



| As Festas da Exaltação da Santa Cruz decorrem na cidade de Estremoz de 3 a 5 de Setembro.
São organizadas pela paróquia de Santo André com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz e constam de: cerimónias religiosas, espectáculos, alvoradas, corrida de touros, prova de tiro, animação de rua, concertos na igreja de S. Francisco, desporto e encontro de Bandas. |
José Capitão Pardal
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Mais um exemplo da qualidade diversificada do “tuga”, quando em competição com “o que se faz lá fora” .………………………///…………………….. |
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| Escrito por CienciaPT | |
| 05-Jan-2010 | |
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Uma imagem da Nebulosa de Orion valeu ao engenheiro electrotécnico Luís Miguel Santo o primeiro prémio do concurso mundial de astrofotografia das “Galilean Nights”, um dos projectos-chave do Ano Internacional da Astronomia.
A fotografia, captada na Atalaia (Montijo), foi a vencedora da competição “Beyond Earth” (”Para além da Terra”), que juntou imagens do Universo captadas por todo o globo. Os participantes foram desafiados a obter imagens dos objectos astronómicos estudados por Galileu Galilei, o cientista que há 400 anos protagonizou as primeiras observações do céu realizadas através de um telescópio e que inspirou a Organização das Nações Unidas a decretar 2009 como o Ano Internacional da Astronomia. “O objecto que Galileu observou e que escolhi foi a nebulosa de Orion, também conhecida como o objecto de Messier 42 (M42) e que está enquadrada com outra nebulosa (NGC1977), denominada na gíria “Running Man” (olhando na zona azul, e com alguma imaginação, vemos um indivíduo a correr, tal como o nome em inglês sugere). Existe ainda uma zona de concentração de estrelas denominada trapézio, pela sua disposição, que foi objecto de estudo de Galileu”, explica Luís Miguel Santo. “A Nebulosa de Orion (zona avermelhada em baixo na fotografia), pertence à constelação de Orion, e é denominada uma nebulosa de emissão (nuvem de gás ionizado que emite luz de várias cores) dada a presença, entre outros, de enormes quantidades de hidrogénio, a principal matéria-prima das estrelas. É uma zona conhecida como profícua na criação de estrelas. A nebulosa NGC1977 é uma nebulosa de reflexão; nuvens de poeira que simplesmente reflectem a luz de uma ou mais estrelas vizinhas, e como tal apresenta uma coloração azulada”, revela o astrónomo amador. A fotografia foi captada em final de Outubro, na Atalaia. “É um local que, apesar de não ser perfeito pela presença (infelizmente cada vez maior) da poluição luminosa da zona metropolitana de Lisboa, é relativamente perto para a maioria dos astrónomos amadores da zona de Lisboa, permitindo juntar nas noites de lua nova umas dezenas de aficcionados”, conta Luís Miguel Santo. Luís Miguel Santo foi apenas um dos numerosos entusiastas que participaram em Portugal nas Noites de Galileu, entre 22 a 24 de Outubro 2009. No total, 18 cidades desenvolveram perto de 50 actividades muito “espaciais”, transformando, uma vez mais, o país num dos mais dinâmicos: jantou-se em Marte em Espinho, leu-se com estrelas em Braga e fotografou-se o céu… Para o engenheiro electrotécnico, o prémio internacional foi uma “cereja no topo do bolo”, principalmente porque, sendo a astrofotografia uma paixão, captar uma fotografia dos astros para além da Terra não é fácil e requer um “árduo” trabalho de aprendizagem. “O ritual de preparação e obtenção de uma astrofotografia tem algo que se lhe diga. Começa por preparar de antemão os objectos a fotografar, bem como definir os principais parâmetros de exposição, enquadramento, e montar o equipamento… Uma sessão normal inicia-se pelas 22h e pode terminar quando a estrela mais perto da terra dá a volta”, frisa. Ao contrário da fotografia tradicional, cada imagem em astrofotografia é composta por vários fotogramas (podendo durar tipicamente até 15 minutos por fotograma), incluindo a cor que tipicamente é obtida através de filtros distintos para o vermelho, o verde e o azul. Posteriormente, toda a informação contida nos diferentes fotogramas (luz e cor) é alinhada e calibrada de forma a obter apenas uma imagem a cores de maior detalhe, explica Luís Miguel Santo. “A Astronomia é para mim um desafio que reúne duas paixões: fotografia e ciência. A Astronomia vai para lá da ciência…tem um pouco de filosofia e é um exemplo importante na eterna procura do conhecimento, em especial o de olhar o Universo, cada vez mais longe, para perceber algo bem próximo…a própria Humanidade e a sua história”, sublinha. O concurso de astrofotografia foi promovido no âmbito das “Noites de Galileu”, um evento de divulgação da Astronomia promovido à escala planetária e que, em Outubro, reuniu mais de 1300 actividades em cerca de 90 países de todos os cantos do globo. Portugal já tinha sido galardoado pelo seu empenho no Ano Internacional da Astronomia, distinguindo-se entre a centena de países participantes. No Verão passado, Ana Mourão, investigadora do Centro Multidisciplinar de Astrofísica (CENTRA/ IST), e a Fundação Navegar foram recompensados pela Comissão Internacional do AIA2009, por ter dado vida, com dedicação e originalidade, a dois dos mais relevantes eventos da iniciativa “100 Horas de Astronomia”, que decorreu entre 2 e 5 de Abril. O Ano Internacional da Astronomia (www.astronomia2009.org) é organizado a nível nacional pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Nacional Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS). |
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| Actualizado em ( 05-Jan-2010 )……………………….///……………………….. |
José Capitão Pardal
José Capitão Pardal
José Alberto Fateixa
2009-09-07
Por Liliana Leandro
José Alberto Fateixa é presidente da Câmara Municipal de Estremoz e candidato pelo Partido Socialista a mais um mandato à frente daquele concelho.
