MOTIVAÇÃO PARA ESTA PÁGINA

Esta página pessoal não tem uma pretenção especial, mas tão só dar-me a conhecer e intervir em sociedade.

Intervir e divulgar: a minha forma de pensar (política inclusive), o meu percurso pessoal, as minhas viagens, notícias, factos, imagens e textos (meus ou de terceiros) que considere relevantes e tudo o mais, que achar conveniente.

 

A Frase

Na escrita há os que escrevem aquilo que pensam e os outros, que pensam aquilo que escrevem..., pensando muitas vezes o oposto!...

José Capitão Pardal

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Qua, 10/03/2010

Pela actualidade e para reflexão dos meus leitores  transcrevo este interessante artigo da autoria do Dr.

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professor_carlos_zorrinho

Diário do Sul, Visto do Alentejo 

2010/03/01

Desde há muito usada na linguagem sociológica e de comunicação e alinhada com outras expressões similares como actores , económicos ou outros, a expressão “actores políticos” tem vindo a ganhar nos últimos tempos, por todo o mundo democrático e também em , um significado cada vez mais literal e menos figurativo.

A competição dos órgãos de comunicação generalistas de televisão ou imprensa escrita pela conquista do grande que lhe garante viabilidade é hoje desesperada.

Num tempo em que cada vez mais gente se torna autónoma da comunicação de massas e assume a escolha da informação por medida e de acordo com as suas necessidades e gostos, prender a atenção das grandes audiências é um desafio em que parece valer tudo, até mesmo “tirar olhos”, ou seja, manchar reputações por dá cá aquela capa ou aquela caixa.

Uma primeira etapa deste combate travou-se no das chamadas novelas da vida real, de que o “Big Brother” terá sido o mais marcante exemplo.

A questão é sempre a mesma.

Quando se quebra uma barreira torna-se difícil resistir à pressão para ir cada vez mais longe e para além da linha de fronteira do que parecia razoável e aceitável no ponto de partida.

Cada passo dado é primeiro uma novidade badalada e popular e depois, rapidamente, um “dejá vu” desinteressante e descartável clamando por alternativa.

No momento em que escrevo esta crónica muitos dos “actores políticos” em estão expostos perante a opinião pública em inquéritos e inquirições infindas e por vezes burlescas, mais focadas no espectáculo do que na prova ou na obtenção da verdade.

O Canal Parlamento é um sucesso de audiências e quem sabe, se assegurar alguns direitos de “exclusividade”, um dos maiores activos mediáticos sob pública, suscitando em breve vorazes apetites de privatização.

A promoção exaustiva da exposição dos actores políticos é uma alternativa barata à séria, à encenação ficcional e ao entretenimento distanciado da casa do poder, fundamental para deixar espaço ao exercício focado desse poder e permitir o seu escrutínio fundamentado.

Este súbito convocar dos políticos para serem actores de tempos mortos e dos “prime time” das televisões generalistas e dos jornais de grande circulação não é uma particularidade .

Um pouco por todo o mundo este fenómeno está a acontecer.

Desde as fúrias de Gordon Brown às intimidades de Berlusconi e às patacoadas de Nicolas Fréche, passando pelos negócios do casal presidencial argentino ou aos problemas conjugais do Primeiro- irlandês, tudo está nos guiões da actualidade, animando um jornalismo “voyeur” que por enquanto é barato, eficaz e cola milhões aos televisores ou às capas que fazem notícia.

Mas como tudo o que vive no território mediático esta moda vai passar depressa, deixando destroços fundos na credibilidade da democracia e seguindo para outros palcos.

Na próxima ronda outros serão os actores.

Não tenho dotes de adivinhação mas a história faz-me suspeitar que quem toca agora à porta dos actores de circunstância, verá mais cedo ou mais tarde a sua porta ser tocada para receber convocatória.

Espero que esta suspeita não se confirme.

O espectáculo deve ser trabalho de actores profissionais, que os temos, bons e desaproveitados.

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José Capitão Pardal

Dada a sua actualidade e o seu sentido crítico e criativo, vou deixar-vos um texto do , para reflexão.
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2009/10/20 15:51

Carlos Zorrinho

é um criativo!

