


In jornal “Hoy.es”.
LOS PROYECTOS DEL PARAJE EN EL CUARTO ANIVERSARIO DE SU DECLARACION COMO PARQUE NATURAL.

España y Portugal tienen “avanzados” los trámites para gestionar conjuntamente y bajo una misma figura de protección internacional los dos parques naturales que los ríos Erjas y Tajo separan en la zona fronteriza de La Raya extremeña.
El Periódico Extremadura. Edición Digital
20/06/2010 AITOR FERNANDEZ
- El río como frontera y espacio común A un lado, la orilla española y el Parque Nacional del Tajo In
Foto:N. VEGA / CEDIDA POR JUNTA DE EXTREMADURA
Hoy son dos parajes diferenciados. Pero ambos Gobiernos trabajan para que sea uno en un futuro no muy lejano. “El entendimiento político y técnico es absoluto.
El único problema es que son procesos complejos, porque exige acuerdos bilaterales a nivel de ministerios de medio ambiente y asuntos exteriores, e incluso la aprobación por parte del Congreso”, explica Alfredo Anega, director del parque natural extremeño.
“Es importante, porque pese a la gran colaboración, falta un marco de referencia conjunto que facilite una forma de gestión unitaria.
Eso evitaría muchos problemas, porque nos encontramos con situaciones como la de los alimoches, que unos años anidan en la zona portuguesa y otra en la nuestra.
O la pesca, que aquí es solo deportiva y allí es una actividad económica más”, continúa.
El proyecto está “avanzado”, como reconocen desde la Junta de Extremadura. Pero su resolución no será inmediata, aunque se admite que es el “asunto más urgente a acometer”. Mientras tanto, cada país gestiona su territorio.
En España, el Parque Natural del Tajo Internacional cuenta con una superficie de 25.088 hectáreas, todas ellas en suelo extremeño, repartidas entre los términos municipales de Alcántara, Brozas, Carbajo, Cedillo, Herrera, Membrío, Salorino, Herreruela, Santiago y Valencia de Alcántara y Zarza la Mayor.
Su paisaje está marcado por lo abrupto del terreno, siguiento los cauces del Erjas –desde Zarza la Mayor– y el Tajo –desde la presa de Alcántara– hasta llegar al embalse fronterizo de Cedillo.
Aquí el río forma una entalladura con barrancos de hasta 100 metros de profundidad e innumerables arroyos.
El patrimonio natural
Desde el punto de vista de la naturaleza, el parque constituye otro gran ejemplo de bosque mediterráneo en la región.
Dominan la encina y la jara, dos especies que están ampliamente acompañadas de otras como el cantueso, el madroño, la cornicabra, el arce, el majuelo o el labiérnago.
Aunque el símbolo del parque es el lirio amarillo, planta endémica del centro de Portugal y la provincia de Cáceres, con una amplísima presencia en este paraje protegido.
En lo que se refiere a la fauna, destacan la cigüeña negra y las grandes rapaces: el águila imperial ibérica, el águila perdicera, el águila real, la calzada, la culebrera y la pescadora, así como el buitre negro y el leonado, el alimoche y el búho real.
Y junto a ellos, importantes poblaciones de ciervo y jabalí, de pequeñas aves como la collaba negra, de topillos de Cabrera y de murciélagos de cueva y herradura.
Hoy Tajo Internacional es uno de los dos parques naturales con los que cuenta Extremadura –el otro es Cornalvo–. Y en apenas cuatro años de existencia ha logrado hacerse un hueco como destino turístico de los amantes de la naturaleza y el medio rural.
Por la oficina de turismo de Alcántara pasan 30.000 personas al año, ya no solo atraídas por el emblemático puente romano o el Festival de Teatro Clásico que cada año acoge el Conventual de San Benito, sino cada vez más hechizados por la riqueza ambiental que ofrece la zona.
El conocimiento del parque
Alfredo Anega reconoce que el grado de conocimiento “tal vez no es tan alto como el de otros espacios naturales”.
Pero precisamente para impulsar la afluencia de turistas se están construyendo dos centros de visitantes, uno en Alcántara –que estará acabado a finales de año– y otro más pequeño en Cedillo.
Ambos se sumarán al actualmente existente en Santiago de Alcántara. También se está trabajando en la creación de una web propia del parque natural y se está ultimando el Plan Rector de Uso y Gestión.
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José Capitão Pardal
Para conhecimento de todos os meus leitores
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O Conselho de Ministros, reunido hoje (2010/07/17) na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou o novo PROTA – Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo.
A Resolução do Conselho de Ministros que aprova o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo, revoga o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo Litoral, o Plano Regional de Ordenamento do Território da Zona Envolvente de Alqueva e o Plano Regional de Ordenamento do Território da Zona dos Mármores, aprovados, respectivamente, pelo Decreto Regulamentar n.º 26/93, de 27 de Agosto, pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 70/2002, de 9 de Abril, e pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 93/2002, de 8 de Maio
O Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo (PROTA), agora aprovado, contribui para a definição da política nacional e regional de ordenamento do território, assumindo as grandes opções estratégicas de base territorial para o desenvolvimento regional do Alentejo, afirmando o Alentejo como território sustentável e de forte identidade regional.
Em primeiro lugar, o PROTA prevê a integração territorial e abertura ao exterior, potenciando o posicionamento geográfico no contexto nacional e ibérico, através do reforço da competitividade que promova a internacionalização da região, em articulação com as redes de transportes e sistema regional de logística empresarial, o desenvolvimento de serviços avançados e uma aposta urbana diferenciadora, a par dos singulares recursos naturais e da paisagem.
Em segundo lugar, a conservação e a valorização do ambiente e do património natural, garantindo os padrões de biodiversidade através da gestão integrada dos sistemas naturais e das oportunidades, que se oferecem às actividades produtivas como contributo para o desenvolvimento sustentável dos espaços rurais e dos recursos naturais, e a minimização de situações de riscos naturais e tecnológicos.