O autarca considera que a ciência e a tecnologia são um pilar que distingue Estremoz, uma cidade onde têm decorrido várias actividades inseridas no Centro de Ciência Viva local.
Para o futuro garante a recuperação do Convento de Santo António junto à pedreira de mármore pilar para uma maior interligação entre a actividade económica e a científica.
* ND – As eleições autárquicas aproximam-se e com elas a necessidade de escolher o candidato mais adequado para dirigir, durante os próximos quatro anos, os destinos de cada concelho.
Enquanto jornal de ciência, tecnologia e empreendedorismo questionámos vários candidatos de mais de 20 concelhos sobre as suas preocupações a ambições a este nível.
As respostas serão publicadas neste espaço do Ciência Hoje dedicado às autárquicas 2009.
Qual a importância da “Ciência e Tecnologia” no desenvolvimento do Concelho?
R: Estremoz é considerada, em Portugal, uma das quatro ‘Cidades de Ciência’, logo a ciência ocupa na estratégia de afirmação e desenvolvimento um pilar de referência.
O Centro de Ciência Viva de Estremoz (CCVE) entrou nos últimos quatro anos numa nova fase de concretização, com a sua referenciação como grande pólo de divulgação científica.
As actividades e projectos ocorrem não só no espaço do centro mas igualmente pela cidade, o concelho e a região.
O ‘Sistema Solar à Escala’ está espalhado pelo concelho e contribui para a divulgar a ciência, o património e de um modo geral levar os visitantes a descobrir a nossa terra.
O ‘Ciência da Rua’ é hoje uma actividade inovadora e única em Portugal, ao juntar a divulgação científica e as artes em manifestações de rua.
A ‘FeiCiTEst’, na sua primeira edição em 2009, mostrou ser mais uma iniciativa que envolvendo a comunidade científica, promove e contribui para divulgar trabalhos, aproximar cientistas e levar as pessoas e as empresas a estarem mais próximas dos progressos científicos alcançados em Portugal.
No âmbito das AECs (actividades de enriquecimento curricular) do 1.º Ciclo do Ensino Básico o CCVE está a desenvolver actividades de ensino experimental das ciências.
Tudo isto para além das inúmeras actividades (visitas, produções de materiais, congressos, …) que ocorrem ao longo do ano em Estremoz, no Alentejo, no resto do país e no estrangeiro.
Portanto a Ciência e a Tecnologia são um pilar que distingue Estremoz e nos salienta e distingue como uma Cidade em que esta área é um inequívoco factor de desenvolvimento.
Que iniciativas/acções/projectos estão previstos para o mandato de 2009/13?
R: Direi que esta questão está dividida em duas grandes áreas, por um lado a continuação dos projectos lançados e a sua crescente sustentabilidade.
Dispormos de um Centro de Ciência Viva que seja cada vez mais vivo, quer na divulgação e novas abordagens à ciência e tecnologia, quer no levar a ciência para a vida das comunidades, desenvolvendo na prática cada vez mais o Turismo Científico associado ao património e à descoberta da cidade, do concelho e da região.
Por outro lado está a recuperação do Convento de Santo António, junto à pedreira com o mesmo nome, na lógica de criar um novo pólo e uma nova frente de divulgação científica.
Esta obra, que será lançada em 2010, permitirá não só passar a dispor de uma nova área de exposição/interacção científica mas igualmente a partilha de espaço com uma pedreira que é a de referência do ‘Mármore de Estremoz’, sendo desse modo efectuada a ligação à actividade económica e novamente a criação de uma iniciativa emblemática de promoção da cultura científica, da Cidade de Estremoz e da Zona dos Mármores.
