MOTIVAÇÃO PARA ESTA PÁGINA

Esta página pessoal não tem uma pretenção especial, mas tão só dar-me a conhecer e intervir em sociedade.

Intervir e divulgar: a minha forma de pensar (política inclusive), o meu percurso pessoal, as minhas viagens, notícias, factos, imagens e textos (meus ou de terceiros) que considere relevantes e tudo o mais, que achar conveniente.

 

A Frase

Na escrita há os que escrevem aquilo que pensam e os outros, que pensam aquilo que escrevem..., pensando muitas vezes o oposto!...

José Capitão Pardal

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Sáb, 7/08/2010

É interessante e obviamente, reconhecida a validade da análise “futebolística” efectuada por , à táctica política do maior partido da oposição.

Governar não, que queima!…

Desgastar sim, mas não me comprometam!…

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2010/07/21 23:40

Diário do Sul, Visto do Alentejo 

Os factos que levaram o a abrir uma discussão absolutamente extemporânea sobre a revisão constitucional são compreensíveis mas não atendíveis, quando os avaliamos no quadro dos problemas económicos e que o enfrenta.

Num tempo de recomeço da época futebolística é atractivo e tentador usar a metáfora desportiva para explicar melhor o que na minha perspectiva está a suceder. É esse instrumento retórico que vou usar para o tentar fazer.

O teme enfrentar os desafios da governação neste cenário de grande dificuldade e por isso faz tudo o que está ao seu alcance para não chutar à baliza com medo que isso acabe num golo a seu favor. Em alternativa tenta que se sucedam os “cantos” junto á baliza do adversário na pura expectativa de que um auto – golo lhe entregue em mãos a vitória sem qualquer compromisso.

Esta táctica de jogo é politicamente legítima mas muito prejudicial para o interesse .

O precisa mais do que nunca de estabilidade na governação.

Estabilidade não significa imobilidade.

Confrontar o em funções com alternativas e aspirar a governar em vez dele é próprio da natureza dum partido de poder como é o .

Já rondar a baliza sem intenção de marcar e tentar chegar á vitória por desnorte da defesa alheia é a pior forma de gerar condições de mudança sustentável, pois mesmo que ela suceda não é ancorada num modelo programático estruturado e maduro de governação do .

De qualquer forma não é irrelevante a forma como o tem vindo a ganhar “cantos” e mais “cantos” pela esquerda e pela direita.

Já aqui escrevi em texto anterior que a clarificação das diferenças entre um grande Partido como o que procura preservar os princípios fundamentais do num quadro de grande dificuldade e outro grande Partido como o que afirma a prioridade da visão neoliberal da predominância do interesse dos mercados sobre a equidade e , é algo de positivo e saudável para a democracia portuguesa.

Essa clarificação é positiva e devolve a responsabilidade da escolha a cada um de nós.

Nenhum eleitor pode agora alegar que não vota, vota em branco ou vota em Partidos de Protesto porque os dois Partidos de poder são iguais e não se diferenciam.

É no entanto mais estimulante que a diferenciação se faça em torno de programas alternativos de acção e não de tentativas encenadas de captura ideológica duma Constituição que deve ser por natureza uma plataforma de consenso estruturante da democracia portuguesa.

No entanto, afirmar um programa alternativo de acção, constitui uma forma de chutar á baliza!

E se a bola entrar?

Golo dá vitória e a vitória dá em terreno muito empapado pela crise global.

É com medo desta eventualidade que o prefere jogar noutro terreno.

Mas esta é verdadeiramente uma razão não atendível.

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José Capitão Pardal

Sem comentários

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19.07.2010 – 07:43 Por Sofia Rodrigues, in

Secretário-geral do diz que as alterações à Constituição defendidas por Passos Coelho são um “estratagema” e um “regresso ao passado”.
 