Em terceiro lugar, a diversificação e a qualificação da base económica regional, reforçando e desenvolvendo os sectores tradicionais e emergentes estratégicos, com destaque para os sistemas agro-silvo-pastoris e para o património natural e cultural, como base de uma fileira de produtos turísticos de elevada qualidade e identidade.
Em quarto lugar, a afirmação do policentrismo suportado num conjunto de centros urbanos capazes de articular redes regionais, promover a sua integração funcional e gerar níveis acrescidos de cooperação estratégica e de desenvolvimento, assente na concertação intermunicipal de recursos e equipamentos capazes de sustentar a coesão territorial.
Por último, estas orientações estratégicas concretizam-se, nomeadamente nos seguintes aspectos:
- O desenvolvimento da plataforma portuária de Sines, consolidando a sua vocação ibérica e europeia baseada numa posição geoestratégica privilegiada relativamente ao cruzamento de grandes rotas mundiais de transporte marítimo, o qual constitui um factor importante para a afirmação internacional do país e da região;
- O Aeroporto de Beja que abrirá caminho a novos processos de internacionalização da região, quer mediante a captação de fluxos turísticos relacionados com o Alqueva, o Litoral Alentejano e o Algarve, quer através da emergência de novas actividades económicas, nomeadamente na área da aeronáutica;
- A concretização da Linha de Alta Velocidade Ferroviária entre Lisboa e Madrid e da linha convencional de mercadorias Sines-Évora-Elvas/Caia-Badajoz-Madrid, o que constituirá um enquadramento favorável a uma interligação mais estreita com Espanha e que poderá criar novas oportunidades para um desenvolvimento concorrencial do Porto de Sines no contexto internacional;
- A relação com Área Metropolitana de Lisboa (AML), reforçada pela localização do novo aeroporto de Lisboa e pelo desenvolvimento das actividades logísticas e portuárias na AML, o que, conjugado com as estratégias de desenvolvimento de outras infra-estruturas de relevante importância regional e nacional, dá condições objectivas ao Alentejo de assumir uma nova posição no âmbito das relações económicas à escala ibérica e europeia, para as quais muito contribui também a ligação Lisboa-Madrid com a criação do corredor rodoviário a norte, ligando o novo aeroporto de Lisboa a Portalegre e Espanha;
- O reforço da complementaridade dos centros urbanos que permitirá o crescimento da competitividade e da coesão territorial do Alentejo, considerando como pólos estruturantes Évora, Beja, Portalegre, Sines-Santiago do Cacém-Santo André e Elvas-Campo Maior, ancorados numa rede de centros organizados numa estrutura policêntrica e associados a uma rede de estruturas logísticas e de desenvolvimento empresarial, apostando em economias de aglomeração de proximidade com as instituições de conhecimento, de inovação, de desenvolvimento tecnológico e de prestação de serviços;
- O aproveitamento da envolvente de Alqueva, a qual constitui um espaço destacado no Modelo Territorial da base económica regional, induzido pelo efeito da expansão da nova infra-estrutura hidroagrícola de suporte à modernização da agricultura da sub-região e pela sua atractividade sobre as actividades turísticas, associado às potencialidades criadas pelo novo lago mas também pela sua relação de proximidade com as cidades de Évora e Beja;
- O Litoral Alentejano, articulando as suas potencialidades de destino turístico de excelência e de atracção de projectos estruturantes, nomeadamente na área do Turismo, com a valorização e protecção ambiental da Zona Costeira;
- O solo rural, assumindo-o como o suporte das actividades directamente relacionadas com o aproveitamento agrícola, pecuário e florestal ou de recursos geológicos, regendo-se por princípios gerais de contenção da edificação isolada e do parcelamento da propriedade, pela racionalização das infra-estruturas e pelo fomento à reabilitação do existente.
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José Capitão Pardal
Parece que existe a intenção de recolocar na agenda política o tema da “Regionalização”.
Espero que seja mais que uma intenção, a Regionalização é uma necessidade do país e um imperativo constitucional, pelo que a seu debate e implementação se torna premente, em contraste com o centralismo cinzento e balofo do Terreiro do Paço, que nem para a região de Lisboa é útil e eficiente.
Para o Alentejo, uma Região Alentejo una e indivisível.
Pelo seu interesse, deixo-vos um texto de António Vitorino, inserto no ”DN Online” de hoje, 2010/07/09.
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A Comissão Coordenadora Regional do Norte e o Conselho Regional do Norte organizaram esta semana, no Porto, uma conferência sobre o contributo da regionalização do continente para o desenvolvimento económico do País.
A iniciativa visa claramente repor a regionalização administrativa na agenda política. O seu principal mérito é o de chamar a atenção para que a regionalização do continente constitua o único capítulo da Constituição portuguesa, que, ao fim de trinta e quatro anos, permanece integralmente por concretizar.
Naturalmente que não é por a Constituição o prever que, por si só, o processo de regionalização vai avançar.
Mas, de alguma forma, o facto de este capítulo da nossa Lei Fundamental permanecer como o único em que existe uma efectiva omissão integral de aplicação merece uma clarificação por parte dos agentes políticos.
Na realidade, ao estarmos a aproximar-nos de um período de revisão constitucional, conviria que os partidos políticos clarificassem as suas intenções: ou bem que existe uma vontade de desencadear um debate que permita um consenso amplo sobre a criação das regiões administrativas no continente, ou bem que, não havendo, seria imprescindível que se percebesse, ao menos, qual o significado de manter na Constituição um objectivo que não beneficia de uma intenção concretizadora suficientemente consistente.
Sou dos que pensam que o objectivo constitucional se justifica em nome do combate às ineficiências do centralismo e na potenciação das sinergias que decorrem de uma criteriosa aplicação do princípio da subsidiariedade na racionalização da organização da Administração do Estado.
