


Sem comentários e pelo interesse que tem para a comunidade escolar de Estremoz, deixo-vos a notícia inserta no Portal do Governo, de 20100105.

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O Ministério da Educação criou a Comissão de Acompanhamento do Programa Mais Sucesso Escolar, que tem como missão assegurar o acompanhamento técnico e pedagógico das escolas e dos agrupamentos envolvidos no referido programa.
Compete ainda a esta comissão garantir o cumprimento dos contratos celebrados entre os estabelecimentos de ensino e as respectivas direcções regionais de educação, bem como a articulação entre as escolas e as instituições de ensino superior escolhidas para proceder ao acompanhamento científico em função do modelo de tipologia seguido.
O acompanhamento científico dos projectos de tipologia Fénix é realizado pelo Centro de Estudos em Desenvolvimento Humano da Universidade Católica do Porto, enquanto os de tipologia Turma Mais são seguidos pelo Centro de Investigação em Educação e Psicologia da Universidade de Évora.
No caso de os projectos serem de tipologia mista, cabe à Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) definir o centro de investigação que deve assegurar o acompanhamento científico.
Os instrumentos para o acompanhamento e a avaliação do Programa Mais Sucesso Escolar consistem na elaboração de um relatório anual da responsabilidade da equipa de acompanhamento de cada agrupamento ou escola e, ainda, na apresentação de um relatório global, de âmbito nacional, a elaborar pela Comissão de Acompanhamento.
A Comissão de Acompanhamento do Programa Mais Sucesso Escolar é coordenada pelo director regional de Educação do Alentejo e pela directora-geral da DGIDC, integrando, além destes elementos, dois representantes da DGIDC, dois representantes do Agrupamento de Escolas do Campo Aberto (projecto Fénix), dois representantes da Escola Secundária Rainha Santa Isabel de Estremoz (projecto Turma Mais) e um representante da direcção regional de educação da área de intervenção da escola.
O Programa Mais Sucesso Escolar foi lançado tendo em vista o apoio ao desenvolvimento de projectos de escola para a melhoria dos resultados escolares do ensino básico, com o objectivo de reduzir as taxas de retenção e de elevar a qualidade do sucesso dos alunos.
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José Capitão Pardal
Um tema sempre na ordem do dia.
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Quem o afirma é o Professor Robert Carlson, reconhecido especialista pelas suas ideias inovadoras em matéria de educação e investigação. Acrescenta que, “devido ao seu enfoque tradicional em matéria de investigação e educação, muitas unidades académicas não fizeram o suficiente para chegar à indústria. Por outro lado, muitas indústrias têm encontrado dificuldades para chegar à Universidade.
Contudo, quando os benefícios mútuos podem ser claramente identificados e coincidentes, então as colaborações prosseguem sem grandes percalços”.
O Dr. Robert C. Carlson é o Reitor do Centro para o Desenvolvimento Profissional (CPD), Director do Rice Campus em Wheaton (IIT), Director dos programas de Tecnologia da Informação e Gestão e professor de Ciência de Computação.
Anteriormente, foi “chairperson” do Departamento de Ciência de Computação, durante quinze anos, contribuindo para o seu crescimento, que o tornou no maior departamento do IITMain Campus. O Professor Carlson possui diversa bibliografia e textos publicados.
Foi pioneiro na pesquisa em áreas de “relational database design”, técnicas de “integrated software design” e “computer science education”. Algumas das ferramentas desenvolvidas pelo seu grupo de pesquisa têm sido utilizadas para resolver “large scale design problems” na AT& T, DOD e no Argonne National Laboratory. O seu “Testing Maturity Model” (TMM), modelo de processo, é reconhecido como um standard da indústria a nível mundial.
É membro do conselho editorial do International Journal of Innovation Science.
Inovação e Empreendedorismo - O que é o Centro para o Desenvolvimento Profissional?
