


Sem Comentários
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2010-04-14
A ciência, a energia e o digital são a agenda para o futuro de Portugal, afirmou o Primeiro-Ministro em Leiria. «Estratégia é escolher o sítio onde lutar e o sítio onde devemos lutar, no meu ponto vista, é nestas três áreas» que «influenciam e que mudam tudo o resto, tudo à sua volta, que são as três forças motrizes» da economia mundial no momento presente, sendo as áreas nas quais «as mudanças estão a acontecer a uma velocidade absolutamente vertiginosa», acrescentou José Sócrates.
«Se conseguirmos, na ciência, obter aquilo que deve ser o nosso objectivo, que é ter um investimento em ciência, investigação e desenvolvimento igual à média europeia, então eu digo temos vencido um dos maiores fossos, diferenças, défices que Portugal teve durante décadas e que nos condenou a um certo atraso», afirmou, referindo também como objectivo, atingir um número de diplomados com o ensino superior entre os 25 e 34 anos igual à média europeia.
No digital (tecnologias da informação e das comunicações), o PM apontou a instalação das redes de comunicações de nova geração, em curso, que deverá permitir impulsionar o desenvolvimento do sector de forma a que Portugal triplique as exportações, atingindo os cinco mil milhões de euros – «uma ambição perfeitamente razoável para os próximos dez anos» -, e criando «um sector digital à altura de uma economia moderna».
Na energia, o Chefe do Governo afirmou que se Portugal atingir 60% da produção de electricidade baseada em energias renováveis, desenvolver o projecto pioneiro no automóvel eléctrico e melhorar a eficiência energética em 20%, «teremos um País moderno e uma economia moderna e em condições de ter sucesso». Um País que aposta nas energias renováveis, na ciência e ensino superior, e na economia digital «é um País com confiança em si próprio».
Num jantar-conferência organizado pela Liga de Amigos da Casa Museu João Soares – pai do ex-Presidente da República Mário Soares – José Sócrates afirmou que «uma das tarefas prioritárias dos políticos é mobilizar para uma agenda de futuro, não apenas os serviços do Estado, mas a sociedade e as empresas e as famílias».
«Os défices orçamentais são maus ou bons no médio prazo, dependendo de uma coisa: do sítio onde investimos o dinheiro», apontou o Primeiro-Ministro, exemplificando com os diversos investimentos de modernização previstos ou em curso, os quais, simultaneamente, têm servido para «proteger o emprego e proteger a economia», porque «quando há uma crise económica como aquela que nós vivemos, o dever do Estado é aumentar o seu défice, o dever do Estado é fazer mais investimento». Agora, que a economia começa a dar sinais de retoma, as prioridades são «a recuperação económica, que é urgente» e «pôr as contas públicas em ordem, o que tem que ser feito ao mesmo tempo».
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José Capitão Pardal
Sem comentários junto informação do Portal do Governo
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2010-06-25
José Capitão Pardal
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O Produto Interno Bruto (PIB) da China relativo ao primeiro trimestre do ano expandiu-se ao ritmo mais elevado dos últimos 3 anos. Face ao período homólogo, a economia chinesa cresceu 11,9% batendo as estimativas dos economistas consultados pela Bloomebrg que esperavam uma expansão de 11,7%. É, sem dúvida, uma taxa de fazer salivar as economias desenvolvidas mas, segundo vários especialistas está assente num monte de fragilidades. Ao contrário do crescimento económico, o nível de preços no consumidor – inflação – ficou-se pelos 2,4%, 0,2% a baixo do esperado, o que torna mais difícil a decisão de aumentar a taxa de juro, um movimento defendido pelos economistas como necessário para arrefecer a economia. Recorde-se que em 2008, a China diminuiu o preço do dinheiro para combater a crise económica mundial e não mais a voltou a aumentar, ao contrário de alguns países vizinhos como a Índia e a Austrália que já aumentaram o preço do dinheiro para temperar o crescimento económico, a subida generalizada dos preços, e para evitar o surgimento de bolhas nos preços dos activos. Risco de sobreaquecimento Com a inflação a níveis inferiores ao esperado, as autoridades chinesas deverão adiar o aumento da taxa de juro para o segundo semestre do ano, mas algo tem de ser feito. “O próximo passo deverá ser a reavaliação do yuan [a moeda chinesa]“, disse Glenn Maquire, o responsável da Société Général para os mercados da Ásia-Pacífico, a Bloomberg . Já Brian Jackson, estratego do Royal Bank of Canada, diz que mantem-se a necessidade de apertar a política monetária “dados os rriscos de sobreaquecimento da economia chinesa”.Os preços dos alimentos foram os bens responsáveis pelo aumento da inflação, mas os custos do trabalho e os preços das matérias-primas estão também a subir, o que condiciona o objectivo do governo chinês de encerrar o ano com uma taxa de inflação de 3%. Em Março, a produção industrial aumentou 18,1%, face ao mês homólogo, depois de ter aumentado 20,7% nos dois primeiros meses do ano. As vendas de carros, por exemplo, aumentaram 76% no primeiro trimestre, com a Mercedes a vender mais do dobro que no mesmo trimestre de 2009. O caminho chinês Em vez de aumentar a taxa de juro, as autoridades chinesas têm tomado medidas de forma a diminuir o crédito concedido em 22%, face a 2009. Para Zhu Min, Governador do Banco Central chinês, a taxa de juro é uma “arma pesada” para atacar o problema e as medidas alternativas entretanto tomadas estão a funcionar. No entanto, a última vez que a economia cresceu mais de 11%, em 2006, o banco central apressou-se a aumentar o preço do dinheiro, o que leva o Royal Bank of Canada a prever um aumento já este mês. Já o Bank of America-Merrill Lynch diz que tal só acontecerá no último trimestre do ano.As autoridades chinesas temem que o fim das medidas anti-crise provoquem a estagnação do crescimento, uma vez que a expansão agora quantificada deve-se ás políticas de estímulo económico tomadas para combater a crise mundial. O investimento foi responsável por 6,9% do crescimento registado e o