


Por ter achado muito interessante o texto de Praveen Gupta sobre Inovação e Empreendedorismo achei que o deveria divulgar, no meu Blog, para que os meus leitores possam usufruir de conceitos, muitas vezes arredados da gestão dos nossos agentes económicos.
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Ao examinar a minha colecção de livros sobre inovação, encontrei o livro “Inovação e Empreendedorismo”, de Peter Drucker.
Este livro teve a sua primeira edição em 1986! Drucker era verdadeiramente um visionário. É interessante verificar a forma como distinguiu os dois conceitos. A maioria das Universidades e Escolas de Negócios continuam a ter mais cursos de Empreendedorismo do que de Inovação.
Questiono-me se o Empreendedorismo consegue ser sustentado sem a Inovação.
A parte principal do trabalho de Drucker sobre inovação foi publicada em meados dos anos oitenta e focou-se nas fontes de inovação.
Ele identificou sete fontes de inovação:
1. O inesperado;
2. Incongruências;
3. Necessidade de pensamento;
4. Estruturas de indústria e de mercado;
5. Demografia;
6. Mudança de percepções;
7. Novo conhecimento.
O leitor sente-se encorajado a aprender mais sobre as fontes de inovação.
É impressionante o facto de Drucker ter tentado entender o processo de inovação nos anos oitenta. Identificou uma série de coisas a fazer e de coisas a não fazer.
A fazer:
1. A inovação planeada começa com a análise de oportunidades;
2. A inovação é tanto conceptual como perceptual;
3. Para ser eficiente, a inovação tem de ser simples e direccionada;
4. Inovação eficiente começa com pequenos passos;
5. Uma inovação bem sucedida visa a liderança.
A não fazer:
1. Não pense que sabe mais do que os outros;
2. Não diversifique, não perca o rumo e não tente fazer demasiadas tarefas de uma só vez;
3. Não tente inovar para o futuro. Inove para o presente!
Partilhe a sua lista connosco. Todos beneficiaremos.
Gostaria de partilhar a minha experiência pessoal com Peter Drucker, que demonstrou a sua vivacidade e grandiosidade até ao fim.
Enviei uma cópia do meu livro “Business Innovation in the 21st Century” a Drucker e a dois outros famosos consultores para conseguir a sua bênção.
Drucker enviou, em menos de 24 horas, uma resposta encorajadora na sua característica letra tremida.
Ele foi realmente uma pessoa fantástica!
Praveen Gupta
Peter Drucker
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José Capitão Pardal
Nunca condicionantes tão decisivas para a nossa economia, estiveram tão intimamente ligadas, nos tempos globais que decorrem, como estes dois (endividamento externo e potencial hidroeléctrico).
Sabendo que a nossa dependência energética, contribui com mais de 50%, para o endividamento externo, não é difícil concluir que a aposta, nas respostas e no investimento no sector energético é de uma crucial importância, para a redução desse endividamento.
Sobre o assunto deixo-vos para todos o texto de Glória Rebelo.
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2009-07-11
Em Portugal, desde 2006 – altura em que o Governo apresentou um conjunto de propostas para a área da energia previstas no Plano Tecnológico e na Estratégia Nacional para a Energia – que, assumindo que o sector energético representa um dos domínios prioritários de I & D em Portugal, têm emergido novas medidas estruturantes no campo energético nacional.
Estruturantes, dado que procuram reduzir a dependência energética nacional e, consequentemente, reduzir o endividamento externo do país.
De facto, se a energia é, simultaneamente, um importante factor de crescimento da economia e um elemento vital para o desenvolvimento sustentável de qualquer país, a verdade é que o endividamento externo é já um mal crónico em Portugal.
E parte desse problema está estreitamente associado à dependência energética do país, dado que cerca de 50% desse endividamento se devem à compra de petróleo ao exterior.
Ora, reforçar o investimento no sector energético e planear a diversificação da oferta de fontes de energia alternativas ao petróleo é, como se sabe, e sobretudo no actual contexto económico, um desafio incontornável.