José mostrou o cartão vermelho às propostas -democratas 
Foto de Miguel Madeira

José Sócrates mostrou o cartão vermelho às propostas sociais-democratas

Depois do , foi o próprio primeiro-, José , que ontem mostrou o cartão vermelho às propostas de revisão constitucional defendidas pelo líder do . “Um estratagema constitucional”, chamou-lhe, que serve apenas para “aumentar a instabilidade política”.

Se Pedro Passos Coelho acusou os socialistas de “cristalização” ao terem rejeitado a possibilidade constitucional de o Presidente poder demitir o , o secretário-geral do diz que as propostas do são “um regresso ao passado”.

“Isso não é nenhuma proposta de futuro; isso, bem pelo contrário, é um regresso ao passado e é criar condições para promover circunstâncias de instabilidade política”, disse . O é indispensável para fazer passar a revisão constitucional no Parlamento.

Lamentando a “forma tão vazia e com tantas generalidades” e “vulgaridades” com que se fala sobre o futuro, aproveitou para relacionar as críticas à proposta de revisão constitucional do com a sugestão do líder do CDS-PP para que se demitisse do , lançada na quinta-feira no debate do da Nação. “Todas as semanas as lideranças políticas da direita se saem com mais uma proposta com vista a definir ou a propor de cima da mesa um novo método para criar uma crise política, criar instabilidade, um novo método para, afinal de contas, eles chegarem ao poder”, referiu.

Antes de discursar no encerramento do Congresso da Juventude , o primeiro- ouviu elogios de Costa, presidente da de , que esta semana aplaudiu a determinação de mas criticou, por contraste, a “passividade” do .

“Todo o partido, toda a JS, todos aqueles que exercem cargos políticos aos mais diversos níveis, devemos pôr os olhos no exemplo de combatividade, de determinação, de coragem, de inconformismo perante a dificuldade que o nosso secretário-geral tem dado e que deve ser um exemplo para todos nós”, disse o presidente da de . Para Costa, a determinação de é um exemplo “daqueles que sabem que as derrotas nunca são antecipadas”.

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José Capitão Pardal

Apesar de discordar de muitos aspectos focados pelo articulista, achei que não deixa de ser interessante o seu conteúdo, pelos que o publico para conhecimento dos meus  leitores.

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por dos Santos Queirós, DN Online de 20100719

Devemos levar a sério as acusações recíprocas dos dirigentes do e do , que se responsabilizam mutuamente pelas dificuldades da .A partir do final dos anos 80 e com a eliminação, na e no texto constitucional, das mudanças revolucionárias na propriedade e nos órgãos de , impostas pela revolução democrática de 74/75, ou seja, o desmantelamento da Reforma Agrária no , a privatização da banca e seguros e da rede de telecomunicações, a desnacionalização das grandes empresas e do sector energético, a liberalização da comunicação e, sobretudo a integração do na Comunidade , cedendo a soberania do e depois do escudo, desde então, o 25 de Abril, o PCP e o esquerdismo, deixaram de poder ser culpados pelo futuro da democracia portuguesa. O modelo ocidental de e de democracia política ficaram plenamente reconstituídos, e em condições extremamente favoráveis, dado o afluxo de fundos comunitários e de receitas e oportunidades geradas pelas desnacionalizações.

Um quadro político original

No entanto, tal como a revolução democrática portuguesa teve características únicas, desde logo porque ocorreu tardiamente,  um século depois das revoluções democráticas burguesas, e para pôr fim à colonial prolongada,  alguns decénios após as descolonizações europeias, também a contra revolução assumiu aspectos paradoxais.

Em primeiro lugar, porque no que respeita aos direitos políticos das élites, das classes populares e da classe média das regiões rurais, dos Açores e da Madeira, o português, tradicionalmente centralista e macrocéfalo, se descentralizou, aceitando a autonomia das ilhas e ; em segundo lugar, porque foram alargados aos trabalhadores do campo os direitos laborais, embora a um nível inferior e a , a e a segurança generalizaram-se nas cidades e vilas do mundo rural e passaram a abranger todos os cidadãos.