consumo contribuiu com 6,2%. Só nas cidades, o investimento em activos como o imobiliário trepou 26,4%. Porém, o saldo entre exportações e importações roubou 1,2% devido ao aumento destas últimas. Segundo o gabinete de estatística chinês, o país pode mesmo vir a registar o primeiro défice comercial em seis anos, na primeira metade do ano. Face às reticências da China em subir a taxa de juro, os economistas estão convencidos que o país deverá valorizar a moeda e assim provocar um efeito similar ao da subida do preço do dinheiro. Jim O’Neill, o economista chefe da Goldman Sachs, disse ontem que a China deverá deixar que o Yuan se valorize entre 2 a 5% face ao dólar durante a próxima semana. Este foi o caminho tomado ontem pelas autoridades de Singapura, na expectativa que a China permita a valorização da sua moeda. Bolha à vista Devido ao crescimento de ficar de olhos em bico, há profissionais dos mercados que já vislumbram bolhas nos preços dos activos chineses. É o caso do gestor de hedge funds Jim Chanos. Segundo este, o mercado imobiliário chinês estás prestes a explodir e as repercussões podem alastrar-se ao resto do mundo.A recente evolução dos preços do imobiliário comercial e residencial nas 70 maiores cidades chinesas aponta para isso mesmo. No primeiro trimestre, estes activos viram o seu preço aumentar em 11,7%, a maior valorização desde 2005, enquanto as vendas de imóveis aumentaram 175% no mesmo período, segundo a empresa de imobiliário Evergrade Real Estate Group. Embora desvalorizada pelas autoridades chinesas, a verdade é que apesar do super crescimento da economia, a bolsa chinesa medida pelo índice Shanghai Composite Index, ficou indiferente à divulgação dos dados económicos. No último ano, o principal índice chinês acumula uma valorização de 32,8% em moeda local, um ganho semelhante ao das praças das economias desenvolvidas do ocidente, onde as taxas de expansão são modestas. |
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José Capitão Pardal
Sem comentários deixo-vos a notícia inserta no site Hardmusica de hoje (20091222).
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O contrato de investimento de 50 milhões de euros, com uma comparticipação estatal de 20 milhões de euros, será assinado entre o AICEP-Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, e a SAIP- Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações com a presença do ministro da Economia, Vieira da Silva, afirmou à Lusa fonte oficial do Ministério da Economia.
Esta primeira fase do Parque Alqueva, que é o maior investimento turístico a realizar no Alentejo nas próximas décadas, está já em construção e vai ser constituída por um hotel, com 250 camas, por um Wine Club e por um campo de golfe na Herdade do Roncão d’El Rei.
Espera-se que este primeiro projecto esteja concluído no primeiro trimestre de 2012, disse à Lusa fonte da SAIP, que, no entanto, remeteu para segunda-feira pormenores mais detalhados sobre os projectos para as duas restantes herdades que constituem o Parque Alqueva.
Fonte da SAIP tinha afirmado à Lusa recentemente que a sociedade pretendia investir perto de 1.000 milhões de euros na concretização do projecto turístico.
O projecto do Parque Alqueva foi classificado pelo Governo como de Potencial Interesse Nacional (PIN).
Dia 21 serão ainda inauguradas as instalações do Turismo Terras do Grande Lago Alqueva, pólo de desenvolvimento turístico que tem por missão valorizar as terras do grande lago Alqueva e fazer o aproveitamento sustentado dos recursos turísticos
(ES)
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José Capitão Pardal
Certo que se trata apenas de uma tendência que não desejamos se inverta, a melhoria verificada na Economia é a esperança que melhores dias virão.
Notícia da Agência Financeira de 20091118.
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Consumo privado também regista redução menos intensa
A economia portuguesa caiu 2,4%, no terceiro trimestre, face ao período homólogo.
No entanto, a descida foi inferior à registada no segundo trimestre.
Esta queda menor fica a dever-se à melhoria da procura interna e à recuperação do investimento.
«A menor redução homóloga do PIB no terceiro trimestre reflectiu sobretudo uma melhoria do contributo da procura interna, em resultado de uma variação negativa menos acentuada do investimento, tendo a procura externa líquida registado um contributo positivo e próximo do verificado no trimestre anterior», revela o documento do INE.
Revela a estimativa rápida do INE, que no período em análise, o investimento caiu 9,3% face ao mesmo período do ano passado.
O relatório revela ainda que o indicador de actividade económica melhorou «significativamente», depois de uma descida homóloga de 4,2% no segundo trimestre.
Consumo privado atenua queda.
O indicador de clima económico recuperou nos últimos dois trimestres, após ter diminuído nos quatro trimestres anteriores.
Este indicador caiu 0,8% no terceiro trimestre deste ano.
O consumo privado também registou «uma redução ligeiramente menos intensa no terceiro trimestre de 2009, em resultado do contributo menos negativo do consumo duradouro, uma vez que o consumo corrente desacelerou», concluem os dados do INE.
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José Capitão Pardal
Barragem de Veiros – Pelo interesse que tem para todos os estremocenses, em especial, os residentes na vila de Veiros, aqui vos deixo a notícia inserta no jornal “Diário do Sul” de hoje, sobre um assunto que marcará os próximos tempos até à sua inauguração.

Foto: Miguel Carola
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Quinta, 08 Outubro 2009 13:57
Ontem, dia 7 de Outubro de 2009, deu-se início à construção da Barragem de Veiros.
O Consórcio OIKOS Construções SA/ Chupas e Morrão SA inicia hoje os trabalhos preparatórios de construção da tão esperada Barragem de Veiros.
Numa primeira fase, que deve durar cerca de um mês, serão realizados trabalhos de implantação topográfica, sondagens e desmatação da zona de estaleiro.
Numa segunda fase, chegarão ao local mais máquinas para a escavação do corpo da barragem, estação elevatória, rede de rega, melhoramento de caminhos e obras de drenagem.