Mas tenho também consciência de que o processo nasceu de algum modo inquinado, o que resulta claro do debate e do próprio resultado do referendo levado a cabo em 1998!
Já se percebeu que este tema pode ser tratado de forma racional, equacionando os prós e os contras das várias soluções possíveis, ou então ele será de novo prisioneiro de medos e fantasmas agitados em nome da pequenez do País, dos riscos de fracturas localistas ou das ameaças à coesão nacional.
A regionalização não é propriedade de ninguém nem constitui uma arma de arremesso contra quem quer que seja.
Os valores que lhe subjazem assentam numa análise criteriosa das vantagens de organizar a desconcentração dos serviços do Estado em função das cinco regiões que servem hoje de base ao planeamento económico.
As regiões justificam-se, assim, em nome do valor acrescentado da escala (supramunicipal) e da proximidade em relação aos destinatários das decisões.
A criação de um nível administrativo intermédio entre o nível municipal e o nível estadual pode e deve ser um instrumento de racionalização da desconcentração dos serviços centrais e de ordenamento da descentralização, entendida esta como transferência de poderes para instâncias decisórias mais próximas dos cidadãos.
Neste particular, o desafio consiste em clarificar as formas de articulação das regiões a criar com o associativismo intermunicipal já existente e com a realidade das grandes áreas metropolitanas que existem no território de várias das potenciais futuras regiões.
Por isso, o quadro de atribuições e de competências das regiões administrativas que foi definido por lei em 1991 deve ser submetido a uma rigorosa reavaliação, de modo a torná-lo conforme com a evolução entretanto verificada.
Esse será, decerto, o primeiro passo necessário para desencadear o debate sobre a regionalização.
Em paralelo, removido que está o obstáculo que constituiu, em 1998, um mapa das regiões que suscitou mais reservas que adesão, trabalhando na base do processo de desconcentração administrativa levado a cabo nos últimos anos em torno do modelo das cinco regiões, importa fazer a pedagogia das vantagens da regionalização sem precipitações e de forma sustentada.
Só assim será possível demonstrar que, para além dos constrangimentos imediatos da crise económica e financeira, existe um rumo de reforma estrutural da organização do Estado que não se confina apenas aos ditames do corte da despesa pública!
António Vitorino
publicado a 2010-07-09 às 01:30, pelo DN Online
José Capitão Pardal

Entre 28 de Abril e 2 de Maio, o Parque de Feiras e Exposições recebe a XXIV edição da FIAPE, em paralelo com a realização da XXVIII edição da Feira de Artesanato de Estremoz. Ambos os certames constituem um dos principais eventos de promoção económica do Concelho de Estremoz e do Alentejo, tendo vindo, ao longo dos anos, a conquistar o seu espaço no calendário regional e nacional das feiras de actividades económicas.
José Capitão Pardal
Aqui vos deixo a notícia inserta na Newsletter da “Turisver”, sobre as conclusões do 1º Congresso de Turismo do Alentejo, que decorreu durante os dias 26 e 27 do corrente, na cidade de Beja.
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Reunidos em Beja durante os dias 26 e 27, os participantes do 1º Congresso de Turismo do Alentejo aprovaram as seguintes conclusões finais que transcrevemos na íntegra.
Conclusões:
1.Este é um momento histórico de que os congressistas, na mesa e na plateia, são protagonistas: o primeiro congresso de turismo na região do Alentejo.
2.O congresso reflecte a tomada de consciência:
a.Que o Alentejo se apresenta, no início do século XXI, como um Destino emergente no panorama do turismo de Portugal, com peso crescente na economia e na vida social da região, sendo um factor importante de desenvolvimento regional;
b. Que o turismo pode (e deve) desempenhar um papel relevante na promoção da identidade do Alentejo, da sua cultura, das suas paisagens, do modo de vida das suas gentes…;
c.Que os agentes institucionais, os sectores empresariais, o tecido associativo, as comunidades locais alentejanas necessitam de discutir o tema do turismo em conjunto, pois só dessa discussão colectiva podem surgir novos caminhos para o desenvolvimento turístico desta região.
3.Mas o congresso reflecte também a ambição:
a. De afirmar um Destino e uma Marca forte a nível nacional, mas também internacional;
b. De identificar esse Destino com o território e com os seus valores, promovendo afinidades crescentes entre a região e os mercados turísticos;
c. De mobilizar todos os alentejanos e as suas instituições na afirmação do Destino, condição necessária para obter um desenvolvimento turístico mais sustentado e mais sustentável;
4.Esta ambição é fundamental para concretizar uma agenda de desenvolvimento turístico do Alentejo para os próximos anos, que assenta nas seguintes linhas de actuação principais:
1.A afirmação da notoriedade interna e externa do Destino “Alentejo”, alicerçado nos factores distintivos e autênticos que constituem a sua identidade.
A Toscânia mostra-nos que é possível inovar, modernizar e competir à escala internacional sem abdicar de valores, antes pelo contrário, colocando a identidade regional ao serviço do desenvolvimento sustentável do turismo.
2.O desenvolvimento e a consolidação de produtos turísticos à escala da região com o envolvimento colectivo dos agentes públicos e privados do turismo e sectores afins.