A Lei Barreto da Reforma Agrária foi o instrumento da sua desagregação, mas a Lei de Bases do Sistema Educativo ou a Lei de Bases do Serviço de , constituiram instrumentos de progresso , que permitiram colocar o ao mais alto nível da Materno Infantil e generalizar o ensino básico e secundário.

O e o , com coligações com o CDS, são de facto os principais responsáveis por esta evolução política e, a partir de então os únicos responsáveis, pois monopolizaram todas as instâncias do poder central.
Mas a década de 90 trouxe à política e uma nova fase.
A Alemanha e as potências industriais europeias deslocaram o seu para Leste e passaram a desinvestir em .

O desmantelamento do que restava da Soviética e o afastamento do PCP da linha do PCUS recolocou-o como o mais nacionalista dos partidos .

A extrema-direita portuguesa abandonou o terrorismo do ELP MDLP, mas perdeu a capacidade para controlar o CDS ou organizar partidos representativos, dispersou-se também pelo , sem, contudo, se constituir no seio destes partidos como corrente política.

Os pequenos partidos da esquerda revolucionária unificaram-se progressivamente, a maior parte dos seus dirigentes ingressou nos “partidos  burgueses” e ascendeu mesmo aos quadros superiores do mundo empresarial e do democrático; o terrorismo de esquerda, confinado a um só grupo e do qual sempre se demarcaram, desapareceu com a sua desagregação.

O percurso do , de aproximação aos programas liberais, abriu de forma cíclica espaço político para o centro e o centro esquerda, ocupados efemeramente pelo PRD  e pelo melhor sucedido Bloco de Esquerda, coligação arco íris que dissolveu as suas ideologias de origem e se organizou para a acção eleitoral, e já não para a acção política, que era o seu campo de disputa com o PCP.

Neste quadro, este partido pôde não só consolidar a sua hegemonia nas organizações das classes trabalhadoras, como recuperar influência política e base . Superou mesmo a perda do seu líder histórico, criando uma direcção renovada; mas, cumprida a etapa da “revolução democrática e ” e desaparecido o “campo da URSS”, o PCP não conseguiu até agora elaborar o seu novo programa para o socialismo, tendo muita dificuldade em divulgar as suas propostas políticas imediatas e reformadoras.

O truncado

O início da década de 90 assinala o renascimento do capital financeiro em e alguns dos bancos revelaram uma dinâmica de modernidade e inovação reconhecida internacionalmente. Mas as condições políticas de hegemonia partidária do e depois do criaram um efeito perverso: a transferência para a da banca e depois das grandes empresas, ligadas sobretudo á e públicas, dos quadros partidários, desenvolvendo uma pesada e tentacular rede de influências e promiscuidade entre a elite económico-financeira e a nova elite política, enquanto o emprego passou a funcionar como moeda de troca eleitoral, pagando carreiras, favores e oportunidades de negócio.

A civil e as públicas constituíram o principal vazadouro dos fundos comunitários e das nacionais, criando um surto de prosperidade geral que alimentou o aparecimento de um milhão de denominados “isolados” nas estatísticas nacionais, pequenos empreendedores e patrões que vivem de sub-empreitadas e da prestação de serviços ou comércio, e hoje, se vão arruinando.

Grandes empresas de comércio e serviços cresceram e internacionalizaram-se, saturando de oferta o exíguo e exportando cada vez mais emprego para outros países, mas tal não significou a transferência para de uma cultura técnico-científica e de gestão mais avançadas, de que carece a rede de micro, pequenas e médias empresas, sendo que estas constituem a base da nossa economia e do emprego e estão, na maior parte dos casos, fora do círculo de poder e dos financiamentos subsidiados pelo .