Trata-se de uma obra há muitos anos desejada por todo o Concelho de Estremoz, já incluída nos Planos de Rega de Salazar.
Parada algumas décadas, volta a ser objecto de um estudo de viabilidade a cargo de Capoulas Santos, durante a governação de António Guterres.
As conclusões deste estudo apontaram para bons índices económicos de um futuro aproveitamento na zona de Veiros, sendo então elaborado o Projecto de Execução das Infra-estruturas de Rega.
Mais tarde, o Instituto de Desenvolvimento Rural e Hidráulica (IDRHA) apresenta as conclusões de um estudo de impacte ambiental no qual se destaca: “…Neste contexto, o projecto em causa, ao contribuir para a resolução dos problemas actuais relacionados com o abandono da actividade agrícola, nomeadamente a degradação da paisagem, os riscos de propagação de incêndios e, principalmente, a diminuição dos rendimentos dos agricultores, e a consequente desertificação humana da região em causa, adquire uma importância vital para o concelho de Estremoz”
A construção da Barragem passou publicamente de uma promessa a uma certeza durante a inauguração da FIAPE de 2006, quando o Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia assumiu, perante as gentes do Concelho, integrá-la no próximo ciclo de fundos comunitários de apoio.
O Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, por despacho de seis de Outubro de dois mil e oito, autoriza a abertura do Concurso Público para a empreitada de construção da Barragem de Veiros.
No ano de 2009, quando os mais cépticos colocam em causa a concretização daquela que é uma das maiores aspirações de toda a população de Veiros em particular, e do Concelho de Estremoz no geral, eis que começam os trabalhos de preparação no terreno que, daqui a 810 dias, deverão estar em fase de conclusão, para serem apreciados por aqueles que desenvolveram esforços no sentido da sua concretização e acreditaram que seria possível, e também pelos outros… A Associação de Regantes está constituída, a Rede de Rega em pressão está projectada para fornecer um perímetro de rega que fornecerá os Concelhos de Estremoz e Monforte, numa área de 1134 ha, beneficiando 78 proprietários em 136 prédios.
A Barragem será do tipo aterro zonado, com 150m de comprimento e 8m de altura, sendo a altura máxima acima da fundação de 32,5m. Terá um escoamento anual médio de 25,1hm3 e uma capacidade de rega de 1 389 litros por segundo.
Toda a obra inerente à construção da Barragem de Veiros representa o maior investimento alguma vez efectuado naquela freguesia do Concelho de Estremoz, cerca de 17 milhões de euros.
Pelos 50 anos de espera, pela conquista conseguida e pelos impactos positivos significativos que esta obra acarreta, todo o Concelho se enche de orgulho e satisfação.
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José Capitão Pardal
Em Março de 2007 redigi um texto sobre o Estudo de Enquadramento Estratégico para o Centro Histórico e Remate Urbano Leste de Estremoz, que em tempo oportuno, foi mandado realizar pelo actual executivo presidido pelo Dr. José Alberto Fateixa, que aqui vos deixo e que durante os próximos anos servirá de “bitola” na política municipal de Reabilitação Urbana da nossa cidade.
Devemos estar cientes que não se enquadrando numa estratégia de curto prazo não terá grande impacto eleitoral nas próximas eleições autárquicas, mas também não pudemos deixar de afirmar, que não é com políticas de curto prazo, só para “ganhar” eleições, em moda nos tempos que correm, que conseguiremos tornar Estremoz, num concelho mais atractivo, mais desenvolvido e mais justo socialmente.
Só com uma Estratégia de Médio e Longo Prazo (na qual se insere o Estudo de Enquadramento Estratégico para o Centro Histórico e Remate Urbano Leste de Estremoz) que perdure por vários mandatos e não se preocupe, exclusivamente, com as “sempre próximas eleições” será possível transformar o concelho e torná-lo mais atractivo para quem nele vive ou o visita.
Nada de consistente poderá ser realizado, se não compreendermos que para apareçerem os resultados de uma estratégia de médio e longo prazo, que não seja mais do que um somatório de medidas e realizações desenquadradas e sem qualquer ligação é necessário mais que um mandato eleitoral.

A minha Opinião sobre…
ESTUDO DE ENQUADRAMENTO ESTRATÉGICO
PARA O CENTRO HISTÓRICO E REMATE URBANO LESTE
A recente apresentação, com toda a “pompa e circunstância” que o assunto merecia, do Estudo de Enquadramento Estratégico, para o Centro Histórico e Remate Urbano Leste, na presença das forças vivas da cidade de Estremoz (entidades civis, militares, associativas e políticas, das várias sensibilidades), no Salão Nobre da Câmara Municipal de Estremoz e desde então colocado à discussão pública suscita, certamente, à maioria dos estremocenses, uma série de dúvidas, reflexões e interrogações.
E a primeira questão que de imediato se coloca, é saber se este documento será a panaceia para todos os nossos males (que são muitos, diga-se de passagem).
Naturalmente que não é, trata-se apenas e tão só, de um estudo, que com a consulta pública, aguarda os contributos dos estremocenses, e que se destina a enquadrar os princípios orientadores, que visarão a requalificação e reabilitação da futura zona de intervenção urbanística na cidade de Estremoz.
É certo que este documento representa um primeiro passo significativamente importante, para a Estratégia de Desenvolvimento Sustentado, que se pretende para o concelho.
Primeiro passo significativo de um trajecto enorme, que todos temos pela frente, eleitos e eleitores estremocenses, de todos os quadrantes, para que o concelho seja mais desenvolvido económica, social e culturalmente.
Apesar de conscientes que, a degradação urbanística e do património da cidade, não é de hoje, mas fruto de décadas de abandono e escassez de investimento público e privado, e que a execução da sua Reabilitação e Requalificação envolve investimentos de montantes, para os quais o Município, por si só, não dispõe de capacidade financeira para os realizar, todos nós sentimos no nosso dia-a-dia, uma necessidade enorme na sua concretização.