Por isso, está já a trabalhar-se na Grande Rota da Gastronomia e Vinhos do Alentejo, projecto que vai na linha do exemplo que nos trouxe La Rioja; na Grande Rota Alentejo – Património do Tempo; mas também na estruturação da Rota dos Mármores e do Turismo Industrial;
3. O aumento das competências de gestão do Destino, destacando-se a criação do Observatório de Turismo do Alentejo, que iniciará a sua actividade a partir de Maio, que é um bom exemplo do trabalho em rede entre a Entidade Regional de Turismo, as instituições de ensino superior e as associações empresariais;
4. A criação de uma rede de apoio ao investimento e à iniciativa turística, que estimule a captação de investimento adequado ao território e contribua para agilizar a concretização de projectos;
5.A gestão integrada da rede de postos de turismo do Alentejo pela ERT e Pólos, instrumento imprescindível à melhoria da qualidade do acolhimento do Destino;
6.Como plataforma de integração destas actuações, e respondendo aos novos paradigmas sociais e comerciais do turismo, criar uma Organização de Gestão do Destino (DMO), aproveitando a janela de oportunidade criada pelas novas tecnologias para agilizar a gestão da oferta desde a criação até à venda;
5.Para concretizar estas linhas de actuação, importa também capacitar as ERT e os Pólos para:
1. Uma intervenção consequente ao nível dos instrumentos de gestão territorial, em estreita articulação com as entidades sectoriais e territoriais competentes;
2. Uma participação efectiva no processo de licenciamento e classificação dos empreendimentos turísticos, o que só será possível pela atribuição de novas competências, por exemplo através do mecanismo legal da delegação;
3. Uma articulação estreita com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, na explicitação da componente turística das Estratégias de Eficiência Colectiva reconhecidas no Alentejo para dar coerência e organização às iniciativas de marketing territorial que estão a avançar na região;
4. Reivindicar, junto da administração central do turismo, o reforço do financiamento da actividade das ERT e dos Pólos, com base em critérios de mérito que reconheçam o trabalho realizado no melhoramento do produto e na promoção dos destinos regionais.
O Congresso verificou ainda com agrado que o PENT irá ser revisto, o que constituirá uma excelente oportunidade para este documento estratégico acolher a nova ambição prosseguida para o turismo alentejano, nomeadamente a inclusão do turismo de natureza como produto estratégico para o turismo no alentejo.
6.É nestes desafios globais que devemos concentrar a nossa atenção e os nossos esforços colectivos, agindo de forma estruturada e persistente para a obtenção de resultados concretos.
Para isso, contamos com um instrumento transversal e congregador do Turismo do Alentejo, o Plano Operacional de Turismo do Alentejo, 2010-2019.
Turisver – 30/03/2010
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José Capitão Pardal
| NOTÍCIA DO DIA:
Portalegre: António Guerreiro nomeado presidente da administração da Unidade de Saúde |
| 09-fev-2010 in “DianaFM” | |
| O professor universitário António Guerreiro foi nomeado presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
De acordo com a mesma fonte, o docente da Universidade de Évora exercia as funções de vogal no anterior conselho de administração da ULSNA.A nomeação de António Guerreiro, de 41 anos, surgiu na sequência do pedido de demissão, apresentado em novembro do ano passado, do antigo presidente do conselho de administração da ULSNA, Luís Ribeiro. …………………………///………………………… Ao nomeado os meus votos pessoais de um frutuoso trabalho. |
José Capitão Pardal
Sem comentários vos deixo a notícia inserta no jornal “Correio do Alentejo”.
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quinta-feira, 04 de fevereiro de 2010 – 17h02

João Cordovil, vogal executivo da comissão directiva do INAlentejo, é o novo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, sucedendo a Maria Leal Monteiro, que não foi reconduzida no cargo, foi hoje anunciado.
Em comunicado, a CCDR Alentejo revela que João de Deus Cabral Cordovil, de 59 anos, foi nomeado pelo Governo para presidir ao organismo, de cujo quadro de pessoal faz parte, como Técnico Superior Assessor.
A anterior presidente da CCDR Alentejo, Maria Leal Monteiro, terminou a sua comissão de serviço no final de Janeiro e não foi reconduzida.
O despacho governamental que formaliza a nomeação do novo presidente foi divulgado hoje pela CCDR, estando João Cordovil em funções desde o início do mês.
Até agora, além de vogal executivo do programa operacional da região do Alentejo (INAlentejo), no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o responsável era coordenador da Intervenção Desconcentrada do Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (QCAIII). Licenciado em Economia, pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade Técnica de Lisboa, João Cordovil reside no Alentejo desde 1977.
De entre as funções que já desempenhou, nomeadamente em Gabinetes de Apoio Técnico às Autarquias Locais (GAT), o novo presidente da CCDR foi consultor independente de empresas e instituições públicas, regionais e nacionais, como a Somincor (das minas de Castro Verde).
Em Abril de 2000, foi nomeado Coordenador da Intervenção Sectorial Desconcentrada do Emprego, Formação e Desenvolvimento Social do Alentejo (com estatuto de Encarregado de Missão).
João Cordovil continuava a exercer este cargo, que acumulou, até Junho de 2001, com as funções de presidente da Unidade de Gestão do Fundo de Apoio ao Investimento no Alentejo (FAIA).
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José Capitão Pardal
| NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA in Rádio Portalegre Online | ![]() |
| 26-Jan-2010 | |
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O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo (ERT), António José Ceia da Silva, assegurou hoje que está disponível para se assumir como o promotor da Volta ao Alentejo em Bicicleta em 2011.
A Associação de Municípios do Distrito de Évora (AMDE), entidade que organizava o evento iniciado em 1982, anunciou hoje que não vai haver “Alentejana” em 2010, devido a problemas financeiros, esperando que “seja possível reunir as condições indispensáveis ao regresso da corrida já em 2011 como desejam todos os entusiastas do ciclismo”. O presidente da ETR do Alentejo confirmou a existência de contactos, recentes, da AMDE sobre a prova a realizar este ano, considerando que “não é com três meses de antecedência que se prepara uma iniciativa desta envergadura”. “Nós temos que ter condições e tempo para analisar a promoção desta prova”, disse, reafirmando que a ERT está disponível para ser o promotor da Volta ao Alentejo em Bicicleta em 2011. ………………….///……………………… |
José Capitão Pardal

| Diário Digital – domingo, 10 de Janeiro de 2010 | 12:10 |
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Os longos e quentes capotes alentejanos são por esta altura do ano muito procurados para fazer face às baixas temperaturas, mas nem todos se podem proteger da «cabeça aos pés» envergando este traje.