Nasce o paradoxo de, o discurso político que mais defende o e a redução das funções do corresponder de facto à utilização do , ao nível central, e local, para garantir contratos, apoios e negócios.
Quando os escândalos rebentam, o aparelho judicial, mal apetrechado de quadros e recursos e servido por leis de malha grossa, feitas pelos deputados e daqueles partidos, torna-se o bode expiatório da má gestão política.

cego

Como no “Ensaio sobre a Cegueira” de Saramago, quando o mundo descobre a existência de um novo capital financeiro, sem qualquer ção à produção e fora do controle dos estados, protegido pelos paraísos ficais, não só de obscuras ilhas tropicais, mas da respeitável Suíça, do Luxemburgo, do Lichenstein, de Gibraltar ou da Madeira  e que utiliza a própria banca para especular sobre o imobiliário, alimentar e dos produtos energéticos e financeiros; quando os EUA, à beira do colapso financeiro mas intransigentes na imposição do dólar como moeda padrão, elegem Obama e tomam medidas de intervenção no , quando ampliam o sistema de e a função do ; quando o planeta respira de alívio, porque as empresas nacionais da República Popular da China, do , da Índia e mesmo da Rússia, sustêm a queda da economia capitalista e impulsionam a retoma , continuando a crescer e a permitir ao capital estrangeiro reinvestir e reproduzir-se; quando os conservadores ingleses ou franceses proclamam o como a única barreira eficaz contra a decomposição e a desordem … em , o primeiro- e o provável sucessor da oposição, disputam ferozmente o poder de continuar a fazer política exactamente ao contrário dos sinais do tempo. E não estão sós, Bruxelas, liderada por um português, proclama igualmente as receitas do liberalismo sem pátria, e o primado das sobre a economia política.

Forçoso é dizer que nenhum partido, nenhum líder português, tem hoje capacidade para mudar este de coisas. Nem as direcções dos partidos têm soluções, nem os seus líderes estão particularmente bem preparados para as construir: em comum, as novas lideranças caracterizam-se hoje por um baixo nível académico e de cultura científica e a ausência de um pensamento político próprio.

As dificuldades do mundo empresarial não são menores: a concorrência é esmagadora e, tal como no da liderança política, a preparação académica, formação superior e cultura científica não fazem parte do currículo de mais de 90% dos empresários, nem as suas manifestam sequer o reconhecimento da existência deste problema incontornável e o imperativo de o ultrapassar. A necessidade de qualificar o sistema produtivo é transferida para os seus trabalhadores e a e a pública são os alvos da crítica.

Não há alternativa?

Sabemos apenas aquilo que não queremos e que não podemos suportar mais.
não é um de brandos costumes e o que caracteriza o seu povo é uma grande capacidade de sofrimento. O exército americano, líder em tecnologia e recompensas financeiras, não aguentaria 1 ano de em África nas condições em que os nossos militares suportaram 13 anos.

Nem a nem a Alemanha encontraram trabalhadores mais disciplinados no esforço de reconstrução e de produção industrial.

Quando o sofrimento se torna insuportável, nasce a revolta ou sobrevém a inacção. Gomes da Costa marchou entre o aplauso das elites, os capitães de Abril, entre alas do povo.

Assistimos na última década ao enfraquecimento moral e ético da acção popular: depois da campanha e de apoio à independência de Timor Leste, que teve impacto no Mundo,  o movimento popular foi reorientado para o futebol de alto nível ( recordam-se de quem chefiou a candidatura ao 2004?), como os cidadãos romanos eram convocados para assistir aos espectáculos do Circo. Indiferente aos salários em atraso de milhares de jogadores profissionais e semi-profissionais de todos os escalões; indiferente ao esbanjamento dos fundos do e municípios em 10 estádios ( o de Leiria foi orçamentado em 19 Milhões, custou 100 milhões e ainda custa 4 milhões ano, recursos que dariam para fazer na Centro de , onde não há nenhum,  3 aeroportos regionais de proximidade); o povo aplaude…

Face aos resultados negativos da gestão da maior parte dos municípios e dos governos das regiões autónomas, o voto popular continua a premiar os que gastam mais do que podem e devem, mesmo que tal signifique um futuro de ruína geral.