É uma nação rede num mundo em rede e um gerador de novos conceitos com impacto .

O modelo de de novos conceitos em é muito interessante.

Os portugueses usam o talento e a criatividade não para encontrar soluções óbvias ( A) mas para encontrar boas desculpas para não fazer ou não se comprometerem ( B).

Quando o B falha então encontram soluções disruptivas, ainda mais criativas e talentosas ( C).

São os Planos C, o melhor e mais potente da . Esses Planos C vão desde rotas alternativas para o comércio mundial e outras formas de navegar no passado, até projectos como a Via Verde, o SIS for All, o e-Escola ou a Empresa na Hora nos dias de hoje, para descrever apenas alguns dos mais emblemáticos.

Durante demasiado tempo olhámos para esta característica e em boa parte da do Sul como uma ameaça e um constrangimento.

Com o , em apostámos na oportunidade que dela decorre. Qualificar os portugueses, reforçar as redes e impulsionar uma nova atitude que faça de um “living lab” e dos portugueses produtores globais de planos C exportáveis, geradores de e criadores de riqueza.

Se há coisa que faz sentido no Ano Europeu da Criatividade e da em é usar o talento e a criatividade para olhar a realidade de forma diferente e capturar novas competências de transformação do mundo.

Um mundo em que inovar já não basta e em que o conhecimento, a e a são apenas condições necessárias para competir.

Um mundo em que a atitude empreendedora faz a diferença.

Um mundo complexo e imprevisível em que só os protagonistas antecipam o futuro.

Um mundo de redes e de comunidades, em que o acesso à informação e a redução da exclusão são fundamentais.

Esta é uma conferência de protagonistas.

De fazedores de futuros.

Espero que nela se reforce o triângulo chave Acreditar – Aprender – Empreender - e que os seus ecos contaminem favoravelmente o debate sobre a de Pós – 2010.

Uma que tem que ser reforçada na ambição, na dimensão política e nos mecanismos de cooperação e para a qual a abordagem criativa desenvolvida nesta conferência constitui uma ferramenta fundamental.

: Este texto é uma sintese da intervenção feita pelo autor na abertura da Conferência Criative Learning, realizada em dias 15 e 16 de Outubro de 2009

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José Capitão Pardal

Qui, 5/11/2009
Mais um artigo interessante do Prof. , que tomo a liberdade de publicar sem mais comentários.
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2009/10/16 10:59

Carlos Zorrinho

O colóquio sobre em produtos tradicionais, promovido em conjunto pelo Gabinete do e pela COTEC foi um dos momentos altos da recente Mostra .

O conceito de é novo, potente, muito visível, mas ainda pouco maduro.

No que diz respeito à em produtos tradicionais ainda é maior a fluidez e a necessidade de consolidação de ideias e boas práticas.

Neste contexto, a apresentação pública de quatro casos de sucesso como a Derovo, a Felmica, a Salsa e a Frulact, permitiu identificar algumas linhas comuns que fizeram a diferença e podem ser de enorme utilidade para quem quer inovar e vencer, vendendo para o mundo aquilo que faz parte da tradição da nossa .

Em primeiro lugar a nos produtos tradicionais não resulta por norma do acaso ou duma invenção inesperada, mas decorre antes da identificação duma oportunidade de e da consequente persistência no do e da para lhe dar resposta.

Em segundo lugar a nos produtos tradicionais não dispensa o uso de ferramentas e métodos de fronteira tecnológica. Nestes segmentos, o é tradicional, mas a forma de o produzir e distribuir não tem que o ser e normalmente não é.

Finalmente a tradicional exige para ser bem sucedida um grau de ambição e uma atitude de excepção. Os casos apresentados no seminário são notáveis e excepcionais.

A situação ideal é que deixem de o ser e se tornem exemplos normais no meio de muitos similares, mas nesta fase de impulso da nossa , a excelência na atitude é determinante.

Os programas de apoio à modernização e à internacionalização das portuguesas e em particular das PME, inseridos no COMPETE, são alavancas fundamentais para o sucesso da em produtos tradicionais.