Os 170 milhões de Euros de Investimento Global, público e privado, que o estudo prevê para os próximos 15 anos, são deveras significativos no contexto económico do concelho de Estremoz.
Para que seja possível a sua execução total, muitos mais passos terão de ser dados e muitas mais vontades terão que ser conseguidas, ao nível: do Governo, do Município, dos Investidores Públicos e Privados, das Forças Vivas do Concelho (empresariais, associativas, políticas, etc.) e em especial de todos os Estremocenses, sem os quais, qualquer estudo ou qualquer plano, dificilmente passará do papel.
Certamente que o Executivo Municipal, através do seu Presidente, Dr. José Alberto Fateixa, utilizou os seus conhecimentos, efectuou os contactos e moveu as influências necessárias, junto do Governo, para aquilatar da abertura política necessária, ao futuro apoio à iniciativa que se pretende levar a efeito, no âmbito do QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional.
Certamente que ponderou os riscos do lançamento desta iniciativa, no actual momento, em que terminou o anterior Quadro Comunitário de Apoio e o novo Quadro Comunitário (QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional), ainda não está totalmente definido e que ponderou também os riscos duma iniciativa com a envergadura como a que está a ser delineada.
Como diz o nosso povo, “que quem não arrisca não petisca” e “que a candeia que vai à frente ilumina duas vezes”.
O volume dos investimentos que se pretende realizar, parte da responsabilidade do sector privado, é por si só, de risco elevado, mas mesmo arriscando a que algo não corra totalmente de acordo com o planeado, há que seguir em frente e mobilizar todos os envolvidos no projecto, nomeadamente, os beneficiários das medidas que se pretendem implementar.
Nos últimos 30 anos, muitos investimentos se efectuaram no concelho, mas ainda muitos estão por realizar, alguns dos quais básicos e de grande prioridade.
Este Quadro Comunitário de Apoio (QREN) configura-se como a última oportunidade de os realizar.
A Reabilitação e a Requalificação da nossa cidade afigura-se-nos como de uma importância decisiva, para que possamos perder esta última oportunidade de a efectuar.
Daí a importância do Estudo que no passado dia 8, foi apresentado pelo executivo municipal e se encontra aberto à discussão pública.
Deseja-se uma participação o mais alargada possível, na discussão do documento, para que este exprima a vontade de todos os estremocenses, que sabemos desejarem uma Nova e Mais Qualificada Cidade.
Cremos estar no início de um ciclo, que a médio prazo, vai transformar a cidade e tornar o concelho de Estremoz, mais atractivo e com: Mais Qualidade para Viver e Visitar, Mais Capaz de Atrair Investimento, que Crie Riqueza, Emprego e Acrescente Valor, Mais Competitivo no Contexto Regional e Supra Regional, Socialmente Mais Justo e Mais Amigo do Ambiente e do Património.
A aposta está lançada, há que ter esperança, mantermo-nos atentos e confiantes num futuro melhor.
Espero que o tempo me dê razão.
Obrigado por me terem lido.
José Capitão Pardal
O investimento em “energias limpas” está na ordem do dia e os cidadãos interessam-se cada vez mais pelo tema, pelo que considero de interesse a divulgação deste artigo que consta do jornal “Público.pt” de 20090823.
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por Lurdes Ferreira
As zonas de Porto Alto, Trafaria, Setúbal, Évora, Alqueva, Estói e Portimão foram as escolhidas para acolher os primeiros projectos portugueses de inovação e demonstração de energia solar concentrada termoeléctrica e concentrada fotovoltaica.
A potência total a concurso é pequena – são 33,5 megawatts que equivalem a apenas 16 torres eólicas das mais recentes -, as condições são restritivas, mas os interessados não deverão faltar.
É a perspectiva de futuro que atrai entidades como a EDP, que já anunciou que vai avançar nesta área, ou o grupo Dreen, ligado às energias renováveis, que prepara uma parceria com a Águas de Portugal, como revelou ao PÚBLICO, para entrar no fotovoltaico de alta concentração.
Dos EUA à China, o momento é de grande entusiasmo no desenvolvimento das tecnologias solares concentradas, que se baseiam em grandes instalações de espelhos parabólicos, algumas delas a funcionar há vários anos.
Símbolo desta nova vaga é o mega projecto Desertec, o consórcio liderado por grupos alemães que quer aproveitar o sol do deserto do Sara para produzir energia eléctrica que seja suficiente para satisfazer 15 por cento do consumo dos europeus e transportá-la ao longo de dois mil a três mil quilómetros.
Em Portugal, não são grandes centrais que o Governo quer promover, mas pequenas unidades de inovação e demonstração que possam entrar na geração tecnológica posterior à que será usada no arranque do Desertec, e que, sendo tecnologias afins, se encontram ainda hoje em etapas anteriores de desenvolvimento, explica Manuel Collares Pereira, vice-presidente da Dreen e professor catedrático do IST.
As inovações mais esperadas desta tecnologia passam pela possibilidade de armazenamento de energia e pelos tipos de espelhos parabólicos.
Assim, na opinião deste investigador, o país pode “apanhar a leva seguinte”.
A estreia portuguesa confina-se para já às zonas com grande exposição solar e onde há mais disponibilidade da rede eléctrica para receber energia.
Serão aprovados um máximo de 14 projectos “com forte componente de investigação e desenvolvimento tecnológico”, em função de três critérios, o mais restritivo dos quais é a valorização de parcerias com entidades com carreira nestas tecnologias, as quais não existem em Portugal.
Os outros dois são a ligação às universidades com relevância na área da energia solar e a eficiência energética associada ao projecto.
Os projectos vencedores terão ligação à rede eléctrica e uma tarifa subsidiada, a definir por portaria.