“Menos e melhor ”, é a mensagem das elites, mas nada significa. e empresas públicas e privadas bem ou mal geridas, eis o problema, em qualquer regime ou .

Ou melhor, num a envelhecer, fará de nós uma nação que não será para os mais velhos. E expulsará para a e a América uma nova geração de jovens emigrantes, licenciados e empreendedores.

Fará crescer a marginalidade e a corrupção generalizadas.

Apesar da lição contemporânea dos professores, que foram capazes de superar divisões e preconceitos, ocupando o lugar das vanguardas burguesas e operárias que agiam em defesa, não apenas dos seus interesses de classe, mas do que consideravam causa pública e , estaremos condenados à perda irreparável da solidariedade laboral, da família plurigeracional, dos laços ampliados de família e de naturalidade, da vizinhança, do convívio multiétnico.

Aumentará a pobreza geral e a indigência moral e ética das elites.

Quando se chega a este ponto. É preciso dizer não:

Negando o voto favorável, o aplauso e a nossa própria indiferença.
Diremos não à entrega da soberania do mar português à Comunidade , que representa mais de 50% do território marítimo da comunitária, previsto no projecto de Constituição e no Tratado Europeu de , factura oculta de todos os fundos comunitários.

Dizendo não à protecção de um capital financeiro sem pátria nem moral, nem .

Diremos não a um que não seja para os jovens e a velhice, que é de todos e virá.

Dizendo não à agonia do mundo rural, reserva ecologia, de água potável e alimentos, sumidouro do carbono.

Diremos não à participação das forças armadas portuguesas em qualquer missão que não seja de paz.

Dizendo não ao abandono dos laços de intercâmbio e cooperação com os povos de , que combateram connosco no século XIX em defesa da independência e connosco suportaram os combates pela democracia moderna e, não hesitaremos no da cooperação e entreajuda com os estados e povos irmãos do e da África.

Diremos não a um que não proteja a maternidade ao mesmo tempo que acolhe os novos emigrantes.

Dizendo não a uma comunicação que não apoie a e a cultura pluralistas.

Diremos não ao dogma, liberal ou , ao desprezo pelo novo pensamento político que transformou a China Popular um só com dois sistemas, pacífico e unificador de 56 nacionalidades, que fez do e da Índia, neocolonizados e empobrecidos, potências democráticas emergentes, que ressurge na América Latina como projecto para realizar os velhos sonhos de liberdade e progresso.

E voltaremos a militar nos partidos, a apoiar os líderes e a ler os jornais, que sejam os protagonistas desta esperança.

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José Capitão Pardal

Apesar de não concordar na totalidade com o seu conteúdo, achei interessante a análise política e sociológica efectuada por Todo Bom, destacado militante do , no Expresso online do passado dia 20091226, pelo que tomei a liberdade de o transcrever.
 
Do meu ponto de vista trata-se de uma análise eloquente, mas muito superficial, que não resistiria a um aprofundamento das razões que têm levado, ao longo dos últimos anos ao desgaste político do , fruto mais das divergências particulares entre os seus membros mais mediáticos e influentes, que a Sociologia também muito bem explicaria, do que a estratégias organizacionais mal concebidas, de uma fraca combinação entre competências e capacidades, e muito menos ainda, do conhecimento tácito do , conforme conclui Todo Bom.
 
No actual da democracia e da das forças políticas em , o chamado “…conhecimento explícito dos seus membros constituindo-se num conhecimento da experiência e da acção colectiva…” ou “…a sua combinação e a ineficiência da sua socialização…”, não têm ainda o peso que o articulista lhe quer dar.
 
As organizações políticas ainda, em muitos aspectos, se regem por regras e práticas, que estão longe daquilo que sociologicamente, seria o desejável e de que são exemplo as organizações suas congéneres da do
 
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O conhecimento tácito das organizações
Todo Bom* (www.expresso.pt)
:01 Sábado, 26 de Dez de 2009
 
 

De acordo com a aproximação baseada na teoria dos recursos, o objectivo último das organizações competitivas é obter resultados sustentáveis, acima da média, quando comparados com os seus competidores.