A única fábrica de capotes no sul do país localiza-se na freguesia de Santa Eulália, no concelho de Elvas.
É ali que centenas de capotes começam a ser confeccionados logo no Verão para que nesta altura do ano possam ser vendidos em todo o território nacional, noutros países da Europa e na América.
José Alpedrinha começou a fazer capotes quando tinha apenas 18 anos de idade. Aprendeu com o pai que era alfaiate e dirige a empresa alentejana que já assinala cinquenta anos de actividade na feitura destes agasalhos.
Na época alta de produção fazem entre quinze a vinte capotes por dia. Neste Inverno, a fábrica de José Alpedrinha já confeccionou mais de 700 capotes. «Já chegámos a ter aqui na empresa setenta trabalhadores. Agora são só sete», conta José Alpedrinha, ao mesmo tempo que acrescenta que «o negócio vai bem e não tem sentido a crise».
Cada capote representa quatro horas de trabalho, só na parte da costura, e o preço não está acessível a todas as bolsas: «os capotes variam entre os 200 e os 300 euros, sendo mais caros os que têm gola de raposa», justifica.
«O capote vende-se no Alentejo desde o início do século passado. Antigamente, era vestido por agricultores e trabalhadores rurais.
O capote cinzento escuro era para os senhores das terras – os latifundiários, os castanhos eram típicos dos habitantes do Redondo e Reguengos de Monsaraz e o verde, que é uma cor recente, foi feito a pensar nas senhoras espanholas e nos caçadores», explicou José Alpedrinha.
Outrora a matéria-prima, o burel, provinha das indústrias de lanifícios da Beira Baixa. «Agora isso acabou. O burel já só é feito em Castanheira de Pêra, única fábrica em Portugal», conta.
O capote alentejano foi deixando as verdejantes planícies alentejanas e instalou-se no guarda-roupa das grandes cidades da Europa e metrópoles mundiais «há capotes feitos por mim em Paris, Londres e até na América, principalmente no Canadá onde faz mais frio».
Apesar do sucesso do capote alentejano, José Alpedrinha recusa vulgarizar o uso desta peça de vestuário, «gostava que se conservasse selectivo. Não concordo que seja generalizado e que cause impacto pela sua popularidade.
José Alpedrinha orgulha-se de já ter vestido o capote alentejano a diversas individualidades.
«O doutor Mário Soares, Jorge Sampaio, José Saramago, entre muitos outros».
Orlando Redondeiro tem uma loja em Estremoz onde vende este tipo de artigos.
O frio rigoroso do passado mês de Dezembro levou à ruptura do stock de capotes que tinha para venda.
«Em poucos dias vendi cerca de cinquenta capotes. Este é um artigo que tem tido muita procura nos últimos anos.
Os clientes são da zona de Lisboa e há também muitos espanhóis que vestem os capotes verdes para as montadas que realizam no país vizinho», diz com satisfação Orlando, que também veste o capote desde os sete anos de idade.
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José Capitão Pardal
Após dois anos passados e por o assunto ter voltado à actualidade, aproveito para transcrever o meu artigo de opinião publicado no jornal “Brados do Alentejo”, em Setembro de 2007.
IP2 – Variante a Estremoz
Duplamente Dividido, mas necessitado de uma Solução Rápida
Era eu uma criança…, quando há mais de 40 anos, presenciei o primeiro levantamento topográfico para, a já na altura, necessária Variante a Estremoz, à então Estrada Nacional 18. Estava então pensada para, no sentido de Portalegre, passar entre a Quinta do Carmo e as Quintinhas, indo desembocar no cruzamento para a Frandina.
O IP2 – Itinerário Principal nº 2, pretende ligar todo o interior, no sentido Norte-Sul e é uma das vias estruturantes, mais importantes do PRN – Plano Rodoviário Nacional, considerado prioritário pelo actual Governo e o traçado inicial, entre Portalegre e Estremoz está concluído, há vários anos, até à entrada desta última, junto à Frandina.
Não sou indiferente à discussão desta questão, mas terei que confidenciar que me tenho mantido, duplamente dividido, primeiro entre o racional e o sentimental, e em segundo entre as condicionantes económico/ambientais e políticas.
Primeiro porque sou um dos milhares de Estremocenses, a quem a passagem da Estrada Nacional 18, no interior da cidade de Estremoz, causa imensos transtornos, pois passa junto a três Escolas, Centro de Idosos, Piscinas Municipais, Pavilhão Municipal, Centro de Emprego, Centro de Saúde e Urgências, etc., e a escassos 5 metros da minha cabeceira, facto que condiciona grandemente o descanso de todos, os que como eu, vivem nessas condições (o que não é negligenciável) e pretendem uma solução urgente, e porque me encontro, sentimentalmente, ligado ao último traçado projectado.
Não posso deixar de recordar com saudade, os tempos em que, ainda menino, “fiz” a primeira comunhão na Igreja de S. Brissos, “andei” aos espargos, às “alabaças” e aos “cardinhos”, “cacei” pardais e tordos, “matei” a sede na nascente da Tapada Grande, dormi a sesta à sombra de um “chaparro”, “comprei” cal no Forno e “atabefe” na queijaria da Granja, e já rapazola “colhi” amoras silvestres e namorisquei precocemente, na “Azinhaga” do Assentista.
Reconheço que, pessoalmente e nesta questão concreta, o sentimental levou vantagem sobre o racional e o desejo da continuidade de toda a envolvente, para que os vindouros possam usufruir daquilo que foram os impactos positivos na minha formação como homem (a natureza, o silêncio, o calor do Verão e o frio do Inverno, a paisagem, os passarinhos, as flores primaveris, os silvados, os montes isolados, os sobreiros e as oliveiras, etc.).
Naturalmente, que a vida não é só sentimento e teremos sempre de analisar todas as condicionantes dos problemas, que nos são colocados, suas vantagens e inconvenientes, para que consigamos posições o mais homogéneas e consensuais possíveis.
