 1991 vidas em Portugal por transplantação. Mas, apesar dos números positivos, os recursos humanos e físicos para estes serviços não acompanharam esta evolução. Para divulgar os transplantes e sensibilizar os responsáveis da saúde para esta realidade, a Sociedade Portuguesa de Transplantação assinala no próximo dia 20 de Julho o 1º Dia do Transplante e lança uma petição para promover a institucionalização do dia. Para comemorar os 40 anos de transplantação em Portugal, profissionais de saúde, doentes transplantados, familiares e amigos juntam-se, pelas 11h00 nos Auditórios dos Hospitais da Universidade de Coimbra, para fazer um balanço de 40 anos de transplantação em Portugal. Durante a tarde, o Grupo Desportivo dos Doentes Transplantados preparou um conjunto de actividades lúdicas como forma de promover o convívio entre todos. Durante o dia, a Sociedade Portuguesa de Transplantação estará também a recolher as 4000 assinaturas necessárias para a petição a ser entregue na Assembleia da República para a institucionalização do dia. O transplante é um procedimento através do qual se implanta num organismo (designado receptor) um órgão ou tecido proveniente de outro organismo (designado dador). Hoje em dia são efectuados transplantes renais, hepáticos, cardíacos, pulmonares, de medula, entre outros. Os transplantes trazem enormes benefícios às pessoas afectadas por doenças que, de outro modo, seriam incuráveis, e podem, em última instância, salvar vidas. Em 2008, foram efectuados em Portugal 524 transplantes de rim, perfazendo, pela primeira vez nos últimos dez anos, uma redução do número de doentes em lista de espera, de 2320 para 2260. Comparativamente à média europeia, Portugal encontra-se mal classificado na taxa de transplantes pulmonares, sendo realizados apenas 0,37 por cada milhão de habitantes, enquanto que a média europeia é de 2,28. |
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José Capitão Pardal
Pela actualidade e pela importância que esta questão terá para o Alentejo e para futuro do nosso país e dos nossos filhos, aproveito para transcrever o texto da jornalista Graça Rebelo inserto no “Jornal de Notícias” do passado dia 26 de Junho.
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2009-06-27
De algum modo, a notícia de adiamento do contrato de concessão relativo ao TGV foi inesperada.
E se é certo que, em vésperas de eleições por razões de rigor e transparência não se deve acelerar um processo que envolve verbas de envergadura, a verdade é que igualmente por razões eleitorais não convirá prejudicar uma oportunidade de investimento estruturante para o país, como é o lançamento da rede ferroviária de alta velocidade.
Por diversas razões, e todas elas ponderosas.
Desde logo, pela necessidade premente de Portugal atrair e manter investimento.
Tal como tem sido salientado nas Conferências Mundiais sobre Investimento Internacional, os países que demonstram maior capacidade para atrair Investimento Directo Estrangeiro (IDE) – revelando-se, portanto, mais competitivos e capazes de criar mais emprego – são aqueles que possuem infra-estruturas indutoras de uma elevada mobilidade geográfica, de que a alta velocidade é o melhor exemplo.
De facto, se é certo que se vive uma crise internacional, organizações como o Banco Central Europeu estimam que a recuperação desta se dê já em 2010. Por isso, importa que a crise não suscite paralisia.
Pelo contrário, importa que se relance a economia para o período “pós-crise”.
Veja-se que, cientes da importância desta infra-estrutura para a competitividade e atracção de investimento, muitos são os governantes – da Europa aos EUA – que se dispõem agora investir em alta velocidade.
Por exemplo, nos EUA, a Administração de Barack Obama anunciou em Maio um investimento de 13 mil milhões de dólares no TGV.
Depois, pela aposta que urge fazer num modelo de crescimento económico sustentável. Numa altura em que é expectável uma escassez, a prazo, do petróleo e se procuram – já a pensar na “era pós-petróleo” – soluções alternativas para energia e transportes, a alta velocidade emerge como uma excelente opção de investimento.
Por fim, dado que Portugal é, há muito, regionalmente assimétrico, urge investir em projectos que reforcem a atractividade dos territórios e dos sectores económicos, promovendo emprego e coesão territorial e social.
Acima da querela política, o interesse nacional impõe que se avalie ponderadamente o lançamento desta infra-estrutura pois – como aqui referi, em 2008, em artigo intitulado “TGV e acessibilidades” – se prevê que em 2020 a quase totalidade da União Europeia esteja ligada pela rede de alta velocidade, perdendo-se esta oportunidade Portugal ficará ainda mais periférico e, consequentemente, muito menos competitivo.
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José Capitão Pardal