A pré-condição para resultados sustentáveis superiores reside num conjunto de recursos, não disponíveis do mesmo modo para todas as organizações e na sua combinação em competências e capacidades.

Estas competências e capacidades devem ser específicas da , valiosas para os clientes, insubstituíveis e difíceis de imitar.

Estes “activos não replicáveis” na terminologia de Teece, são, essencialmente, activos de conhecimento e, dentro destes, em especial, o conhecimento tácito das organizações.

O conhecimento tácito das organizações que resulta, fundamentalmente, da combinação e socialização do conhecimento explícito dos seus membros constituindo-se num conhecimento da experiência e da acção colectiva, tem uma importância crucial em todas as organizações, com destaque para as que actuam no âmbito sociológico e comportamental.

Não é, pois, de estranhar a relevância do conhecimento tácito nos partidos políticos e a indispensabilidade da sua conversão em competências e capacidades, para o combate político, que lhes permita atingir o seu objectivo último, ou seja, a conquista do poder.

O conhecimento tácito do meu partido, o , tem diminuído consistentemente nos últimos tempos, o que constitui uma das explicações para o seu afastamento da liderança política do .

E esse facto não se deve à inexistência de uma base de conhecimento explícito considerável dos seus membros que, felizmente, continua a prevalecer, mas à incapacidade de garantir a sua combinação e a ineficiência da sua socialização.

As duas unidades organizativas que tradicionalmente garantiam esses movimentos – o Gabinete de Estudos e o Sá Carneiro, estão praticamente inactivos. Com a agravante, no caso deste, de se ter criado a convicção de que este processo de interacção das várias valências do conhecimento podia ser garantido através de uma plataforma aberta onde se escrevem alguns artigos de opinião.

A teoria das estipula que as digitais promovem, quando muito e quando têm qualidade, exclusivamente, o incremento do conhecimento explícito, porque são abertas e porque a interactividade para complementar conhecimentos diferenciados é limitada.

Curiosamente, o , com uma base de conhecimento explícito claramente inferior à do , tem promovido de um modo sustentado e com eficiência a criação do conhecimento tácito que lhe tem permitido a conquista e manutenção do poder.

Com a previsível alteração, a curto prazo, da liderança do meu partido, vai ser interessante acompanhar estes movimentos, no futuro próximo, e a sua repercussão na ocupação do poder no nosso .

* Associado Convidado do ISCTE

Texto publicado na edição do Expresso de 19 de Dezembro de 2009

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José Capitão Pardal

Sobre o e para uma melhor compreensão do  que está em causa, tomo a liberdade de vos deixar o artigo do jornal “Expresso” online de 20090919, da autoria do jornalista Hélder C. Martins.

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Do lado de lá da , já estão a ser construídos 76 km de linha de para a ção -. Por cá, dois concursos estão à espera do novo . (Veja infografia no fim do texto)

 

Helder C. Martins (www.expresso.pt)

15:15 Sábado, 19 de Set de 2009

O acelera como assunto de campanha em , enquanto do lado de lá da 76 quilómetros de linha estão já em entre e , na linha que vai ligar a (ver infografia no final do texto).

Por cá ainda não se está na fase de .

No entanto, dois consórcios nacionais estão nas negociações finais para a do troço que atravessará o , ligando o Poceirão (Palmela) à do . Para o troço -Poceirão, que inclui a Terceira Travessia do Tejo, apresentaram proposta três grupos, um dos quais espanhol.

Esta semana e trocaram acusações e o assunto passou mesmo fronteiras, com o () e o PP espanhóis a virem a em defesa do .

A líder do , Manuela Ferreira Leite, tomou como estandarte de início de campanha a suspensão do em nome da austeridade e do endividamento excessivo do . O primeiro-, José , insiste na importância das grandes públicas, como o , para relançar a economia. À esquerda, Partido Comunista e Bloco de Esquerda são favoráveis à prossecução do projecto. O CDS/PP está contra.