Espaço é bem escasso
Ao impulso à geração descentralizada, acessível a pequenos produtores/consumidores e designada por micro produção, parece suceder agora, a nível mundial, a aposta na produção de electricidade a partir de grandes centrais termoeléctricas concentradas que funcionam através do “velho” circuito fechado de água (ou de um fluido), mas em vez de ser com carvão ou gás natural é com a energia do sol.
As gigantescas centrais de painéis solares térmicos de concentração previstas no projecto Desertec deverão funcionar igualmente com vapor de água, de acordo com a informação disponível.
Se a investigação em Portugal se destinar a ser usada, no futuro, no deserto, “é uma boa ideia, se não, não serve”, defende Manuel Ferreira dos Santos, um dos dirigentes da associação ambientalista Geota, por considerar que não há ganhos garantidos de eficiência que tornem esta produção de energia mais barata (é cerca de três vezes mais cara do que a eólica) e por necessitar de muito espaço, um bem escasso no país.
Quando estiver a funcionar em cruzeiro, o projecto Desertec ocupará uma área do Sara equivalente à dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa. As consultoras não sabem ao certo quanto dinheiro se dirige neste momento para o desenvolvimento destas tecnologias, estando o bolo mais apetitoso, de 787 mil milhões de dólares, a ser distribuído pelo Governo dos EUA para as tecnologias limpas.
E não é por acaso que nos EUA se ouve dizer agora: “Estamos a vender solar à maluca, em Houston.” São palavras de John Berger, responsável da empresa de serviços energéticos Standard Renewable Energy, citado há alguns dias pelo Financial Times.
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José Capitão Pardal
2009-09-02
O Plano Tecnológico da Educação, lançado há dois anos, cumpriu e ultrapassou muitas das suas metas, segundo o balanço apresentado pela Ministra da Educação em Albufeira.
Entre outros aspectos, triplicou o número de computadores ligados à Internet, face aos números de 2005, e a nova ligação à internet de alta velocidade em fibra óptica de 64 Mbps em 2009 mais do que decuplica os 4 Mbps de 2007 e ultrapassa claramente a meta fixada para 2010 (48 Mbps); das 1200 escolas, 112 estão ligadas à internet a 100 Mbps.
O plano permitiu que as escolas do ensino público disponham hoje de um computador por cada 5 alunos, de um computador por cada 4 alunos nas escolas do 2.º e 3.º ciclo do básico e no ensino secundário, um quadro interactivo por cada três salas de aula e um videoprojector por cada sala de aula.
A Ministra Maria de Lurdes Rodrigues afirmou que «todas as condições de trabalho, de estudo e de aprendizagem melhoraram muito.
A questão fundamental são as condições de acesso à informação e ao conhecimento», recordando que cerca de 800 mil alunos tiveram acesso a computadores pessoais e que o mesmo sucedeu com perto de 87 mil professores, através dos programas e.escolas e e.professores.
A concretização das componentes do PTE encontra-se entre os 90 e os 95%, à excepção dos sistemas de vídeo vigilância, cartão do aluno e redes locais: «Muitas escolas já tinham vídeo vigilância e já utilizavam o cartão de aluno.
São os projectos que as escolas sentem menos falta.
A vídeo vigilância está a ser instalada, o cartão do aluno aguarda visto do Tribunal de Contas», acrescentou.
O lançamento do Portal das Escolas (www.portaldasescolas.pt) marca o arranque para uma nova fase do plano: a disponibilização de serviços de nova geração. Destes destacam-se:
- videovigilância sobre IP, que se encontra em fase de instalação;
- cartão electrónico da escola, com carregamento de saldo remoto (homebanking, ATM e lojas de pagamento), que aguarda visto do Tribunal do Contas;
- sistema integrado de comunicações (voz, vídeo e dados sobre IP), cujo concurso será lançado ainda este mês.
O Plano Tecnológico da Educação representa um investimento de cerca de 400 milhões de euros e pretende colocar Portugal entre os cinco países europeus mais avançados na modernização tecnológica dos estabelecimentos de ensino.
José Capitão Pardal
Por ser do interesse geral, transcrevo a notícia da autoria do jornalista Jorge de Sousa, publicada pela agência noticiosa Lusa.
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De Jorge de Sousa (LUSA)
Amarante, 17 Ago (Lusa) – O primeiro-ministro José Sócrates afirmou hoje em Amarante que estão actualmente em construção seis novos hospitais e que isso contribui para combater a crise e qualificar os serviços de saúde.
“Este hospital é importante para o Tâmega e Sousa mas é sobretudo fundamental para o Serviço Nacional de Saúde.
Estamos a fazer um grande esforço de investimento na área dos hospitais.
Temos seis hospitais em construção, em Cascais, Braga, Guarda, Hospital Pediátrico de Coimbra e também em Lamego”, referiu José Sócrates.
Segundo o chefe do Governo, que esteve em Amarante no lançamento da primeira pedra do novo Hospital de Proximidade, “este investimento cumpre um duplo objectivo.
Em primeiro lugar, serve para combater a crise e dar mais oportunidades de emprego e por outro lado qualifica o nosso Serviço Nacional de Saúde”.
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José Capitão Pardal
Pelo seu interesse para o período que atravessamos, deixo-vos o artigo de opinião de José Sócrates, no “Jornal de Notícias” de 20090811.
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“Votar na direita é regressar ao passado”
A atitude na governação, o investimento público e as políticas sociais constituem os três pontos fundamentais que separam o PS da direita, que se apresenta com ideias e pessoas do “passado”, diz Sócrates.