Reconheço que os impactos económicos e ambientais daquele traçado seriam de alguma monta, destacando os que afectariam sectores, com um futuro que se prevê muito competitivo, o vinhedo e o sobreiral, cuja valia económica para o concelho, país e cidadãos afectados (apesar das devidas indemnizações) seria significativa e de difícil substituição no imediato.
Sobre os impactos ambientais negativos e a sua dimensão, não posso deixar de salientar, o que afectaria o aquífero existente naquela zona, onde, nem nos Verões mais tórridos, faltava a água, a quem uma eventual construção da Variante, afectaria sobremaneira.
Reconheço a justiça daqueles que, empresários afectados ou simples cidadãos, se organizaram, defenderam os seus interesses e obtiveram êxito, provando que, neste caso, a democracia funcionou.
Quanto à questão política saliento que:
- As várias soluções de traçado da Variante, apresentadas pelas Estradas de Portugal (e suas antecessoras), ao longo dos tempos, foram sempre direccionadas no sentido Poente à cidade de Estremoz e a solução Nascente, nunca foi equacionada (desconheço porque razão).
- A construção do Nó de ligação à A6 (Auto Estrada Marateca-Caia) a poente coloca dificuldades acrescidas a uma solução a Nascente de Estremoz e é dificilmente defensável a construção de uma nova saída da A6, não só pelos custos presentes e futuros, mas também pela curta distância, entre as saídas de Estremoz e Borba.
- A Variante é de uma importância crucial para a Cidade, para a Região e para o País, a maioria dos estremocenses anseia pela sua urgente concretização Os poderes públicos (Câmara e Governo) têm mostrado vontade política para avançar e é necessário assegurar o seu financiamento, através de fundos estruturais do QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) e concretizar o investimento até 2013.
- Os Impactos Negativos devem ser reduzidos ao mínimo.
- E tratando-se de uma questão crucial para todos, devemos sanar eventuais divergências de partida, mostrar vontade e determinação na concretização da solução encontrada, que sirva os cidadãos e dignifique a cidade.
Nesta questão e nesta altura do “campeonato”, em que a solução apresentada foi definitivamente, “chumbada” pelas entidades competentes, tem a “palavra” a Estradas de Portugal, SA. que , após ouvir os estremocenses, as suas organizações e os seus órgãos de decisão política, deve apresentar as soluções adequadas, não repetindo os erros grosseiros do passado.
Obrigado por me terem lido.
José Capitão Pardal
Em Março de 2007 redigi um texto sobre o Estudo de Enquadramento Estratégico para o Centro Histórico e Remate Urbano Leste de Estremoz, que em tempo oportuno, foi mandado realizar pelo actual executivo presidido pelo Dr. José Alberto Fateixa, que aqui vos deixo e que durante os próximos anos servirá de “bitola” na política municipal de Reabilitação Urbana da nossa cidade.
Devemos estar cientes que não se enquadrando numa estratégia de curto prazo não terá grande impacto eleitoral nas próximas eleições autárquicas, mas também não pudemos deixar de afirmar, que não é com políticas de curto prazo, só para “ganhar” eleições, em moda nos tempos que correm, que conseguiremos tornar Estremoz, num concelho mais atractivo, mais desenvolvido e mais justo socialmente.
Só com uma Estratégia de Médio e Longo Prazo (na qual se insere o Estudo de Enquadramento Estratégico para o Centro Histórico e Remate Urbano Leste de Estremoz) que perdure por vários mandatos e não se preocupe, exclusivamente, com as “sempre próximas eleições” será possível transformar o concelho e torná-lo mais atractivo para quem nele vive ou o visita.
Nada de consistente poderá ser realizado, se não compreendermos que para apareçerem os resultados de uma estratégia de médio e longo prazo, que não seja mais do que um somatório de medidas e realizações desenquadradas e sem qualquer ligação é necessário mais que um mandato eleitoral.

A minha Opinião sobre…
ESTUDO DE ENQUADRAMENTO ESTRATÉGICO
PARA O CENTRO HISTÓRICO E REMATE URBANO LESTE
A recente apresentação, com toda a “pompa e circunstância” que o assunto merecia, do Estudo de Enquadramento Estratégico, para o Centro Histórico e Remate Urbano Leste, na presença das forças vivas da cidade de Estremoz (entidades civis, militares, associativas e políticas, das várias sensibilidades), no Salão Nobre da Câmara Municipal de Estremoz e desde então colocado à discussão pública suscita, certamente, à maioria dos estremocenses, uma série de dúvidas, reflexões e interrogações.
E a primeira questão que de imediato se coloca, é saber se este documento será a panaceia para todos os nossos males (que são muitos, diga-se de passagem).
Naturalmente que não é, trata-se apenas e tão só, de um estudo, que com a consulta pública, aguarda os contributos dos estremocenses, e que se destina a enquadrar os princípios orientadores, que visarão a requalificação e reabilitação da futura zona de intervenção urbanística na cidade de Estremoz.
É certo que este documento representa um primeiro passo significativamente importante, para a Estratégia de Desenvolvimento Sustentado, que se pretende para o concelho.
Primeiro passo significativo de um trajecto enorme, que todos temos pela frente, eleitos e eleitores estremocenses, de todos os quadrantes, para que o concelho seja mais desenvolvido económica, social e culturalmente.
Apesar de conscientes que, a degradação urbanística e do património da cidade, não é de hoje, mas fruto de décadas de abandono e escassez de investimento público e privado, e que a execução da sua Reabilitação e Requalificação envolve investimentos de montantes, para os quais o Município, por si só, não dispõe de capacidade financeira para os realizar, todos nós sentimos no nosso dia-a-dia, uma necessidade enorme na sua concretização.
Os 170 milhões de Euros de Investimento Global, público e privado, que o estudo prevê para os próximos 15 anos, são deveras significativos no contexto económico do concelho de Estremoz.