Avaliado em €8200 milhões (ver caixa abaixo), o projecto de conta com uma comparticipação comunitária de €1350 milhões. Deste total e em caso de suspensão ou adiamento, 389 milhões atribuídos por Bruxelas ficariam irremediavelmente perdidos para .

Isto porque é um financiamento atribuído aos projectos considerados prioritários pela UE – representa 10% do bolo distribuído pelos 27 Estados-membros – e é gerido directamente pelos serviços da .

Quanto aos restantes €955 milhões vindos do e cuja gestão é da competência do poderão ser reafectados para outros projectos. Mas o seu âmbito não poderá extravasar as limitações do Programa de Valorização do Território centrado nas acessibilidades, o que exclui escolas ou hospitais, por exemplo. Bruxelas privilegia o comboio e considera que tem auto-estradas a mais.

Números

-        Financiamento assegura 36% do (€2952 milhões), dos quais €1500 milhões já estão inscritos no OE-2009 e destinam-se à até 2015. O restante é pago ao longo da concessão (36 anos)

-         Receitas operacionais do pagam 45% do (€3690 milhões)

-         Fundos comunitários valem 19% (€1558 milhões)

-         Receita fiscal induzida pelo aumenta €64 mil milhões em 30 anos

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José Capitão Pardal

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009 | 02:30

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: Mira Amaral exorta Ferreira Leite a aplicar reforma

O antigo de Cavaco , Mira Amaral, recomendou hoje realismo e bom senso a Manuela Ferreira Leite, apelando à aplicação da legislação produzida pelo actual executivo na reforma da pública, caso o vença as .

Intervindo na noite de terça-feira na tertúlia «125 minutos com… Fátima Campos Ferreira», no Casino da Figueira da Foz, Mira Amaral classificou a reforma da pública, iniciada «mas não plenamente executada» pelo de José , como «essencial» para combater a despesa pública corrente.

«Faz-me imensa confusão que a líder do diga que vai rasgar tudo o que vinha do passado.

O novo herda em termos de reforma da pública um quadro legal e legislativo feito por este, não vale pena estar a tentar inventar a roda», frisou.


José Capitão Pardal

Pela actualidade do tema e a sua importância para os alentejanos, que desejam melhores acessibilidades para o , aproveito para transcrever o artigo do jornal “ de Notícias” de hoje, 20090901, sobre a reunião havida hoje em , em defesa do projecto do , entre autarcas e empresários dos dois lados da , onde esteve presente o Presidente da de , José .

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Autarcas do e espanhola criam em defesa do

por Hoje

Vários autarcas do e da espanhola aprovaram hoje, em , um documento em defesa da continuidade do projecto ferroviário de , nomeadamente a ção -, e a criação de uma de acompanhamento do .

“Este documento será entregue a todas as forças políticas com o objectivo de as sensibilizar para a importância da ”, disse o presidente da de , José Rondão , no final de um encontro que juntou os autarcas dos dois lados da .

A reunião em , convocada pelo autarca local, abordou, entre outras matérias, o projecto do , tendo contado com a presença de vários presidentes de do (dois deles eleitos pela CDU e os outros pelo ) e cinco autarcas da : , , Plasencia, Olivença e Lobón, todos eleitos pelo PSOE.

Além dos autarcas, também empresariais dos dois lados da estiveram representadas no encontro.

Além de terem aprovado e assinado o documento em defesa da , os participantes na reunião acordaram criar uma de Acompanhamento do projecto, que será constituída por autarcas alentejanos e “alcaides” espanhóis.

Esta terá por missão defender e trabalhar em prol da concretização da linha de mercadorias Sines-Évora- e da plataforma logística do .

Em representação dos “alcaides” socialistas da , Angel Calle, presidente do município de , lembrou que existem “acordos internacionais assinados” entre e , em matéria de , e que “têm apoio de fundos europeus”.