Robert Carlson – O CPD oferece educação e treino orientados para a tecnologia. A licenciatura e os programas de mestrado em Tecnologia da Informação e Gestão (ITM) e Tecnologia Industrial e Gestão (INTM) juntamente com o Programa de Aprendizagem Profissional têm atraído estudantes de todo o mundo. Os Programas e cursos no CPD fornecem uma mistura de conteúdo teórico e de aplicação prática que permite aos alunos a aplicação do que aprendem em sala de aula na resolução de problemas da vida real. Os estudantes aprendem sobre tecnologias novas e emergentes e a aplicação, integração e práticas administrativas utilizadas na gestão eficaz destas tecnologias. O objectivo é o de preparar os estudantes para se tornarem inovadores na área de tecnologia, empresários e líderes do futuro.
I&E – Qual o factor mais importante para que ocorra inovação numa organização? Quem deve ser responsável pela inovação dentro de uma organização?
RC – As pequenas “startups” proporcionam um excelente ambiente para a inovação, em que os membros da equipa estão ansiosos por inovar, existindo o incentivo da liderança, em parte porque o crescimento e as recompensas andam de mãos dadas. Em grandes organizações, a liderança deverá incentivar e apoiar a atitude “startup” dentro da estrutura existente.
I&E – Relativamente à colaboração entre a academia e a indústria, como a encara? Qual é a importância da cooperação tecnológica Universidade-indústria?
RC – O colapso económico de muitas empresas tem criado uma descontinuidade nas relações universidade-indústria. No entanto, quando ambas as partes encontram oportunidades para colaborar, os resultados são sempre mutuamente benéficos.
I&E – Que papel podem desempenhar os governos para promover a pesquisa cooperativa?
RC – Apoios e subvenções à investigação conjunta entre a Universidade e a Indústria contribuem positivamente para a criação de oportunidades de colaboração.
I&E – Que mudanças significativas se observaram nos últimos cinco anos?
RC – A recessão económica afectou negativamente muitos relacionamentos de longo prazo entre a academia e a indústria. Por outro lado, muitos desempregados lançaram “startups” que beneficiam claramente de um forte relacionamento de trabalho com as universidades. Essas relações, contudo, tornaram-se mais especulativas, devido à incerteza e à falta de recursos das “startups”.
I&E – Quais as tendências em Inovação que considera mais interessantes?
RC – “Startups” de sucesso, como o Google, enviaram uma mensagem aos estudantes universitários que deveriam tornar-se empreendedores, particularmente no mundo da internet. Universidades como o IIT procederam a alterações nos seus currículos, encorajando os alunos a frequentarem cursos enfocados na inovação e no empreendedorismo.
Para os estudantes internacionais que vêm de ambientes educacionais que enfatizam a imitação das obras do seu instrutor, a exploração de técnicas de inovação pode ser um desafio. Acrescentando esses elementos ao nosso currículo foi possível obter resultados notáveis.
João Mendes
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José Capitão Pardal
Nunca condicionantes tão decisivas para a nossa economia, estiveram tão intimamente ligadas, nos tempos globais que decorrem, como estes dois (endividamento externo e potencial hidroeléctrico).
Sabendo que a nossa dependência energética, contribui com mais de 50%, para o endividamento externo, não é difícil concluir que a aposta, nas respostas e no investimento no sector energético é de uma crucial importância, para a redução desse endividamento.
Sobre o assunto deixo-vos para todos o texto de Glória Rebelo.
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2009-07-11
Em Portugal, desde 2006 – altura em que o Governo apresentou um conjunto de propostas para a área da energia previstas no Plano Tecnológico e na Estratégia Nacional para a Energia – que, assumindo que o sector energético representa um dos domínios prioritários de I & D em Portugal, têm emergido novas medidas estruturantes no campo energético nacional.
Estruturantes, dado que procuram reduzir a dependência energética nacional e, consequentemente, reduzir o endividamento externo do país.
De facto, se a energia é, simultaneamente, um importante factor de crescimento da economia e um elemento vital para o desenvolvimento sustentável de qualquer país, a verdade é que o endividamento externo é já um mal crónico em Portugal.
E parte desse problema está estreitamente associado à dependência energética do país, dado que cerca de 50% desse endividamento se devem à compra de petróleo ao exterior.
Ora, reforçar o investimento no sector energético e planear a diversificação da oferta de fontes de energia alternativas ao petróleo é, como se sabe, e sobretudo no actual contexto económico, um desafio incontornável.
Portugal apresenta, como é reconhecido internacionalmente, um enorme potencial nas áreas da biomassa, da energia eólica, solar ou das ondas. Mas importa não ignorar a importância da energia hidroeléctrica.