Para que seja possível a sua execução total, muitos mais passos terão de ser dados e muitas mais vontades terão que ser conseguidas, ao nível: do Governo, do Município, dos Investidores Públicos e Privados, das Forças Vivas do Concelho (empresariais, associativas, políticas, etc.) e em especial de todos os Estremocenses, sem os quais, qualquer estudo ou qualquer plano, dificilmente passará do papel.
Certamente que o Executivo Municipal, através do seu Presidente, Dr. José Alberto Fateixa, utilizou os seus conhecimentos, efectuou os contactos e moveu as influências necessárias, junto do Governo, para aquilatar da abertura política necessária, ao futuro apoio à iniciativa que se pretende levar a efeito, no âmbito do QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional.
Certamente que ponderou os riscos do lançamento desta iniciativa, no actual momento, em que terminou o anterior Quadro Comunitário de Apoio e o novo Quadro Comunitário (QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional), ainda não está totalmente definido e que ponderou também os riscos duma iniciativa com a envergadura como a que está a ser delineada.
Como diz o nosso povo, “que quem não arrisca não petisca” e “que a candeia que vai à frente ilumina duas vezes”.
O volume dos investimentos que se pretende realizar, parte da responsabilidade do sector privado, é por si só, de risco elevado, mas mesmo arriscando a que algo não corra totalmente de acordo com o planeado, há que seguir em frente e mobilizar todos os envolvidos no projecto, nomeadamente, os beneficiários das medidas que se pretendem implementar.
Nos últimos 30 anos, muitos investimentos se efectuaram no concelho, mas ainda muitos estão por realizar, alguns dos quais básicos e de grande prioridade.
Este Quadro Comunitário de Apoio (QREN) configura-se como a última oportunidade de os realizar.
A Reabilitação e a Requalificação da nossa cidade afigura-se-nos como de uma importância decisiva, para que possamos perder esta última oportunidade de a efectuar.
Daí a importância do Estudo que no passado dia 8, foi apresentado pelo executivo municipal e se encontra aberto à discussão pública.
Deseja-se uma participação o mais alargada possível, na discussão do documento, para que este exprima a vontade de todos os estremocenses, que sabemos desejarem uma Nova e Mais Qualificada Cidade.
Cremos estar no início de um ciclo, que a médio prazo, vai transformar a cidade e tornar o concelho de Estremoz, mais atractivo e com: Mais Qualidade para Viver e Visitar, Mais Capaz de Atrair Investimento, que Crie Riqueza, Emprego e Acrescente Valor, Mais Competitivo no Contexto Regional e Supra Regional, Socialmente Mais Justo e Mais Amigo do Ambiente e do Património.
A aposta está lançada, há que ter esperança, mantermo-nos atentos e confiantes num futuro melhor.
Espero que o tempo me dê razão.
Obrigado por me terem lido.
José Capitão Pardal
Este texto do Analísta Económico, António Perez Metelo ilustra de forma muito simples a evolução da economia portuguesa nos últimos anos, as insuficiências de partida, dificuldades, êxitos e a correcta estratégia seguida pelo governo nas várias fases porque passou, pelo que recomendo a sua leitura de forma muito atenta e séria, despida de qualquer sectarismo idiológico.
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Economia

por ANTÓNIO PEREZ METELO
Portugal teve de arrostar com três anos de aperto orçamental, com dívidas em excesso de empresas, famílias e Estado, com uma espiral dos preços da energia e com um mercado global mais aberto e mais agressivo.
Mesmo assim, soube levantar a cabeça até que a crise económica mundial lhe caiu em cima.
Passados quatro anos e meio, tudo parece ter de começar de novo.
Pôr as contas públicas em ordem, reduzindo fortemente o défice do Estado e procurar que a economia cresça pelo menos 3%, são dois objectivos à partida contraditórios.
Cobrar mais impostos e reduzir despesas equivale a travar o crescimento económico em várias décimas de ponto percentual ao ano. Mas foi mesmo isto que o Governo de José Sócrates se propôs fazer, como os corredores de rallies, que carregam no acelerador e no travão com o mesmo pé.
E, puxada pelas exportações, a economia portuguesa lá foi crescendo sempre mais até fins de 2007 (ainda que menos do que a média da Zona Euro): 0,9%, em 2005; 1,3%, em 2006; 1,9%, em 2007 (ver gráficos).
A estratégia de Manuel Pinho baseou-se para tanto na diversificação de parceiros comerciais fora da Europa (Angola, Magrebe, países do Golfo, Rússia, Singapura, China, Venezuela), no Plano Tecnológico e na aposta nas energias renováveis.
A Galp realizou avultados investimentos, que lhe garantiram importantes reservas estratégicas de petróleo em Angola e no Brasil.
No comércio externo, a concentração dos destinos das exportações na União Europeia (UE) atenuou-se (80%, em 2005; 76%, em 2008) e as trocas com os países emergentes multiplicaram-se por três, e mesmo por quatro, em certos casos.
Conjugando a diplomacia económica com o Plano Tecnológico, a balança de Portugal tornou-se superavitária no conteúdo tecnológico das suas trocas externas: -286 milhões de euros em 2005; -31 milhões em 2006; +67 milhões em 2007 e + 42 milhões em 2008, já em plena crise.
As empresas apostaram em força na informática e nas telecomunicações, os serviços de alto valor acrescentado assumiram um peso inédito na balança comercial do País, mas ainda não conseguem anular totalmente o défice comercial dos bens transaccionados.
Resultado: o País confronta-se com um persistente défice comercial à volta dos 8% do PIB, no qual avulta o défice energético.
Por esse facto e pela estratégia europeia contra a mudança climática, deu-se um investimento concentrado nas energias limpas da água, do vento e do sol a uma velocidade que já serve de estudo de caso lá fora.