Jornal de Negócios com Lusa
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A atitude na governação, o investimento público e as políticas sociais constituem os três pontos fundamentais que separam o PS da direita. Em considera artigo de opinião hoje publicado no “Jornal de Notícias”, o líder socialista sustenta ainda que votar na direita é regressar ao passado. “A direita não tem como esconder a sua verdadeira face: o regresso ao passado. Quatro anos volvidos, a direita não tem melhor para propor que as mesmas ideias e as mesmas pessoas. Mesmas ideias e mesmas pessoas que, ainda há pouco, em condições bem mais favoráveis, fracassaram totalmente na governação”, acusa o primeiro-ministro. Sob o título “Uma escolha decisiva”, José Sócrates inicia o seu longo artigo no JN referindo a existência de uma “velha lógica de coligação negativa, em que forças políticas de sinal contrário, como a direita conservadora e a esquerda radical, convergem no objectivo comum de atacar o PS e dizer mal de tudo o que se tenta fazer para melhorar o país”. No entanto, no desenvolvimento do artigo, o secretário-geral do PS centra a sua crítica na direita, apelando a que “não haja ilusões: para Portugal, a alternativa real é entre o PS ser chamado de novo a formar Governo ou regressar a um Governo de direita. Por isso, os que querem um PS fraco e vencido, digam o que disserem, preferem de facto a direita no poder”. José Sócrates afirma que “enquanto o PS lança as ideias políticas que marcam o debate, na direita reina o vazio: não tem ideias nem alternativa para apresentar e, mais grave ainda, tenta agora esconder dos eleitores as ideias que antes apresentou e defendeu, como as que contestaram o aumento do salário mínimo ou as que poriam em causa a universalidade e tendencial gratuitidade do Serviço Nacional de Saúde, bem como a própria matriz pública do nosso sistema de segurança social, que garante as pensões e as reformas dos portugueses”. A escolha decisiva nas próximas legislativas, segundo José Sócrates, deverá ser feita em três questões que considera fundamentais. “Em primeiro lugar”, escreve, “trata-se de escolher uma atitude na governação. Como é manifesto, a atitude que tem marcado o discurso da direita é dominada pelo pessimismo, pela amargura e pela resignação. Bem vistas as coisas, a direita só fala do futuro para dizer que tem medo do dia de amanhã. Medo: não apela ao melhor mas ao pior de nós. A sua mensagem é triste e miserabilista. Não adianta fazer nada a não ser esperar pacientemente por melhores dias.” Em segundo lugar, no entender do líder do PS, há uma escolha política a fazer sobre o investimento público. “A nossa direita”, acusa Sócrates, “ao arrepio do que se vê pelo Mundo fora, permanece apegada aos seus preconceitos ideológicos e acha que o Estado não deve fazer tanto para ajudar a economia a vencer a crise e para salvaguardar o emprego. A sua proposta é, por isso, simples e recorrente: cortar no investimento público.” Sócrates considera “errada” esta proposta: “Cortar no investimento público modernizador, como propõe a direita, seria um grave erro estratégico, que prejudicaria seriamente o relançamento da economia, atiraria muito mais empresas para a falência e bloquearia a recuperação do emprego.” Em terceiro lugar, Sócrates afirma que “há uma escolha crucial a fazer sobre o futuro das políticas sociais”. Neste plano, escreve que “a direita insiste no recuo do Estado Social, para a condição de Estado mínimo ou, como dizem agora, Estado ‘imprescindível’. Nada que não tenhamos já visto antes: lembramo-nos bem de que estes mesmos protagonistas foram responsáveis por um forte desinvestimento nas políticas sociais quando estavam no Governo. Mas, tendo em conta as propostas apresentadas pela direita ao longo desta legislatura, a ambição que agora se desenha é outra: privatização parcial da segurança social, fim da tendencial gratuitidade do Serviço Nacional de Saúde e pagamento dos próprios serviços de saúde pelas classes médias, privatização de serviços públicos fora das áreas de soberania.” |
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José Capitão Pardal
Pelo interesse da informação, transcrevo a notícia inserta na “Vida Económica” online de 20090803.
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Aprovados 11 pólos de competitividade e tecnologia e 8 “clusters” regionais
As empresas do sector do turismo poderão dispor de acesso facilitado às verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) com o reconhecimento da estratégia «Turismo 2015» como pólo de competitividade e tecnologia.
A estratégia «Turismo 2015» foi reconhecida através da assinatura de um contrato específico pelo presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, e pelo gestor do COMPETE – Programa Operacional Factores de Competitividade, Nelson de Souza.
Este pólo de competitividade e tecnologia permite alinhar todas as candidaturas de empresas que se enquadrem na estratégia «Turismo 2015» de acordo com a mesma orientação global, facilitando “não só o acesso como também a obtenção de melhores condições de financiamento, desde logo porque cria as condições para que as empresas do turismo possam concorrer apenas entre si”.
Foi aprovado em reunião do Conselho de Ministros de 16 de Julho o novo Código Fiscal do Investimento, o qual decorre da autorização legislativa concedida ao abrigo da Lei do Orçamento do Estado para 2009.
O novo Código Fiscal do Investimento pretende unificar os procedimentos aplicáveis à contratualização dos benefícios fiscais ao investimento produtivo em território nacional e ao investimento dirigido à internacionalização das empresas portuguesas, procedendo para tal à agilização de procedimentos e ao aperfeiçoamento e transparência do regime aplicável.
São introduzidas algumas alterações importantes ao nível dos benefícios fiscais, que se traduzem, designadamente, na concessão de um crédito de imposto, em sede de IRC, que poderá ascender a 20% do investimento elegível realizado.
Os investidores deverão estar atentos à nova realidade, tendo em conta as vantagens que podem advir da nova regulamentação.
O ministro da Economia e Inovação, Fernando Teixeira dos Santos, formalizou, no passado mês de Julho, a aprovação de 11 pólos de competitividade e tecnologia e 8 “clusters” regionais qualificados no âmbito das estratégias de eficiência colectiva 2007-2013.
Só agora, e “em função dos projectos apresentados e do escalonamento que vai haver nos concursos que o QREN já tem e que irá ter no futuro”, chegarão os primeiros financiamentos, limitados ao horizonte temporal 2013, disse à “Vida Económica” Manuel Laranja, assessor do Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico.
É que “não faz sentido o Governo estar a criar pólos para financiá-los ‘adeternum’”.
O Governo tem já agendada, para os primeiros dias de Setembro, a segunda edição do Portugal Tecnológico.