E quando a escassez de petróleo pode, a prazo, ameaçar as economias mais dependentes deste combustível, a aposta neste tipo de energia – através do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico 2007-2020 – e no fortalecimento da capacidade energética das barragens e de produção hidráulica será crucial para um crescimento sustentável em Portugal.
Por diversos motivos. Em primeiro, porquanto as centrais eléctricas e as barragens permitem produzir electricidade a um custo comparativamente muito baixo, sendo a energia hidroeléctrica um bom meio de fazer face a picos de consumo. Depois, porque é um meio de desenvolver parte das energias renováveis e de diversificar o portfólio energético do país. Por fim, pelo impulso que pode significar para a agricultura nacional, criando condições para o desenvolvimento do regadio.
Daí que apostar em projectos como o Regadio da Cova da Beira, o segundo maior aproveitamento hidroagrícola em construção em Portugal – reforçado em Junho último com a adjudicação dos dois novos blocos da Covilhã e do Fundão – com conclusão prevista para 2010 e que servirá mais de 12 mil hectares de terrenos, seja fundamental para a economia portuguesa.
O tempo é também, pois, de reforçar infra-estruturas e de explorar novas oportunidades para relançar a economia e criar emprego.
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José Capitão Pardal
Pelo seu interesse para Estremoz, tomo a liberdade de transcrever o texto abaixo do jornal “Sol” de 20090806.
As 12 candidaturas, para nove concelhos, foram aprovadas pela Associação de Municípios do Distrito de Évora (AMDE), no âmbito do contrato de delegação de competências assinado com a Autoridade de Gestão do INALENTEJO 2007-2013.
A AMDE revelou hoje que este «pacote» de projectos envolve um investimento superior a 10 milhões de euros, dos quais cerca de seis milhões financiados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
A sessão pública de assinatura destes contratos de financiamento decorre quinta-feira, em Évora, com a presença do secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Rui Baleiras.
O presidente da AMDE, Jerónimo Lóios, disse hoje à agência Lusa que as primeiras 12 candidaturas aprovadas traduzem o «bom esforço e rápido trabalho desenvolvido pelos municípios» da região.
«Quase que poderia adiantar que a AMDE e os municípios do distrito conseguiram colocar-se numa posição muito adiantada em termos nacionais e estes são dos primeiros projectos cujo contrato de financiamento vai ser assinado», disse.
As candidaturas integram quatro regulamentos específicos do programa operacional INALENTEJO – dois de Mobilidade Territorial Urbana e Rodoviária, o de Sistema de Apoio a Áreas de Acolhimento Empresarial e Logística e o referente a Equipamentos para a Coesão Local.
«Procurámos ligar duas vertentes. O acolhimento de projectos de cada município, mas sempre numa lógica de coesão territorial para os 14 municípios do distrito, com projectos coordenados entre si e complementares», explicou.
A construção de um Centro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, em Montemor-o-Novo, e de um Centro Social em Monte do Trigo, concelho de Portel, são dois dos projectos que vão avançar, tal como um pavilhão gimno-desportivo em Alandroal e pistas cicláveis em Vendas Novas.
A beneficiação da rede viária municipal de Estremoz e de outras estradas e caminhos municipais nos concelhos de Évora, Portel, Mourão e Reguengos de Monsaraz, assim como a segunda fase da via circular ponte à vila de Redondo, são as outras das acções.
No global, até 2013, a delegação de competências estabelecida entre o INALENTEJO e a AMDE prevê cerca de 58 milhões de euros de financiamento do FEDER e, desde o mês passado, está aberto novo período para candidaturas dos municípios.
«Há ainda cinco municípios do distrito que não têm qualquer candidatura aprovada, mas está aberto este novo prazo, durante um ano, e à medida que forem apresentados mais projectos vamos aprová-los, depois de possuírem o parecer do secretariado técnico que os analisa», frisou.
Para a celebração do contrato de delegação de competências no quadro do QREN, a AMDE apresentou um Programa Territorial de Desenvolvimento para o Alentejo Central, que comporta as opções estratégicas de desenvolvimento e os projectos estruturantes que interessa desenvolver.
Lusa/SOL
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José Capitão Pardal