Portugal apresenta, como é reconhecido internacionalmente, um enorme potencial nas áreas da biomassa, da energia eólica, solar ou das ondas. Mas importa não ignorar a importância da energia hidroeléctrica.
E quando a escassez de petróleo pode, a prazo, ameaçar as economias mais dependentes deste combustível, a aposta neste tipo de energia – através do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico 2007-2020 – e no fortalecimento da capacidade energética das barragens e de produção hidráulica será crucial para um crescimento sustentável em Portugal.
Por diversos motivos. Em primeiro, porquanto as centrais eléctricas e as barragens permitem produzir electricidade a um custo comparativamente muito baixo, sendo a energia hidroeléctrica um bom meio de fazer face a picos de consumo. Depois, porque é um meio de desenvolver parte das energias renováveis e de diversificar o portfólio energético do país. Por fim, pelo impulso que pode significar para a agricultura nacional, criando condições para o desenvolvimento do regadio.
Daí que apostar em projectos como o Regadio da Cova da Beira, o segundo maior aproveitamento hidroagrícola em construção em Portugal – reforçado em Junho último com a adjudicação dos dois novos blocos da Covilhã e do Fundão – com conclusão prevista para 2010 e que servirá mais de 12 mil hectares de terrenos, seja fundamental para a economia portuguesa.
O tempo é também, pois, de reforçar infra-estruturas e de explorar novas oportunidades para relançar a economia e criar emprego.
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José Capitão Pardal
Destaco o texto inserto no jornal OJE do passado dia 9/7 e com origem na agência Lusa, sobre o Plano Tecnológico e a sua influência na Escola dos nossos dias.
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Estudantes receberam um milhão de computadores
09/07/09
OJE/Lusa
O coordenador do Plano Tecnológico Nacional, Carlos Zorrinho, destacou os resultados conseguidos em quatro anos no domínio do conhecimento, considerando que o plano é hoje uma agenda da sociedade portuguesa e já não um programa do Governo.
“O Plano Tecnológico, que era inicialmente uma agenda do Governo, transformou-se numa agenda da sociedade portuguesa”, sublinhou o responsável em entrevista à agência Lusa.
Zorrinho destacou o facto de já quase 800 mil portugueses terem voltado à escola com o programa Novas Oportunidades e, por outro lado, o facto de se apostar actualmente numa escola “que, do ponto de vista tecnológico, está preparada para o século XXI”.
“Uma escola mais equipada do ponto de vista tecnológico, com os alunos a terem acesso a um computador portátil, o que lhes permite ter um tipo de educação e formação adequada aos desafios de hoje em casa e na escola”, disse.
O número de inscritos no programa de qualificação de competências Novas Oportunidades, lançado pelo Governo em 2005, chegou a 772.521 pessoas até Junho.
Este é um dos dados que consta do Relatório de Execução do Plano Tecnológico, que é hoje apresentado na reunião do Conselho Consultivo, a última desta legislatura.
Segundo o gabinete de Carlos Zorrinho, no domínio da qualificação dos activos, ao abrigo do programa “Novas Oportunidades”, foram requalificadas ou certificadas competências de mais de 200.000 portugueses, numa dinâmica apoiada na acção de cerca de 500 Centros Novas Oportunidades.
Inverteu-se a tendência decrescente na admissão de alunos ao ensino superior e a entrada de alunos com mais de 23 anos (pela via das provas especiais de acesso), que passou de 551, em 2005, para 11.773, em 2008, destaca o relatório.
Por outro lado, acrescentou, reduziu-se em cerca de 30% o abandono precoce da escolaridade no ensino básico e secundário.
Foram também distribuídos quase um milhão de computadores no âmbito dos programas e.Escolas e e.Escolinhas a estudantes, docentes e trabalhadores em formação profissional.
O relatório a distribuir pelos conselheiros evidencia estarem já em execução plena as 176 medidas do Plano Tecnológico, o que terá contribuído para “uma viragem do perfil competitivo” da economia portuguesa, na opinião de Carlos Zorrinho.
“A inversão da balança tecnológica, que foi positiva consecutivamente em 2007 e 2008, é um sinal dessa viragem”, concluiu o responsável.
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José Capitão Pardal