Trata-se de “uma mostra dos resultados da modernização um evento que decorrerá entre a primeira e a segunda semana de Setembro e onde, pela primeira vez, os pólos de competitividade e “clusters” regionais agora validados pelo Ministério da Economia serão convidados a expor um stand alusivo aos seus projectos.
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José Capitão Pardal
Pela actualidade e pela importância que esta questão terá para o Alentejo e para futuro do nosso país e dos nossos filhos, aproveito para transcrever o texto da jornalista Graça Rebelo inserto no “Jornal de Notícias” do passado dia 26 de Junho.
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2009-06-27
De algum modo, a notícia de adiamento do contrato de concessão relativo ao TGV foi inesperada.
E se é certo que, em vésperas de eleições por razões de rigor e transparência não se deve acelerar um processo que envolve verbas de envergadura, a verdade é que igualmente por razões eleitorais não convirá prejudicar uma oportunidade de investimento estruturante para o país, como é o lançamento da rede ferroviária de alta velocidade.
Por diversas razões, e todas elas ponderosas.
Desde logo, pela necessidade premente de Portugal atrair e manter investimento.
Tal como tem sido salientado nas Conferências Mundiais sobre Investimento Internacional, os países que demonstram maior capacidade para atrair Investimento Directo Estrangeiro (IDE) – revelando-se, portanto, mais competitivos e capazes de criar mais emprego – são aqueles que possuem infra-estruturas indutoras de uma elevada mobilidade geográfica, de que a alta velocidade é o melhor exemplo.
De facto, se é certo que se vive uma crise internacional, organizações como o Banco Central Europeu estimam que a recuperação desta se dê já em 2010. Por isso, importa que a crise não suscite paralisia.
Pelo contrário, importa que se relance a economia para o período “pós-crise”.
Veja-se que, cientes da importância desta infra-estrutura para a competitividade e atracção de investimento, muitos são os governantes – da Europa aos EUA – que se dispõem agora investir em alta velocidade.
Por exemplo, nos EUA, a Administração de Barack Obama anunciou em Maio um investimento de 13 mil milhões de dólares no TGV.
Depois, pela aposta que urge fazer num modelo de crescimento económico sustentável. Numa altura em que é expectável uma escassez, a prazo, do petróleo e se procuram – já a pensar na “era pós-petróleo” – soluções alternativas para energia e transportes, a alta velocidade emerge como uma excelente opção de investimento.
Por fim, dado que Portugal é, há muito, regionalmente assimétrico, urge investir em projectos que reforcem a atractividade dos territórios e dos sectores económicos, promovendo emprego e coesão territorial e social.
Acima da querela política, o interesse nacional impõe que se avalie ponderadamente o lançamento desta infra-estrutura pois – como aqui referi, em 2008, em artigo intitulado “TGV e acessibilidades” – se prevê que em 2020 a quase totalidade da União Europeia esteja ligada pela rede de alta velocidade, perdendo-se esta oportunidade Portugal ficará ainda mais periférico e, consequentemente, muito menos competitivo.
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José Capitão Pardal
A inauguração do INL poderá colocar os dois países ibéricos em lugar de destaque na investigação cientifica e ser um marco na mudança do paradigma do desenvolvimento de Portugal e Espanha, pelo que aproveito para transcrever o que o gratuito DESTAK assinala sobre a a referida inauguração, na sua edição online de 16/07/2009.
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Cavaco, Sócrates, Rei Juan Carlos e Zapatero juntos na inauguração do INSTITUTO IBÉRICO DE NANOTECNOLOGIAS
O Presidente da República e o Rei de Espanha inauguram sexta-feira, em Braga, o Instituto Ibérico de Nanotecnologias (INL), um investimento comum aos dois países, que está a recrutar 200 cientistas em todo o mundo.
DESTAK/LUSA | DESTAK@DESTAK.PT
Uma fonte da direcção do INL disse à Lusa que a inauguração do edifício “marca o lançamento da campanha internacional de apresentação do organismo e de promoção do recrutamento dos melhores cientistas, à escala internacional”.
O acto conta com a presença de Cavaco Silva e D. Juan Carlos, chefes de Estado dos dois países, e dos respectivos primeiros-ministros, José Sócrates e José Luiz Zapatero.
O Instituto, que começa agora, a dar os primeiros passos, tem ainda pendente a questão do estatuto jurídico – que ditará o regime fiscal -, e cuja formula legal demorou a ser encontrada, dado que se trata de um investimento internacional de dois países, que pode ser alargado a outros, a médio prazo.
Para os responsáveis do organismo, “a visibilidade internacional da inauguração do INL, a sua apresentação ao corpo diplomático e à imprensa, a repercussão junto dos principais centros académicos e industriais do mundo especializados em nanociências e nanotecnologias são essenciais para o lançamento do programa internacional de recrutamento dos melhores cientistas de todo o mundo, que agora se inicia”.
Na sequência do acto inaugural, a Administração do INL vai instalar-se, a partir de segunda-feira, no novo edifício, o qual só estará totalmente concluído no começo de 2010, devendo começar a receber os primeiros cientistas em meados desse ano.
“Captar os melhores talentos à escala mundial é um desafio de grande ambição, tendo em conta a intensa competição internacional por recursos humanos qualificados neste sector”, sublinha o INL. O Instituto garante que o edifício “está pronto a receber a instalação de equipamento científico de base, já encomendado, assim como a instalação de laboratórios específicos”, “O INL dispõe igualmente já de cerca de 40 cientistas em formação ou estágio em vários centros de referência, na Europa, nos Estados Unidos da América e no Japão”, assegura.
O INL é dirigido pelo espanhol José Rivas Rey, catedrático da Universidade de Santiago de Compostela.
A primeira pedra do complexo cientifico foi lançada em 2007 em Braga, durante a 23.ª Cimeira Ibérica, ocasião em que os governantes de Espanha e Portugal o classificaram como “facto histórico”.
