



Entre 28 de Abril e 2 de Maio, o Parque de Feiras e Exposições recebe a XXIV edição da FIAPE, em paralelo com a realização da XXVIII edição da Feira de Artesanato de Estremoz. Ambos os certames constituem um dos principais eventos de promoção económica do Concelho de Estremoz e do Alentejo, tendo vindo, ao longo dos anos, a conquistar o seu espaço no calendário regional e nacional das feiras de actividades económicas.
José Capitão Pardal
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Foi por causa de um presépio que conhecemos a D. Luísa.
Artesã de Estremoz, ceramista destemida, com 72 anos, que todos os anos está na Feira de Artesanato de Vila do Conde, entre outras, acompanhada sempre pelo seu marido e um filho.
Apreciadores de arte popular, eu e o João, há muito que vínhamos namorando um presépio da D. Luísa. Eram muitas peças, o que tornava caro o conjunto e por isso íamos aguardando pela melhor altura para o comprar.
Eu já tinha uma Primavera, peça muito característica do imaginário de Estremoz, que comprara numa viagem ao Alentejo há muitos anos. Tenho uma grande estima por essa peça. As cores vivas já adquiriram uma “patine”e desbotaram um pouco, o que no entanto não lhe retira a beleza, muito pelo contrário.
Não éramos propriamente coleccionadores mas havia outras peças que gostávamos de adquirir: um Amor é Cego, uma Cantarinha Fidalga, uma N.sra do Ó, um S.João, entre tantas peças que nos cativavam.
A compra foi acompanhada de muita conversa e foi aí que a D. Luísa desfiou algumas histórias, a sua própria história e a das suas peças.
Mas foi então a compra do presépio que nos fez estreitar o conhecimento com a D. Luísa.
No espaço de exposição havia outros barristas de Estremoz, mas as peças desta ceramista destacaram-se logo pelos pormenores e entre eles pelos pequenos rostos mais sorridentes e coradinhos.
Mais tarde fizemos a associação dos rostos dos bonecos com o rosto da artista – eram tal e qual. Eram diferentes e preferimo-las.
O pai chamava-se Mariano Conceição e por volta de 1932 já modelava as figuras de Estremoz. O seu maior empenho era fazer ressurgir peças antigas que estavam a ficar esquecidas. A esposa ajudava-o na parte de pintura das peças e Luísa, só com seis anos, começou a dar os primeiros passos ajudando a pintar os pormenores.
Quando o pai faleceu, a mulher continuou-o na modelagem de peças e Luísa manteve-se na pintura.
Por volta dos quarenta anos e já lá vão trinta, resolveu começar a modelar ela as figuras. A partir daí também o seu objectivo se tornou criar imagens tradicionais caídas em desuso e outras da sua autoria, mas sempre inspiradas em pesquisas que faz.
A D. Luísa sabe as origens mais antigas de todas as figurinhas de Estremoz.
De acordo com a artesã o tema mais forte do artesanato de Estremoz é o trabalho: os pastores, as ceifeiras, azeitoneiras e outras profissões. O sagrado está também representado, com referências ao S. António, à Nª Srª e ao Presépio.
Depois há figuras muito bonitas e características fora desses temas que são: a Primavera, bailarina que representa o Alentejo quando está florido; o Amor é Cego que representa o amor com decoração inspirada no Brasil; há os negrinhos de influência também brasileira e as Cantarinhas, com decorações muito coloridas.
O presépio cá está em casa há bastantes anos já, sempre posto na mesa junto à entrada, simbolizando a paz e celebrando a vida.
Quanto à D. Luísa é sempre um prazer revê-la e às suas peças no ritual da visita anual à feira de Vila do Conde.
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Bem haja D. Luisa da Conceição e muitos anos de vida para continuar o seu trabalho, em prol do artesanato de Estremoz.
José Capitão Pardal
Com um convite para que se desloquem a Estremoz, este fim de semana, aqui vos deixo a notícia inserta no jornal HARDMUSICA de hoje (20091030), sobre a Feira de Artes, Velharias e Antiguidades de Estremoz, a ENCONTARTES.
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EncontrArtes em Estremoz
O certame, que decorre até dia 01 de Novembro no parque de feiras e exposições de Estremoz, promovido pelo município, junta um vasto conjunto de actividades culturais e económicas, representativas da região e do país, assim como instituições da área da cultura.
Segundo a autarquia, “este é o único evento do género que se realiza no Alentejo”, e a edição deste ano conta com mais de 60 expositores, entre artistas plásticos e antiquários.
O certame, de acordo com a autarquia, pretende agregar no mesmo espaço a venda, mostra, compra e troca de antiguidades, livros antigos, coleccionismo e artes plásticas. No certame pode ser apreciada uma “Mostra Surrealista”, com obras de Carlos Godinho, Firmo Silva, Gustavo Fernandes, Luiz Morgadinho, Pedro Prata, Maria Pedro Olaia, Santiago Ribeiro e Victor Lages.
O evento, segundo o município, pretende aproximar a região do resto da Europa, em termos artísticos, tendo sido convidadas embaixadas europeias com representação em Portugal a participar na EncontrArtes, através da fotografia.
Segundo os organizadores, na denominada “Foto Europa”, está garantida a presença de trabalhos de fotógrafos da Bélgica, Croácia, Eslovénia, Estónia e Turquia.
Ainda no âmbito das artes plásticas, a Universidade de Évora, através do seu Departamento de Artes, vai também estar representada no certame com alguns trabalhos produzidos pelos melhores alunos finalistas do curso de artes plásticas, nomeadamente desenho, gravura, escultura e vídeo.
O certame pretende ser, segundo a autarquia, “um ponto de encontro entre associações, galeristas, artistas plásticos, coleccionadores, antiquários, alfarrabistas, críticos e outros agentes destas áreas”.
De acordo com a autarquia, a feira pretende ainda dinamizar um conjunto de sectores de actividade há muito ligados à região de Estremoz, os quais geram um movimento de pessoas e bens muito apreciável, nomeadamente na feira de antiguidades e velharias que decorre aos sábados na cidade.
(ES)
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José Capitão Pardal
| segunda-feira, 14 de Setembro de 2009 | 11:47 |
Arranca esta segunda-feira a quarta edição do Festival de Jazz de Estremoz, com diversas actuações, ciclo de cinema, exposição, feira e concertos no Teatro Bernardim Ribeiro.
Organizada pela Câmara Municipal de Estremoz e com o apoio de várias entidades, esta edição do «Est´Jazz» decorre até dia 19, segundo a Renascença.
Os concertos, que decorrem às 22:00 horas, são inaugurados dia 17, em que sobe ao palco Hugo Alves Quartet.
Dia 18 actua o trio Projecto Almagreira.
No dia 20, as actuações encerram com André Fernandes Quarteto «Imaginário».
No mesmo período, dias 17 a 19, o Até Jazz Café conta com actuações da Est´Jazz HouseBand, às 24:00, seguidas de Jam Sessions com música improvisada.
Nas noites concertos, o teatro promove uma feira do jazz, com produtos relacionados com o género musical.
De segunda a quarta-feira terá lugar o ciclo de cinema «Cinema com Jazz Dentro», no Teatro Bernardim Ribeiro, às 21:30.
A entrada é livre.
Por fim, até 16 de Outubro, o público poderá visitar a exposição de pintura de Andrea Inocêncio.
José Capitão Pardal