“Os acordos internacionais são para cumprir, sobretudo quando falamos do que pressupõe uma entre duas regiões até aqui deprimidas, como é o caso do e da ”, disse.

Angel Calle acrescentou que “será uma grande frustração para o povo espanhol se o parar em ”, sem que siga para , relativamente à projectada linha entre a capital portuguesa e a espanhola, .

O autarca espanhol apelou à líder do , Manuela Ferreira Leite, “para que reconsidere a sua atitude, porque há alturas em que os interesses nacionais e internacionais devem ficar acima dos projectos partidários”.

No sábado passado, em declarações à , o presidente do município de divulgou o agendamento da reunião e acusou o por, no seu programa eleitoral para as legislativas, colocar “em causa certos investimentos públicos, como a -”.

Do lado dos empresários alentejanos, Rui Nabeiro, presidente do Grupo Nabeiro/Delta Cafés, defendeu hoje que “construir a é construir o progresso”.

“Enquanto empresário, exijo que as autoridades cumpram o prometido. Os governos têm a obrigação de dar ao e à o que merecem: e prosperidade”, argumentou.

O empresário Rui Nabeiro realçou ainda a importância da linha de mercadorias Sines-Évora-, com ção ao interior de , como forma de recepção e escoamento de produtos e matérias-primas da sua .

“Falamos de eficácia e melhorias acentuadas com a para o sucesso empresarial“, vincou.

Por seu turno, Alvaro Sancho, da confederação empresarial da e de , lembrou que, do lado espanhol, “a da ção entre e já está em fase avançada”.

Ao mesmo tempo, o empresário defendeu que, a nível empresarial, “a ção - é uma infra-estrutura fundamental para o económico dos dois países”.

Em declarações à , o presidente da distrital de do , Cristóvão Crespo, acusou segunda-feira Rondão de “faltar à verdade” e argumentou que o programa eleitoral -democrata “não diz que vai acabar com o ”, mas apenas que “a situação do não permite assumir esse compromisso”.

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José Capitão Pardal

Sobre a atribuição da Medalha de Ouro da de Santarém, ao primeiro- José , por parte da desta , de maioria e presidida por Moita Flores, deixo-vos o artigo do “Jornal de Notícias” de 20090826.

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00h30m ALEXANDRA SERÔDIO

Foi um primeiro- emocionado que, ontem, terça-feira, gabou a coragem da de Santarém que decidiu atribuir-lhe a medalha de ouro da , a um mês das legislativas.

apreciou do fundo do coração. “O facto de terem decidido homenagear um político que não vos apoiou para a , que não é do partido pelo qual se candidatam, isto é um acto de coragem e até de nobreza, que cumpre registar e sublinhar”, disse o governante.

Em véspera de , José diz ser esta a época propícia “à cultura da maledicência”.

O gesto da Autarquia, presidida por Moita Flores, independente eleito pelas listas do e candidato a novo mandato, “honra a cultura da liberdade, porque a liberdade é irmã da tolerância e da compreensão”.

“Gabo-vos a coragem, porque distinguir neste momento um político que está em funções a uns meses das não é propriamente norma”, considerou o primeiro- que elogiou o facto da medalha ter sido entregue antes e não depois das .

Um acto que “espelha a nobreza de carácter “.

Afiançando sentir-se “honrado” com a distinção, diz que apenas se limitou a cumprir o seu dever.

“A fazer aquilo que acho que deve ser feito em nome daquilo que considero ser o interesse do meu ”.

Moita Flores, que admitiu não votar em Manuela Ferreira Leite a 27 de Setembro, não revelou se irá votar no .

Optou por falar da coragem que é preciso ter “para agradecer quando a mediocridade adora que se diga mal”.

“Vivemos num tempo ruim em que o interesse particular, do partido, o interesse sectário se sobrepõe ao interesse comum”, afirmou.

A medalha foi atribuída durante a cerimónia de assinatura do protocolo que passa o Convento de S. Francisco para a posse da Autarquia.

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José Capitão Pardal