As citadas neste artigo recorreram a eles, não como um ponto de partida, mas como um instrumento e uma componente do pacote de viabilização.

É esse o trajecto que conduz ao êxito.

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José Capitão Pardal

O José das Dores é o novo de da e da do novo de José Socrates.

Carlos Zorrinho

O é Licenciado em e Catedrático da de Évora, Deputado e Dirigente do Partido Socialista, tendo exercido o cargo de Coordenador do , na última legislatura.

Ao novo de os meus parabéns e muita sorte para o desempenho do cargo para que foi designado.

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apresenta novos Secretários de

O primeiro- José propôs hoje ao da , Cavaco , uma lista de 37 Secretários de para o XVIII Constitucional.

20:42 Quarta-feira, 28 de Out de 2009

Numa nota enviada à comunicação , a assessoria de imprensa do gabinete do primeiro- revela a proposta enviada hoje ao da , Cavaco , para a nomeação de 37 Secretários de para o XVIII Constitucional.

Há 17 novos Secretários de , 16 permanecem no cargo, cinco mudam de pasta.

Foram criadas também duas novas Secretarias de .

NOTA À COMUNICAÇÃO

O Senhor Primeiro- propôs hoje a S. Exa. o da a nomeação dos seguintes Secretários de do XVIII Constitucional:

- de Adjunto do Primeiro-, Dr. José Gouveia Ribeiro

- de dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Prof. Titterington Gomes Cravinho

- de dos Assuntos Europeus, Mestre Pedro Carqueijeiro Lourtie

- de das Comunidades Portuguesas, Dr. Fernandes da

- de Adjunto e do Orçamento, Mestre Emanuel Augusto dos Santos

- de do Tesouro e , Mestre Costa Pina

- de dos Assuntos Fiscais, Prof. Dr. Sérgio Trigo Tavares Vasques

- de da Pública, Mestre Gonçalo André Castilho dos Santos

- de da Juventude e do Desporto, Dr. Laurentino José Monteiro Castro Dias

- Secretária de da Modernização Administrativa, Profª. Drª. Leitão Marques

- da Local, Dr. José Adelmo Gouveia Bordalo Junqueiro

- Secretária de da Igualdade, Drª. Elza Henriques Deus Pais

- de da Defesa e dos Assuntos do Mar, Dr. Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcellos

- de Adjunto e da Interna, Dr. José Vieira Conde Rodrigues

- de da Interna, Drª. Dalila Correia Araújo Teixeira

- de da Protecção Civil, Dr. Vasco Seixas Duarte Franco

- de da Justiça, Dr. José Garcia Correia

- de da Justiça e da Modernização Judiciária, Dr. José Santos de Magalhães

- de Adjunto, da Indústria e do , Mestre Fernando Medina Maciel Correia

- de do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Dr. Fernando Pereira Serrasqueiro

- de do Turismo, Dr. Bernardo Amador Trindade

- de da e da , Prof. Doutor José das Dores

- de das Florestas e Rural, Eng. Rui Pedro de Sousa Barreiro

- de das Pescas e Agricultura, Dr. Medeiros Vieira

- de Adjunto, das Públicas e das Comunicações, Dr. Jorge Oliveira Ribeiro de Campos

- de dos Transportes, Dr. Henrique Graça Correia da Fonseca

- de do Ambiente, Prof. Doutor Humberto Delgado Ubach Chaves Rosa

- Secretária de do Ordenamento do Território e das Cidades, Dra. Fernanda Rosa do Carmo Julião

- de da Segurança , Mestre Pedro Dias de Jesus Marques

- de do e da Profissional, Mestre Valter Victorino Lemos

- Secretária de Adjunta e da Reabilitação, Idália Marques Salvador Serrão de Menezes Moniz

- de Adjunto e da , Dr. Francisco Pizarro Sampaio e Castro

- de da , Dr. Óscar de Oliveira Gaspar

- de Adjunto e da , Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura

- de da , Dr. José Trocado da Mata

- de da Ciência, e Ensino Superior, Prof. Doutor Frederico Tojal de Valsassina Heitor

- de da Cultura, Dr. Elísio Costa Santos Summavielle

, 28 de Outubro de 2009.