Deste modo os objectivos para o mandato 2009/13 passam pela continua afirmação de Estremoz como cidade de ciência na estratégia de desenvolvimento e progresso.
In Ciência Hoje de 20090907
José Capitão Pardal
Gostei, tomo a liberdade de transcrever e não faço qualquer comentário!…
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“Estremoz, uma vaidade pessoal…”
Por José Gonçalez
Estremoz Cidade de Excelência…
Mesmo que assim não fosse distinguida, para mim, foi, é, e sempre será a minha cidade de excelência. No dia em que no Porto o presidente da edilidade estremocense, o Dr. José Alberto Fateixa, recebe a referida distinção, eu, a quem felizmente a vida tem dado a possibilidade de andar por aí, felizmente posso dizer que conheço razoavelmente bem este Portugal, ilhas incluídas, e um bocadinho de alguns outros países, devo dizer, com a mesma felicidade com que vejo a nossa terra receber este prémio, que esta terra é linda. Bem sei que terá defeitos, que terá coisas menos boas, que há de facto aspectos que têm sido esquecidos, um bocadinho mais de asseio não faria mal a ninguém, uns arranjinhos por aí, também não ficariam nada mal.
Estremoz é de facto uma cidade peculiar, tem atributos únicos, uma localização geográfica invejável, um arranjo urbano bastante bom, embora nalgumas zonas a degradação comece a ser problema e a necessitar de um olhar mais atento, e tem esta coisa lindíssima, de olharmos, de quase qualquer ponto da cidade e ver-mos o castelo, e a nossa altaneira Torre de Menagem.
Sou piegas em relação a Estremoz, não engano ninguém, de resto sou, porque sou, muito emotivo, e em relação a Estremoz, sou indiscutivelmente bairrista. Olho para os problemas e para as coisas que estão menos bem, com esperança, com a certeza de que quem pode decidir, há-de decidir sempre bem, há-de permitir, e cada vez mais tornar esta cidade, num verdadeiro pólo aglutinador de coisas boas. Como se costuma dizer, Estremoz tem um património edificado muito bom, tem boas actividades, tem ambição e tem o melhor que se pode ter, as suas gentes. Lutadoras, abnegadas e muitas vezes brilhantes. Para mim, somos de facto uma grande terra. Muito e bem me falam dela, por onde quer que ande, garanto.
Eu, que regresso muitas vezes a Estremoz, quando a madrugada há muito já conquistou a Lua, encontro sempre no coração a emoção e a alegria, de ver, como se ali fosse plantada, a minha cidade. Altiva e bonita, porque para mim, é a mais bonita de todas e será sempre merecedora desta excelência agora atribuída, apesar de às vezes ser tão mal tratada, sobretudo por aqueles que cá vivem e moram, sobretudo por aqueles que deveriam ser os primeiros a defendê-la.
Fecho assim, no último programa de televisão em que participei, “Casamentos de Santo António”, quando em casa, ao fim do dia, estava a ver a gravação, dizia a Tânia Ribas de Oliveira:
- “José Gonçalez, que veio da lindíssima cidade de Estremoz, com esta voz toda”
São estas coisas que não se explicam, sentem-se. Ao nossos olhos ninguém pergunta por leituras nem visões especiais, esses apenas nos dão a excelência das lágrimas, muitas vezes inusitadas e comprometedoras, mas verdadeiras!
Que saibamos todos merecer e honrar esta distinção, agora, senhores da politica, vamos lá pôr em prática esta atribuição, e que para além do papel, Estremoz se torne cada vez mais, uma terra de excelência…
Junho 26, 2009
1 Comentário(s)
- Comentário por Florinda Lopes on Junho 26, 2009 8:59 pm
Não sei bem por onde começar, este texto tocou-me, fiquei feliz com a noticia. ao mesmo tempo que me entristece ouvir filhos da terra a dizerem ( odeio Estremoz, isto aqui não desenvolve nada) porque será que dizem isto? Esta frase choca-me profundamente, pois sempre neste concelho vivi, primeiro num monte aqui bem perto, e nestes últimos anos o meu sonho realizou-se, vim viver para a cidade que adoro e que só cá não nasci porque não há cá maternidade. Esta cidade tem muito para dar, desde que a saibam aproveitar, é uma cidade com defeitos como todas as outras, mas é uma cidade linda com muitas qualidades. É muito bom ser Estremoz viver em Estremoz.
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José Capitão Pardal





Está entre 1300 a 1500 anos-luz da Terra e é conhecida por ser uma