O projecto teve um investimento inicial de 30 milhões de euros, – igual ao orçamento anual previsto. Em 2008 arrancou a construção do primeiro edifício do complexo, que fica situado em terrenos municipais no centro de Braga.
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José Capitão Pardal
Economia não é uma Ciência Exacta!…
O recente debate sobre as Obras Públicas iniciado pelos subscritores do Manifesto dos 28, que não concordam com o lançamento das Grandes Obras Públicas, no actual momento da Economia nacional, lançou o toque a rebate, para aqueles que defendem precisamente, o contrário ou seja que só com este tipo de investimentos é possível relançar a economia e criar o emprego necessário à redução da crise, numa área que tanto tem penalizado os portugueses e que ainda não atingiu o seu pico máximo.
A existência de crises na Economia (como aquela que estamos a atravessar) quebra a confiança dos agentes económicos e provoca a diminuição da procura interna.
Em consequência disso, os investidores privados reduzem a actividade.
Essa redução de actividade provoca uma redução substancial no emprego.
Para fazer face a esta situação, entre outras medidas, torna-se essencial que a quebra do investimento privado, seja substituída por investimento público, como forma de mais rapidamente, atenuar os efeitos da crise no emprego, dar confiança aos agentes económicos e relançar a actividade económica.
Mesmo que o início destes investimentos não seja a curto prazo, continuam a ser importantes, na fase de relançamento da actividade económica, que a maioria dos especialistas prevê para finais de 2010.
Outras razões existem para que estes investimentos não deixem de ser executados, como sejam: Oportunidade e Financiamento Comunitário, Ligação à Europa para Passageiros e Mercadorias (porto de Sines), Coesão Territorial, etc..
Pelo interesse que se reveste e pela actualidade, passo a transcrever o artigo inserto no jornal “i”, de 2009/06/25, sobre este assunto:
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Economistas em pé de guerra por causa das obras públicas
por Bruno Faria Lopes, Publicado em 25 de Junho de 2009
Após o manifesto dos 28, cresce a batalha de ideias entre economistas: José Reis e Luís Nazaré lideram oposição
O debate sobre investimento público em Portugal e os caminhos para sair da crise económica não dividem apenas a classe política – entre os economistas está a ganhar forma uma batalha de ideias sobre os milhões a gastar em obras como o TGV, ou o aeroporto, e o rumo certo para criar empregos numa economia em recessão. O manifesto divulgado na semana passada por 28 economistas, a pedir ao governo socialista para repensar os novos grandes projectos, não tem a concordância de muitos especialistas e já há três iniciativas públicas em marcha de sentido oposto: dois contra-manifestos e um ciclo de debates proposto pela Ordem dos Economistas.
Os dois manifestos nasceram em duas universidades portuguesas: a Faculdade de Economia de Coimbra e o ISEG, em Lisboa. O texto do primeiro já está pronto e foi elaborado por José Reis, professor catedrático de Coimbra e ex-secretário de Estado do Ensino Superior de António Guterres. Ao i, José Reis explicou que o documento se centra em questões como a criação de emprego, ligando-a à defesa da realização das obras públicas.
“É um texto abrangente sobre a economia, não está fixado em projectos [de obras públicas]“, adiantou José Reis. O texto já começou a circular pelo meio académico e económico, sendo que o economista de Coimbra espera reunir um conjunto de nomes credíveis à volta da sua proposta, contrária ao manifesto dos 28, cujas certezas critica: “A economia não é para se atirar para cima das pessoas sem a mínima discussão.”
O mesmo ponto de vista têm os promotores do segundo manifesto, todos do ISEG, em Lisboa: os economistas Luís Nazaré (ex-presidente dos CTT e da Anacom), António Mendonça e José Maria Brandão de Brito. “O tom afirmativo e sem dúvidas do que está escrito no manifesto dos 28 é de um conjunto de pessoas que está convencido que detém a verdade e que não há contraditório”, afirmou ao i Brandão de Brito, que foi convidado e recusou subscrever por discordar de “alguns pontos”.
Luís Nazaré avançou que já conhece os princípios do documento de Coimbra, de José Reis, e explicou que a diferença está apenas na abordagem, uma vez que o foco estará menos disperso em torno das questões sociais e mais sobre os investimentos. Para os professores do ISEG, o argumento da dívida para as gerações seguintes não tem força suficiente para travar as obras. “Em algum momento na história não foi deixada uma boa e má herança às gerações seguintes?”, interroga Brandão de Brito, que dá os exemplos da Ponte 25 de Abril (terminou de ser paga na década de 80), o Centro Cultural de Belém e a Ponte Vasco da Gama. “Não podemos pôr todos os investimentos no mesmo saco: estes já tinham sido discutidos e decididos por governos de cores diferentes e, no último momento, aparece um argumento a reverter tudo para a estaca zero. É preciso decidir”, acrescentou.
Este segundo manifesto está em fase de elaboração, devendo estar pronto na próxima semana – os promotores esperam reunir cerca de duas dezenas de assinaturas, com nomes credíveis e de peso na economia portuguesa.
Já na Ordem dos Economistas o manifesto dos 28 causou alguma perturbação e uma reacção: a direcção da Ordem decidiu promover um debate interno sobre as grandes obras, feito em duas sessões, – uma sobre o TGV, outra sobre o aeroporto – orientado para as questões técnicas e macroeconómicas. Os debates, que serão marcados para Julho, contarão com a presença de especialistas e não só. “Sou a favor do TGV e do aeroporto, que não devem ser adiados, mas isto é a minha opinião e não vincula a Ordem. Como bastonário vou convidar todos os 28 subscritores do manifesto para debater esta questão com os associados”, disse ao i Murteira Nabo.
Os associados têm dúvidas sobre o manifesto e a Ordem recebeu cartas de desacordo. “É positivo que se faça este debate, mas acho esquisita a maneira e momento em que o movimento apareceu, até porque o governo já tinha decidido adiar o TGV”, afirmou Murteira Nabo.
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José Capitão Pardal