A Assessoria de Imprensa

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José Capitão Pardal

Pelo seu interesse para a , junto notícia inserta no jornal “Expresso” do passado dia 26 de Julho, sobre o lançamento da “primeira pedra” da fábrica aeronáutica da empresa brasileira EMBRAER, terceira construtora mundial de aviões, que contou com a presença de José Socrates.    

17:16 Domingo, 26 de Jul de 2009

O executivo da Embraer, Frederico Fleury Curado, revelou hoje que a primeira fábrica da empresa em Évora deverá começar a laborar no primeiro semestre de 2012 e anunciou a abertura de uma escola para de trabalhadores.

   
 

“A civil deverá demorar 18 meses, depois segue-se toda a parte industrial. Devemos começar a ter produção no primeiro semestre de 2012″, indicou o responsável pela construtora aeronáutica brasileira.

Frederico Fleury Curado falava aos jornalistas no final da cerimónia de lançamento da primeira pedra da primeira de duas fábricas que a Embraer pretende instalar na cidade alentejana.

“Apesar do momento difícil”, em termos económicos, “a Embraer decidiu preservar os investimentos em ”, afirmou, durante a cerimónia, presidida pelo primeiro-, José .

De acordo com responsável, a primeira de duas fábricas a instalar em Évora vai produzir componentes em fibras de carbono e de vidro para asas e fuselagem dos aviões.

“São estruturas que são utilizadas nos carros de fórmula 1 e que cada vez mais se utilizam em aviões”, explicou.

Quanto à dos futuros trabalhadores da unidade industrial, Frederico Fleury Curado adiantou que, em Setúbal, já existe uma especialização em aeronáutica e que, em Évora, será criada uma escola ao nível do ensino técnico com disciplinas voltadas para a aeronáutica.

“No final do ano, espero ter a escola operacional e em 2010 temos que começar a treinar as pessoas”, disse, considerando que a futura escola “vai trazer um grande futuro para , a médio e longo prazo, porque a base tem de ser a e o conhecimento”.

Lembrando que a Embraer tem prevista uma segunda fábrica, essa direccionada a componentes metálicos, o responsável revelou que a empresa brasileira tem “uma reserva para um terceiro lote” de terreno.

“Temos um longo prazo para exercer ou não a aquisição de um terceiro lote”, disse Frederico Fleury Curado, defendendo que “o futuro depende do que a Embraer conseguir desenvolver com todos estes projectos”.

A primeira pedra do novo de excelência da construtora de aviões brasileira Embraer foi hoje lançada, numa cerimónia que marcou o arranque de um projecto que prevê criar 570 postos de trabalho directos.

Com um inicial de 148 milhões de euros, a empresa brasileira pretende instalar duas fábricas no parque industrial aeronáutico de Évora, uma delas de estruturas metálicas (asas) e outra para produzir materiais compósitos (caudas), sendo que as unidades serão dedicadas inicialmente ao suporte logístico de jactos executivos.

A cerimónia, realizada no parque industrial aeronáutico de Évora, junto ao aeródromo , contou com a presença, além do primeiro-, do da e , Teixeira dos Santos, do da AICEP, Basílio Horta, do coordenador do , , do executivo da Embraer, Frederico Fleury Curado, e do autarca José Ernesto Oliveira.

Outra das vocações da unidade de Évora será, numa fase inicial, o apoio logístico de jactos executivos a voar na , o segundo maior no sector após os Estados Unidos.

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José Capitão Pardal

Destaco o texto inserto no jornal OJE do passado dia 9/7 e com origem na agência , sobre o e a sua influência na Escola dos nossos dias.

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Estudantes receberam um milhão de computadores

09/07/09
OJE/

O coordenador do , , destacou os resultados conseguidos em quatro anos no domínio do conhecimento, considerando que o é hoje uma agenda da sociedade e já não um programa do .