Falta complementar tudo com um programa nacional para a eficiência energética nas empresas industriais e agrícolas, nos serviços, nos transportes e nas habitações, que só agora está a dar os primeiros passos.
Em qualquer caso, tanto a subida de valor dos bens e serviços nacionais exportados, como a restruturação de milhares de PME, habilitando-as a competir com êxito em novos mercados mais exigentes, estava longe de estar completada quando a economia mundial veio abaixo.
Em 2008, com aceleração no seu 2º. semestre, desaba sobre a economia portuguesa a crise económica global, a mais grave dos últimos 80 anos. As trocas externas caem mais de 20%, desaba o investimento privado, retrai-se o consumo das famílias. E os ganhos que o crescimento progressivo do PIB tinha permitido alcançar em termos sociais, em meados de 2008 (+133 700 postos de trabalho criados e redução para 409 900 do número de desempregados, o valor mais baixo na legislatura), ruíram como um baralho de cartas: em um escasso ano, foram destruídos 151 900 postos de trabalho e o número de trabalhadores à procura de emprego escalou para 507 700.
Com a onda de choque da crise importada da América, mudou a estratégia do Governo.
A prioridade passou a ser estabilizar a banca; reactivar as actividades de crédito às empresa e às famílias; garantir apoios às empresas em dificuldades e ao emprego nelas; lançar obras públicas em infra-estruturas e construções no sector social e criar novos apoios ao rendimento diminuído dos desempregados e suas famílias.
Nisto, o governo Sócrates seguiu a cartilha posta em prática na América de Obama e na maioria dos países europeus. À custa de novo empolamento do défice e da dívida públicos.
Assim, chegados ao fim da legislatura, parece que tudo foi em vão, que tudo voltou ao princípio. Mas essa é uma leitura superficial: o crescimento positivo de +0,3% do PIB, já no 2.º trimestre deste ano, anuncia um tecido empresarial mais capaz de lutar com êxito pela saída desta crise.
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José Capitão Pardal
| Por ser do interesse de todos, deixo a notícia do “Diário Digital” de 20090825…………………….///…………………….18:39 |
Uma nova subestação da REN – Redes Energéticas Nacionais começa a funcionar no próximo mês na zona de Estremoz, permitindo a vários concelhos dos distritos de Évora e Portalegre deixarem de depender de redes eléctricas secundárias espanholas.
“A rede de distribuição da EDP [nestas zonas alentejanas] era alimentada numa interligação com Espanha. Na realidade, esta era uma zona que carecia claramente de apoio da rede de transporte portuguesa”, realçou hoje à Lusa um responsável da REN, José Peralta.
O director-adjunto da divisão de Equipamento da REN falava à Lusa à margem de uma visita organizada àquela subestação, localizada em São Lourenço de Mamporcão (Estremoz), que será alimentada pela nova linha de muito alta tensão proveniente da Falagueira (Nisa), distrito de Portalegre.
Segundo a REN, esta linha de muito alta tensão e a subestação de Estremoz vão possibilitar a cinco municípios de Évora e a nove de Portalegre uma independência em relação às redes eléctricas secundárias espanholas.
A juntar a isto, José Peralta destacou também à Lusa que a subestação que começa a funcionar em Setembro vai permitir “aumentar a segurança e a fiabilidade” do abastecimento de energia eléctrica a Estremoz e Borba.
“Esta zona do país tem uma rede de distribuição eléctrica débil e a REN, como concessionária, decidiu avançar com este investimento, que irá traduzir-se num aumento substancial de segurança e fiabilidade no abastecimento”, disse.
Num investimento de 15 milhões de euros, a infra-estrutura, actualmente em fase de ensaios, está instalada a cerca de um quilómetro da freguesia de São Lourenço de Mamporcão.
De acordo com o mesmo responsável, a nova subestação irá contribuir para “uma melhor a qualidade da energia eléctrica e a inibição de tempos de interrupção do abastecimento”, tanto para a população, como para o tecido empresarial local.
“Dependendo de decisões futuras, esta subestação poderá também ser um dos pontos de apoio para a alimentação da linha do comboio de alta velocidade, entre Lisboa e Madrid”, acrescentou José Peralta.
Já o presidente da Câmara de Estremoz, José Alberto Fateixa, salientou que, tanto a nova linha, como a nova subestação, “vão reforçar a ligação à EDP, permitindo estabilizar o fornecimento da energia eléctrica a esta zona”.
Afirmando que “quando aumentavam os consumos, a rede tinha algumas debilidades”, o autarca apontou como exemplo o caso da aldeia de São Bento do Cortiço, em que parte da população ficou sem luz no Natal de 2006.
Quanto à nova linha de muito alta tensão, entre a Falagueira e Estremoz, com quase 90 quilómetros de extensão, custou 16 milhões de euros e já entrou em funcionamento, passando por vários concelhos do distrito de Portalegre.
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José Capitão Pardal
A Câmara Municipal de Estremoz leva a efeito a segunda edição do projecto: “Saldos de Stocks”, nos dias 11, 12 e 13 de Setembro, no Parque de Feiras e Exposições.
Trata-se de uma iniciativa de combate à crise e apoio ao comércio local, que este ano conta com meia centena de expositores de ramos diversificados:
Brinquedos, Caça e Pesca, Material Eléctrico, Móveis e Decoração, Óptica, Ourivesaria, Papelaria, Pronto a Vestir e Sapataria.
Para ilustrar este certame vão passar pelo palco vozes consagradas do panorama musical português: Dulce Guimarães; Grupo de Cantares de Sousel e Finalistas de Uma Canção para Ti (TVI).
Com o “Saldos de Stocks”, pretende-se dar visibilidade exclusiva às empresas do Concelho de Estremoz que trabalham em diferentes áreas do sector do Comércio e que desenvolvem a sua actividade na Região.
In Site “Estremoz Marca”
José Capitão Pardal




“A ERT está disponível para se assumir como patrocinador da Volta ao 