“O , que era inicialmente uma agenda do , transformou-se numa agenda da sociedade ”, sublinhou o responsável em entrevista à agência .

 
destacou o facto de já quase 800 mil portugueses terem voltado à escola com o programa Novas Oportunidades e, por outro lado, o facto de se apostar actualmente numa escola “que, do ponto de vista , está preparada para o século XXI”.

 
“Uma escola mais equipada do ponto de vista , com os alunos a terem acesso a um computador portátil, o que lhes permite ter um tipo de e adequada aos desafios de hoje em casa e na escola”, disse.

 
O número de inscritos no programa de qualificação de competências Novas Oportunidades, lançado pelo em 2005, chegou a 772.521 pessoas até Junho.

 
Este é um dos dados que consta do Relatório de Execução do , que é hoje apresentado na reunião do Consultivo, a última desta legislatura.

 
Segundo o gabinete de , no domínio da qualificação dos activos, ao abrigo do programa “Novas Oportunidades”, foram requalificadas ou certificadas competências de mais de 200.000 portugueses, numa dinâmica apoiada na acção de cerca de 500 Centros Novas Oportunidades.

 
Inverteu-se a tendência decrescente na admissão de alunos ao ensino superior e a entrada de alunos com mais de 23 anos (pela via das provas especiais de acesso), que passou de 551, em 2005, para 11.773, em 2008, destaca o relatório.

 
Por outro lado, acrescentou, reduziu-se em cerca de 30% o abandono precoce da escolaridade no ensino básico e secundário.

 
Foram também distribuídos quase um milhão de computadores no âmbito dos programas e.Escolas e e.Escolinhas a estudantes, docentes e trabalhadores em profissional.
O relatório a distribuir pelos conselheiros evidencia estarem já em execução plena as 176 medidas do , o que terá contribuído para “uma viragem do perfil competitivo” da , na opinião de .

 
“A inversão da balança tecnológica, que foi positiva consecutivamente em 2007 e 2008, é um sinal dessa viragem”, concluiu o responsável.

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José Capitão Pardal

Qua, 27/05/2009

Os mais novos não se recordam, mas todos os que serviram ou acompanharam o exército português até aos anos 80 do século passado têm certamente na memória as “Berliet Tramagal”, viaturas pesadas de transporte que eram um portento de força e uma dor de cabeça de condução, com as suas 12 mudanças invertidas, exigindo um cuidadoso jogo de embraiagem (duplas) para entrarem.

Na minha memória perduram ainda também as botas de borracha e tecido usadas pelo exército e adoradas pelos jovens do meu tempo, que lhe chamavam carinhosamente “Berliet Tramagal” em homenagem à sua resistência e aspecto imponente.

A tradição do Tramagal como de produção de camiões, camionetas e outros veículos manteve-se ao longo das décadas. Recentemente a Mitsubishi Fuso Trucks controlada pelo maior produtor mundial de Camiões (Daimler Trucks) passou a produzir aí o seu modelo Canter, exportado para mais de 30 Países e com um volume de produção anual de quase 200 milhões de Euros.

A aposta no Tramagal como de produção de camiões tem vindo a ser reforçada (embora no cerne da crise se tenha verificado uma ligeira redução do esforço produtivo face à quebra de encomendas). No dia 13 de Maio, um comunicado da empresa anunciou a decisão de encerrar duas unidades produtivas na Ásia e reforçar a linha de produção do Tramagal, naquilo que constitui uma grande notícia pelo seu valor directo e pelo significado indirecto da decisão.

Trago esta notícia para esta crónica pelas recordações que me desperta, pelo interesse do facto relatado mas sobretudo para sublinhar como os critérios editoriais dos nossos “media” mais significativos, em particular as televisões, tendem a dar uma visão distorcida da realidade, seguindo o princípio de que o povo gosta mais de ver desgraças do que receber boas novas.

A notícia que antes relatei surgiu em pequenas notas nas páginas de dos principais jornais publicados em 14 de Maio e não me apercebi que tivesse tido destaque em nenhuma televisão.

vive tempos difíceis tal como acontece com todo o mundo, fazendo com que as más económicas surjam com grande regularidade e tenham grande visibilidade.


José Capitão Pardal